{"id":87274,"date":"2025-09-26T09:12:11","date_gmt":"2025-09-26T09:12:11","guid":{"rendered":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/87274\/"},"modified":"2025-09-26T09:12:11","modified_gmt":"2025-09-26T09:12:11","slug":"combate-ao-cancer-colorretal-esta-mais-perto-da-personalizacao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/87274\/","title":{"rendered":"Combate ao c\u00e2ncer colorretal est\u00e1 mais perto da personaliza\u00e7\u00e3o"},"content":{"rendered":"<p class=\"texto\">Terceiro tipo mais comum no mundo e segunda principal causa de morte por c\u00e2ncer, o tumor colorretal tem, entre os fatores de risco, o desequil\u00edbrio da microbiota. Com base nesse conhecimento, pesquisadores da Universidade de Genebra, na Su\u00ed\u00e7a, apostam em uma nova ferramenta para ajudar na detec\u00e7\u00e3o precoce e tamb\u00e9m no desenvolvimento de terapias personalizadas: a avalia\u00e7\u00e3o de subesp\u00e9cies de bact\u00e9rias que habitam o intestino. Em um estudo publicado na revista Cell Host &amp; Microbe, os cientistas sugerem que, futuramente, uma simples amostra de fezes poder\u00e1 ajudar a diagnosticar e tratar a doen\u00e7a com um n\u00edvel de individualiza\u00e7\u00e3o sem precedentes.<\/p>\n<p class=\"texto\">Tradicionalmente, estudos do microbioma intestinal \u2014 conjunto de microrganismos que habitam o intestino \u2014 se concentram na identifica\u00e7\u00e3o de esp\u00e9cies bacterianas. Por\u00e9m, varia\u00e7\u00f5es gen\u00e9ticas de um mesmo micr\u00f3bio podem alterar completamente sua fun\u00e7\u00e3o, e essa diversidade passa despercebida nos m\u00e9todos de triagem tradicionais.\u00a0<\/p>\n<p class=\"texto\">Para enfrentar a limita\u00e7\u00e3o, a equipe de Genebra, liderada por Mirko Trajkovski e Evgeny Zdobnov, criou o HuMSub, um cat\u00e1logo abrangente de subesp\u00e9cies, identificadas por sequenciamento gen\u00e9tico. &#8220;As subesp\u00e9cies carregam informa\u00e7\u00f5es impl\u00edcitas que n\u00e3o conseguimos detectar no n\u00edvel de esp\u00e9cie&#8221;, explica Trajkovski. &#8220;Essas diferen\u00e7as sutis podem estar diretamente ligadas ao desenvolvimento de doen\u00e7as como o c\u00e2ncer colorretal, e compreend\u00ea-las \u00e9 fundamental para avan\u00e7ar na medicina de precis\u00e3o.&#8221;<\/p>\n<p class=\"texto\"><strong>Hospedeiro<\/strong><\/p>\n<p class=\"texto\">O estudo analisou, em detalhes, 977 esp\u00e9cies bacterianas. Cerca de 28% tinham varia\u00e7\u00f5es anteriormente despercebidas. Com a nova abordagem, os cientistas detectaram 5.361 unidades operacionais de subesp\u00e9cies (OSUs) na amostra pesquisada. As diferen\u00e7as gen\u00e9ticas, segundo os autores, influenciam como as bact\u00e9rias interagem com o hospedeiro humano e com outros organismos no ecossistema intestinal.<\/p>\n<p class=\"texto\">Ao aplicar essa nova abordagem a 1.085 amostras de microbioma fecal \u2014 sendo 555 de pacientes com c\u00e2ncer colorretal e 530 de indiv\u00edduos saud\u00e1veis \u2014 os pesquisadores encontraram 218 subesp\u00e9cies associadas \u00e0 doen\u00e7a. Em mais da metade dos casos, ao menos uma variante estava ligada ao tumor oncol\u00f3gico, enquanto outra, do mesmo grupo, n\u00e3o tinha a mesma associa\u00e7\u00e3o.\u00a0<\/p>\n<p class=\"texto\">Um exemplo \u00e9 a bact\u00e9ria Fusobacterium animalis, cuja presen\u00e7a no intestino j\u00e1 havia sido associada a tumores. A equipe encontrou duas subesp\u00e9cies distintas, mas apenas uma delas, chamada OSU 001002, estava significativamente aumentada em pacientes com c\u00e2ncer. &#8220;Isso demonstra que o que chamamos genericamente de &#8216;esp\u00e9cie associada ao c\u00e2ncer&#8217; pode, na verdade, se referir a um subconjunto muito espec\u00edfico de microrganismos&#8221;, destaca Zdobnov.