{"id":83063,"date":"2025-09-23T10:24:07","date_gmt":"2025-09-23T10:24:07","guid":{"rendered":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/83063\/"},"modified":"2025-09-23T10:24:07","modified_gmt":"2025-09-23T10:24:07","slug":"diretriz-recomenda-novo-exame-e-metas-mais-rigidas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/83063\/","title":{"rendered":"diretriz recomenda novo exame e metas mais r\u00edgidas"},"content":{"rendered":"<p>Depois de mudar a forma de manejo da press\u00e3o arterial, <strong><a href=\"https:\/\/www.folhavitoria.com.br\/saude\/pressao-12-por-8-e-considerada-pre-hipertensao-em-nova-diretriz\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener nofollow\">passando a classificar o famoso 12 por 8 como pr\u00e9-hipertens\u00e3o<\/a><\/strong>, a Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC) tamb\u00e9m anunciou importantes altera\u00e7\u00f5es na forma de monitorar os n\u00edveis de <strong><a href=\"https:\/\/www.folhavitoria.com.br\/tag\/colesterol\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener nofollow\">colesterol<\/a><\/strong>.<\/p>\n<p>Em uma nova diretriz apresentada na \u00faltima sexta-feira (19), durante seu congresso anual, <strong>a entidade m\u00e9dica tornou mais r\u00edgidas as metas de colesterol, criou uma nova categoria de risco cardiovascular e passou a recomendar para toda a popula\u00e7\u00e3o a realiza\u00e7\u00e3o de um novo exame<\/strong>, que ir\u00e1 medir o n\u00edvel de um tipo de <strong><a href=\"https:\/\/www.folhavitoria.com.br\/tag\/proteina\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener nofollow\">prote\u00edna<\/a><\/strong> associada a um risco cinco vezes maior de problemas como o <strong><a href=\"https:\/\/www.folhavitoria.com.br\/tag\/infarto\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener nofollow\">infarto<\/a><\/strong>.<\/p>\n<p>A nova <strong>Diretriz Brasileira de Dislipidemias e Preven\u00e7\u00e3o da Aterosclerose <\/strong>substitui o documento anterior, publicado em 2017, e, segundo os autores, est\u00e1 alinhada \u00e0s recomenda\u00e7\u00f5es mais avan\u00e7adas do mundo para a preven\u00e7\u00e3o da aterosclerose, condi\u00e7\u00e3o inflamat\u00f3ria das art\u00e9rias provocada pelo ac\u00famulo de gordura nos vasos e que \u00e9 o principal fator de risco para <strong><a href=\"https:\/\/www.folhavitoria.com.br\/tag\/doencas-cardiovasculares\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener nofollow\">doen\u00e7as cardiovasculares<\/a><\/strong>. Estas, por sua vez, s\u00e3o <strong>a principal causa de \u00f3bito no Brasil<\/strong>, matando, anualmente, cerca de 400 mil brasileiros, o equivalente a 45 v\u00edtimas por hora.<\/p>\n<p>Veja abaixo as principais mudan\u00e7as trazidas pela nova diretriz na preven\u00e7\u00e3o e no tratamento de n\u00edveis elevados de colesterol:<\/p>\n<p>Metas de colesterol mais r\u00edgidas e nova categoria de risco<\/p>\n<p>As metas para o controle do LDL, conhecido como <strong>\u201ccolesterol ruim\u201d<\/strong>, foram redefinidas para alguns grupos. <strong>Para pacientes de baixo risco cardiovascular, a meta foi reduzida de 130 mg\/dL para 115 mg\/dL<\/strong>.