{"id":84180,"date":"2025-09-24T03:23:21","date_gmt":"2025-09-24T03:23:21","guid":{"rendered":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/84180\/"},"modified":"2025-09-24T03:23:21","modified_gmt":"2025-09-24T03:23:21","slug":"d-manuel-i-e-o-poder-dos-descobrimentos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/84180\/","title":{"rendered":"D. Manuel I e o Poder dos Descobrimentos"},"content":{"rendered":"<p>Neste seu livro, afirma que Fern\u00e3o Mendes Pinto, de facto, foi ao Jap\u00e3o em 1541. Isso significa que o primeiro portugu\u00eas (e europeu) a visitar o arquip\u00e9lago chegou dois anos antes da data mais falada, que \u00e9 1543. O que o leva a acreditar no homem que descreveu viagens t\u00e3o fant\u00e1sticas que lhe chegaram a chamar de \u201cminto\u201d em vez de Pinto?<\/p>\n<p>Admitimos que tenha sido o aventureiro e escritor Fern\u00e3o Mendes Pinto um dos primeiros portugueses a ir ao Jap\u00e3o em 1541, sendo ali\u00e1s o \u00fanico que reivindicou tal feito. Tal aconteceu em declara\u00e7\u00f5es que em 1582 prestou aos jesu\u00edtas que o entrevistaram na sua quinta do Pragal, os quais ao passarem a escrito o que ele ent\u00e3o afirmou registaram que: \u201cNo primeiro descobrimento do Jap\u00e3o se achou Fern\u00e3o Mendes com alguns dous ou tr\u00eas portugueses em um junco dos chins (\u2026) houveram vista da terra de Jap\u00e3o e chegaram a um porto por nome Tanoxima (Tanegashima) em dia de S. Jo\u00e3o no ano de (mil quinhentos e) quarenta e um\u201d. Esse descobrimento foi tamb\u00e9m narrado por Pinto na sua Peregrina\u00e7\u00e3o, ainda que n\u00e3o o tivesse datado de forma expl\u00edcita. A an\u00e1lise desta obra, contudo, permite tamb\u00e9m admitir que foi em 1541 que ele l\u00e1 ter\u00e1 ido, o que \u00e9 poss\u00edvel deduzir ao reconstituirmos criticamente as viagens que fez entre a \u00cdndia e o Jap\u00e3o, de 1539 a 1546, tendo em conta refer\u00eancias a factos solidamente apurados por ele a\u00ed referidos. A sua not\u00e1vel obra-prima constitui um livro onde \u00e0s suas mem\u00f3rias aut\u00eanticas de aventureiro \u00edmpar junta a fantasia criativa de genial narrador de hist\u00f3rias. A este prop\u00f3sito \u00e9 de evocar a feliz express\u00e3o de E\u00e7a de Queir\u00f3s ao escrever sobre a sua literatura: \u201cSobre a nudez forte da verdade, o manto di\u00e1fano da fantasia\u201d. Tal afirma\u00e7\u00e3o adapta-se na perfei\u00e7\u00e3o \u00e0 obra de Pinto, pois admitimos que na base dos textos que escreveu existe um fundo de verdade. A brincadeira do \u201cminto\u201d, em vez de Pinto, surgiu como resultado dos leitores da Peregrina\u00e7\u00e3o no s\u00e9culo XVII terem pensado erradamente que ele fantasiava no que escreveu e vivera em meados do s\u00e9culo XVI. H\u00e1 tamb\u00e9m a real\u00e7ar o facto de Pinto ter sido muito conceituado no Oriente e informador cred\u00edvel da sua realidade quer para os jesu\u00edtas, j\u00e1 em 1554, quer depois de 1558 para o cronista Jo\u00e3o de Barros. Pinto teve tanto prest\u00edgio que em 1554, quando ainda estava na \u00c1sia, foi nomeado primeiro embaixador portugu\u00eas no Jap\u00e3o pelo vice-rei do Estado da \u00cdndia. Dois dos maiores historiadores dos Descobrimentos Portugueses &#8211; Dami\u00e3o