{"id":89810,"date":"2025-09-28T09:29:32","date_gmt":"2025-09-28T09:29:32","guid":{"rendered":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/89810\/"},"modified":"2025-09-28T09:29:32","modified_gmt":"2025-09-28T09:29:32","slug":"mortes-por-cancer-no-mundo-aumentarao-75-veja-como-esta-evoluindo-em-cada-pais-instituto-humanitas-unisinos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/89810\/","title":{"rendered":"Mortes por c\u00e2ncer no mundo aumentar\u00e3o 75%: veja como est\u00e1 evoluindo em cada pa\u00eds &#8211; Instituto Humanitas Unisinos"},"content":{"rendered":"<p>Apesar das melhores taxas de sobreviv\u00eancia nos pa\u00edses mais ricos, aqueles com rendas mais baixas tamb\u00e9m est\u00e3o enfrentando taxas de <strong>mortalidade<\/strong> cada vez mais altas, sem ter conseguido reduzir a mortalidade, de acordo com uma an\u00e1lise publicada na <strong>The Lancet<\/strong>, que destaca as profundas desigualdades no mundo.<\/p>\n<p>A reportagem \u00e9 de <strong>Sofia Per\u00e9z Mendoza<\/strong>, publicada por <a href=\"https:\/\/www.eldiario.es\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer nofollow\">El Diario<\/a>, 25-09-2025.<\/p>\n<p>A pesquisa sobre novos tratamentos para o <a href=\"https:\/\/ihu.unisinos.br\/categorias\/643304-mais-de-280-mil-mortos-de-cancer-por-ano-ate-quando-artigo-de-gilvander-moreira\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer nofollow\">c\u00e2ncer <\/a>est\u00e1 em uma corrida constante contra o tempo. Os casos est\u00e3o aumentando rapidamente em todo o mundo \u2014 105% desde 1990 \u2014 e, embora as taxas de sobreviv\u00eancia tenham melhorado, mais de 10 milh\u00f5es de pessoas morrer\u00e3o da doen\u00e7a em 2023, 74% a mais do que no in\u00edcio da d\u00e9cada de 1990, de acordo com uma an\u00e1lise publicada na revista <strong>Lancet<\/strong>, que mede a evolu\u00e7\u00e3o da <strong>pandemia<\/strong> e projeta o que acontecer\u00e1 nos pr\u00f3ximos 25 anos.<\/p>\n<p>As previs\u00f5es s\u00e3o alarmantes, com um aumento tanto nos diagn\u00f3sticos \u2014 61%, para 30,5 milh\u00f5es at\u00e9 2050 \u2014 quanto nas mortes. Estima-se que 18,6 milh\u00f5es de pessoas morram desta doen\u00e7a, um n\u00famero que representa um aumento de 75%, se &#8220;n\u00e3o houver medidas urgentes e financiamento espec\u00edfico&#8221;, afirmam os autores. Dois ter\u00e7os dessas mortes ocorreriam em pa\u00edses menos desenvolvidos.<\/p>\n<p>75% mais mortes por c\u00e2ncer no mundo at\u00e9 2050<\/p>\n<p>N\u00famero de casos de <strong>c\u00e2ncer<\/strong>, mortes e taxa de incid\u00eancia desde 1990, 2023 e a previs\u00e3o para 2050. Taxa de incid\u00eancia e mortalidade ajustada por idade por 100 mil habitantes<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/25_09_cancer_imagem.png\" alt=\"\"\/><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong>A incid\u00eancia de c\u00e2ncer ajustada por idade \u00e9 usada entre popula\u00e7\u00f5es com diferentes estruturas et\u00e1rias para permitir compara\u00e7\u00f5es. (Fonte:\u00a0The Lancet\/El Diario)<\/strong><\/p>\n<p>A taxa global de mortalidade por <strong>c\u00e2ncer<\/strong>, apesar do aumento nos diagn\u00f3sticos, caiu de 151 para 115 casos por 100 mil habitantes entre 1990 e 2023. Mas, \u00e0 medida que a taxa de incid\u00eancia aumenta \u2014 mais pessoas s\u00e3o afetadas \u2014, tamb\u00e9m h\u00e1 mais mortes. A ponto de a porcentagem de mortes aumentar mais do que a de casos at\u00e9 2050. Como isso pode ser explicado?<\/p>\n<p>As proje\u00e7\u00f5es devem ser analisadas com cautela porque, al\u00e9m de n\u00e3o disporem de dados precisos para todos os pa\u00edses, s\u00e3o influenciadas por diversos fatores. De fato, &#8220;quando as taxas globais de casos e mortalidade s\u00e3o ajustadas para levar em conta as diferen\u00e7as et\u00e1rias&#8221;, esse aumento desaparece, apontam os pesquisadores, sugerindo que o aumento se deve principalmente ao <a href=\"https:\/\/www.ihu.unisinos.br\/categorias\/644978-brasil-tera-mais-avos-do-que-netos-nas-proximas-decadas-artigo-de-jose-eustaquio-diniz-alves\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer nofollow\">envelhecimento populacional<\/a> \u2014 o principal fator de risco inevit\u00e1vel \u2014 e ao crescimento populacional.