{"id":84857,"date":"2025-09-24T16:45:10","date_gmt":"2025-09-24T16:45:10","guid":{"rendered":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/84857\/"},"modified":"2025-09-24T16:45:10","modified_gmt":"2025-09-24T16:45:10","slug":"coreia-do-norte-camufla-15-mil-trabalhadores-na-russia-como-estudantes-para-financiar-armas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/84857\/","title":{"rendered":"Coreia do Norte camufla 15 mil trabalhadores na R\u00fassia como estudantes para financiar armas"},"content":{"rendered":"<p class=\"category\"><a href=\"https:\/\/sicnoticias.pt\/mundo\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">Mundo<\/a><\/p>\n<p>Os trabalhadores recebem apenas entre 10% e 30% do sal\u00e1rio, enquanto o restante \u00e9 confiscado e enviado para Pyongyang, que arrecada anualmente entre centenas de milh\u00f5es e mais de dois mil milh\u00f5es de d\u00f3lares (1.695 milh\u00f5es de euros) com esse esquema.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/1758732310_147_original.webp\" alt=\"Coreia do Norte camufla 15 mil trabalhadores na R\u00fassia como estudantes para financiar armas\"\/><\/p>\n<p>ARTEM GEODAKYAN\/POOL\/AFP<\/p>\n<p><strong>A Coreia do Norte mant\u00e9m cerca de 15 mil trabalhadores na R\u00fassia com vistos de estudante, apesar da proibi\u00e7\u00e3o da ONU, apropriando-se de at\u00e9 90% dos sal\u00e1rios para financiar programas militares, denunciou, esta quarta-feira, uma ONG.<\/strong><\/p>\n<p>Segundo um relat\u00f3rio do <a href=\"https:\/\/en.nkdb.org\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer nofollow\">Database Center for North Korean Human Rights (NKDB)<\/a>, apresentado esta semana em Seul, as estat\u00edsticas oficiais russas mostram <strong>quase nenhum registo de trabalhadores norte-core<\/strong><strong>anos<\/strong><strong> e apenas um pequeno n\u00famero de entradas como turistas.<\/strong> No entanto, muitos permanecem na R\u00fassia atrav\u00e9s de esquemas fraudulentos de vistos de estudante.<\/p>\n<p>O estudo, intitulado &#8220;Repress\u00e3o e explora\u00e7\u00e3o transnacional de trabalhadores norte-coreanos na R\u00fassia&#8221;, indica que este sistema se consolidou ap\u00f3s uma resolu\u00e7\u00e3o da ONU de 2017 que proibia novos contratos de trabalho e determinava a repatria\u00e7\u00e3o de todos os trabalhadores at\u00e9 2019.<\/p>\n<p>De acordo com a NKDB, os trabalhadores recebem apenas entre 10% e 30% do sal\u00e1rio, <strong>enquanto o restante \u00e9 confiscado e enviado para Pyongyang,<\/strong> que arrecada anualmente entre centenas de milh\u00f5es e mais de dois mil milh\u00f5es de d\u00f3lares (1.695 milh\u00f5es de euros) com esse esquema.<\/p>\n<p>Trabalho for\u00e7ado, abusos f\u00edsicos e isolamento<\/p>\n<p>O relat\u00f3rio centra-se sobretudo em trabalhadores do setor da constru\u00e7\u00e3o, mas tamb\u00e9m assinala a presen\u00e7a de norte-coreanos na ind\u00fastria naval e na agricultura, considerados setores de elevado risco de explora\u00e7\u00e3o laboral.<\/p>\n<p>As condi\u00e7\u00f5es em que trabalham cumprem os 11 indicadores de trabalho for\u00e7ado definidos pela Organiza\u00e7\u00e3o Internacional do Trabalho, incluindo jornadas de at\u00e9 17 horas, reten\u00e7\u00e3o de documentos e sal\u00e1rios, isolamento e abusos f\u00edsicos. <strong>Em alguns casos, ultrapassam mesmo o limiar de servid\u00e3o e escravid\u00e3o moderna<\/strong>, alerta a ONG.<\/p>\n<p>No documento sublinha-se ainda que as san\u00e7\u00f5es internacionais agravaram a situa\u00e7\u00e3o de muitos trabalhadores, for\u00e7ando-os a <strong>operar na clandestinidade e reduzindo os rendimentos pessoais.<\/strong><\/p>\n<p>Para Lee Kwang-baek, presidente do jornal especializado<a href=\"https:\/\/www.dailynk.com\/english\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer nofollow\"> Daily NK<\/a>, <strong>&#8220;a proibi\u00e7\u00e3o apenas empurrou os trabalhadores para a clandestinidade e para condi\u00e7\u00f5es mais prec\u00e1rias&#8221;. <\/strong><\/p>\n<p>Apesar disso, considerou que as condi\u00e7\u00f5es de vida na R\u00fassia s\u00e3o &#8220;ligeiramente melhores&#8221; do que na Coreia do Norte e que a exposi\u00e7\u00e3o ao exterior lhes permite ter uma perce\u00e7\u00e3o mais real do seu pa\u00eds e partilh\u00e1-la quando regressam.<\/p>\n<p>J\u00e1 James Heenan, chefe do escrit\u00f3rio de direitos humanos da ONU em Seul, defendeu as san\u00e7\u00f5es, insistindo que estas visam cortar o fluxo de divisas que alimenta o programa nuclear e de m\u00edsseis da Coreia do Norte.<\/p>\n<p>A NKDB prop\u00f5e s<strong>ubstituir a proibi\u00e7\u00e3o por um quadro de &#8220;compromisso com princ\u00edpios&#8221; <\/strong>que garanta o acesso direto dos trabalhadores aos sal\u00e1rios e impe\u00e7a o desvio dos fundos para fins militares.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Mundo Os trabalhadores recebem apenas entre 10% e 30% do sal\u00e1rio, enquanto o restante \u00e9 confiscado e enviado&hellip;\n","protected":false},"author":2,"featured_media":84858,"comment_status":"","ping_status":"","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[50],"tags":[27,28,15,16,14,25,26,21,22,62,12,13,19,20,23,24,17,18,29,30,31,63,64,65],"class_list":{"0":"post-84857","1":"post","2":"type-post","3":"status-publish","4":"format-standard","5":"has-post-thumbnail","7":"category-mundo","8":"tag-breaking-news","9":"tag-breakingnews","10":"tag-featured-news","11":"tag-featurednews","12":"tag-headlines","13":"tag-latest-news","14":"tag-latestnews","15":"tag-main-news","16":"tag-mainnews","17":"tag-mundo","18":"tag-news","19":"tag-noticias","20":"tag-noticias-principais","21":"tag-noticiasprincipais","22":"tag-principais-noticias","23":"tag-principaisnoticias","24":"tag-top-stories","25":"tag-topstories","26":"tag-ultimas","27":"tag-ultimas-noticias","28":"tag-ultimasnoticias","29":"tag-world","30":"tag-world-news","31":"tag-worldnews"},"share_on_mastodon":{"url":"","error":""},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/84857","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=84857"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/84857\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media\/84858"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=84857"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=84857"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=84857"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}