{"id":88061,"date":"2025-09-26T20:41:20","date_gmt":"2025-09-26T20:41:20","guid":{"rendered":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/88061\/"},"modified":"2025-09-26T20:41:20","modified_gmt":"2025-09-26T20:41:20","slug":"hovione-a-fabrica-que-cozinha-para-grandes-farmaceuticas-observador","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/88061\/","title":{"rendered":"Hovione, a f\u00e1brica que &#8220;cozinha&#8221; para grandes farmac\u00eauticas \u2013 Observador"},"content":{"rendered":"<p>A fatia de le\u00e3o dos 2.400 trabalhadores da Hovione est\u00e1 em Portugal \u2014 1.800 trabalhadores divididos entre a f\u00e1brica de Loures e o centro de investiga\u00e7\u00e3o e desenvolvimento no Lumiar. A empresa \u00e9 o maior empregador de doutorados do pa\u00eds. Na unidade dos EUA, recorre a alguns vistos H-1B, dedicados a trabalhos altamente especializados, que <a href=\"https:\/\/observador.pt\/2025\/09\/21\/trump-adiciona-taxa-de-100-mil-dolares-a-vistos-para-trabalho-qualificado-tecnologicas-pedem-a-trabalhadores-que-evitem-sair-dos-eua\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener nofollow\">na semana passada foram alvo de altera\u00e7\u00f5es pela administra\u00e7\u00e3o Trump.<\/a> As pr\u00f3ximas candidaturas, em abril de 2026, v\u00e3o ter associadas uma taxa de 100 mil d\u00f3lares. Questionado sobre se a Hovione ser\u00e1 afetada pela mudan\u00e7a, o CEO diz que a empresa n\u00e3o \u201cpretendia ser Nostradamus\u201d. \u201cMas o que posso dizer \u00e9 que j\u00e1 h\u00e1 tr\u00eas anos que nos distanci\u00e1mos da ideia de enviar recursos humanos portugueses ou europeus para os EUA\u201d.<\/p>\n<p>\u201cDependemos de trabalho local. Par\u00e1mos de faz\u00ea-lo [usar vistos] porque n\u00e3o fazia sentido ter uma unidade nos EUA a ser liderada por uma equipa europeia\u201d, diz Herbaux, que estudou nos EUA e tamb\u00e9m em Fran\u00e7a, e que trabalhou tamb\u00e9m na \u00c1sia durante oito anos. \u201cN\u00e3o funciona gerir um neg\u00f3cio com uma equipa estrangeira, quer culturalmente, quer na liga\u00e7\u00e3o com os clientes.\u201d<\/p>\n<blockquote class=\"wp-embedded-content\" data-secret=\"JPehaq4sqS\">\n<p><a href=\"https:\/\/observador.pt\/2025\/09\/21\/trump-adiciona-taxa-de-100-mil-dolares-a-vistos-para-trabalho-qualificado-tecnologicas-pedem-a-trabalhadores-que-evitem-sair-dos-eua\/\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">Trump adiciona taxa de 100 mil d\u00f3lares a vistos para trabalho qualificado. Tecnol\u00f3gicas pedem a trabalhadores que evitem sair dos EUA<\/a><\/p>\n<\/blockquote>\n<p>Ainda em janeiro de 2019, a Hovione anunciou a constru\u00e7\u00e3o de uma f\u00e1brica no Seixal, na margem sul do Tejo. Adquiriu um terreno na zona industrial com 40 hectares, dez vezes maior que as instala\u00e7\u00f5es de Loures. A cria\u00e7\u00e3o da f\u00e1brica do Seixal, que dever\u00e1 estar a funcionar comercialmente em 2027, tem sido um processo longo de um <strong>investimento de 200 milh\u00f5es de euros.<\/strong><\/p>\n<p>Noutras ocasi\u00f5es, o anterior CEO, Guy Villax, lamentou o tempo de licenciamento destas novas instala\u00e7\u00f5es. Anos depois, o novo CEO j\u00e1 tra\u00e7a um cen\u00e1rio mais otimista. \u201cEst\u00e1 a progredir bastante bem, na verdade a acelerar. Estivemos maioritariamente a trabalhar na infraestrutura, nas estradas, nas utilities\u201d, explica sobre os trabalhos na zona industrial de um campus batizado de Hovione Tejo.