<\/p>\n<p>O risco cardiovascular \u00e9 uma m\u00e9trica geralmente calculada pelo <strong><a href=\"https:\/\/www.folhavitoria.com.br\/tag\/cardiologista\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener nofollow\">cardiologista<\/a><\/strong> com base em diversos indicadores e caracter\u00edsticas do paciente, como idade, sexo e presen\u00e7a de comorbidades.<\/p>\n<p><strong>\u201cAo paciente de baixo risco com colesterol LDL acima de 115 mg\/dL, devem ser recomendadas mudan\u00e7as no estilo de vida e, se estiver acima de 145 mg\/dL e ele j\u00e1 estiver fazendo essas mudan\u00e7as, ele deve receber tratamento com medicamento redutor de LDL\u201d<\/strong>, explica Maria Cristina Izar, presidente da Sociedade de Cardiologia do Estado de S\u00e3o Paulo (Socesp) e uma das autoras da diretriz.<\/p>\n<p>A especialista explica ainda que foi criada uma nova categoria de risco cardiovascular, al\u00e9m das quatro at\u00e9 ent\u00e3o existentes. <strong>Agora, al\u00e9m de risco baixo, intermedi\u00e1rio, alto e muito alto, a SBC criou a categoria de risco extremo<\/strong>.<\/p>\n<blockquote>\n<p>Essa nova categoria compreende os indiv\u00edduos que, mesmo com o uso de estatinas potentes, t\u00eam um novo evento cardiovascular ou uma doen\u00e7a multivascular, por exemplo, uma doen\u00e7a coron\u00e1ria obstrutiva e tamb\u00e9m doen\u00e7a carot\u00eddea ou uma doen\u00e7a arterial perif\u00e9rica<\/p>\n<p>Maria Cristina Izar, presidente da Sociedade de Cardiologia do Estado de S\u00e3o Paulo (Socesp)<\/p><\/blockquote>\n<p><strong>Para esse grupo de risco extremo, a meta \u00e9 que o LDL seja de at\u00e9 40 mg\/dL<\/strong> \u2013 antes da nova diretriz, a meta mais r\u00edgida era para o grupo de risco muito alto, que devia manter o \u201ccolesterol ruim\u201d abaixo de 50 mg\/dL.<\/p>\n<p>\u201cTemos que ser mais rigorosos com esse paciente de risco extremo porque, se ele est\u00e1 se tratando e a aterosclerose continua progredindo, precisamos reduzir ainda mais o LDL colesterol dele.\u201d<\/p>\n<p>Nas outras categorias de risco cardiovascular, as metas de LDL se mant\u00eam, conforme resumo abaixo, j\u00e1 considerando as mudan\u00e7as trazidas pela nova diretriz:<\/p>\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li><strong>Baixo risco: <\/strong>menor que 115 mg\/dL<\/li>\n<li><strong>Risco intermedi\u00e1rio:<\/strong> menor que 100 mg\/dL<\/li>\n<li><strong>Alto risco:<\/strong> menor que 70 mg\/dL<\/li>\n<li><strong>Muito alto risco<\/strong>: menor que 50 mg\/dL<\/li>\n<li><strong>Risco extremo:<\/strong> menor que 40 mg\/dL<\/li>\n<\/ul>\n<p>Al\u00e9m de metas mais r\u00edgidas de LDL, a diretriz passa a recomendar metas tamb\u00e9m para os outros tipos de colesterol considerados \u201cruins\u201d (os n\u00e3o-HDL).<\/p>\n<p>Dessa forma, a SBC passa a definir que a meta do colesterol n\u00e3o-HDL seja de 30 mg\/dL acima da meta de LDL de cada indiv\u00edduo conforme seu risco cardiovascular. Assim, os pacientes de risco intermedi\u00e1rio, por exemplo, cuja meta de LDL \u00e9 100 mg\/dL, podem ter um n\u00e3o-HDL de at\u00e9 130 mg\/dL.<\/p>\n<p>Novo exame para medir risco de infarto e AVC<\/p>\n<p>Outra novidade da mais recente diretriz \u00e9 a<strong> recomenda\u00e7\u00e3o para que todos os adultos fa\u00e7am, ao menos uma vez na vida, o exame de dosagem da lipoprote\u00edna(a), ou Lp(a)<\/strong>, um tipo de colesterol que, conforme explica Maria Cristina, \u00e9 cinco vezes mais aterog\u00eanico do que o pr\u00f3prio LDL, ou seja, \u00e9 muito mais \u201ccompetente\u201d em formar placas de gordura nas art\u00e9rias, aumentando, assim, o risco de doen\u00e7as cardiovasculares.