<\/p>\n<p class=\"texto\"><strong>Ben\u00e9fica<\/strong><\/p>\n<p class=\"texto\">Outra descoberta considerada relevante pelos cientistas refere-se \u00e0 Ruthenibacterium lactatiformans: enquanto a esp\u00e9cie n\u00e3o apresentava liga\u00e7\u00e3o com o c\u00e2ncer, uma subesp\u00e9cie espec\u00edfica estava presente em n\u00edveis elevados nos pacientes. J\u00e1 entre microrganismos considerados ben\u00e9ficos, como Faecalibacterium prausnitzii, algumas OSUs estavam reduzidas nos doentes. &#8220;A an\u00e1lise no n\u00edvel de subesp\u00e9cie n\u00e3o s\u00f3 aumenta a precis\u00e3o das associa\u00e7\u00f5es, como tamb\u00e9m ajuda a explicar por que resultados de diferentes estudos muitas vezes divergem&#8221;, afirma Matija Trickovic, primeiro autor do artigo.\u00a0\u00a0<\/p>\n<p class=\"texto\">A equipe tamb\u00e9m desenvolveu um algoritmo de aprendizado de m\u00e1quina treinado com perfis de subesp\u00e9cies para distinguir amostras de pacientes e controles saud\u00e1veis. O desempenho do modelo superou o de ferramentas tradicionais baseadas em esp\u00e9cies, afirmam os pesquisadores. Quando combinado ao exame de sangue oculto nas fezes \u2014 teste usado em triagens populacionais \u2014, a capacidade de detec\u00e7\u00e3o foi ainda maior.\u00a0<\/p>\n<p class=\"texto\">Para os autores, a descoberta abre caminho para testes n\u00e3o invasivos de rastreamento do c\u00e2ncer colorretal com maior acur\u00e1cia, usando apenas uma amostra de fezes e an\u00e1lise do microbioma. &#8220;A camada adicional de informa\u00e7\u00e3o oferecida pelas subesp\u00e9cies aumenta a capacidade preditiva dos modelos. Isso \u00e9 essencial para transformar essas descobertas em ferramentas cl\u00ednicas \u00fateis&#8221;, acredita Trickovic.<\/p>\n<p class=\"texto\"><strong>Rastreamento<\/strong><\/p>\n<p class=\"texto\">O oncologista Matheus Andrade, do Hospital Bras\u00edlia, da Rede Am\u00e9ricas, acredita que a abordagem desenvolvida na Universidade de Genebra poder\u00e1 ser \u00fatil no rastreamento de outros tipos de c\u00e2ncer. &#8220;Apesar de o estudo atual ter restringido a an\u00e1lise aos c\u00e2ncer colorretal, acredito que a metodologia aplicada de sequenciamento de alta resolu\u00e7\u00e3o ao n\u00edvel de subesp\u00e9cies bacterianas e aprendizado de m\u00e1quina pode ser adaptada para outras neoplasias&#8221;, diz. Para isso, o m\u00e9dico destaca a import\u00e2ncia de amostras microbiol\u00f3gicas relevantes \u2014 tecido, mucosa, l\u00edquidos corporais, fezes, saliva \u2014, al\u00e9m de diferen\u00e7as consistentes nas comunidades microbianas entre pacientes doentes e saud\u00e1veis.<\/p>\n<p class=\"texto\">Andrade lembra que o diagn\u00f3stico precoce \u00e9 vital no tratamento de c\u00e2ncer, incluindo o colorretal. &#8220;Se a avalia\u00e7\u00e3o do microbioma intestinal futuramente contribuir para aumentar a fra\u00e7\u00e3o de tumores detectados antes de se espalharem, seu impacto em termos de sa\u00fade p\u00fablica pode ser bastante significativo, especialmente em regi\u00f5es onde a ades\u00e3o ao rastreamento tradicional \u00e9 baixa, ou onde a infraestrutura de colonoscopia \u00e9 limitada.