{"id":90545,"date":"2025-09-28T20:45:27","date_gmt":"2025-09-28T20:45:27","guid":{"rendered":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/90545\/"},"modified":"2025-09-28T20:45:27","modified_gmt":"2025-09-28T20:45:27","slug":"arrabida-uma-joia-costeira-distinguida-pela-unesco-como-reserva-da-biosfera-unesco","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/90545\/","title":{"rendered":"Arr\u00e1bida, uma \u201cj\u00f3ia costeira\u201d distinguida pela UNESCO como Reserva da Biosfera | UNESCO"},"content":{"rendered":"<p>Portugal tem agora mais uma Reserva da Biosfera da UNESCO: a Arr\u00e1bida, uma cordilheira que se estende desde o morro de Palmela at\u00e9 ao cabo Espichel, ocupando 200 quil\u00f3metros quadrados em tr\u00eas munic\u00edpios da regi\u00e3o de Set\u00fabal. Esta distin\u00e7\u00e3o internacional, anunciada este s\u00e1bado na China, vem coroar uma \u00e1rea onde a serra est\u00e1 em constante di\u00e1logo com o oceano, permitindo a exist\u00eancia de paisagens, esp\u00e9cies e pr\u00e1ticas socioculturais \u00fanicas.<\/p>\n<p>\u201c\u00c9 algo muito merecido\u201d, diz ao <a href=\"https:\/\/www.publico.pt\/azul\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">Azul<\/a> o ambientalista Francisco Ferreira, um apaixonado por \u201cesta serra proeminente, pela sua presen\u00e7a junto ao mar\u201d. Arr\u00e1bida junta-se assim a outras 12 Reservas da Biosfera da UNESCO em Portugal, que incluem as Berlengas e as ilhas Graciosa, do Corvo e das Flores.<\/p>\n<p>\u201cDesde a sua cria\u00e7\u00e3o, em 1971, o nosso Programa sobre a Humanidade e a Biosfera construiu uma verdadeira rede mundial, com mais de 750 Reservas da Biosfera em 136 pa\u00edses\u201d, afirmou Audrey Azoulay, directora-geral da UNESCO, no arranque do quinto Congresso Mundial das Reservas da Biosfera, que decorreu ao longo desta semana na cidade chinesa de Hangzhou, citada num comunicado.<\/p>\n<p>Ant\u00f3nio de Sousa Abreu, director da Divis\u00e3o de Ci\u00eancias Ecol\u00f3gicas e da Terra da UNESCO, afirma ao Azul que esta conquista \u00e9 sempre \u201cmotivo de anima\u00e7\u00e3o e auto-estima\u201d, uma vez que a marca UNESCO \u201c\u00e9 muito respeitada\u201d, mas que constitui sobretudo \u201cuma plataforma de di\u00e1logo e converg\u00eancia que pode ajudar a transferir conhecimento e mostrar que a conserva\u00e7\u00e3o pode, e deve, ser um pilar do desenvolvimento sustent\u00e1vel\u201d. \u201cUma reserva da biosfera n\u00e3o \u00e9 uma varinha m\u00e1gica, mas pode, atrav\u00e9s do di\u00e1logo, fomentar solu\u00e7\u00f5es \u2013 este \u00e9 o seu maior trunfo\u201d, afirma Sousa Abreu, numa chamada telef\u00f3nica a partir da China.<\/p>\n<p>As Reservas da Biosfera da UNESCO s\u00e3o territ\u00f3rios que apresentam uma rela\u00e7\u00e3o harm\u00f3nica entre os seres humanos e a natureza, conjugando a conserva\u00e7\u00e3o da biodiversidade com o desenvolvimento sustent\u00e1vel e investiga\u00e7\u00e3o cient\u00edfica. Estas \u00e1reas designadas pela UNESCO t\u00eam como objectivo proteger ecossistemas singulares ou representativos, promovendo pr\u00e1ticas econ\u00f3micas e tur\u00edsticas sustent\u00e1veis. A Arr\u00e1bida, por exemplo, distingue-se na produ\u00e7\u00e3o de queijos, vinhos e mel, bem como nas artes de pesca, pecu\u00e1ria e agricultura. A UNESCO descreve-a como \u201cuma j\u00f3ia costeira\u201d. <\/p>\n<p>\u201cA conjuga\u00e7\u00e3o das caracter\u00edsticas clim\u00e1ticas, geogr\u00e1ficas e orogr\u00e1ficas justifica a presen\u00e7a de comunidades vegetais \u00fanicas, a n\u00edvel mundial, ricas em hist\u00f3ria evolutiva, que resultam numa paisagem vegetal excepcional. Esta vegeta\u00e7\u00e3o, apesar de algumas semelhan\u00e7as com outras serras calc\u00e1rias, apresenta aspectos exclusivos: o carrascal arb\u00f3reo \u2013 rel\u00edquia e \u00fanico na Europa \u2013 e o tojal\u201d, l\u00ea-se no <a href=\"https:\/\/arrabida.amrs.pt\/arrabida\/caracterizacao-da-arrabida\" target=\"_blank\" rel=\"nofollow noopener\">dossier de candidatura<\/a> da Associa\u00e7\u00e3o de Munic\u00edpios da Regi\u00e3o de Set\u00fabal (AMRS).