{"id":89800,"date":"2025-09-28T09:15:08","date_gmt":"2025-09-28T09:15:08","guid":{"rendered":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/89800\/"},"modified":"2025-09-28T09:15:08","modified_gmt":"2025-09-28T09:15:08","slug":"doenca-afeta-caes-e-gatos-idosos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/89800\/","title":{"rendered":"doen\u00e7a afeta c\u00e3es e gatos idosos"},"content":{"rendered":"<p class=\"texto\">A s\u00edndrome da disfun\u00e7\u00e3o cognitiva (SDC), doen\u00e7a neurodegenerativa semelhante ao Alzheimer nos humanos, pode afetar c\u00e3es e gatos em idade avan\u00e7ada. O decl\u00ednio cognitivo \u00e9 observado por meio de mudan\u00e7as progressivas de comportamento, como altera\u00e7\u00f5es nos padr\u00f5es de sono, vocaliza\u00e7\u00e3o excessiva, confus\u00e3o, desorienta\u00e7\u00e3o, ansiedade, dist\u00farbios do apetite e diminui\u00e7\u00e3o ou aus\u00eancia de resposta a comandos j\u00e1 aprendidos.<\/p>\n<p class=\"texto\">Com o avan\u00e7o da ci\u00eancia veterin\u00e1ria e o aumento da expectativa de vida dos animais, as doen\u00e7as relacionadas ao envelhecimento est\u00e3o cada vez mais comuns. Por isso, os tutores devem saber diferenciar os sintomas naturais dos sinais da s\u00edndrome cognitiva e, quando necess\u00e1rio, realizar interven\u00e7\u00f5es farmacol\u00f3gicas, nutricionais e comportamentais para prevenir ou minimizar seus efeitos.<\/p>\n<p class=\"texto\">Camila Rocha, m\u00e9dica veterin\u00e1ria, explica as principais diferen\u00e7as entre sintomas comuns do envelhecimento e sinais de dem\u00eancia. &#8220;O envelhecimento normal pode trazer perda de audi\u00e7\u00e3o, vis\u00e3o e menor disposi\u00e7\u00e3o, mas o animal continua reconhecendo a fam\u00edlia e o ambiente. J\u00e1 na s\u00edndrome cognitiva, al\u00e9m desses sinais f\u00edsicos, aparecem mudan\u00e7as mais marcantes no comportamento, como n\u00e3o reconhecer o tutor, esquecer h\u00e1bitos de higiene ou ficar desorientado dentro de casa&#8221;, conta.<\/p>\n<p class=\"texto\">Entre os primeiros sintomas, Camila relata que os tutores notam confus\u00e3o mental. &#8220;O animal come\u00e7a a se perder em lugares onde sempre circulou bem, tem altera\u00e7\u00f5es no sono, ficando acordado \u00e0 noite e sonolento durante o dia, perde o interesse em brincar ou interagir com a fam\u00edlia, esquece comandos ou rotinas simples e apresenta comportamentos repetitivos, como andar em c\u00edrculos&#8221;, comenta.<\/p>\n<p>Preven\u00e7\u00e3o efetiva<\/p>\n<p class=\"texto\">Para garantir um envelhecimento saud\u00e1vel, Rebecca Gon\u00e7alves, m\u00e9dica veterin\u00e1ria, assegura que acompanhamento regular, vacinas em dia, alimenta\u00e7\u00e3o adequada e est\u00edmulos mentais, como roer, farejar, aprender tarefas novas e resolver pequenos problemas com enriquecimento ambiental, podem ajudar a prevenir a dem\u00eancia na velhice.<\/p>\n<p class=\"texto\">As atividades f\u00edsicas tamb\u00e9m s\u00e3o fortes aliadas. &#8220;Al\u00e9m de manter o peso, melhoram a oxigena\u00e7\u00e3o dos tecidos e diminuem a atividade das citocinas inflamat\u00f3rias, sem falar dos est\u00edmulos mentais. A atividade f\u00edsica dos animais, em geral, tem liga\u00e7\u00e3o estreita com o ambiente, estimulando olfato, audi\u00e7\u00e3o e socializa\u00e7\u00e3o. Tudo isso protege o c\u00e9rebro e suas conex\u00f5es&#8221;, relata Rebecca.<\/p>\n<p dir=\"ltr\"><strong>Leia tamb\u00e9m: <a href=\"https:\/\/www.correiobraziliense.com.br\/revista-do-correio\/2025\/02\/7046973-amor-que-nao-se-esquece.html\" target=\"_blank\" rel=\"nofollow noopener\">Dem\u00eancia em c\u00e3es e gatos idosos exige aten\u00e7\u00e3o e cuidados especiais<\/a><\/strong><\/p>\n<p dir=\"ltr\"><strong>Leia tamb\u00e9m: <a href=\"https:\/\/www.correiobraziliense.com.br\/revista-do-correio\/2021\/03\/4910704-pets-com-alzheimer--caes-e-os-gatos-podem-sofrer-com-a-perda-de-memoria.html\" target=\"_blank\" rel=\"nofollow noopener\">Pets com Alzheimer? C\u00e3es e os gatos podem sofrer com a perda de mem\u00f3ria<\/a><\/strong><\/p>\n<p class=\"texto\">Somando-se \u00e0 parte f\u00edsica, os est\u00edmulos mentais s\u00e3o indispens\u00e1veis. &#8220;\u00c9 legal que os tutores estimulem o c\u00e9rebro do animal. Podem esconder alguma coisa em casa e deix\u00e1-los encontrar, colocar ra\u00e7\u00e3o sobre uma toalha, enrolar e dar um n\u00f3 para que encontrem a comida. O pr\u00f3prio adestramento \u00e9 um desafio mental grande e muito ben\u00e9fico. Roer e lamber tamb\u00e9m s\u00e3o excelentes est\u00edmulos&#8221;, explica.