Peres e Vitorino Magalh\u00e3es Godinho &#8211; tamb\u00e9m aceitaram que os portugueses chegaram ao Jap\u00e3o em 1541. Esta posi\u00e7\u00e3o, ainda que, na nossa perspetiva, seja a mais correta, tem sido preterida a favor da hip\u00f3tese defendida em 1946 pelo alem\u00e3o Georg Schurhammer, sem discuss\u00e3o, segundo a qual teria sido em 1543 que os portugueses foram pela primeira vez ao Jap\u00e3o, embora sem que se mencionem os seus nomes e n\u00e3o considerando fontes japonesas que tamb\u00e9m afirmam ter sido em 1541. <\/p>\n<p>Por falar em viagens e viajantes fant\u00e1sticos, naqueles s\u00e9culos XV e XVI dos Descobrimentos, Nicolau Coelho tamb\u00e9m merece destaque, afinal foi a primeira pessoa a contactar gente dos quatro continentes. Quer explicar?<\/p>\n<p>Nicolau Coelho foi uma figura fundamental na Hist\u00f3ria dos Descobrimentos que por vezes \u00e9 esquecida, devido ao enorme relevo que tem Vasco da Gama como dirigente do descobrimento do caminho mar\u00edtimo para a \u00cdndia. A sua a\u00e7\u00e3o nessa viagem foi fundamental, pois ia na vanguarda das explora\u00e7\u00f5es realizadas quando a armada chegava a determinado local. Al\u00e9m do papel essencial que ele ent\u00e3o teve \u00e9 tamb\u00e9m de assinalar que o teve quando Pedro \u00c1lvares Cabral chegou ao Brasil em 1500. Com efeito, Coelho foi o primeiro a contactar com os nativos desta terra logo em 23 de abril, no dia seguinte ao do avistamento do Brasil. Tal facto faz com que ele tenha sido o primeiro homem a ter estabelecido rela\u00e7\u00f5es com gentes de todos os continentes, visto que al\u00e9m dos europeus, ele contactou durante as suas viagens com amer\u00edndios, africanos e indianos, constatando assim que a humanidade \u00e9 una na sua diversidade.<\/p>\n<p>Remontemos um pouco, ao in\u00edcio de tudo. Foi a passagem do Bojador por Gil Eanes em 1434 que deu in\u00edcio aos Descobrimentos?<\/p>\n<p>Sim, foi o dobrar o cabo Bojador por Gil Eanes que marcou simbolicamente e de facto o in\u00edcio dos Descobrimentos Portugueses, pois at\u00e9 1434 esse local era o limite da \u00c1frica conhecida pelos europeus. Ao ter ultrapassado esse obst\u00e1culo ele permitiu o arranque da explora\u00e7\u00e3o do resto do litoral da \u00c1frica Ocidental a qual veio a culminar cinquenta e quatro anos depois com o seu integral conhecimento ap\u00f3s Bartolomeu Dias ter descoberto e passado o cabo da Boa Esperan\u00e7a em 1488. Foi esta realiza\u00e7\u00e3o que permitiu o conhecimento da liga\u00e7\u00e3o entre o Atl\u00e2ntico e o \u00cdndico, abrindo assim o acesso \u00e0 \u00cdndia por via mar\u00edtima, o qual veio a ser alcan\u00e7ado dez anos depois por Vasco da Gama. A evid\u00eancia de que at\u00e9 1434 n\u00e3o se conheciam territ\u00f3rios a sul do cabo Bojador encontra-se na cartografia medieval, a qual n\u00e3o regista qualquer terra para sul desse cabo.<\/p>\n<p>Confirma que o Infante D. Henrique merece os m\u00e9ritos que lhe atribuem, mesmo nunca tendo havido a t\u00e3o falada Escola de Sagres?