{"id":90354,"date":"2025-09-28T18:24:10","date_gmt":"2025-09-28T18:24:10","guid":{"rendered":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/90354\/"},"modified":"2025-09-28T18:24:10","modified_gmt":"2025-09-28T18:24:10","slug":"estar-na-europa-comeca-a-ser-desvantagem-diz-ceo-da-sugal-observador","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/90354\/","title":{"rendered":"\u201cEstar na Europa come\u00e7a a ser desvantagem\u201d, diz CEO da Sugal \u2013 Observador"},"content":{"rendered":"<p>Neste momento, a maior empresa mundial do setor \u00e9 norte-americana, a Morning Star. H\u00e1 tamb\u00e9m grandes players na China, mas segundo o CEO da Sugal, os dados sobre essas empresas t\u00eam de ser vistos com cautela, porque \u201ch\u00e1 muito pouca informa\u00e7\u00e3o real\u201d sobre elas.<\/p>\n<p>\u201cNos \u00faltimos dois anos as empresas chinesas produziram muit\u00edssimo, duplicaram a produ\u00e7\u00e3o, e essa \u00e9 uma das raz\u00f5es dos altos n\u00edveis de stock mundial\u201d, explica. H\u00e1 uma empresa chinesa que costuma estar no top 3 de produtores mundiais e, no ano passado, ultrapassou a Sugal no segundo lugar. \u201cPor estrat\u00e9gia nossa de n\u00e3o querer investir em campanhas t\u00e3o grandes\u201d. Mas o grupo portugu\u00eas, que tem cerca de <strong>5% da produ\u00e7\u00e3o mundial<\/strong>, continua a ser a segunda maior do globo no que toca \u00e0 capacidade de produ\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>No total, as cinco f\u00e1bricas da Sugal t\u00eam capacidade para processar cerca de 30 mil toneladas de tomate. A f\u00e1brica da Azambuja, onde Jo\u00e3o Ortig\u00e3o Costa recebe o Observador, at\u00e9 \u00e9 das mais pequenas, com capacidade para quatro mil toneladas por dia, metade das que podem ser processadas em Benavente.<\/p>\n<p>Das quatro linhas de enchimento da Azambuja, saem bidons e contentores que podem levar at\u00e9 1600 litros de concentrado de tomate, ou seja, tomate ao qual foi retirada a \u00e1gua e que passou por um processo de esteriliza\u00e7\u00e3o, e que de outra forma n\u00e3o poderia ser exportado em tanta quantidade para pa\u00edses long\u00ednquos como o Jap\u00e3o. Este \u00e9, de resto, um dos pa\u00edses mais \u201cespeciais\u201d para onde a Sugal exporta.<\/p>\n<p>\u201cO Jap\u00e3o \u00e9, sem d\u00favida, o mercado mundial mais exigente em termos de qualidade\u201d, revela Ortig\u00e3o Costa. \u201cE posso dizer que temos a honra de ser marca l\u00edder no Jap\u00e3o. Somos o principal fornecedor de concentrado de tomate do Jap\u00e3o\u201d, adianta. Para o mercado nip\u00f3nico, segue produto proveniente de Portugal, Espanha e Chile.<\/p>\n<p>Al\u00e9m da comida italiana ser muito apreciada no Jap\u00e3o, o pa\u00eds adotou, h\u00e1 cerca de uma d\u00e9cada, o h\u00e1bito de consumir sumo de tomate. \u201cTransformaram o sumo de tomate numa bebida jovem. Eles s\u00e3o obcecados pela sa\u00fade e pelas coisas saud\u00e1veis e o tomate, de facto, \u00e9 dos dos produtos mais saud\u00e1veis que temos\u201d.<\/p>\n<p>O concentrado que segue para o Jap\u00e3o tem um equil\u00edbrio entre acidez e do\u00e7ura. \u201cTem de ter um pH espec\u00edfico\u201d e um n\u00edvel de licopeno, um antioxidante, \u201cmuito alto\u201d. \u00c9 o \u00fanico mercado da Sugal que o exige. Os bidons que seguem para o Jap\u00e3o tamb\u00e9m t\u00eam uma diferen\u00e7a em rela\u00e7\u00e3o aos restantes: a data de validade do concentrado de tomate \u00e9 de dois anos, enquanto os restantes s\u00e3o v\u00e1lidos por tr\u00eas. Na Azambuja, s\u00e3o milhares os bidons prontos para seguir para o outro lado do mundo. Demoram cerca de um m\u00eas e meio a fazer a travessia. Dentro de tr\u00eas meses, mais ou menos, j\u00e1 ser\u00e1 poss\u00edvel \u201ccomprar e provar sumo de tomate premium\u201d diretamente das vending machines, conta ao Observador o diretor de opera\u00e7\u00f5es (COO) da Sugal, Miguel Cruz.