{"id":82604,"date":"2025-09-22T23:24:04","date_gmt":"2025-09-22T23:24:04","guid":{"rendered":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/82604\/"},"modified":"2025-09-22T23:24:04","modified_gmt":"2025-09-22T23:24:04","slug":"quem-e-mais-sensivel-a-dor-homens-ou-mulheres-a-resposta-pode-surpreender","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/82604\/","title":{"rendered":"Quem \u00e9 mais sens\u00edvel \u00e0 dor, homens ou mulheres? A resposta pode surpreender"},"content":{"rendered":"<p data-component-name=\"paragraph\" class=\"styles__ParagraphStyled-sc-6adecn-0 cWrRiu  \">\u00c9 um equ\u00edvoco comum pensar que, porque as <a href=\"https:\/\/www.estadao.com.br\/tudo-sobre\/mulher\" target=\"_blank\" rel=\"nofollow noopener\" title=\"https:\/\/www.estadao.com.br\/tudo-sobre\/mulher\"><strong>mulheres<\/strong><\/a> conseguem dar \u00e0 luz e lidam rotineiramente com c\u00f3licas menstruais \u00e0s vezes agonizantes, elas seriam de alguma forma mais capazes de tolerar <a href=\"https:\/\/www.estadao.com.br\/tudo-sobre\/dor\" target=\"_blank\" rel=\"nofollow noopener\" title=\"https:\/\/www.estadao.com.br\/tudo-sobre\/dor\"><strong>dor<\/strong><\/a> do que os homens. (Provavelmente esse \u00e9 um dos motivos pelos quais a dor feminina \u00e9 frequentemente descartada ou subtratada em ambientes m\u00e9dicos.)<\/p>\n<p data-component-name=\"paragraph\" class=\"styles__ParagraphStyled-sc-6adecn-0 cWrRiu  \">Nada poderia estar mais distante da verdade. Embora alguns estudos n\u00e3o mostrem diferen\u00e7a de g\u00eanero na experi\u00eancia da dor, a maioria sugere que as mulheres s\u00e3o, na verdade, mais sens\u00edveis \u00e0 dor do que os homens.<\/p>\n<p><img  loading=\"lazy\" class=\"lazy-load-img\"\/><\/p>\n<p>As mulheres sentem mais dor ao longo da vida e tamb\u00e9m t\u00eam maior risco de desenvolver quadros dolorosos dif\u00edceis de diagnosticar\u00a0Foto:  annaspoka\/Adobe Stock    <\/p>\n<p>\u201cEst\u00e1 180 graus errado. Isso j\u00e1 foi estudado centenas e centenas de vezes, e \u00e9 como se fosse um zumbi que nunca morre\u201d, define Jeffrey Mogil, professor de estudos sobre dor da Universidade McGill. \u201cNa minha opini\u00e3o, essa quest\u00e3o de \u2018quem \u00e9 mais sens\u00edvel \u00e0 dor\u2019 j\u00e1 foi respondida de forma t\u00e3o clara quanto qualquer outra em biologia.\u201d<\/p>\n<p>A pergunta mais importante, que os pesquisadores ainda tentam entender, \u00e9: por que homens e mulheres experimentam a dor de forma diferente? Um quarto dos adultos norte-americanos tem dor cr\u00f4nica, que \u00e9 a dor que dura mais de tr\u00eas meses ou al\u00e9m do tempo esperado de cicatriza\u00e7\u00e3o. E as mulheres t\u00eam mais probabilidade de desenvolver dor cr\u00f4nica do que os homens.<\/p>\n<p data-component-name=\"paragraph\" class=\"styles__ParagraphStyled-sc-6adecn-0 cWrRiu  \">Pesquisas sugerem que tudo, desde os circuitos cerebrais at\u00e9 as c\u00e9lulas imunol\u00f3gicas envolvidas no processamento da dor, parece ser diferente entre homens e mulheres \u2014 \u00e0s vezes de maneira surpreendente, diz Mogil. A boa not\u00edcia \u00e9 que, \u00e0 medida que aprendemos mais sobre como o processamento da dor pode variar, isso pode levar a melhores tratamentos.