<\/p>\n<p><strong>\u201cA Lp(a) est\u00e1 associada ao infarto do mioc\u00e1rdio, ao AVC (acidente vascular cerebral), \u00e0 insufici\u00eancia card\u00edaca e \u00e0 estenose (estreitamento) da v\u00e1lvula a\u00f3rtica\u201d<\/strong>, explica a cardiologista.<\/p>\n<p>A dosagem dessa lipoprote\u00edna seria um indicador a mais a ser considerado na estratifica\u00e7\u00e3o de risco e \u00e9 considerado ainda mais importante, diz a m\u00e9dica, entre familiares de pessoas com Lp(a) elevada, pacientes com hipercolesterolemia familiar (colesterol elevado de origem gen\u00e9tica) e para quem j\u00e1 teve algum evento cardiovascular, como infarto, sem que outros fatores de risco estivessem presentes.<\/p>\n<p><strong>Como os n\u00edveis da Lp(a) s\u00e3o determinados majoritariamente pela gen\u00e9tica e mudam pouco ao longo da vida, uma \u00fanica medi\u00e7\u00e3o j\u00e1 ajudaria a estratificar o risco<\/strong>.<\/p>\n<p>A recomenda\u00e7\u00e3o, diz Maria Cristina, \u00e9 que a dosagem seja feita preferencialmente em nmol\/L, m\u00e9todo considerado mais preciso. Nesse caso, o \u00edndice \u00e9 considerado elevado se ficar acima de 125 nmol\/L. Se a Lp(a) for medida em mg\/dL, o valor limite \u00e9 de 50 mg\/dL.<\/p>\n<p>A cardiologista explica que ainda n\u00e3o existem medicamentos espec\u00edficos para reduzir o n\u00edvel da Lp(a), mas h\u00e1 v\u00e1rios estudos cl\u00ednicos em andamento em busca dessa terapia.<\/p>\n<p>Mesmo sem um tratamento aprovado, diz a m\u00e9dica, conhecer o n\u00edvel de Lp(a) \u00e9 importante para estratificar o risco do paciente. Para aqueles com o indicador elevado, o controle r\u00edgido dos fatores de risco \u00e9 fundamental.<\/p>\n<p>Nova forma de avaliar o risco cardiovascular<\/p>\n<p>Para calcular o risco de uma pessoa ter um evento cardiovascular em dez anos, a diretriz passa a recomendar o escore <strong>PREVENT<\/strong>, desenvolvido pela Associa\u00e7\u00e3o Americana do Cora\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Ele substitui calculadoras mais antigas, como a de Framingham, por ser mais abrangente, incluindo fatores como fun\u00e7\u00e3o renal e \u00edndice de massa corporal (IMC), al\u00e9m dos tradicionais (idade, sexo, press\u00e3o arterial, tabagismo e diabetes). Um aplicativo com base na metodologia do escore PREVENT est\u00e1 sendo desenvolvido pela SBC.<\/p>\n<p>O documento tamb\u00e9m refor\u00e7a a import\u00e2ncia de considerar os \u201cfatores agravantes\u201d, que s\u00e3o condi\u00e7\u00f5es n\u00e3o inclu\u00eddas nos escores, mas que aumentam o risco e podem levar o m\u00e9dico a reclassificar o paciente para uma categoria de maior risco, intensificando o tratamento.<\/p>\n<p>Entre eles est\u00e3o hist\u00f3rico familiar, doen\u00e7as inflamat\u00f3rias cr\u00f4nicas (como artrite reumatoide e l\u00fapus), Lp(a) elevada e fatores espec\u00edficos da sa\u00fade da mulher, como menarca (primeira menstrua\u00e7\u00e3o) precoce, pr\u00e9-ecl\u00e2mpsia e menopausa antes dos 40 anos.