{"id":82980,"date":"2025-09-23T09:05:09","date_gmt":"2025-09-23T09:05:09","guid":{"rendered":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/82980\/"},"modified":"2025-09-23T09:05:09","modified_gmt":"2025-09-23T09:05:09","slug":"enterrados-vivos-militao-diz-que-mandou-matar-por-medo-observador","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/82980\/","title":{"rendered":"Enterrados vivos. Milit\u00e3o diz que mandou matar por medo \u2013 Observador"},"content":{"rendered":"<p>Luis Miguel Milit\u00e3o, conhecido como \u201cMonstro de Fortaleza\u201d, deu duas entrevistas em dois dias em que contou como encomendou a morte dos seis industriais portugueses enterrados vivos no Brasil em 2001. Condenado a 150 anos de pris\u00e3o pelo assassinato dos seis homens em Fortaleza, Milit\u00e3o falou sobre o crime ao <a href=\"https:\/\/www.cmjornal.pt\/portugal\/detalhe\/encomendei-a-morte-dos-seis-portugueses-monstro-de-fortaleza-diz-que-ja-pediu-desculpas-as-familias-pela-burrice\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">Correio da Manh\u00e3<\/a> e \u00e0 <a href=\"https:\/\/cnnportugal.iol.pt\/luis-filipe-militao\/chacina-dos-portugueses\/o-que-estava-combinado-era-a-morte-nao-a-morte-por-crueldade-mas-a-morte-por-medo-24-anos-apos-a-chacina-dos-portugueses-o-mentor-do-crime-falou-em-exclusivo-a-cnn-portugal\/20250922\/68d1c09bd34e58bc67960be5\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">CNN Portugal<\/a> 24 anos depois, negando estar presente no momento, mas admitindo ter dado a ordem para matar \u201cpor medo\u201d de que o roubo do dinheiro viesse a ser descoberto e assim ele e os c\u00famplices serem presos.<\/p>\n<p>Os contornos do crime cunhado \u201cA chacina dos portugueses\u201d chocaram Portugal e o Brasil: os seis homens foram sepultados vivos, tendo morrido por asfixia mec\u00e2nica, tendo engolido e respirado areia, tendo sido colocado cimento por cima do local onde foram enterrados. Os seis portugueses foram atra\u00eddos para Fortaleza, no Brasil, pelo conterr\u00e2neo Lu\u00eds Miguel Milit\u00e3o. O plano passava por roubo e extors\u00e3o: os empres\u00e1rios foram sequestrados, espancados e acabaram por ser enterrados vivos na cozinha de um bar na Praia do Futuro.<\/p>\n<p>Numa sa\u00edda prec\u00e1ria da cadeia de uma semana com pulseira eletr\u00f3nica, Milit\u00e3o admitiu ter dado a ordem por telefone para matar e enterrar as pessoas, algo que considerou ser \u201co seu maior erro\u201d na entrevista \u00e0 CNN Portugal, onde negou ter atra\u00eddo os seis portugueses para os matar ou para fazer \u201cturismo sexual\u201d.<\/p>\n<p>\u201cConvidei apenas uma pessoa, de forma informal, para que pudesse vir nas f\u00e9rias usufruir das belezas do Nordeste brasileiro\u201d, afirmou o homem.<\/p>\n<p>\u201cTinha sa\u00eddo h\u00e1 uma semana de Portugal quando um dos portugueses me ligou, ou eu liguei para ele e, numa conversa informal e tranquila, eu disse que estava com algumas raparigas aqui no Brasil e que se um dia ele quisesse vir, viesse\u201d, continuou, negando haver qualquer \u201cmotiva\u00e7\u00e3o criminosa\u201d.<\/p>\n<p>Foi no Brasil que conheceu os seus c\u00famplices, que diz o terem induzido a fazer mal \u00e0s pessoas que iriam de f\u00e9rias, que passaram de tr\u00eas para seis homens \u2014 com quem diz ter tido poucos v\u00ednculos.<\/p>\n<p>\u201cQuando me induziram ao cometimento do crime, eu disse \u2018cara, eu n\u00e3o tenho coragem de matar ningu\u00e9m\u2019. E eles disseram-me \u2018Ah, eu tenho\u2019\u201d, continuou, sem especificar nomes pois, diz, \u201cs\u00e3o seres humanos que se arrependeram\u201d.<\/p>\n<p>No dia, Milit\u00e3o nega ter visto ou ter estado l\u00e1, afirmando que \u201cfisicamente\u201d, n\u00e3o matou ningu\u00e9m. \u201cTodos [os portugueses] foram sequestrados, inclusive eu, como uma forma de fazer pensar que eu n\u00e3o estava envolvido no crime, para que facilitasse o fornecimento das senhas de cart\u00f5es de cr\u00e9dito\u201d dos homens que tinham ficado ref\u00e9ns.<\/p>\n<p>\u201cCom esse fornecimento [das senhas], sa\u00ed da barraca e n\u00e3o participei, eu n\u00e3o vi, eu n\u00e3o sei como \u00e9 que foi a n\u00e3o ser pela imprensa\u201d, continuou.<\/p>\n<p>Luis Miguel Milit\u00e3o revelou ainda que o que tinha combinado com os seus c\u00famplices era a morte dos seis portugueses, encontrados enterrados debaixo da cozinha do Vela Latina, com cimento por cima.