{"id":87820,"date":"2025-09-26T17:05:07","date_gmt":"2025-09-26T17:05:07","guid":{"rendered":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/87820\/"},"modified":"2025-09-26T17:05:07","modified_gmt":"2025-09-26T17:05:07","slug":"empresa-portuguesa-entre-as-158-com-ligacoes-a-colonatos-israelitas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/87820\/","title":{"rendered":"Empresa portuguesa entre as 158 com liga\u00e7\u00f5es a colonatos israelitas"},"content":{"rendered":"<p>A lista atualizada do Alto Comissariado das Na\u00e7\u00f5es Unidas para os Direitos Humanos inclui 68 novas empresas relativamente a 2023, sendo que sete foram removidas.<\/p>\n<p data-remotead-prev-elm=\"true\" data-remotead-elm-id=\"inread\">A maioria das empresas apontadas tem sede em Israel, mas a lista inclui a empresa de carris ferrovi\u00e1rios portuguesa Steconfer SA e outras sedeadas no Canad\u00e1, China, Fran\u00e7a, Alemanha, Luxemburgo, Pa\u00edses Baixos, Espanha, Reino Unido e Estados Unidos.<\/p>\n<p>&#8220;Este relat\u00f3rio sublinha a responsabilidade das empresas que operam em contextos afetados por conflitos de garantir que as suas atividades n\u00e3o contribuem para viola\u00e7\u00f5es dos direitos humanos&#8221;, afirmou o Alto Comissariado das Na\u00e7\u00f5es Unidas para os Direitos Humanos, em comunicado.<\/p>\n<p>Empresa pede para sair de lista negra<\/p>\n<p data-remotead-prev-elm=\"true\" data-remotead-elm-id=\"centro1\">A empresa portuguesa em causa garante ter um &#8220;papel neutro e apol\u00edtico&#8221; nos pa\u00edses onde opera e pediu para ser retirada daquele banco de dados.<\/p>\n<p>Numa carta enviada ao Alto Comissariado das Na\u00e7\u00f5es Unidas para os Direitos Humanos, a que a Lusa teve acesso, a Steconfer sublinha que &#8220;n\u00e3o se envolve em decis\u00f5es pol\u00edticas ou governamentais&#8221; e que &#8220;o seu papel se limita estritamente \u00e0 execu\u00e7\u00e3o t\u00e9cnica de obras como subcontratado de grandes empreiteiros de engenharia, aquisi\u00e7\u00e3o e constru\u00e7\u00e3o&#8221;.<\/p>\n<p data-remotead-prev-elm=\"true\" data-remotead-elm-id=\"centro2\">Al\u00e9m disso, acrescenta a empresa, &#8220;n\u00e3o tem qualquer rela\u00e7\u00e3o contratual direta com o Governo de Israel ou qualquer autoridade governamental da regi\u00e3o&#8221;.<\/p>\n<p>Contactada pela Lusa, a Steconfer disse j\u00e1 ter respondido formalmente ao Alto Comissariado da ONU para os Direitos Humanos no dia 24 de setembro, &#8220;dentro do prazo e no formato exigidos pela pr\u00f3pria ONU, para que a resposta fosse publicada no &#8220;site&#8221; oficial da organiza\u00e7\u00e3o&#8221;. No entanto, adiantou fonte oficial da empresa, &#8220;a ONU n\u00e3o procedeu \u00e0 divulga\u00e7\u00e3o dessa resposta, apesar de ter comunicado que o faria&#8221;.<\/p>\n<p>Booking e TripAdvisor na lista<\/p>\n<p data-remotead-prev-elm=\"true\" data-remotead-elm-id=\"centro3\">Na lista da ONU, constam nomes conhecidos internacional, como a Booking.com, a Motorola Solutions e a TripAdvisor, que j\u00e1 estavam nomeadas anteriormente.<\/p>\n<p>O documento foi publicado pela primeira vez em 2020 pelo Gabinete do Alto Comissariado das Na\u00e7\u00f5es Unidas para os Direitos Humanos, em resposta a uma resolu\u00e7\u00e3o do Conselho dos Direitos Humanos aprovada em mar\u00e7o de 2016.<\/p>\n<p data-remotead-prev-elm=\"true\" data-remotead-elm-id=\"centro4\">Na resolu\u00e7\u00e3o, o Conselho pedia a cria\u00e7\u00e3o de &#8220;uma base de dados de todas as empresas envolvidas em atividades&#8221; relacionadas, em particular, com a constru\u00e7\u00e3o e o desenvolvimento de colonatos israelitas na Cisjord\u00e2nia, incluindo Jerusal\u00e9m Oriental.<\/p>\n<p>A lista n\u00e3o \u00e9 exaustiva: devido \u00e0 falta de recursos, o Alto Comissariado apenas conseguiu examinar 215 empresas das 596 sobre as quais recebeu informa\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p data-remotead-prev-elm=\"true\" data-remotead-elm-id=\"centro5\">Quando a primeira lista foi publicada, em 2020, o Alto Comissariado esclareceu que a mesma &#8220;n\u00e3o constitui, nem pretende constituir, um processo judicial ou quase judicial&#8221;, referindo-se implicitamente aos receios israelitas de que servisse de base para campanhas de boicote.