&#8221;<\/p>\n<p class=\"texto\">Para Cristovam Scapulatempo Neto, m\u00e9dico patologista e diretor m\u00e9dico de Anatomia Patol\u00f3gica e Gen\u00e9tica Dasa, a ferramenta proposta pelos cientistas da Universidade de Genebra tamb\u00e9m tem importantes implica\u00e7\u00f5es para o tratamento de tumores oncol\u00f3gicos. &#8220;Com base nas informa\u00e7\u00f5es gen\u00f4micas do microbioma, \u00e9 poss\u00edvel desenvolver terapias direcionadas ao microbioma, como uso de prebi\u00f3ticos, probi\u00f3ticos ou transplante de microbiota fecal, para modular a composi\u00e7\u00e3o e a fun\u00e7\u00e3o do microbioma e melhorar os resultados cl\u00ednicos&#8221;, acredita.<\/p>\n<p class=\"texto\">Al\u00e9m disso, Scapulatempo Neto destaca o aspecto da preven\u00e7\u00e3o. &#8220;No futuro, as an\u00e1lises gen\u00e9ticas do microbioma podem ser incorporadas aos pain\u00e9is gen\u00f4micos de predisposi\u00e7\u00e3o ao c\u00e2ncer em testes preventivos. Isso permitiria identificar indiv\u00edduos com maior risco de desenvolver c\u00e2ncer com base em sua predisposi\u00e7\u00e3o gen\u00e9tica e em sua composi\u00e7\u00e3o microbiana e implementar interven\u00e7\u00f5es como mudan\u00e7a na dieta para modular o ecossistema e reduzir o risco da doen\u00e7a.&#8221;<\/p>\n<p>TR\u00caS PERGUNTAS PARA\u00a0<\/p>\n<p class=\"texto\">\t&#13;<br \/>\n  \t<img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/bari-59273504.jpg\" alt=\"Luciano Ambrosini, m\u00e9dico cirurgi\u00e3o digestivo \" title=\"Luciano Ambrosini, m\u00e9dico cirurgi\u00e3o digestivo \" class=\"lazy\" width=\"\" height=\"\"\/>&#13;<br \/>\n  \t &#13;<br \/>\n\t\tLuciano Ambrosini, m\u00e9dico cirurgi\u00e3o digestivo &#13;<br \/>\n\t\t(foto: Arquivo pessoal )&#13;<br \/>\n\t&#13;\n<\/p>\n<p class=\"texto\"><strong>LUCIANO AMBROSINI,\u00a0cirurgi\u00e3o digestivo e bari\u00e1trico da Amplexus Sa\u00fade Especializada\u00a0<\/strong><\/p>\n<p class=\"texto\"><strong>Quais as vantagens e desvantagens do teste baseado em subesp\u00e9cies em compara\u00e7\u00e3o aos m\u00e9todos de rastreamento j\u00e1 usados?<\/strong><\/p>\n<p class=\"texto\">As vantagens s\u00e3o que, potencialmente, seria um exame mais barato de se realizar, al\u00e9m de n\u00e3o ser invasivo e dispensa. Diferentemente da colonoscopia, o exame de coleta de fezes n\u00e3o precisa que o paciente v\u00e1 ao hospital ou numa cl\u00ednica. Entre as desvantagens, ele n\u00e3o d\u00e1 o diagn\u00f3stico definitivo. Mesmo as cepas tendo uma correla\u00e7\u00e3o maior com casos de neoplasia, o diagn\u00f3stico definitivo \u00e9 com a colonoscopia porque ela nos possibilita fazer uma bi\u00f3psia da les\u00e3o.\u00a0<\/p>\n<p class=\"texto\"><strong>Se confirmadas em estudos maiores, as descobertas poderiam levar a interven\u00e7\u00f5es personalizadas?<\/strong><\/p>\n<p class=\"texto\">Cada vez que a gente estuda mais os fatores relacionados \u00e0 ocorr\u00eancia de c\u00e2ncer,\u00a0 descobrimos que \u00e9 um cen\u00e1rio complexo. Como vimos no estudo, n\u00e3o apenas ter aquele micro-organismo aumenta o risco, mas ter subgrupos dele. No futuro, isso tem um grande potencial de tratamento guiado. Al\u00e9m de saber que o paciente tem aquela cepa de bact\u00e9rias, caso ele tenha aquele subgrupo, podemos tentar modular, por exemplo, com o uso em potencial de probi\u00f3ticos com determinadas cepas, vamos dizer, benignas, ou com cepas de bact\u00e9rias que combateriam aquelas cancerog\u00eanicas. H\u00e1 um leque grande de interven\u00e7\u00e3o personalizada, que \u00e9 o caminho que a medicina cada vez mais adota.