<\/p>\n<p>\u00c9 indiscut\u00edvel que o infante D. Henrique foi o respons\u00e1vel pelo arranque dos Descobrimentos, pois n\u00e3o fosse o seu empenho e poder pol\u00edtico e econ\u00f3mico, que lhe permitiu ter tal iniciativa, eles n\u00e3o se teriam realizado na medida em que os particulares n\u00e3o tinham proveito em explorar regi\u00f5es des\u00e9rticas como eram aquelas onde se situava o cabo Bojador. O reconhecimento do pioneirismo da a\u00e7\u00e3o e da vontade do infante D. Henrique est\u00e1 atestado em todas as fontes hist\u00f3ricas, havendo mesmo testemunhos que o referem como tendo sido o \u201cinventor\u201d da Guin\u00e9, isto \u00e9, o respons\u00e1vel pelo descobrimento da Guin\u00e9. A fantasia de atribuir ao Infante a cria\u00e7\u00e3o de uma escola n\u00e1utica em Sagres n\u00e3o tem qualquer fundamento, pois a\u00ed n\u00e3o s\u00f3 nunca houve tal escola como nem foi da\u00ed que se realizaram os Descobrimentos, pois estes foram feitos a partir de Lisboa. Sagres foi apenas um local deserto que em 1443 foi doado a D. Henrique para que a\u00ed criasse a sua Vila do Infante a fim de dominar uma posi\u00e7\u00e3o estrat\u00e9gica onde se podia apoiar a navega\u00e7\u00e3o que se fazia entre o Mediterr\u00e2neo e o Atl\u00e2ntico.<\/p>\n<p>Como D. Jo\u00e3o II e D. Manuel I lidavam com os Descobrimentos? Boa parte da estrat\u00e9gia partia mesmo dos reis?<\/p>\n<p>Sendo um facto evidente que foram os portugueses a permitir o conhecimento da maior parte do mundo, estabelecendo pela primeira vez rela\u00e7\u00f5es entre todos os continentes, cujas formas foram identificando, a verdade \u00e9 que eles s\u00f3 agiram em obedi\u00eancia e por conveni\u00eancia ao poder superior dos reis D. Jo\u00e3o II e D. Manuel I, pois foram estes que gizaram e ordenaram os seus ambiciosos projetos, na sequ\u00eancia do \u00edmpeto inicial do infante D. Henrique. Os navegadores portugueses realizaram as suas miss\u00f5es no cumprimento das ordens que lhes eram dadas procedendo como executantes de viagens onde exploravam geograficamente todos os territ\u00f3rios tendo em vista objetivos econ\u00f3micos, pol\u00edticos e religiosos tra\u00e7ados pelos referidos reis. \u00c9 de assinalar neste contexto que D. Manuel I acabou por ser o primeiro soberano com um poder \u00e0 escala global, pois enviava os seus vassalos para todos os continentes.<\/p>\n<p>A insist\u00eancia portuguesa em fazer avan\u00e7ar para ocidente a linha de Tordesilhas \u00e9 a prova de que se sabia da exist\u00eancia do Brasil antes de 1500?<\/p>\n<p>Um dos fatores decisivos que permite admitir terem sido conhecidos territ\u00f3rios do norte do Brasil, antes de Pedro \u00c1lvares Cabral o ter descoberto oficialmente em 1500 na sua costa oriental, consiste no facto de que, durante as negocia\u00e7\u00f5es do Tratado de Tordesilhas, D. Jo\u00e3o II s\u00f3 o ter aprovado em 1494 depois da linha divis\u00f3ria de interesses entre Portugal e Espanha passar a ser estabelecida a mais 270 l\u00e9guas do que as 100 l\u00e9guas inicialmente propostas por Espanha a ocidente do arquip\u00e9lago de Cabo Verde. Foi precisamente nessas 270 l\u00e9guas que se encontra o Brasil, o que permite deduzir que o desvio de tal linha resultou da circunst\u00e2ncia de ter havido j\u00e1 em 1493 explora\u00e7\u00f5es realizadas por ordem de D.Jo\u00e3o II para averiguar se haveria terras ocidentais a sul do equador, as quais foram denunciadas por v\u00e1rias vezes, quer por Crist\u00f3v\u00e3o