<\/p>\n<p data-component-name=\"paragraph\" class=\"styles__ParagraphStyled-sc-6adecn-0 cWrRiu  \">\u201cEsses estudos est\u00e3o nos mandando uma mensagem clara de que as diferen\u00e7as entre os sexos n\u00e3o s\u00e3o apenas mais fortes ou mais fracas \u2014 muitas vezes s\u00e3o diagramas de fia\u00e7\u00e3o completamente diferentes\u201d, analisa Sean Mackey, chefe da divis\u00e3o de medicina da dor da Universidade Stanford. \u201cE precisamos estar atentos a essas diferen\u00e7as entre homens e mulheres quando os tratamos.\u201d<\/p>\n<p>Diferen\u00e7as na biologia da dor<\/p>\n<p data-component-name=\"paragraph\" class=\"styles__ParagraphStyled-sc-6adecn-0 cWrRiu  \">Pesquisas anteriores j\u00e1 apontaram os <a href=\"https:\/\/www.estadao.com.br\/tudo-sobre\/hormonio\" target=\"_blank\" rel=\"nofollow noopener\" title=\"https:\/\/www.estadao.com.br\/tudo-sobre\/hormonio\"><strong>horm\u00f4nios<\/strong><\/a> sexuais como contribuintes para a experi\u00eancia da dor. Durante a puberdade, quando ocorrem mudan\u00e7as dr\u00e1sticas nos horm\u00f4nios sexuais, come\u00e7am a surgir diferen\u00e7as marcantes entre os sexos na preval\u00eancia de condi\u00e7\u00f5es cl\u00ednicas de dor. Enquanto aproximadamente o mesmo n\u00famero de meninas e meninos antes da puberdade tem enxaqueca, a preval\u00eancia mais do que dobra entre as mulheres ap\u00f3s a puberdade. Al\u00e9m disso, a gravidade dos sintomas de dor cr\u00f4nica pode variar ao longo do ciclo menstrual.<\/p>\n<p data-component-name=\"paragraph\" class=\"styles__ParagraphStyled-sc-6adecn-0 cWrRiu  \">Mas os horm\u00f4nios n\u00e3o contam a hist\u00f3ria completa. At\u00e9 mesmo a forma como o c\u00e9rebro \u00e9 estruturado difere entre homens e mulheres que t\u00eam a mesma condi\u00e7\u00e3o de dor cr\u00f4nica. O c\u00f3rtex cingulado anterior subgenual (sgACC) \u00e9 uma regi\u00e3o espec\u00edfica do <a href=\"https:\/\/www.estadao.com.br\/tudo-sobre\/cerebro\" target=\"_blank\" rel=\"nofollow noopener\" title=\"https:\/\/www.estadao.com.br\/tudo-sobre\/cerebro\"><strong>c\u00e9rebro<\/strong><\/a> que atua no sistema natural de al\u00edvio da dor do corpo.<\/p>\n<p data-component-name=\"paragraph\" class=\"styles__ParagraphStyled-sc-6adecn-0 cWrRiu  \">\u201cDe toda forma que olhamos para o sistema cerebral relacionado \u00e0 dor \u2014 seja em termos de atividade, conex\u00e3o com outras \u00e1reas do c\u00e9rebro ou oscila\u00e7\u00f5es \u2014 essa regi\u00e3o do c\u00e9rebro aparece sempre como diferente em homens e mulheres\u201d, conta Karen Davis, cientista s\u00eanior do Instituto de C\u00e9rebro Krembil da University Health Network, que estuda o sgACC h\u00e1 mais de uma d\u00e9cada.<\/p>\n<p data-component-name=\"paragraph\" class=\"styles__ParagraphStyled-sc-6adecn-0 cWrRiu  \">Karen e seus colegas descobriram que mulheres com espondilite anquilosante, um tipo de artrite na parte inferior das costas, t\u00eam maior conectividade entre o sgACC e regi\u00f5es do c\u00e9rebro envolvidas no processamento de informa\u00e7\u00f5es sensoriais em compara\u00e7\u00e3o com os homens. Esse circuito cerebral \u00fanico pode explicar por que as mulheres com a condi\u00e7\u00e3o relatam mais incapacidade funcional, maior carga da doen\u00e7a e menor resposta ao tratamento.