{"id":88583,"date":"2025-09-27T07:29:09","date_gmt":"2025-09-27T07:29:09","guid":{"rendered":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/88583\/"},"modified":"2025-09-27T07:29:09","modified_gmt":"2025-09-27T07:29:09","slug":"misteriosa-explosao-cosmica-nao-pode-ser-explicada-segundo-cientistas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/88583\/","title":{"rendered":"Misteriosa explos\u00e3o c\u00f3smica n\u00e3o pode ser explicada, segundo cientistas"},"content":{"rendered":"<p>A comunidade astron\u00f4mica encontra-se perplexa ap\u00f3s a detec\u00e7\u00e3o de uma explos\u00e3o c\u00f3smica de caracter\u00edsticas incomuns, que se distingue por sua dura\u00e7\u00e3o excepcional.<\/p>\n<p>Identificada como GRB 250702BDE, a explos\u00e3o \u00e9 uma s\u00e9rie de emiss\u00f5es repetidas de <a href=\"https:\/\/pt.wikipedia.org\/wiki\/Radia%C3%A7%C3%A3o\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">radia\u00e7\u00e3o<\/a> de alta energia, conhecidas como explos\u00f5es de raios gama. Esses fen\u00f4menos, considerados os eventos explosivos mais poderosos do universo, normalmente t\u00eam uma dura\u00e7\u00e3o que varia de milissegundos a minutos; no entanto, a nova explos\u00e3o foi observada por quase um dia inteiro em julho.<\/p>\n<p>Os cientistas ainda n\u00e3o conseguiram explicar a dura\u00e7\u00e3o recorde desse evento, que ocorreu fora da Via L\u00e1ctea. Segundo um estudo publicado em 29 de agosto na revista<a href=\"https:\/\/iopscience.iop.org\/article\/10.3847\/2041-8213\/adf8e1\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\"> The Astrophysical Journal Letters<\/a>, essa emiss\u00e3o difere significativamente das explos\u00f5es observadas nos \u00faltimos 50 anos. Para Antonio Martin-Carrillo, coautor do estudo e astrof\u00edsico da University College Dublin, \u201cnormalmente, as GRBs s\u00e3o eventos catastr\u00f3ficos que ocorrem apenas uma vez, pois a fonte que as gera n\u00e3o sobrevive \u00e0 explos\u00e3o\u201d.<\/p>\n<p>Segundo o portal Live Science, o telesc\u00f3pio espacial Fermi da NASA foi o primeiro a registrar a explos\u00e3o em 2 de julho. Investiga\u00e7\u00f5es posteriores revelaram que o Einstein Probe, um telesc\u00f3pio espacial de raios X operado pela Academia Chinesa de Ci\u00eancias com parceiros europeus, detectou atividade do fen\u00f4meno um dia antes, em 1\u00ba de julho.<\/p>\n<p>Para analisar o evento em maior profundidade, uma equipe do Observat\u00f3rio Europeu do Sul (ESO) utilizou o<a href=\"https:\/\/www.eso.org\/public\/unitedkingdom\/teles-instr\/paranal-observatory\/vlt\/\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\"> Very Large Telescope<\/a>, localizado no deserto do Atacama no Chile. Inicialmente acreditava-se que a explos\u00e3o estivesse situada dentro da nossa gal\u00e1xia, mas observa\u00e7\u00f5es realizadas pelo telesc\u00f3pio sugeriram que o sinal peculiar se originou al\u00e9m dela, confirma\u00e7\u00e3o posterior feita pelo Telesc\u00f3pio Espacial Hubble.<\/p>\n<p>Os autores do estudo propuseram v\u00e1rias teorias para explicar a ocorr\u00eancia dessa explos\u00e3o repetida sem precedentes. Uma hip\u00f3tese sugere que a morte de uma estrela massiva \u2013 com cerca de 40 vezes a massa do Sol \u2013 poderia ter gerado uma morte especial, onde parte do material continuaria alimentando o motor central da explos\u00e3o.<\/p>\n<p>Outra possibilidade \u00e9 que as rajadas de radia\u00e7\u00e3o tenham ocorrido quando uma estrela an\u00e3 branca foi dilacerada por um buraco negro durante um evento conhecido como Tidal Disruption Event (TDE). No entanto, essa teoria implica a presen\u00e7a de um buraco negro incomum para provocar uma explos\u00e3o cont\u00ednua.