Colombo quer pelos Reis Cat\u00f3licos, o que permite aceitar que tais explora\u00e7\u00f5es existiram. \u00c9 ainda de assinalar que tal desvio n\u00e3o poderia ter sido feito para poder reservar para Portugal um espa\u00e7o s\u00f3 com \u00e1gua para manobras de explora\u00e7\u00f5es no Atl\u00e2ntico Sul, tendo em vista estabelecer uma rota que em 1497 foi tra\u00e7ada por Vasco da Gama a menos de 100 l\u00e9guas a ocidente de Cabo Verde. Com efeito, tal rota n\u00e3o podia passar 370 l\u00e9guas a ocidente dessas ilhas, numa regi\u00e3o que corresponde a zona da foz do rio Amazonas, pois se os navios seguissem no espa\u00e7o ocupado pelo atual Brasil n\u00e3o poderiam seguir em dire\u00e7\u00e3o ao cabo da Boa Esperan\u00e7a, visto irem encontrar a corrente equatorial que n\u00e3o lhes permitia ir para sul.<\/p>\n<p>Bartolomeu Dias, Vasco da Gama e Fern\u00e3o de Magalh\u00e3es (este ao servi\u00e7o de Espanha na sua mais c\u00e9lebre viagem) merecem ser considerados os tr\u00eas maiores navegadores da hist\u00f3ria mundial, ou figuras como o viking Leif Eriksson, o chin\u00eas Zheng He, o italiano Crist\u00f3v\u00e3o Colombo e o ingl\u00eas James Cook est\u00e3o no mesmo patamar?<\/p>\n<p>Esses tr\u00eas navegadores portugueses s\u00e3o as mais importantes figuras dos Descobrimentos, pois est\u00e3o inseridos num processo que permitiu a plena revela\u00e7\u00e3o da Terra e teve um enorme impacto no futuro. A tais personalidades poder\u00edamos juntar outras de destaque nomeadamente Gil Eanes, Nuno Trist\u00e3o, Diogo C\u00e3o, Pedro \u00c1lvares Cabral, Diogo Lopes de Sequeira, Ant\u00f3nio de Abreu, Jorge \u00c1lvares. Dos mencionados navegadores estrangeiros o \u00fanico que ombreia com os mais not\u00e1veis desses portugueses \u00e9 o genov\u00eas Crist\u00f3v\u00e3o Colombo que, depois de ter adquirido a sua forma\u00e7\u00e3o n\u00e1utica em Portugal, entre 1476 e 1485, e de aqui ter concebido o projeto de ir \u00e0s \u00cdndias rumando a ocidente, conseguiu descobrir a Am\u00e9rica, embora nunca o tivesse reconhecido como tal, pois acreditou que era a \u00c1sia. Foram os portugueses que em 1501 tiveram pela primeira vez a no\u00e7\u00e3o de que a Am\u00e9rica era um novo continente. Quanto aos restantes navegadores, apesar da import\u00e2ncia que tiveram consideramos que estiveram longe do impacto que alcan\u00e7aram as realiza\u00e7\u00f5es inovadoras das personalidades atr\u00e1s apontadas.<\/p>\n<p>\u00cdndia, China e Jap\u00e3o. Porque foi t\u00e3o diferente o contacto portugu\u00eas com cada um destes pa\u00edses asi\u00e1ticos?<\/p>\n<p>Cada um destes territ\u00f3rios tinha especificidades diferentes, o que obrigou os portugueses ao identific\u00e1-los a ter de se adaptar \u00e0s suas caracter\u00edsticas. Na \u00cdndia o objetivo era controlar o com\u00e9rcio das especiarias atrav\u00e9s da nova rota do cabo da Boa Esperan\u00e7a, em detrimento da anterior rota do Levante. A fim de assegurarem a sua hegemonia nessa regi\u00e3o os portugueses dominaram alguns dos seus pontos chaves. Quanto aos territ\u00f3rios muito long\u00ednquos da China e do Jap\u00e3o, os portugueses quando l\u00e1 come\u00e7aram a ir verificaram que a\u00ed s\u00f3 podiam estabelecer rela\u00e7\u00f5es comerciais muito proveitosas, considerando a exist\u00eancia de Estados poderosos com os quais tinham de negociar o tipo de rela\u00e7\u00f5es a estabelecer.