{"id":85157,"date":"2025-09-24T20:46:07","date_gmt":"2025-09-24T20:46:07","guid":{"rendered":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/85157\/"},"modified":"2025-09-24T20:46:07","modified_gmt":"2025-09-24T20:46:07","slug":"medicos-descobrem-terapia-para-retardar-doenca-de-huntington-observador","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/85157\/","title":{"rendered":"M\u00e9dicos descobrem terapia para retardar doen\u00e7a de Huntington \u2013 Observador"},"content":{"rendered":"<p>Pela primeira vez na hist\u00f3ria, cientistas conseguiram desenvolver um tratamento eficaz para a doen\u00e7a de Huntington, <strong>conseguindo retardar em cerca de 75% os efeitos e a progress\u00e3o desta patologia neurodegenerativa nos doentes.<\/strong><\/p>\n<p>De acordo com a <a href=\"https:\/\/www.bbc.com\/news\/articles\/cevz13xkxpro\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">BBC<\/a>, os investigadores do Centro de Doen\u00e7as de Huntington da University College de Londres salientaram que, no estudo efetuado, a evolu\u00e7\u00e3o de um ano nesta doen\u00e7a heredit\u00e1ria passou a levar quatro anos, com a realiza\u00e7\u00e3o de tratamento \u00e0 base de terapia gen\u00e9tica. Esta terapia \u00e9 administrada aos doentes durante 12 a 18 horas por via de uma cirurgia cerebral complexa.<\/p>\n<p>\u201cNunca, nem nos nossos sonhos mais loucos, ter\u00edamos esperado <strong>um abrandamento de 75% na progress\u00e3o cl\u00ednica<\/strong>\u201c, referiu Sarah Tabrizi, professora e membro da equipa de investiga\u00e7\u00e3o deste projeto.<\/p>\n<p>Perante uma doen\u00e7a que progride atrav\u00e9s da morte das c\u00e9lulas cerebrais e que come\u00e7a a evidenciar os primeiros sintomas entre os 30 e os 40 anos, sendo habitualmente fatal ao fim de duas d\u00e9cadas, o novo <strong>tratamento parece abrir uma possibilidade de d\u00e9cadas com qualidade de vida<\/strong> para estes doentes.<\/p>\n<p>Considerando os resultados \u201cespetaculares\u201d, Sarah Tabrizi destacou que a terapia gen\u00e9tica \u201c\u00e9 o come\u00e7o\u201d e manifestou a expectativa de que seja sucedida por futuros tratamentos ainda mais acess\u00edveis. A investigadora agradeceu ainda aos doentes que integraram o estudo.<\/p>\n<p>O ensaio cl\u00ednico no qual foram registados estes resultados contou com a participa\u00e7\u00e3o de 29 doentes e foi divulgado atrav\u00e9s de uma empresa, aguardando-se ainda pela publica\u00e7\u00e3o dos dados para revis\u00e3o cient\u00edfica.<\/p>\n<blockquote class=\"twitter-tweet\" data-width=\"500\" data-dnt=\"true\">\n<p lang=\"en\" dir=\"ltr\">We&#8217;re absolutely delighted to share this exciting news from the <a href=\"https:\/\/twitter.com\/uniQure_NV?ref_src=twsrc%5Etfw\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">@uniQure_NV<\/a>  AMT-130 trial  <a href=\"https:\/\/t.co\/3Vmc33W4B8\" rel=\"nofollow\">https:\/\/t.co\/3Vmc33W4B8<\/a><\/p>\n<p>\u2014 UCL Huntington\u2019s Disease Centre (@UCLHD) <a href=\"https:\/\/twitter.com\/UCLHD\/status\/1970876012482466027?ref_src=twsrc%5Etfw\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">September 24, 2025<\/a><\/p>\n<\/blockquote>\n<p>Paralelamente ao retardar da progress\u00e3o da doen\u00e7a de Huntington, os dados apontam ainda para o salvamento de c\u00e9lulas do c\u00e9rebro, uma vez que os\u00a0n\u00edveis de neurofilamentos no l\u00edquido cefalorraquidiano \u2014 identificados como biomarcadores para o diagn\u00f3stico e avalia\u00e7\u00e3o de progress\u00e3o de m\u00faltiplas doen\u00e7as neurodegenerativas \u2014 registaram uma evolu\u00e7\u00e3o positiva, ao recuarem em vez de continuarem a subir com a progress\u00e3o do tempo e da doen\u00e7a.<\/p>\n<p>At\u00e9 ao momento, a realiza\u00e7\u00e3o da <strong>terapia foi considerada segura para os doentes<\/strong>, apesar de alguns terem apresentado sinais de inflama\u00e7\u00e3o, resultando em dores de cabe\u00e7a e confus\u00e3o que foram ultrapassadas mediante tratamento.<\/p>\n<p>Um dos casos destacados entre os 29 elementos sujeitos \u00e0 terapia gen\u00e9tica foi o de um<strong> doente que j\u00e1 estava reformado por raz\u00f5es m\u00e9dicas e acabou por conseguir voltar ao trabalho.<\/strong><\/p>\n<p>De acordo com a BBC, Sarah Tabrizi est\u00e1 j\u00e1 a trabalhar com um grupo de jovens que possui o erro no gene respons\u00e1vel pela doen\u00e7a, mas ainda sem sintomas, com vista a estudar a possibilidade de retardar ainda mais a manifesta\u00e7\u00e3o cl\u00ednica desta patologia ou impedir mesmo por completo essa situa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>A doen\u00e7a de Huntington resulta da muta\u00e7\u00e3o da prote\u00edna huntingtina, normal no c\u00e9rebro, mas que quando apresenta essa altera\u00e7\u00e3o acaba por aniquilar progressivamente neur\u00f3nios. Por isso, o tratamento consiste na redu\u00e7\u00e3o permanente dos n\u00edveis desta prote\u00edna atrav\u00e9s de <strong>uma \u00fanica dose administrada ao doente<\/strong>, com o recurso a terapia gen\u00e9tica avan\u00e7ada.<\/p>\n<p>            <script async src=\"https:\/\/platform.twitter.com\/widgets.js\" charset=\"utf-8\"><\/script><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Pela primeira vez na hist\u00f3ria, cientistas conseguiram desenvolver um tratamento eficaz para a doen\u00e7a de Huntington, conseguindo retardar&hellip;\n","protected":false},"author":2,"featured_media":85158,"comment_status":"","ping_status":"","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[86],"tags":[442,116,32,33,2946,117],"class_list":{"0":"post-85157","1":"post","2":"type-post","3":"status-publish","4":"format-standard","5":"has-post-thumbnail","7":"category-saude","8":"tag-ciu00eancia","9":"tag-health","10":"tag-portugal","11":"tag-pt","12":"tag-sau00fade","13":"tag-saude"},"share_on_mastodon":{"url":"","error":""},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/85157","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=85157"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/85157\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media\/85158"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=85157"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=85157"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=85157"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}