{"id":84561,"date":"2025-09-24T13:29:10","date_gmt":"2025-09-24T13:29:10","guid":{"rendered":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/84561\/"},"modified":"2025-09-24T13:29:10","modified_gmt":"2025-09-24T13:29:10","slug":"lisboa-e-a-unica-capital-europeia-que-nao-esta-ao-alcance-dos-novos-drones-russos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/84561\/","title":{"rendered":"Lisboa \u00e9 a \u00fanica capital europeia que n\u00e3o est\u00e1 ao alcance dos novos drones russos"},"content":{"rendered":"<p>\t                Enquanto os drones russos Geran-2, cada vez mais letais e acess\u00edveis, colocam quase toda a Europa sob amea\u00e7a, Lisboa destaca-se como sendo a \u00faltima capital fora do seu alcance, pelo menos para j\u00e1<\/p>\n<p>S\u00e3o uma das maiores dores de cabe\u00e7a para as for\u00e7as armadas ucranianas e est\u00e3o a tornar-se cada vez mais capazes e destrutivos. Com um alcance superior e uma capacidade de transportar uma maior carga explosiva, os novos &#8220;Shaheds&#8221; russos colocam quase toda a Europa ao alcance dos ataques do Kremlin. A \u00fanica exce\u00e7\u00e3o, por enquanto, \u00e9 mesmo Portugal.<\/p>\n<p>Este cen\u00e1rio existe porque estes drones, conhecidos na R\u00fassia como Geran-2, conseguem atingir alvos a uma dist\u00e2ncia entre 1.800 e 2.500 quil\u00f3metros, de acordo com os servi\u00e7os de informa\u00e7\u00f5es militares ucranianos. Estas caracter\u00edsticas, combinadas com os principais locais de lan\u00e7amento utilizados pelo ex\u00e9rcito russo para atacar a Ucr\u00e2nia, enviam um perigoso sinal para a Europa.\u00a0<\/p>\n<p>A publica\u00e7\u00e3o Defence Express analisou os locais de lan\u00e7amento de drones estrategicamente mais favor\u00e1veis para a R\u00fassia para tirar partido destas armas em caso de ataque ao Ocidente. Tr\u00eas localiza\u00e7\u00f5es destacam-se: o Cabo de Chauda, na Crimeia, uma base de lan\u00e7amento em Bryansk, e uma terceira localizada nos arredores de S\u00e3o Petersburgo.\u00a0<\/p>\n<p>A partir destas tr\u00eas localiza\u00e7\u00f5es, os Shaheds russos com menor capacidade &#8211; os que atingem alvos at\u00e9 1.800 quil\u00f3metros &#8211; s\u00e3o suficientes para atingir qualquer alvo em todo o territ\u00f3rio dos pa\u00edses n\u00f3rdicos, dos B\u00e1lticos, quase toda a Alemanha, \u00c1ustria e at\u00e9 uma parte do sul de It\u00e1lia. O cen\u00e1rio torna-se mais complicado com o Geran-2, que tem uma capacidade aumentada para atingir alvos a 2.500 quil\u00f3metros de dist\u00e2ncia. Este aumento coloca It\u00e1lia, Reino Unido, Irlanda, Su\u00ed\u00e7a e quase toda a Fran\u00e7a \u00e0 merc\u00ea do armamento russo.<\/p>\n<p>Mas quase quatro anos de guerra permitiram \u00e0 R\u00fassia aperfei\u00e7oar muitas capacidades ligadas a esta tecnologia que est\u00e1 a revolucionar por completo a forma de conduzir opera\u00e7\u00f5es no campo de batalha. Por isso, os analistas da Defence Express admitem que em caso de conflito a R\u00fassia poderia montar em poucas semanas novos centros de lan\u00e7amento no interior da Bielorr\u00fassia ou at\u00e9 mesmo do exclave de Kaliningrado. Este cen\u00e1rio poderia &#8220;aproximar&#8221; os drones 700 quil\u00f3metros, o que colocaria Madrid e todo o norte de Espanha ao alcance da R\u00fassia.\u00a0<\/p>\n<p>Tal cen\u00e1rio faz com que Lisboa seja a \u00fanica capital europeia fora do alcance dos drones russos em caso de um poss\u00edvel ataque. Embora Lisboa permane\u00e7a fora do alcance atual dos Geran-2, a r\u00e1pida evolu\u00e7\u00e3o tecnol\u00f3gica e a capacidade da R\u00fassia de estabelecer novos locais de lan\u00e7amento em meses sugerem que esta vantagem pode ser tempor\u00e1ria. Para Portugal, este cen\u00e1rio refor\u00e7a a import\u00e2ncia de investir em defesas antia\u00e9reas modernas, como sistemas de dete\u00e7\u00e3o e de defesa antia\u00e9rea que permitam encontrar e neutralizar estes drones a baixo custo, como alguns sistemas baseados em intelig\u00eancia artificial ou armas de energia dirigida. A n\u00edvel europeu, a NATO precisa de refor\u00e7ar o seu flanco leste (<a href=\"https:\/\/cnnportugal.iol.pt\/guerra\/russia\/nato-lanca-operacao-sentinela-de-leste-na-europa-para-reforcar-defesa-do-flanco-oriental\/20250912\/68c4438fd34ee0c2fed0040a\" target=\"_blank\" rel=\"nofollow noopener\">e j\u00e1 est\u00e1 a faz\u00ea-lo<\/a>), onde lacunas nas defesas a\u00e9reas, como as reveladas pelo ataque russo \u00e0 Pol\u00f3nia, exp\u00f5em vulnerabilidades cr\u00edticas.