<\/p>\n<p class=\"texto\">Conv\u00e9m destacar que os mordedores devem ser naturais, sem adi\u00e7\u00e3o de flavorizantes e sem passarem por processos qu\u00edmicos como branqueamento e cozimento. Para que um brinquedo seja verdadeiramente estimulante, deve ser oferecido em determinados momentos. E, enquanto fazem uso deles, os animais precisam estar sob supervis\u00e3o.<\/p>\n<p>Check-ups<\/p>\n<p class=\"texto\">O acompanhamento profissional \u00e9 essencial para detectar sinais precoces da s\u00edndrome. O diagn\u00f3stico da SDC \u00e9 basicamente cl\u00ednico, e qualquer altera\u00e7\u00e3o de comportamento deve ser avaliada pelo veterin\u00e1rio. Inicialmente, \u00e9 necess\u00e1rio descartar outras doen\u00e7as que podem causar sintomas semelhantes, como problemas oftalmol\u00f3gicos, auditivos ou hep\u00e1ticos.<\/p>\n<p class=\"texto\">Quando os sinais s\u00e3o restritos ao sistema nervoso, exames como a resson\u00e2ncia magn\u00e9tica podem ser solicitados para descartar tumores, encefalites ou outras neuropatias. Em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 frequ\u00eancia, animais jovens e sem sintomas devem passar por avalia\u00e7\u00e3o veterin\u00e1ria anualmente. J\u00e1 a partir dos 7 anos, quando entram na fase geri\u00e1trica, o intervalo deve ser reduzido para seis meses.<\/p>\n<p>Uma hist\u00f3ria real<\/p>\n<p class=\"texto\">Em janeiro deste ano, aos 14 anos, a lhasa apso Charlotte faleceu devido a complica\u00e7\u00f5es da idade avan\u00e7ada, entre elas o Alzheimer. Em 2022, sua tutora, Ana Eul\u00e1lia, come\u00e7ou a perceber mudan\u00e7as dr\u00e1sticas de comportamento e o sofrimento constante do animal. &#8220;Ela girava em c\u00edrculos, mas ach\u00e1vamos que era uma confus\u00e3o por conta da cegueira que desenvolveu em 2020. Al\u00e9m do mais, latia a noite inteira, passava o dia dormindo, perdia-se pela casa, fazia as necessidades nos lugares errados, n\u00e3o tinha apetite e estava sempre ap\u00e1tica&#8221;, relata.<\/p>\n<p class=\"texto\">A mudan\u00e7a n\u00e3o afetou apenas Charlotte, a fam\u00edlia tamb\u00e9m sentiu na pele a dor do esquecimento. <br \/>&#8220;Ela nunca foi muito ativa, n\u00e3o era o tipo de cachorro que gostava de correr, se sujar ou destruir coisas. Mas sempre gostou de passear, ganhar carinho, brincar com a minha gata e comer muito. Percebemos que ela estava sofrendo quando at\u00e9 mesmo esse jeitinho tranquilo se perdeu&#8221;, lembra.<\/p>\n<p class=\"texto\">Lidar com a s\u00edndrome foi um teste de amor e resist\u00eancia. Com zelo, a tutora adaptou a rotina para minimizar o sofrimento. &#8220;N\u00f3s acord\u00e1vamos todas as noites, geralmente mais de uma vez, para acalm\u00e1-la quando latia. Tivemos que tirar os tapetes do ch\u00e3o, fechar portas de c\u00f4modos, lev\u00e1-la no colo at\u00e9 a caminha e, muitas vezes, oferecer a comida direto na boca. Era como cuidar de um beb\u00ea de colo, que precisava de ajuda em todas as partes do dia.&#8221;<\/p>\n<p class=\"texto\">Como mantra, Ana afirma que \u00e9 importante lembrar que o envelhecimento \u00e9 normal e que a forma como lidamos com ele \u00e9 o que conta no final. &#8220;Tenham em mente que toda criatura viva, com sorte, vai envelhecer, e que envelhecer demanda cuidados especiais. Seu pet n\u00e3o deixa de ser seu pet, assim como seu av\u00f4 n\u00e3o deixa de ser seu av\u00f4. \u00c9 nosso dever, como tutores e amigos, garantir que todas as fases da vida do pet sejam t\u00e3o saud\u00e1veis e confort\u00e1veis quanto poss\u00edvel&#8221;, conclui.