\u00a0<\/p>\n<p class=\"texto\"><strong>O estudo mostra diferen\u00e7as geogr\u00e1ficas na preval\u00eancia de subesp\u00e9cies. Como isso pode influenciar a pr\u00e1tica cl\u00ednica em pa\u00edses como o Brasil?<\/strong><\/p>\n<p class=\"texto\">O Brasil \u00e9 um pa\u00eds continental, com diversas regi\u00f5es, climas, etnias, culturas, solos e h\u00e1bitos alimentares diferentes, solos diferentes. Isso, necessariamente, influencia a microbiota, influencia os micro-organismos que habitam o nosso tubo digestivo. Ent\u00e3o, assim, a descoberta tem maior relev\u00e2ncia ainda para um pa\u00eds do tamanho do Brasil, porque possibilita tratamentos ou interven\u00e7\u00f5es regionais. Por exemplo, por v\u00e1rias raz\u00f5es, quer seja por alimenta\u00e7\u00e3o ou por clima, a gente descobre que em determinada regi\u00e3o do pa\u00eds tem uma cepa carcinog\u00eanica mais prevalente, ent\u00e3o, podemos fazer uma orienta\u00e7\u00e3o individualizada. (<strong>PO<\/strong>)<\/p>\n<p>                            <a href=\"https:\/\/www.correiobraziliense.com.br\/autor\/paloma-oliveto\/page\/1\/\" style=\"height: 100%;\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\"><img decoding=\"async\" class=\"hidden-print author-circle d-block h6 mt-0 mb-0 mr-6 text-center\" src=\"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/paloma-29858324.png\" alt=\"\" width=\"40\" height=\"40\" loading=\"lazy\" style=\"object-fit:cover; width: 40px; height: 40px; margin-right:10px;\"\/><\/a><a href=\"https:\/\/www.correiobraziliense.com.br\/autor\/paloma-oliveto\/page\/1\/\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\"><img decoding=\"async\" class=\"hidden-print author-circle d-block h6 mt-0 mb-0 mr-6 text-center\" src=\"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/paloma-29858324.png\" alt=\"\" width=\"40\" height=\"40\" loading=\"lazy\" style=\"object-fit:cover; width: 40px; height: 40px; margin-right:10px;\"\/><\/a>Paloma Oliveto  <strong class=\"entryStrongAuthor\">Rep\u00f3rter s\u00eanior<\/strong><\/p>\n<p class=\"entryDescricaoAuthor\">Formada na Universidade de Bras\u00edlia, \u00e9 especializada na cobertura de ci\u00eancia e sa\u00fade h\u00e1 mais de uma d\u00e9cada. Entre as premia\u00e7\u00f5es recebidas, est\u00e3o primeiro lugar no Grande Pr\u00eamio Ayrton Senna e men\u00e7\u00e3o honrosa no Pr\u00eamio Esso.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Terceiro tipo mais comum no mundo e segunda principal causa de morte por c\u00e2ncer, o tumor colorretal tem,&hellip;\n","protected":false},"author":2,"featured_media":87275,"comment_status":"","ping_status":"","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[86],"tags":[1776,2135,1347,116,7225,32,1461,33,117,3753],"class_list":{"0":"post-87274","1":"post","2":"type-post","3":"status-publish","4":"format-standard","5":"has-post-thumbnail","7":"category-saude","8":"tag-cancer","9":"tag-cancer-colorretal","10":"tag-estudo","11":"tag-health","12":"tag-oncologia","13":"tag-portugal","14":"tag-prevencao","15":"tag-pt","16":"tag-saude","17":"tag-tumor"},"share_on_mastodon":{"url":"","error":""},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/87274","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=87274"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/87274\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media\/87275"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=87274"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=87274"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=87274"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}