<\/p>\n<p data-component-name=\"paragraph\" class=\"styles__ParagraphStyled-sc-6adecn-0 cWrRiu  \">E as diferen\u00e7as sexuais na biologia da dor v\u00e3o al\u00e9m do c\u00e9rebro, como o laborat\u00f3rio de Mogil j\u00e1 sabe h\u00e1 muito tempo. J\u00e1 em 1996, Mogil e seus colegas come\u00e7aram a encontrar evid\u00eancias de genes espec\u00edficos por sexo que influenciam a percep\u00e7\u00e3o da dor. Mais tarde, descobriram diferen\u00e7as marcantes em quais c\u00e9lulas imunol\u00f3gicas contribuem para a dor. Mais recentemente, pesquisadores constataram que at\u00e9 mesmo os nociceptores \u2014 os neur\u00f4nios sensoriais localizados na pele, m\u00fasculos, articula\u00e7\u00f5es e \u00f3rg\u00e3os internos que enviam sinais de dor ao c\u00e9rebro \u2014 funcionam de maneira diferente em machos e f\u00eameas, tanto em humanos quanto em outros animais.<\/p>\n<p data-component-name=\"paragraph\" class=\"styles__ParagraphStyled-sc-6adecn-0 cWrRiu  \">\u201cDesde o primeiro passo, o sistema da dor j\u00e1 parece depender do sexo\u201d, comenta Mogil. \u201cBasta dizer que as pessoas encontraram diferen\u00e7as sexuais em praticamente todos os n\u00edveis da cadeia, da sensa\u00e7\u00e3o \u00e0 percep\u00e7\u00e3o, a tal ponto que chega a ser um pouco chocante.\u201d<\/p>\n<p>Como essas diferen\u00e7as podem afetar o tratamento<\/p>\n<p class=\"ads-placeholder-label\">CONTiNUA AP\u00d3S PUBLICIDADE<\/p>\n<p>Cerca de metade das condi\u00e7\u00f5es de dor cr\u00f4nica \u2014 incluindo enxaqueca, <a href=\"https:\/\/www.estadao.com.br\/tudo-sobre\/fibromialgia\/\" target=\"_blank\" rel=\"nofollow noopener\" title=\"https:\/\/www.estadao.com.br\/tudo-sobre\/fibromialgia\/\"><strong>fibromialgia<\/strong><\/a>, artrite reumatoide, osteoartrite e s\u00edndrome do intestino irrit\u00e1vel \u2014 s\u00e3o mais comuns em mulheres. Apenas 20% das condi\u00e7\u00f5es de dor cr\u00f4nica s\u00e3o mais comuns em homens. (O restante est\u00e1 igualmente dividido entre os sexos.) Um estudo com 42.249 adultos em 17 pa\u00edses descobriu que a preval\u00eancia de condi\u00e7\u00f5es de dor cr\u00f4nica era maior entre as mulheres tanto em pa\u00edses desenvolvidos quanto em desenvolvimento.<\/p>\n<p>Especialistas enfatizam que mais pesquisas que caracterizem as diferen\u00e7as sexuais na dor s\u00e3o essenciais para melhorar o manejo da dor, de forma mais personalizada para mulheres e homens. Atualmente, ensaios cl\u00ednicos que investigam tratamentos para dor cr\u00f4nica muitas vezes n\u00e3o relatam efeitos relacionados ao sexo ou n\u00e3o t\u00eam amostras adequadas para an\u00e1lise. Historicamente, os estudos pr\u00e9-cl\u00ednicos sobre dor usaram, em sua maioria esmagadora, roedores machos.