<\/p>\n<p>&#8220;Essas estimativas s\u00e3o baseadas em proje\u00e7\u00f5es demogr\u00e1ficas que n\u00e3o levam em conta mudan\u00e7as nos fatores de risco ou tratamentos, mas \u00e9 uma metodologia confi\u00e1vel e reconhecida internacionalmente&#8221;, afirma <strong>Josep M. Borr\u00e0s<\/strong>, coordenador cient\u00edfico da Estrat\u00e9gia de C\u00e2ncer do Sistema Nacional de Sa\u00fade e diretor do Plano Catal\u00e3o de Oncologia, ao <strong>Science Media Centre Spain<\/strong>.<\/p>\n<p>As lacunas entre os pa\u00edses<\/p>\n<p>As enormes <a href=\"https:\/\/www.ihu.unisinos.br\/categorias\/602913-o-maior-culpado-da-desigualdade-e-o-capitalismo\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer nofollow\">desigualdades entre pa\u00edses ricos e pobres<\/a> tamb\u00e9m s\u00e3o fundamentais para a compreens\u00e3o do panorama global, como pode ser observado no gr\u00e1fico abaixo. A taxa de <strong>mortalidade<\/strong> caiu 24% em todo o mundo entre 1990 e 2023, mas impulsionada apenas pelos Estados mais privilegiados. Nos pa\u00edses de menor renda, aumentou entre 24% e 29%, &#8220;destacando o crescimento desproporcional que ocorre nos contextos mais pobres&#8221;, afirmam os autores.<\/p>\n<p>Em quais pa\u00edses a mortalidade diminuiu ou aumentou?<\/p>\n<p>Diferen\u00e7a pontual na taxa de mortalidade ajustada por idade em 2023 em compara\u00e7\u00e3o com 1990 e diferen\u00e7a pontual na incid\u00eancia ajustada por idade em 2023 em compara\u00e7\u00e3o com 1990. Cada bolha \u00e9 um pa\u00eds, seu tamanho representa a popula\u00e7\u00e3o e a cor indica se a <strong>mortalidade<\/strong> est\u00e1 aumentando ou diminuindo.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/25_09_incidencia_cancer.png\" alt=\"\"\/><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong>A incid\u00eancia de c\u00e2ncer ajustada por idade \u00e9 usada entre popula\u00e7\u00f5es com diferentes estruturas et\u00e1rias para permitir compara\u00e7\u00f5es. (Fonte: The Lancet\/El Diario)<\/strong><\/p>\n<p>A lista de lugares nessa situa\u00e7\u00e3o ainda \u00e9 muito longa: <strong>\u00cdndia<\/strong>, <strong>Eti\u00f3pia<\/strong>, <strong>Rep\u00fablica Democr\u00e1tica do Congo<\/strong>, <strong>Bol\u00edvia<\/strong>, <strong>Egito<\/strong>, <strong>Paraguai<\/strong>&#8230; O <strong>L\u00edbano<\/strong> se destaca especialmente por ser o territ\u00f3rio do mundo com maior aumento, tanto em incid\u00eancia (de 89,1 para 233,5 casos por 100 mil habitantes) quanto em mortalidade (de 65 para 173).<\/p>\n<p>\u201cNosso estudo prev\u00ea que o crescimento ser\u00e1 desproporcional em pa\u00edses com recursos limitados\u201d, alerta a autora principal, <strong>Dra. Lisa Force<\/strong>, do <strong>Instituto de M\u00e9tricas e Avalia\u00e7\u00e3o em Sa\u00fade<\/strong> (<strong>IHME<\/strong>) da <strong>Universidade de Washington<\/strong>. Apesar da urg\u00eancia, \u201cas pol\u00edticas de controle do <strong>c\u00e2ncer<\/strong> e sua implementa\u00e7\u00e3o continuam sendo uma baixa prioridade na sa\u00fade global e, em muitos cen\u00e1rios, n\u00e3o h\u00e1 financiamento suficiente para enfrentar esse desafio\u201d, acrescenta.<\/p>\n<p>&#8220;Pa\u00edses com baixos n\u00edveis de desenvolvimento enfrentar\u00e3o o desafio do <strong>c\u00e2ncer<\/strong> quando ainda tiverem outras <a href=\"https:\/\/www.ihu.unisinos.br\/categorias\/652648-oms-adotara-plano-para-lidar-com-doencas-sensiveis-ao-clima\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer nofollow\">doen\u00e7as infecciosas<\/a> como principal problema de sa\u00fade. \u00c9 um desafio muito complexo de gerenciar&#8221;, diz <strong>Borr\u00e0s<\/strong>.