<\/p>\n<p><strong>Martin-Carrillo<\/strong> destacou: \u201cDiferente dos TDEs mais t\u00edpicos, para explicar as propriedades desta explos\u00e3o seria necess\u00e1rio que uma estrela incomum fosse destru\u00edda por um buraco negro ainda mais incomum \u2013 provavelmente o t\u00e3o procurado \u2018buraco negro de massa intermedi\u00e1ria&#8217;\u201d. A expectativa \u00e9 que buracos negros estelares colidam e se fundam ao longo do tempo para formar buracos negros de massa intermedi\u00e1ria; no entanto, sua localiza\u00e7\u00e3o tem se mostrado extremamente desafiadora para os <a href=\"https:\/\/aventurasnahistoria.com.br\/noticias\/historia-hoje\/astronomos-detectam-ana-branca-que-engoliu-mundo-gelado.phtml\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">astr\u00f4nomos<\/a>.<\/p>\n<p>A equipe envolvida no estudo est\u00e1 monitorando as consequ\u00eancias da explos\u00e3o e buscando compreender sua origem. O pr\u00f3ximo passo ser\u00e1 determinar a localiza\u00e7\u00e3o precisa do evento para avaliar a quantidade de energia gerada.<\/p>\n<p>Em palavras de <strong>Martin-Carrillo<\/strong>: \u201cAinda n\u00e3o temos certeza do que produziu isso ou se realmente conseguiremos descobrir , mas com esta pesquisa fizemos um grande avan\u00e7o na compreens\u00e3o deste objeto extremamente incomum e emocionante.\u201d<\/p>\n<p>        <a href=\"https:\/\/aventurasnahistoria.com.br\/noticias\/author\/giovanna-gomes\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">&#13;<br \/>\n          <img loading=\"lazy\" alt=\"Giovanna Gomes\" src=\"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/1758958149_238_33b368a526ac26c2f7de6462fce3004285811f04809ed05857f30d16a462d4c5\"  class=\"avatar avatar-115 photo rounded-circle mr-3\" height=\"115\" width=\"115\" decoding=\"async\"\/>        <\/a><\/p>\n<p>Giovanna Gomes \u00e9 jornalista e estudante de Hist\u00f3ria pela USP. Gosta de escrever sobre arte, arqueologia e tudo que diz repeito \u00e0 cultura e \u00e0 hist\u00f3ria do ser humano.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"A comunidade astron\u00f4mica encontra-se perplexa ap\u00f3s a detec\u00e7\u00e3o de uma explos\u00e3o c\u00f3smica de caracter\u00edsticas incomuns, que se distingue&hellip;\n","protected":false},"author":2,"featured_media":88584,"comment_status":"","ping_status":"","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[84],"tags":[443,109,107,108,22305,22306,22307,32,33,105,103,104,106,110],"class_list":{"0":"post-88583","1":"post","2":"type-post","3":"status-publish","4":"format-standard","5":"has-post-thumbnail","7":"category-ciencia-e-tecnologia","8":"tag-astronomia","9":"tag-ciencia","10":"tag-ciencia-e-tecnologia","11":"tag-cienciaetecnologia","12":"tag-explosao-cosmica","13":"tag-inexplicavel","14":"tag-nao-pode-ser-explicada","15":"tag-portugal","16":"tag-pt","17":"tag-science","18":"tag-science-and-technology","19":"tag-scienceandtechnology","20":"tag-technology","21":"tag-tecnologia"},"share_on_mastodon":{"url":"","error":""},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/88583","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=88583"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/88583\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media\/88584"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=88583"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=88583"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=88583"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}