<\/p>\n<p data-component-name=\"paragraph\" class=\"styles__ParagraphStyled-sc-6adecn-0 cWrRiu  \">Um exemplo not\u00e1vel \u00e9 uma prote\u00edna chamada pept\u00eddeo relacionado ao gene da calcitonina (CGRP), h\u00e1 muito tempo considerada como tendo um papel na enxaqueca, j\u00e1 que est\u00e1 elevada no sangue e na saliva dos pacientes durante uma crise. Em 2009, cientistas que usaram ratos machos relataram que o CGRP n\u00e3o provoca enxaqueca. Uma d\u00e9cada depois, o estudo foi repetido em ambos os sexos, constatando que, apesar de n\u00e3o ter efeito nos machos, o CGRP causa uma resposta significativa de dor nas f\u00eameas.<\/p>\n<p>Hoje, v\u00e1rios medicamentos que bloqueiam o CGRP foram aprovados pela Food and Drug Administration (FDA) dos Estados Unidos para prevenir e tratar enxaquecas, incluindo ubrogepanto, rimegepanto e zavegepanto. Eles n\u00e3o funcionam bem em homens, mas mudaram o jogo para muitas mulheres, que t\u00eam tr\u00eas vezes mais probabilidade de sofrer de enxaqueca do que eles.<\/p>\n<p>\u201cProvavelmente existem diferen\u00e7as sexuais importantes que precisamos n\u00e3o apenas encontrar por acaso, mas procurar ativamente\u201d, nota Karen. \u201cCaso contr\u00e1rio, no aspecto do tratamento e da aplica\u00e7\u00e3o cl\u00ednica, estaremos perdendo informa\u00e7\u00f5es e prestando um desservi\u00e7o a pacientes que sofrem de diferentes tipos de dor.\u201d<\/p>\n<p>Por exemplo, resultados de estudos de imagem cerebral podem ser usados para personalizar novos tratamentos que visam estimular determinadas \u00e1reas do c\u00e9rebro, como a estimula\u00e7\u00e3o cerebral profunda, que implanta eletrodos em regi\u00f5es espec\u00edficas do c\u00e9rebro para administrar correntes el\u00e9tricas. Assim como ocorre com o CGRP, certas mol\u00e9culas podem estar envolvidas na modula\u00e7\u00e3o da dor para um sexo, mas n\u00e3o para o outro, o que pode levar ao desenvolvimento de medicamentos direcionados especificamente para cada sexo. <\/p>\n<p>Dicas para lidar com dor cr\u00f4nica<\/p>\n<p data-component-name=\"paragraph\" class=\"styles__ParagraphStyled-sc-6adecn-0 cWrRiu  \">As mulheres n\u00e3o apenas sentem mais dor ao longo da vida, como tamb\u00e9m t\u00eam mais probabilidade de sofrer de condi\u00e7\u00f5es dolorosas dif\u00edceis de diagnosticar, como fibromialgia e s\u00edndrome do intestino irrit\u00e1vel. Aqui est\u00e3o algumas dicas para mulheres que buscam defender um melhor al\u00edvio e manejo da dor:<\/p>\n<ul>\n<li class=\" \"><b>Se voc\u00ea n\u00e3o se sentir ouvida.<\/b> Quase uma em cada quatro mulheres relatam ter sido tratadas \u201cinjustamente ou com desrespeito\u201d por seus profissionais de sa\u00fade, segundo uma pesquisa recente. Ao visitar o m\u00e9dico, v\u00e1 preparada com um di\u00e1rio de todos os seus sintomas e uma lista de perguntas a fazer.<\/li>\n<li class=\" \"><b>Fale com sinceridade.<\/b> N\u00e3o minimize a gravidade dos seus sintomas. Seja sua pr\u00f3pria defensora ao falar com clareza sobre sua dor, como ela afeta sua vida di\u00e1ria e suas prefer\u00eancias de tratamento.<\/li>\n<li class=\" \"><b>Leve um amigo ou familiar.<\/b> Ter algu\u00e9m querido para apoiar pode ajudar a reduzir a ansiedade. Pe\u00e7a para que anotem as informa\u00e7\u00f5es e fa\u00e7am perguntas tamb\u00e9m.<\/li>\n<li class=\" \"><b>Encontre o profissional certo.