<\/p>\n<p>De acordo com os dados compilados pelo estudo, a <strong>Espanha<\/strong> est\u00e1 entre os pa\u00edses com maior n\u00famero de casos de c\u00e2ncer desde 1990 (4%), mas que alcan\u00e7aram uma redu\u00e7\u00e3o significativa na <strong>mortalidade<\/strong>: quase 28%. Os <a href=\"https:\/\/www.ihu.unisinos.br\/categorias\/603376-objetivos-de-desenvolvimento-sustentavel-ods-o-que-sao-e-limites\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer nofollow\">Objetivos de Desenvolvimento Sustent\u00e1vel<\/a> visam reduzir a mortalidade prematura por doen\u00e7as cr\u00f4nicas n\u00e3o transmiss\u00edveis, incluindo o <strong>c\u00e2ncer<\/strong>, em um ter\u00e7o at\u00e9 2030. Esse n\u00famero \u00e9 muito mais alcan\u00e7\u00e1vel para alguns pa\u00edses do que para outros.<\/p>\n<p>\u00c9 assim que a incid\u00eancia de c\u00e2ncer mudou desde 1990<\/p>\n<p>Taxas de incid\u00eancia e mortalidade ajustadas por idade em cada pa\u00eds para 2023 e crescimento percentual em compara\u00e7\u00e3o com 1990 em cada vari\u00e1vel.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/25_09_grafico_cancer_1.png\" alt=\"\"\/><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong>Primeira parte do gr\u00e1fico. (Fonte: The Lancet\/El Diario)<\/strong><\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/25_09_segundo_grafico_cancer.png\" alt=\"\"\/><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong>\u00daltima parte do gr\u00e1fico. (Fonte: The Lancet\/El Diario)<\/strong><\/p>\n<p>Em rela\u00e7\u00e3o aos tipos de c\u00e2ncer, o <a href=\"https:\/\/www.ihu.unisinos.br\/609407-estudo-mapeia-relacao-de-cancer-de-mama-com-agrotoxico\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer nofollow\">c\u00e2ncer de mama<\/a> foi o c\u00e2ncer mais diagnosticado no mundo em 2023, enquanto o c\u00e2ncer de traqueia, br\u00f4nquios e pulm\u00e3o causaram o maior n\u00famero de mortes.<\/p>\n<p>Quase metade s\u00e3o evit\u00e1veis<\/p>\n<p>Mais de quatro milh\u00f5es das mortes ocorridas em 2023 (42% do total) estavam relacionadas a fatores de risco evit\u00e1veis: <strong>tabaco<\/strong>, <strong>alimenta\u00e7\u00e3o <\/strong>pouco saud\u00e1vel, consumo de <strong>\u00e1lcool<\/strong>, riscos ocupacionais, <a href=\"https:\/\/www.ihu.unisinos.br\/categorias\/640581-onu-poluicao-do-ar-segunda-causa-de-mortes-no-mundo\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer nofollow\">polui\u00e7\u00e3o do ar<\/a>, <a href=\"https:\/\/ihu.unisinos.br\/637286\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer nofollow\">obesidade<\/a>, sexo inseguro e alto n\u00edvel de <strong>a\u00e7\u00facar<\/strong> no sangue.<\/p>\n<p>O <a href=\"https:\/\/ihu.unisinos.br\/categorias\/639934-oms-expressa-preocupacao-com-o-consumo-de-cigarros-eletronicos\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer nofollow\">tabaco<\/a> \u00e9 a principal causa dessas mortes em todos os pa\u00edses, exceto naqueles com rendas mais baixas, onde o sexo desprotegido \u00e9 a causa mais letal, respondendo por 12,5% das mortes.<\/p>\n<p>\u00a0Leia mais<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Apesar das melhores taxas de sobreviv\u00eancia nos pa\u00edses mais ricos, aqueles com rendas mais baixas tamb\u00e9m est\u00e3o enfrentando&hellip;\n","protected":false},"author":2,"featured_media":89811,"comment_status":"","ping_status":"","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[86],"tags":[1776,529,116,12262,22568,32,33,117,14834],"class_list":{"0":"post-89810","1":"post","2":"type-post","3":"status-publish","4":"format-standard","5":"has-post-thumbnail","7":"category-saude","8":"tag-cancer","9":"tag-doencas","10":"tag-health","11":"tag-mortalidade","12":"tag-objetivos-de-desenvolvimento-sustentavel","13":"tag-portugal","14":"tag-pt","15":"tag-saude","16":"tag-tabaco"},"share_on_mastodon":{"url":"","error":""},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/89810","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=89810"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/89810\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media\/89811"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=89810"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=89810"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=89810"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}