<\/p>\n<p>Terapia combinada para pacientes de maior risco<\/p>\n<p>Para pacientes de risco alto, muito alto e extremo, a diretriz agora recomenda iniciar o tratamento j\u00e1 com uma terapia combinada, ou seja, uma associa\u00e7\u00e3o de uma estatina potente com outro medicamento.<\/p>\n<p>\u201cO objetivo \u00e9 evitar a in\u00e9rcia terap\u00eautica, aquelas titula\u00e7\u00f5es sucessivas de doses quando j\u00e1 sabemos que o paciente precisa de uma meta rigorosa. Com a combina\u00e7\u00e3o, o alcance das metas pode ser mais r\u00e1pido\u201d, explica Maria Cristina.<\/p>\n<p>A cardiologista diz ainda que a medida \u00e9 importante para aumentar a ades\u00e3o ao tratamento, j\u00e1 que a descontinuidade do uso dos rem\u00e9dios \u00e9 comum e costuma acontecer ap\u00f3s um a dois anos do in\u00edcio da terapia. \u201cQuando isso acontece, existe um risco elevado de recorr\u00eancia de eventos\u201d, diz a m\u00e9dica.<\/p>\n<p>Preven\u00e7\u00e3o desde a inf\u00e2ncia e ao longo de toda a vida<\/p>\n<p>A diretriz refor\u00e7a ainda a import\u00e2ncia da promo\u00e7\u00e3o de estilo de<strong><a href=\"https:\/\/www.folhavitoria.com.br\/colunas\/vida-saudavel\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener nofollow\"> vida saud\u00e1vel <\/a><\/strong>desde a inf\u00e2ncia e ao longo de toda a vida como forma de prevenir as dislipidemias e a aterosclerose.<\/p>\n<p><strong>\u201cEmbora j\u00e1 fal\u00e1ssemos disso, a diretriz anterior era mais focada em tratar os quadros j\u00e1 instalados. Agora, mudamos o foco para a preven\u00e7\u00e3o primordial, para evitar que esses problemas apare\u00e7am\u201d<\/strong>, explica a presidente da Socesp.<\/p>\n<p>De acordo com o texto da diretriz, \u201ca base da preven\u00e7\u00e3o cardiovascular \u00e9 a ado\u00e7\u00e3o precoce e sustentada de h\u00e1bitos saud\u00e1veis, como uma dieta equilibrada e atividade f\u00edsica regular, facilitando o controle dos fatores de risco\u201d.<\/p>\n<p>O documento chama a aten\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m para o papel dessas medidas em especial em alguns momentos de maior vulnerabilidade da vida, como adolesc\u00eancia, gesta\u00e7\u00e3o e velhice.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Depois de mudar a forma de manejo da press\u00e3o arterial, passando a classificar o famoso 12 por 8&hellip;\n","protected":false},"author":2,"featured_media":83064,"comment_status":"","ping_status":"","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[86],"tags":[1493,6642,4693,116,5676,32,33,117],"class_list":{"0":"post-83063","1":"post","2":"type-post","3":"status-publish","4":"format-standard","5":"has-post-thumbnail","7":"category-saude","8":"tag-avc","9":"tag-colesterol","10":"tag-doencas-cardiovasculares","11":"tag-health","12":"tag-infarto","13":"tag-portugal","14":"tag-pt","15":"tag-saude"},"share_on_mastodon":{"url":"","error":""},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/83063","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=83063"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/83063\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media\/83064"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=83063"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=83063"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=83063"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}