{"id":85974,"date":"2025-09-25T11:53:21","date_gmt":"2025-09-25T11:53:21","guid":{"rendered":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/85974\/"},"modified":"2025-09-25T11:53:21","modified_gmt":"2025-09-25T11:53:21","slug":"em-gaza-ha-quem-continue-a-estudar-no-meio-da-destruicao-esta-e-a-nossa-realidade-palestina","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/85974\/","title":{"rendered":"Em Gaza, h\u00e1 quem continue a estudar no meio da destrui\u00e7\u00e3o. \u201cEsta \u00e9 a nossa realidade\u201d | Palestina"},"content":{"rendered":"<p>Num territ\u00f3rio destru\u00eddo, quase sem comida e sem \u00e1gua, estudar deixou de ser uma prioridade para muitos palestinianos em Gaza. Mas, no meio do caos, h\u00e1 estudantes que continuam a aprender em escolas improvisadas ou a fazer exames online para conseguirem terminar os seus cursos \u2013 isto quando conseguem aceder \u00e0 Internet.<\/p>\n<p>\u00c9 o caso de Sharaf Odeh, de 26 anos, que usa o telem\u00f3vel e a fraca liga\u00e7\u00e3o \u00e0 Internet para assistir a aulas online para tentar concluir o seu mestrado em Administra\u00e7\u00e3o de Empresas Digitais. Estuda num apartamento lotado onde vive com a sua fam\u00edlia, na Cidade de Gaza, com crian\u00e7as irrequietas \u00e0 sua volta e com o som dos bombardeamentos ao longe. Deslocado da sua casa em Shujaiyeh, v\u00ea na educa\u00e7\u00e3o a sua \u00fanica esperan\u00e7a para o futuro, mas nunca esquece que pode n\u00e3o sobreviver ao pr\u00f3ximo ataque de Israel. \u201cAgarramo-nos \u00e0 esperan\u00e7a de que o amanh\u00e3 ser\u00e1 melhor, mas esta \u00e9 a nossa realidade e n\u00e3o podemos fugir dela.\u201d<\/p>\n<p>\u201cN\u00e3o sou nenhum super-her\u00f3i\u201d, ressalva Sharaf, numa entrevista ao <a href=\"https:\/\/www.haaretz.com\/middle-east-news\/palestinians\/2025-09-17\/ty-article-magazine\/.premium\/it-keeps-her-mind-off-death-the-gaza-students-who-keep-learning-amid-intense-airstrikes\/00000199-4df1-d65c-a9f9-cdf753a70000\" target=\"_blank\" rel=\"nofollow noopener\">di\u00e1rio israelita Haaretz <\/a>feita por videochamada, que chega a ser interrompida por um bombardeamento. \u201cMuitos estudantes queriam prosseguir para o ensino superior, mas \u00e9 caro. Se eu n\u00e3o tivesse trabalhado antes da guerra, n\u00e3o estaria a estudar agora. N\u00e3o usaria o dinheiro da minha fam\u00edlia para a educa\u00e7\u00e3o em vez da sobreviv\u00eancia.\u201d<\/p>\n<p>Em vez de correrem para a escola, as crian\u00e7as e adolescentes procuram agora comida, \u00e1gua e mantimentos para as suas fam\u00edlias. \u201cAs crian\u00e7as de Gaza tiveram a sua inf\u00e2ncia roubada\u201d, afirma Juliette Touma, porta-voz da ag\u00eancia das Na\u00e7\u00f5es Unidas para os refugiados palestinianos (UNRWA), citada pelo jornal <a href=\"https:\/\/www.lemonde.fr\/international\/article\/2025\/09\/14\/a-gaza-passer-le-bac-malgre-les-bombes-et-la-faim_6641073_3210.html\" target=\"_blank\" rel=\"nofollow noopener\">Le Monde<\/a>. \u201cQuanto mais tempo ficarem longe da escola mais prov\u00e1vel \u00e9 que se tornem uma gera\u00e7\u00e3o perdida, em risco de explora\u00e7\u00e3o, casamento precoce e recrutamento por grupos armados, como vimos acontecer noutros pa\u00edses em conflito.\u201d<\/p>\n<p>                &#13;<br \/>\n                    &#13;<br \/>\n                    &#13;<br \/>\n                        A estudante de engenharia inform\u00e1tica Shahed Abu Omar a estudar no seu telem\u00f3vel &#13;<br \/>\nREUTERS\/Mohammed Salem                    &#13;<\/p>\n<p>Em Gaza, 97% das institui\u00e7\u00f5es de ensino foram afectadas pelos bombardeamentos, segundo uma avalia\u00e7\u00e3o feita atrav\u00e9s de imagens de sat\u00e9lite pelo Gabinete das Na\u00e7\u00f5es Unidas para a Coordena\u00e7\u00e3o dos Assuntos Humanit\u00e1rios. Os dados mostram que 91% destas escolas e universidades precisam mesmo de reabilita\u00e7\u00e3o ou uma reconstru\u00e7\u00e3o completa para voltarem a estar funcionais.