<\/p>\n<p>Da f\u00e1brica da Azambuja, tamb\u00e9m saem milhares de litros de \u2018pizzasauce au Portugal\u2019 (molho de pizza de Portugal), em latas de tr\u00eas e cinco quilos, para pa\u00edses do centro e norte da Europa. Cerca de 95% da produ\u00e7\u00e3o da Sugal em Portugal \u00e9 exportada.<\/p>\n<p>\t\t    \t\t         Contratar m\u00e3o de obra \u00e9 &#8220;dificuldade&#8221; <\/p>\n<p>\t\t\t\t\t\u2193 Mostrar<\/p>\n<p>\t\t\t\t\t\u2191 Esconder<\/p>\n<p>No pico da campanha, a Sugal chega a ter dois mil trabalhadores em todo o grupo. Em Portugal s\u00e3o cerca de mil. Jo\u00e3o Ortig\u00e3o Costa admite que h\u00e1 \u201cdificuldade\u201d em contratar m\u00e3o de obra em agosto e setembro.<\/p>\n<p>\u201cAqui na f\u00e1brica de Azambuja continuamos com uma grande comunidade de estudantes a fazer a campanha\u201d, mas a partir do momento em que come\u00e7am as aulas h\u00e1 muitos que v\u00e3o embora.<\/p>\n<p>Apesar de as opera\u00e7\u00f5es estarem \u201cmuito automatizadas\u201d, \u00e9 preciso \u201crecorrer muito \u00e0 m\u00e3o de obra estrangeira\u201d, ainda que mecanismos como a chamada Via Verde da imigra\u00e7\u00e3o n\u00e3o sejam \u00fateis \u00e0 Sugal porque a m\u00e3o de obra \u00e9 tempor\u00e1ria.<\/p>\n<p>Para os EUA, as vendas a partir de Portugal s\u00e3o residuais. Mas nem por isso as tarifas impostas pela administra\u00e7\u00e3o Trump deixam de ser uma preocupa\u00e7\u00e3o para Jo\u00e3o Ortig\u00e3o Costa. \u201cEst\u00e1vamos muito bem com as tarifas porque t\u00ednhamos reciprocidade, que \u00e9 aquilo que o Presidente Trump tanto apregoa e com o que concordo plenamente. Mas a Uni\u00e3o Europeia negociou um contrato que n\u00e3o tem reciprocidade para o nosso setor\u201d, detalha.<\/p>\n<p>At\u00e9 agora, as exporta\u00e7\u00f5es de e para os EUA batiam numa taxa alfandeg\u00e1ria que rondava os 14%. Depois da negocia\u00e7\u00e3o recente, \u201cos Estados Unidos, em termos de produtos terminados de valor acrescentado, ficaram sem taxas para entrar na Europa, e n\u00f3s, para exportarmos para os EUA, mantivemos os nossos impostos\u201d. Nas contas de Ortig\u00e3o Costa, no \u00faltimo ano e meio, \u201ccom a desvaloriza\u00e7\u00e3o da moeda e a queda dos impostos para exportar para a Uni\u00e3o Europeia, os EUA ganharam quase 30% em competitividade\u201d. Ao que acresce a energia \u201cmuit\u00edssimo mais barata, tanto el\u00e9trica como o g\u00e1s natural\u201d e sem o Sistema de Com\u00e9rcio de Licen\u00e7as de Emiss\u00e3o da Uni\u00e3o (CELE) da UE. \u201cTorna-se numa origem muito competitiva para a Europa e que \u00e9 completamente injusta\u201d, defende.<\/p>\n<p>Este desequil\u00edbrio pode fazer com que os EUA \u201cinundem\u201d a Europa de concentrado de tomate \u2018made in USA\u2019. E n\u00e3o s\u00f3. Segundo Ortig\u00e3o Costa, \u00e9 preciso ter em conta tamb\u00e9m a China, que nos \u00faltimos tr\u00eas anos triplicou as exporta\u00e7\u00f5es deste produto para a Europa. \u201cPorque tem a energia muito mais barata, n\u00e3o tem um quarto das nossas obriga\u00e7\u00f5es e dos nossos custos ambientais. E os impostos de exporta\u00e7\u00e3o da China para a Europa n\u00e3o refletem as ajudas que t\u00eam dos governos locais\u201d. Al\u00e9m de que, com as tarifas tamb\u00e9m impostas dos EUA \u00e0 China, o incentivo para exportar para a Europa seja maior.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Neste momento, a maior empresa mundial do setor \u00e9 norte-americana, a Morning Star. 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