<\/p>\n<p>Esta lista deveria ser atualizada anualmente, mas, na pr\u00e1tica, a ONU n\u00e3o o fez, tendo apenas publicado novo relat\u00f3rio em 2023, sendo que esta \u00e9 a primeira verdadeira atualiza\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Israel condena &#8220;vergonhosa rendi\u00e7\u00e3o&#8221;<\/p>\n<p data-remotead-prev-elm=\"true\" data-remotead-elm-id=\"centro6\">Em 2020, Israel e os Estados Unidos condenaram veementemente a publica\u00e7\u00e3o desta base de dados, com o Minist\u00e9rio dos Neg\u00f3cios Estrangeiros de Israel a declarar que &#8220;\u00e9 uma vergonhosa rendi\u00e7\u00e3o \u00e0 press\u00e3o dos pa\u00edses e organiza\u00e7\u00f5es que querem prejudicar Israel&#8221;.<\/p>\n<p>Embora a nomea\u00e7\u00e3o das empresas n\u00e3o implique san\u00e7\u00f5es associadas, a ag\u00eancia da ONU solicita \u00e0s inclu\u00eddas que &#8220;tomem medidas apropriadas para lidar com o impacto adverso dos direitos humanos&#8221; das suas atividades.<\/p>\n<p>A ag\u00eancia da ONU incentiva ainda os 11 Estados com empresas na lista a tomarem medidas. &#8220;Devem garantir, por meios judiciais, administrativos, legislativos ou outros, que, quando ocorrem viola\u00e7\u00f5es dos direitos humanos relacionadas com atividades comerciais no seu territ\u00f3rio ou sob a sua jurisdi\u00e7\u00e3o, os indiv\u00edduos afetados t\u00eam acesso a solu\u00e7\u00f5es eficazes&#8221;, sublinhou.<\/p>\n<p>As novas empresas inclu\u00eddas na atualiza\u00e7\u00e3o operam principalmente em atividades relacionadas com a constru\u00e7\u00e3o, imobili\u00e1rio e minera\u00e7\u00e3o, setores a que a ONU deu prioridade nas suas investiga\u00e7\u00f5es recentes. A pr\u00f3xima atualiza\u00e7\u00e3o dar\u00e1 prioridade \u00e0s do setor da seguran\u00e7a.<\/p>\n<p>Em 2020, pouco depois de a ONU ter publicado a sua primeira vers\u00e3o da lista, o Governo palestiniano declarou que daria \u00e0s empresas estrangeiras que operam em colonatos israelitas ilegais um prazo para cessarem estas atividades e que, caso n\u00e3o o fizessem, poderiam ser obrigadas a pagar indemniza\u00e7\u00f5es.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"A lista atualizada do Alto Comissariado das Na\u00e7\u00f5es Unidas para os Direitos Humanos inclui 68 novas empresas relativamente&hellip;\n","protected":false},"author":2,"featured_media":87821,"comment_status":"","ping_status":"","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[50],"tags":[27,28,11846,15,16,14,25,26,21,22,62,12,13,19,20,910,23,24,17,18,29,30,31,63,64,65],"class_list":{"0":"post-87820","1":"post","2":"type-post","3":"status-publish","4":"format-standard","5":"has-post-thumbnail","7":"category-mundo","8":"tag-breaking-news","9":"tag-breakingnews","10":"tag-colonatos","11":"tag-featured-news","12":"tag-featurednews","13":"tag-headlines","14":"tag-latest-news","15":"tag-latestnews","16":"tag-main-news","17":"tag-mainnews","18":"tag-mundo","19":"tag-news","20":"tag-noticias","21":"tag-noticias-principais","22":"tag-noticiasprincipais","23":"tag-onu","24":"tag-principais-noticias","25":"tag-principaisnoticias","26":"tag-top-stories","27":"tag-topstories","28":"tag-ultimas","29":"tag-ultimas-noticias","30":"tag-ultimasnoticias","31":"tag-world","32":"tag-world-news","33":"tag-worldnews"},"share_on_mastodon":{"url":"","error":""},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/87820","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=87820"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/87820\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media\/87821"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=87820"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=87820"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=87820"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}