<\/b> Se um m\u00e9dico fizer voc\u00ea se sentir ignorada ou desconfort\u00e1vel \u2014 repetidamente ou at\u00e9 mesmo uma \u00fanica vez \u2014 n\u00e3o tenha medo de procurar outro profissional.<\/li>\n<\/ul>\n<p data-component-name=\"paragraph\" class=\"styles__ParagraphStyled-sc-6adecn-0 cWrRiu  \">\u201cN\u00e3o sofra em sil\u00eancio e n\u00e3o desista\u201d, orienta Mackey. \u201cA ajuda est\u00e1 dispon\u00edvel.\u201d<\/p>\n<p data-component-name=\"paragraph\" class=\"styles__ParagraphStyled-sc-6adecn-0 cWrRiu  \">Este conte\u00fado foi publicado originalmente no The Washington Post. Ele foi traduzido com o aux\u00edlio de ferramentas de Intelig\u00eancia Artificial e revisado por nossa equipe editorial. <a href=\"https:\/\/www.estadao.com.br\/link\/estadao-define-politica-de-uso-de-ferramentas-de-inteligencia-artificial-por-seus-jornalistas-veja\/\" target=\"_blank\" rel=\"nofollow noopener\"><strong>Saiba mais em nossa Pol\u00edtica de IA<\/strong><\/a>.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"\u00c9 um equ\u00edvoco comum pensar que, porque as mulheres conseguem dar \u00e0 luz e lidam rotineiramente com c\u00f3licas&hellip;\n","protected":false},"author":2,"featured_media":82605,"comment_status":"","ping_status":"","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[86],"tags":[21087,21088,1772,565,14141,7669,372,21089,21090,377,21091,21092,21093,21094,21095,21096,21097,21098,4190,1098,19119,116,1101,1104,7493,21099,1108,21100,21101,21102,21103,1112,1113,32,21104,33,21105,21106,1801,117,1805,19127,21107,14317,21108,21109,21110,10689,1121,21111,200,5514],"class_list":{"0":"post-82604","1":"post","2":"type-post","3":"status-publish","4":"format-standard","5":"has-post-thumbnail","7":"category-saude","8":"tag-activist","9":"tag-arab","10":"tag-background","11":"tag-banner","12":"tag-black","13":"tag-child","14":"tag-colorful","15":"tag-community","16":"tag-cross-culture","17":"tag-culture","18":"tag-different","19":"tag-discrimination","20":"tag-diverse","21":"tag-diversity","22":"tag-empowerment","23":"tag-equal","24":"tag-equality","25":"tag-ethic","26":"tag-face","27":"tag-female","28":"tag-group","29":"tag-health","30":"tag-human","31":"tag-illustration","32":"tag-international","33":"tag-interracial","34":"tag-man","35":"tag-minority","36":"tag-multi","37":"tag-multiracial","38":"tag-muslim","39":"tag-people","40":"tag-person","41":"tag-portugal","42":"tag-profile","43":"tag-pt","44":"tag-race","45":"tag-racial","46":"tag-red","47":"tag-saude","48":"tag-side","49":"tag-silhouette","50":"tag-solidarity","51":"tag-together","52":"tag-tolerance","53":"tag-union","54":"tag-united","55":"tag-various","56":"tag-vector","57":"tag-view","58":"tag-woman","59":"tag-young"},"share_on_mastodon":{"url":"","error":""},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/82604","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=82604"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/82604\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media\/82605"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=82604"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=82604"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=82604"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}