<\/p>\n<p>Naquele momento, lembrou, todos os homicidas estavam \u201ccom medo e embriagados\u201d. \u201cSem beber n\u00e3o ter\u00edamos essa coragem\u201d, continuou. Foi nesse momento que o condenado foi questionado se iam \u201cmesmo\u201d fazer \u201caquilo que estava combinado\u201d \u2014 \u201ca morte\u201d, n\u00e3o \u201cpor crueldade\u201d, mas \u201cpor medo\u201d, porque \u201cas pessoas tinham medo de ser descobertas [do roubo e sequestro] e de ser presas\u201d.<\/p>\n<p>O que foi pensado foi que \u201cessas pessoas precisariam de desaparecer para que n\u00e3o fosse descoberto o crime\u201d. Foi a\u00ed que Luis Miguel Milit\u00e3o conta ter sido contactado por telem\u00f3vel pelos seus c\u00famplices. Foi nesse momento que cometeu o que diz ser \u201co seu grande erro\u201d: dar a ordem \u201cindireta\u201d.<\/p>\n<p>\u201cClaro que \u00e9 ser muito est\u00fapido, ou ser doente, ou estar b\u00eabado, ou ser ing\u00e9nuo e abra\u00e7ar a ideia dos outros; ou ter neuroses e psicoses, enfim, nada mais h\u00e1 a fazer a n\u00e3o ser sofrer\u201d, disse ao Correio da Manh\u00e3.<\/p>\n<p>Ao mesmo jornal afirmou-se arrependido e adiantou ter pedido desculpa aos familiares das v\u00edtimas \u2014 Ant\u00f3nio Correia Rodrigues; Vitor Manuel Martins; Joaquim Silva Mendes; Manuel Joaquim Barros; Joaquim Fernandes Martins; Joaquim Manuel Pestana da Costa: \u201cNingu\u00e9m me desculpa, nem eu mesmo\u201d.<\/p>\n<p>Condenado a 150 anos de pris\u00e3o, Milit\u00e3o s\u00f3 tem de cumprir 30 anos, limite m\u00e1ximo imposto pela lei brasileira. J\u00e1 cumpriu 24 anos, e apesar de ter tentado fugir tr\u00eas vezes, pediu em v\u00e1rias ocasi\u00f5es a liberdade ao tribunal.<\/p>\n<p>Foram apresentados pelo menos sete pedidos de habeas corpus ao Tribunal de Justi\u00e7a do Cear\u00e1 \u2014 a maioria feitos pela sua mulher \u2014 alegando que, devido ao tempo de trabalho e estudo cumprido em reclus\u00e3o, j\u00e1 ultrapassou o limite previsto pela lei brasileira para pena m\u00e1xima efetiva, apelando \u00e0 \u201cremi\u00e7\u00e3o da pena\u201d (figura legal que permite a redu\u00e7\u00e3o do tempo de reclus\u00e3o conforme determinadas atividades).<\/p>\n<p>No entanto, todos esses pedidos, incluindo dois analisados pelo Superior Tribunal de Justi\u00e7a, foram rejeitados. O tribunal entende que o abatimento de pena pelo trabalho e estudo deve incidir sobre o total da condena\u00e7\u00e3o (150 anos), e n\u00e3o sobre o teto de 30 anos previsto pela lei. Assim, a previs\u00e3o oficial da data de liberta\u00e7\u00e3o de Milit\u00e3o est\u00e1 marcada para 6 de dezembro de 2031.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Luis Miguel Milit\u00e3o, conhecido como \u201cMonstro de Fortaleza\u201d, deu duas entrevistas em dois dias em que contou como&hellip;\n","protected":false},"author":2,"featured_media":82981,"comment_status":"","ping_status":"","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[8],"tags":[726,27,28,604,15,16,14,25,26,21,22,62,12,13,19,20,32,23,24,33,58,17,18,29,30,31],"class_list":{"0":"post-82980","1":"post","2":"type-post","3":"status-publish","4":"format-standard","5":"has-post-thumbnail","7":"category-principais-noticias","8":"tag-brasil","9":"tag-breaking-news","10":"tag-breakingnews","11":"tag-crime","12":"tag-featured-news","13":"tag-featurednews","14":"tag-headlines","15":"tag-latest-news","16":"tag-latestnews","17":"tag-main-news","18":"tag-mainnews","19":"tag-mundo","20":"tag-news","21":"tag-noticias","22":"tag-noticias-principais","23":"tag-noticiasprincipais","24":"tag-portugal","25":"tag-principais-noticias","26":"tag-principaisnoticias","27":"tag-pt","28":"tag-sociedade","29":"tag-top-stories","30":"tag-topstories","31":"tag-ultimas","32":"tag-ultimas-noticias","33":"tag-ultimasnoticias"},"share_on_mastodon":{"url":"","error":""},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/82980","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=82980"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/82980\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media\/82981"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=82980"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=82980"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=82980"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}