<\/p>\n<p>Longe da sua casa e sem um lugar adequado para estudar, Sharaf sente que est\u00e1 a ficar para tr\u00e1s na mat\u00e9ria \u2013 mas tem conseguido submeter todos os seus trabalhos dentro do prazo. O abrigo em que est\u00e1 tem pain\u00e9is solares, que s\u00f3 produzem energia durante o dia. \u201cPor vezes tenho de trabalhar durante o dia, portanto costumo estudar \u00e0 noite. E a\u00ed n\u00e3o posso usar a energia solar, tenho de estudar no meu telem\u00f3vel\u201d, conta. O estudante gostava de ter um tablet para ser mais f\u00e1cil estudar, mas o pre\u00e7o \u00e9 demasiado elevado. \u201cNem estou a tentar muito ter um, porque n\u00e3o sabemos se vamos ficar aqui, se vamos ter de ser retirados novamente, ou se estaremos sequer vivos. Nada \u00e9 seguro.\u201d<\/p>\n<p>Segundo um artigo publicado na semana passada no Haaretz, s\u00e3o cerca de 90 mil os estudantes universit\u00e1rios em Gaza que tiveram de interromper os estudos por causa dos bombardeamentos e todas as 12 universidades de Gaza foram destru\u00eddas ou danificadas pelas For\u00e7as de Defesa de Israel (IDF).<\/p>\n<p>\u201cA vida acad\u00e9mica palestiniana foi quase completamente destru\u00edda e precisar\u00e1 de muitos anos para se reconstruir\u201d, escrevia <a href=\"https:\/\/www.haaretz.com\/opinion\/2024-02-08\/ty-article-opinion\/.premium\/as-gazas-lives-and-homes-are-destroyed-so-is-its-higher-education\/0000018d-8906-d970-a5ed-8976424f0000\" target=\"_blank\" rel=\"nofollow noopener\">num artigo de opini\u00e3o<\/a> a professora Anat Matar, do departamento de Filosofia da Universidade de Telavive, recordando que as dificuldades impostas \u00e0s universidades duram h\u00e1 mais de 40 anos. Al\u00e9m da destrui\u00e7\u00e3o de casas e fam\u00edlias, tamb\u00e9m espa\u00e7os de mem\u00f3ria e pensamento acabam em ru\u00ednas, incluindo bibliotecas p\u00fablicas e outros locais culturais.<\/p>\n<p>        &#13;<\/p>\n<p>&#13;<br \/>\n                &#13;\n            <\/p>\n<p>&#13;<\/p>\n<p>O ministro palestiniano da Educa\u00e7\u00e3o, Amjad Barham, acusou Israel de perpetrar uma destrui\u00e7\u00e3o sistem\u00e1tica de escolas e universidades, indicando que 293 das 307 escolas no enclave tinham sido destru\u00eddas. \u201cCom isto, a ocupa\u00e7\u00e3o quer destruir a esperan\u00e7a dentro dos nossos filhos e filhas\u201d, afirmava.<\/p>\n<p>Em Abril do ano passado, um <a href=\"https:\/\/www.ohchr.org\/en\/press-releases\/2024\/04\/un-experts-deeply-concerned-over-scholasticide-gaza\" target=\"_blank\" rel=\"nofollow noopener\">grupo de peritos das Na\u00e7\u00f5es Unidas<\/a> dizia estar preocupado com o educ\u00eddio em Gaza \u2013 a destrui\u00e7\u00e3o do sistema educativo atrav\u00e9s da elimina\u00e7\u00e3o de infra-estruturas de ensino ou da morte de professores, estudantes e t\u00e9cnicos. \u00c0 data, as Na\u00e7\u00f5es Unidas davam conta de que teriam sido mortos milhares de estudantes, assim como 261 professores e 95 professores universit\u00e1rios.