{"id":85861,"date":"2025-09-25T10:38:13","date_gmt":"2025-09-25T10:38:13","guid":{"rendered":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/85861\/"},"modified":"2025-09-25T10:38:13","modified_gmt":"2025-09-25T10:38:13","slug":"canalizadores-pintores-e-eletricistas-estao-a-desaparecer","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/85861\/","title":{"rendered":"Canalizadores, pintores e eletricistas est\u00e3o a desaparecer"},"content":{"rendered":"<p>A escassez de m\u00e3o de obra t\u00e9cnica est\u00e1 a afetar algumas das profiss\u00f5es mais essenciais na regi\u00e3o algarvia. Canalizadores, eletricistas e pintores s\u00e3o cada vez mais dif\u00edceis de encontrar &#8211; um problema que, apesar de pouco falado, afeta diretamente a vida de quem c\u00e1 vive.<br \/>O Jornal do Algarve falou com v\u00e1rios profissionais destes setores e tamb\u00e9m com cidad\u00e3os que, do outro lado da linha, esperam dias, ou semanas, por um servi\u00e7o que antes se resolvia \u201cnum instante\u201d.<\/p>\n<p>&#8220;Ser canalizador n\u00e3o \u00e9 s\u00f3 apertar tubos&#8221;Tiago Faria \u00e9 canalizador h\u00e1 24 anos. Aprendeu a profiss\u00e3o numa grande empresa de canaliza\u00e7\u00f5es e ar condicionado, ao lado de um oficial experiente, e desde ent\u00e3o nunca mais largou o of\u00edcio.<br \/>\u201cCostumo ter bastante servi\u00e7o. De janeiro a outubro \u00e9 sempre a abrir. E aqui no Algarve, a falta de canalizadores \u00e9 evidente\u201d, explica.<br \/>A procura \u00e9 tanta que j\u00e1 teve de recusar trabalho: \u201c\u00c9 imposs\u00edvel dar conta de tudo. Recebo chamadas de v\u00e1rias regi\u00f5es do pa\u00eds a pedir or\u00e7amentos ou mesmo para fazer o servi\u00e7o. H\u00e1 mesmo muita falta de profissionais.\u201d<br \/>Apesar de reconhecer que, no passado, a profiss\u00e3o era mal remunerada, Tiago garante que hoje \u00e9 diferente. \u201cPara mim, atualmente, o sal\u00e1rio de um bom canalizador compensa e vale o esfor\u00e7o profissional.\u201d<br \/>Tiago sente tamb\u00e9m maior reconhecimento por parte da popula\u00e7\u00e3o: \u201cHoje em dia, as pessoas valorizam mais o canalizador, porque s\u00e3o poucas as que querem aprender este of\u00edcio.\u201d E refor\u00e7a: \u201cSer canalizador n\u00e3o \u00e9 s\u00f3 saber apertar tubos.\u201d<br \/>J\u00e1 trabalhou em Angola e Fran\u00e7a, mas hoje est\u00e1 de volta a Portugal. \u201cNunca desisti da minha profiss\u00e3o. \u00c9 lament\u00e1vel ver que os jovens n\u00e3o querem aprender.\u201d<br \/>Al\u00e9m disso, destaca a falta de incentivo nas escolas e centros de forma\u00e7\u00e3o, assim como a escassez de apoios financeiros que possam atrair novos profissionais para o setor.<br \/>Segundo o canalizador, no Algarve todos os dias h\u00e1 centenas de chamadas a procurar servi\u00e7os de canaliza\u00e7\u00e3o. \u201cH\u00e1 dias em que se conseguem fazer cinco ou seis servi\u00e7os, e outros dias dois ou tr\u00eas, mas isso \u00e9 perfeitamente normal. Nem todos os dias s\u00e3o iguais.\u201d<br \/>Questionado sobre um conselho para os jovens, Tiago n\u00e3o hesita: \u201cDiria que esta \u00e9 uma boa aposta profissional, arrisco dizer que \u00e9 um of\u00edcio de vida.\u201d<br \/>&#8220;Eletricista \u00e9 uma profiss\u00e3o digna&#8221;Florisvaldo Silva, eletricista h\u00e1 mais de duas d\u00e9cadas, conhece bem esta realidade. \u201cTrabalho na \u00e1rea h\u00e1 pelo menos 22 anos. H\u00e1 muitos profissionais bons, sim, mas ainda h\u00e1 espa\u00e7o para mais. Falta gente\u201d, conta.<br \/>Ao contr\u00e1rio de muitos trabalhadores por conta pr\u00f3pria, Florisvaldo lidera uma pequena equipa, o que lhe permite dar resposta \u00e0 procura constante. \u201cConseguimos lidar bem com a demanda. N\u00e3o tenho outra ocupa\u00e7\u00e3o &#8211; \u00e9 o que sei fazer. Por isso, mesmo com dificuldades, tenho de persistir\u201d, afirma.<br \/>A falta de apoio e o peso da burocracia s\u00e3o apontados como entraves \u00e0 continuidade de muitos destes profissionais. \u201cEm Portugal, o que mais atrapalha s\u00e3o os grandes impostos e a persegui\u00e7\u00e3o a quem trabalha por conta pr\u00f3pria. J\u00e1 perdi &#8230;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"A escassez de m\u00e3o de obra t\u00e9cnica est\u00e1 a afetar algumas das profiss\u00f5es mais essenciais na regi\u00e3o algarvia.&hellip;\n","protected":false},"author":2,"featured_media":85862,"comment_status":"","ping_status":"","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[86],"tags":[116,21754,32,33,117],"class_list":{"0":"post-85861","1":"post","2":"type-post","3":"status-publish","4":"format-standard","5":"has-post-thumbnail","7":"category-saude","8":"tag-health","9":"tag-locked","10":"tag-portugal","11":"tag-pt","12":"tag-saude"},"share_on_mastodon":{"url":"","error":""},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/85861","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=85861"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/85861\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media\/85862"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=85861"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=85861"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=85861"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}