<\/p>\n<p>Ainda assim, a intensidade do conflito tem levado os dois lados a uma verdadeira corrida de desenvolvimento tecnol\u00f3gico, numa constante procura de melhorar os sistemas existentes e tentar anular as vantagens do outro lado. Isto levou a que as capacidades dos drones tenham vindo a melhorar significativamente, aumentando as dist\u00e2ncias que estes s\u00e3o capazes de sobrevoar e a carga explosiva que podem transportar. Al\u00e9m disso, o software a bordo est\u00e1 cada vez mais desenvolvido e permite operar em trajetos complexos que permitem fugir \u00e0s defesas antia\u00e9reas inimigas e atingir o alvo.\u00a0<\/p>\n<p>Mas a principal vantagem dos drones russos Geran-2 \u00e9 a sua rela\u00e7\u00e3o custo\/efeito. Estes drones s\u00e3o constru\u00eddos em massa no complexo industrial de Alabuga, no interior da R\u00fassia, no Tartast\u00e3o. Estima-se que Moscovo seja capaz de produzir mais de 2.700 unidades deste drone por m\u00eas, entre as quais uma variante n\u00e3o armada que serve apenas para enganar e desgastar as defesas antia\u00e9reas ucranianas.\u00a0<\/p>\n<p>Cada drone custa \u00e0 R\u00fassia entre 20.000 e 50.000 d\u00f3lares para produzir, enquanto as defesas ucranianas muitas vezes dependem de m\u00edsseis como o Patriot, que custam at\u00e9 quatro milh\u00f5es de d\u00f3lares por unidade para os abater. Mesmo com uma taxa de interce\u00e7\u00e3o superior a 80%, o custo para a Ucr\u00e2nia \u00e9 desproporcional, for\u00e7ando-a a inovar com solu\u00e7\u00f5es mais baratas, como drones interceptadores FPV ou metralhadoras adaptadas. Para a Europa, este desequil\u00edbrio econ\u00f3mico sublinha a necessidade de desenvolver contramedidas acess\u00edveis contra drones de baixo custo.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Enquanto os drones russos Geran-2, cada vez mais letais e acess\u00edveis, colocam quase toda a Europa sob amea\u00e7a,&hellip;\n","protected":false},"author":2,"featured_media":84562,"comment_status":"","ping_status":"","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":"","_share_on_mastodon":"0"},"categories":[50],"tags":[609,836,611,27,28,607,608,333,832,604,135,610,837,21495,476,15,16,21496,301,830,14,603,25,26,797,570,21,22,831,833,62,834,12,13,19,20,835,602,52,32,23,24,839,21497,17,18,840,29,30,31,63,64,65],"class_list":["post-84561","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","category-mundo","tag-alerta","tag-analise","tag-ao-minuto","tag-breaking-news","tag-breakingnews","tag-cnn","tag-cnn-portugal","tag-comentadores","tag-costa","tag-crime","tag-desporto","tag-direto","tag-drones","tag-drones-russos","tag-economia","tag-featured-news","tag-featurednews","tag-geran-2","tag-governo","tag-guerra","tag-headlines","tag-justica","tag-latest-news","tag-latestnews","tag-lisboa","tag-live","tag-main-news","tag-mainnews","tag-mais-vistas","tag-marcelo","tag-mundo","tag-negocios","tag-news","tag-noticias","tag-noticias-principais","tag-noticiasprincipais","tag-opiniao","tag-pais","tag-politica","tag-portugal","tag-principais-noticias","tag-principaisnoticias","tag-russia","tag-shahed","tag-top-stories","tag-topstories","tag-ucrania","tag-ultimas","tag-ultimas-noticias","tag-ultimasnoticias","tag-world","tag-world-news","tag-worldnews"],"share_on_mastodon":{"url":"","error":""},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/84561","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=84561"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/84561\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media\/84562"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=84561"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=84561"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=84561"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}