<\/p>\n<p>Para desfazer  mitos: a primeira viagem de Vasco da Gama foi  no essencial pac\u00edfica, em especial no contacto com os indianos?<\/p>\n<p>A viagem de Vasco da Gama \u00e0 \u00cdndia entre 1497 e 1498 \u00e9 bem conhecida porque foi narrada com precis\u00e3o por \u00c1lvaro Velho, que nela participou. \u00c9 por isso poss\u00edvel analisar com toda a seguran\u00e7a o que ent\u00e3o se passou e verificar que o seu capit\u00e3o-mor se comportou sempre de forma pac\u00edfica na \u00cdndia. Vasco da Gama ao contactar com os indianos sempre teve comportamentos pautados pela lisura, apesar de ter chegado a ficar preso na regi\u00e3o de Calecut devido \u00e0 hostilidade dos mu\u00e7ulmanos, que n\u00e3o desejavam a concorr\u00eancia dos portugueses no com\u00e9rcio das especiarias. Vasco da Gama autorizou todos os tripulantes da sua armada a visitar Calecut tendo eles estabelecido rela\u00e7\u00f5es muito positivas com os seus habitantes, sem que entre eles tivesse havido qualquer confronto, pois os portugueses pretendiam apenas estabelecer rela\u00e7\u00f5es comerciais.<\/p>\n<p>J\u00e1 agora, falemos de outro mito, que desfaz no seu livro. Os portugueses, apesar da proximidade de Timor \u00e0 Austr\u00e1lia, n\u00e3o foram \u00e0 ilha-continente. Porqu\u00ea?<\/p>\n<p>A justifica\u00e7\u00e3o para os portugueses n\u00e3o terem ido \u00e0 Austr\u00e1lia nos s\u00e9culos XVI e XVII resulta t\u00e3o simplesmente do facto de terem sido informados por nativos da Indon\u00e9sia que nesse territ\u00f3rio n\u00e3o havia riquezas que fossem suscet\u00edveis de motivar a sua ida a esse local muito long\u00ednquo. Com efeito, os portugueses s\u00f3 iam para regi\u00f5es do Oriente onde havia produtos valiosos que justificassem a sua desloca\u00e7\u00e3o para obter lucros. Se eles n\u00e3o existissem os portugueses n\u00e3o investiam nessas desloca\u00e7\u00f5es, pois j\u00e1 tinham um imenso campo de atividades em vastos territ\u00f3rios t\u00e3o longe de Portugal. Da\u00ed que, por exemplo, os portugueses tivessem rela\u00e7\u00f5es regulares com Timor, porque a\u00ed obtinham um produto valioso como era o s\u00e2ndalo, mas n\u00e3o foram para sul dessa ilha em busca de uma terra para onde n\u00e3o havia rotas comerciais nem constava que houvesse qualquer riqueza. O facto de os portugueses n\u00e3o terem descoberto a Austr\u00e1lia evidencia-se pela circunst\u00e2ncia de que s\u00f3 no final do s\u00e9culo XVI o luso-indon\u00e9sio Manuel Godinho de Er\u00e9dia ter conseguido obter autoriza\u00e7\u00e3o para descobrir a por ele designada \u201c\u00cdndia Meridional\u201d, de que tinha ouvido falar a nativos e corresponderia \u00e0 Austr\u00e1lia, mas onde n\u00e3o conseguiu ir. Esse seu desejo de ent\u00e3o descobrir prova que os portugueses nunca l\u00e1 haviam ido anteriormente, pois se o tivessem feito n\u00e3o seria necess\u00e1rio que ele reivindicasse tal inten\u00e7\u00e3o.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Neste seu livro, afirma que Fern\u00e3o Mendes Pinto, de facto, foi ao Jap\u00e3o em 1541. 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