<\/p>\n<p>Uma nova fase<\/p>\n<p class=\"texto\">Com a chegada da velhice, al\u00e9m das mudan\u00e7as fisiol\u00f3gicas, o ambiente tamb\u00e9m precisa acompanhar. Passeios di\u00e1rios, piso adequado para evitar escorreg\u00f5es, manejo alimentar correto e a lavagem di\u00e1ria de comedouros e bebedouros s\u00e3o medidas essenciais. Para os mais velhinhos, com dificuldade de locomo\u00e7\u00e3o, \u00e9 interessante elevar os potes de comida e \u00e1gua, al\u00e9m de usar escadinhas ou rampas perto de sof\u00e1s ou camas. Ter um local reservado para as necessidades fisiol\u00f3gicas tamb\u00e9m \u00e9 importante, para que n\u00e3o dependam de ningu\u00e9m para urinar ou defecar.<\/p>\n<p class=\"texto\">A veterin\u00e1ria Rebecca alerta: &#8220;Como respons\u00e1vel por cinco animais e como veterin\u00e1ria, acho muito errado o conformismo de alguns respons\u00e1veis com o &#8216;\u00e9 assim mesmo, ele \u00e9 velho&#8217;. N\u00e3o \u00e9 assim mesmo. Enquanto o cachorro viver, \u00e9 preciso buscar o m\u00e1ximo de qualidade. Fazer adapta\u00e7\u00f5es na casa, na dieta, na rotina, nas medica\u00e7\u00f5es, para que fiquem livres de dor, com doen\u00e7as cr\u00f4nicas controladas e felizes junto \u00e0 fam\u00edlia&#8221;.<\/p>\n<p class=\"texto\">\u00c9 importante lembrar que o diagn\u00f3stico n\u00e3o \u00e9 o fim. Com carinho, paci\u00eancia e cuidados adequados, o pet ainda pode viver momentos felizes e com qualidade. O mais importante \u00e9 seguir as orienta\u00e7\u00f5es do veterin\u00e1rio e adaptar a rotina para essa nova fase da vida do animal, refor\u00e7a a veterin\u00e1ria Camila Rocha.<\/p>\n<p class=\"texto\">*Estagi\u00e1ria sob a supervis\u00e3o de Sibele Negromonte<\/p>\n<p class=\"texto\">\u00a0<\/p>\n<p>              <\/p>\n<ul class=\"glide__slides\">\n<li class=\"glide__slide\" wp_automatic_readability=\"-1.5\">\n                              <img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" alt=\"Antes de falecer, Charlotte dependia de ajuda para se alimentar e dormir \" src=\"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/1_whatsapp-image-2025-09-23-at-13-12-53-59242032.jpeg\" width=\"685\" height=\"470\"\/><\/p>\n<p>\n                                  Antes de falecer, Charlotte dependia de ajuda para se alimentar e dormir<br \/>\n                                  Foto: Arquivo pessoal\n                                <\/p>\n<\/li>\n<li class=\"glide__slide\" wp_automatic_readability=\"-1.5\">\n                              <img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" alt=\"Uma dieta rica em \u00f4mega 3 e vitaminas antioxidantes pode retardar a progress\u00e3o da doen\u00e7a\" src=\"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/1_proprietario-servindo-comida-em-uma-tigela-para-seu-cachorro-de-estimacao-59242141.jpg\" width=\"685\" height=\"470\"\/><\/p>\n<p>\n                                  Uma dieta rica em \u00f4mega 3 e vitaminas antioxidantes pode retardar a progress\u00e3o da doen\u00e7a<br \/>\n                                  Foto: Freepik\n                                <\/p>\n<\/li>\n<\/ul>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"A s\u00edndrome da disfun\u00e7\u00e3o cognitiva (SDC), doen\u00e7a neurodegenerativa semelhante ao Alzheimer nos humanos, pode afetar c\u00e3es e gatos&hellip;\n","protected":false},"author":2,"featured_media":89801,"comment_status":"","ping_status":"","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[86],"tags":[314,22566,6249,15832,116,32,33,117],"class_list":{"0":"post-89800","1":"post","2":"type-post","3":"status-publish","4":"format-standard","5":"has-post-thumbnail","7":"category-saude","8":"tag-alzheimer","9":"tag-animais-idosos","10":"tag-cachorro","11":"tag-gato","12":"tag-health","13":"tag-portugal","14":"tag-pt","15":"tag-saude"},"share_on_mastodon":{"url":"","error":""},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/89800","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=89800"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/89800\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media\/89801"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=89800"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=89800"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=89800"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}