<\/p>\n<p>Jean-Luc Herbeaux detalha que o tempo de desenvolvimento de medicamentos encurtou e que, assim, os clientes precisam de mais espa\u00e7o. \u201cAntes eram precisos dez a 12 anos para desenvolver um medicamento e lan\u00e7\u00e1-lo no mercado. Agora s\u00e3o cinco a seis, \u00e9 metade.\u201d Assim, a Hovione j\u00e1 regista <strong>\u201cinteresse dos clientes em espa\u00e7o e na capacidade\u201d<\/strong> de produ\u00e7\u00e3o prometida pelas novas instala\u00e7\u00f5es. N\u00e3o abre o jogo sobre de quem parte esse interesse. \u201cA nossa base de clientes evoluiu com o tempo, mas \u00e9 dos mesmos cem clientes que tipicamente temos.\u201d<\/p>\n<p>\u201cVamos instalar o equipamento e a tecnologia mais recente de engenharia de part\u00edculas no Seixal\u201d, acrescenta. Herbaux descreve o trabalho com as part\u00edculas para os medicamentos como \u201cuma tecnologia especial\u201d.<\/p>\n<p>\u201cQuando se olha para um medicamento, vemos um nome muito longo, \u00e9 o qu\u00edmico que est\u00e1 ativo, que atua no corpo, cura alguma coisa. Mas s\u00f3 as mol\u00e9culas n\u00e3o s\u00e3o suficientes, \u00e9 precisa uma formula\u00e7\u00e3o: \u00e9 preciso que seja entregue no s\u00edtio certo [do corpo] e na altura certa. \u00c9 o que n\u00f3s fazemos e trabalhamos com ativos que s\u00e3o muito dif\u00edceis de solubilizar em \u00e1gua.\u201d Lembra que o corpo humano \u00e9 composto maioritariamente por \u00e1gua. \u201cSe n\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel dissolver em \u00e1gua n\u00e3o resulta. N\u00f3s fazemos f\u00e1rmacos que s\u00e3o sol\u00faveis, trabalhamos em sistemas de pol\u00edmeros, sistemas complexos. \u00c9 essa a tecnologia que vamos ter no Seixal\u201d, onde tamb\u00e9m ser\u00e3o desenvolvidos trabalhos na \u00e1rea da \u201cforma final de dosagem, dos comprimidos e no enchimento de c\u00e1psulas\u201d.<\/p>\n<p>Al\u00e9m de um tempo de chegada ao mercado mais reduzido, o CEO da Hovione tamb\u00e9m v\u00ea espa\u00e7o para outra aplica\u00e7\u00e3o da tecnologia \u00e0 ind\u00fastria. \u201cA intelig\u00eancia artificial est\u00e1 a ajudar muito com o design da mol\u00e9cula. Com o design cl\u00ednico, tamb\u00e9m, na forma como a mol\u00e9cula \u00e9 testada nos pacientes e a reduzir os efeitos secund\u00e1rios.\u201d<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"A fatia de le\u00e3o dos 2.400 trabalhadores da Hovione est\u00e1 em Portugal \u2014 1.800 trabalhadores divididos entre a&hellip;\n","protected":false},"author":2,"featured_media":88062,"comment_status":"","ping_status":"","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[83],"tags":[88,476,89,90,7269,22157,32,33],"class_list":{"0":"post-88061","1":"post","2":"type-post","3":"status-publish","4":"format-standard","5":"has-post-thumbnail","7":"category-empresas","8":"tag-business","9":"tag-economia","10":"tag-economy","11":"tag-empresas","12":"tag-indu00fastria","13":"tag-indu00fastria-farmacu00eautica","14":"tag-portugal","15":"tag-pt"},"share_on_mastodon":{"url":"","error":""},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/88061","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=88061"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/88061\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media\/88062"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=88061"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=88061"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=88061"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}