<\/p>\n<p><strong>\u201c\u00c9 a \u00fanica coisa que a faz n\u00e3o pensar na morte\u201d<\/strong><\/p>\n<p>Muitas das escolas e universidade em Gaza, incluindo as poucas que n\u00e3o foram destru\u00eddas, servem agora de abrigo para pessoas desalojadas. Saja Adwan, de 19 anos, \u00e9 uma delas: est\u00e1 a viver numa escola com a sua fam\u00edlia de nove pessoas. Saja era uma estudante do quadro de honra no Instituto Al-Azhar, que foi bombardeado. \u201cTodas as minhas mem\u00f3rias estavam l\u00e1 \u2013 as minhas ambi\u00e7\u00f5es, os meus objectivos. Estava a alcan\u00e7ar um sonho\u201d, diz a estudante, que agora vai escrevendo nos poucos pap\u00e9is que lhe resta, relata a <a href=\"https:\/\/www.aljazeera.com\/gallery\/2025\/8\/12\/my-studies-my-life-war-leaves-gaza-students-hungry-and-out-of-school\" target=\"_blank\" rel=\"nofollow noopener\">Al-Jazeera<\/a>. \u201cEra l\u00e1 que estavam os meus estudos, a minha vida, o meu futuro.\u201d<\/p>\n<p>A estudante Maha Ali queria tornar-se jornalista para fazer reportagens do que est\u00e1 a acontecer em Gaza \u2013 mas os seus sonhos ca\u00edram por terra. \u201cDizemos h\u00e1 muito tempo que queremos viver, que queremos educar-nos, que queremos viajar. Agora dizemos que queremos comer\u201d, afirmava em Agosto \u00e0 Al-Jazeera. Numa altura de fome em Gaza, Maha Ali est\u00e1 a viver nas ru\u00ednas da Universidade Isl\u00e2mica, a primeira a ser atacada na primeira semana de guerra. Ali acredita que o seu direito \u00e0 educa\u00e7\u00e3o lhe foi roubado pelos ataques de Israel.<\/p>\n<p>Os exames finais do ensino secund\u00e1rio em Gaza foram cancelados em 2024, mas n\u00e3o este ano: h\u00e1 27 mil estudantes registados para as provas de Setembro de 2025, feitas online, segundo o Le Monde. Estes exames (chamados tawjihi) permitem terminar o secund\u00e1rio e servem de porta de entrada para o ensino superior. O Le Monde refere que 11 mil estudantes n\u00e3o fizeram os exames do secund\u00e1rio \u2013 ou porque tinham sido mortos ou feridos, ou porque n\u00e3o tinham forma de acompanhar a mat\u00e9ria dada online.<\/p>\n<p>                &#13;<br \/>\n                    &#13;<br \/>\n                    &#13;<br \/>\n                        A palestiniana deslocada Mervat Al-Bassiouny, cuja perna foi amputada devido a um ataque israelita, \u00e9 uma das pessoas refugiada num edif\u00edcio da Universidade Isl\u00e2mica de Gaza, onde se formou&#13;<br \/>\nREUTERS\/Mahmoud Issa                    &#13;<\/p>\n<p>Os problemas t\u00e9cnicos s\u00e3o outro problema: muitos estudantes t\u00eam tido dificuldades em fazer estes exames por causa da liga\u00e7\u00e3o \u00e0 Internet inst\u00e1vel e por haver interrup\u00e7\u00f5es constantes. \u201cHouve uma revolta generalizada entre os alunos e os pais porque o formul\u00e1rio do exame n\u00e3o estava a abrir para muitos. Os que conseguiam aceder n\u00e3o conseguiam submeter as respostas. Alguns esperaram horas e o exame acabou por ser cancelado ou adiado\u201d, conta Husam, de 42 anos, pai de uma aluna de 19 anos chamada Layan.<\/p>\n<p>Mesmo nos dias de bombardeamentos mais intensos, esperava-se que os estudantes fizessem os exames, conta ao Haaretz. Apesar das dificuldades, o pai de Layan acredita que o estudo tem sido uma salva\u00e7\u00e3o: \u201c\u00c9 a \u00fanica coisa que a faz n\u00e3o pensar na morte.\u201d<\/p>\n<p><strong>Mais de meio milh\u00e3o sem aulas<\/strong><\/p>\n<p>O minist\u00e9rio da Educa\u00e7\u00e3o palestiniano e as Na\u00e7\u00f5es Unidas estimam que cerca de 660 mil alunos estejam sem aulas h\u00e1 quase tr\u00eas anos. O Le Monde refere que a plataforma de aprendizagem online Wise School est\u00e1 dispon\u00edvel para todos os alunos, mas s\u00f3 uma pequena frac\u00e7\u00e3o das crian\u00e7as e adolescentes de Gaza a usa.<\/p>\n<p>H\u00e1 ainda <a href=\"https:\/\/news.un.org\/en\/story\/2025\/09\/1165810\" target=\"_blank\" rel=\"nofollow noopener\">68 mil crian\u00e7as<\/a> que t\u00eam acesso a espa\u00e7os de aprendizagem tempor\u00e1rios, que tamb\u00e9m oferecem apoio psicol\u00f3gico. Um exemplo s\u00e3o as escolas improvisadas em tendas, com poucas mesas e cadeiras; muitos alunos sentam-se no ch\u00e3o com areia, apoiando os livros e cadernos em cima do joelho.<\/p>\n<p>As aulas s\u00e3o dadas por volunt\u00e1rios. \u00c9 o caso de Zein Al-Shaar, uma professora de Matem\u00e1tica de 25 anos que est\u00e1 a dar aulas do 1.\u00ba ao 10.\u00ba ano numa escola improvisada no campo de Al-Mawasi. \u201cMuitos conceitos n\u00e3o foram aprendidos. As cabe\u00e7as das crian\u00e7as est\u00e3o consumidas pela sobreviv\u00eancia\u201d, explica ao Le Monde. A fome n\u00e3o ajuda na concentra\u00e7\u00e3o: os desmaios de crian\u00e7as tornaram-se um acontecimento di\u00e1rio, escreve o jornal franc\u00eas. A perda da fam\u00edlia e amigos tamb\u00e9m deixa cicatrizes nestas crian\u00e7as: \u201cEstava [na escola] com uma menina aterrorizada que estava constantemente a chorar. Depois descobri que toda a sua fam\u00edlia tinha sido morta, \u00e0 excep\u00e7\u00e3o do av\u00f4\u201d, conta a assistente social Maha Hamed.<\/p>\n<p>        &#13;<\/p>\n<p>&#13;<br \/>\n                &#13;\n            <\/p>\n<p>&#13;<\/p>\n<p>Estima-se que tenham sido mortos mais de 61 mil palestinianos desde Outubro de 2023, segundo as autoridades de sa\u00fade em Gaza, gerido pelo Hamas. Mais de 15 mil eram crian\u00e7as, indicam os <a href=\"https:\/\/www.unicef.org\/media\/170401\/file\/State-of-Palestine-Humanitarian-SitRep-31-March-2025.pdf.pdf\" target=\"_blank\" rel=\"nofollow noopener\">dados recolhidos pela Unicef<\/a>, que alerta que o n\u00famero de mortes pode ser mais elevado. Segundo as autoridades de Gaza, s\u00e3o <a href=\"https:\/\/www.aljazeera.com\/news\/2025\/8\/19\/israel-has-killed-nearly-19000-children-in-gaza-war-as-strikes-intensify\" target=\"_blank\" rel=\"nofollow noopener\">quase 19 mil as crian\u00e7as que morreram<\/a> desde Outubro de 2023, por causa dos ataques, da fome ou da falta de acesso a servi\u00e7os de sa\u00fade.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Num territ\u00f3rio destru\u00eddo, quase sem comida e sem \u00e1gua, estudar deixou de ser uma prioridade para muitos palestinianos&hellip;\n","protected":false},"author":2,"featured_media":85975,"comment_status":"","ping_status":"","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[50],"tags":[27,28,539,257,15,16,532,14,259,25,26,21,22,432,62,12,13,19,20,534,431,23,24,17,18,29,30,31,63,64,65],"class_list":{"0":"post-85974","1":"post","2":"type-post","3":"status-publish","4":"format-standard","5":"has-post-thumbnail","7":"category-mundo","8":"tag-breaking-news","9":"tag-breakingnews","10":"tag-educacao","11":"tag-faixa-de-gaza","12":"tag-featured-news","13":"tag-featurednews","14":"tag-gaza","15":"tag-headlines","16":"tag-israel","17":"tag-latest-news","18":"tag-latestnews","19":"tag-main-news","20":"tag-mainnews","21":"tag-medio-oriente","22":"tag-mundo","23":"tag-news","24":"tag-noticias","25":"tag-noticias-principais","26":"tag-noticiasprincipais","27":"tag-p3","28":"tag-palestina","29":"tag-principais-noticias","30":"tag-principaisnoticias","31":"tag-top-stories","32":"tag-topstories","33":"tag-ultimas","34":"tag-ultimas-noticias","35":"tag-ultimasnoticias","36":"tag-world","37":"tag-world-news","38":"tag-worldnews"},"share_on_mastodon":{"url":"","error":""},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/85974","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=85974"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/85974\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media\/85975"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=85974"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=85974"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=85974"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}