<\/p>\n<p>                &#13;<br \/>\n                    &#13;<br \/>\n                    &#13;<br \/>\n                        Francisco Ferreira, presidente da associa\u00e7\u00e3o ambientalista Zero, com o Convento da Arr\u00e1bida ao fundo&#13;<br \/>\nNuno Ferreira Santos                     &#13;<\/p>\n<p>Riquezas naturais \u00fanicas<\/p>\n<p>A nova Reserva da Biosfera \u201calberga mais de 1400 esp\u00e9cies de plantas \u2013 representando 40% da flora de Portugal \u2013, incluindo 70 esp\u00e9cies raras e end\u00e9micas\u201d, acrescenta uma nota da UNESCO. Acolhe tamb\u00e9m uma fauna diversificada, com 200 esp\u00e9cies de vertebrados e mais de 2000 esp\u00e9cies marinhas, incluindo golfinhos-nariz-de-garrafa (Tursiops truncatus), robalos (Dicentrarchus labrax) e salmonetes (Mullus barbatus).<\/p>\n<p>H\u00e1 esp\u00e9cies vegetais que s\u00f3 existem na zona da Arr\u00e1bida. \u00c9 o caso da corriola-do-espichel (<a href=\"https:\/\/www.publico.pt\/2009\/05\/18\/jornal\/oito-especies-da-flora-portuguesa-em-perigo--de-extincao-306791\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">Convolvulus fernandesii<\/a>), um arbusto com flores brancas que ocorre em afloramentos calc\u00e1rios que, segundo o Instituto para a Conserva\u00e7\u00e3o da Natureza e da Floresta (ICNF), \u00e9 um caso \u201cnot\u00e1vel\u201d de endemismo arrabidense.<\/p>\n<p>No que toca \u00e0 fauna, o dossier de candidatura destaca invertebrados como o gorgulho-esmeralda-rosado (Cneorhinus serranoi) e o caracol Candidula setubalensis, que ocorrem unicamente na serra da Arr\u00e1bida.<\/p>\n<p>A zona acolhe borboletas como a fritil\u00e1ria-dos-lameiros (Euphydryas aurinia) e a esp\u00e9cie nocturna Euplagia quadripunctaria, bem como abrigos importantes para v\u00e1rias esp\u00e9cies de morcegos, alguns deles relevantes para a cria\u00e7\u00e3o e hiberna\u00e7\u00e3o do morcego-de-peluche (Miniopterus schreibersii).<\/p>\n<p>\u201cAs fal\u00e9sias costeiras dram\u00e1ticas e os desfiladeiros subaqu\u00e1ticos real\u00e7am a sua singularidade na Pen\u00ednsula Ib\u00e9rica\u201d, refere uma nota da UNESCO. A Arr\u00e1bida possui um parque marinho com 52 quil\u00f3metros quadrados, ladeado por essas forma\u00e7\u00f5es geol\u00f3gicas exuberantes, e um patrim\u00f3nio hist\u00f3rico e cultural que inclui dois castelos, um em Palmela e outro em Sesimbra, e um convento hom\u00f3nimo.<\/p>\n<p>Esta riqueza natural e paisag\u00edstica j\u00e1 tocou diferentes escritores portugueses, incluindo Sebasti\u00e3o da Gama (1924-1952), que no livro Serra-M\u00e3e alude ao \u201ccasamento do cheiro a maresia \/ com o perfume agreste do alecrim\u201d num poema hom\u00f3nimo, e Maria Gabriela Llansol (1931-2008), cuja obra Da Sebe ao Ser, por exemplo, faz refer\u00eancia ao \u201clitoral de maresia\u201d, com a voz de uma crian\u00e7a de cinco anos a convidar para \u201cver a nostalgia do mar\u201d. <\/p>\n<p>                &#13;<br \/>\n                    &#13;<br \/>\n                    &#13;<br \/>\n                        F\u00e1brica da cimenteira Secil em Out\u00e3o &#13;<br \/>\n                    &#13;<\/p>\n<p>A prepara\u00e7\u00e3o da candidatura da Arr\u00e1bida a Reserva da Biosfera remonta a 2016, quando a AMRS assinou um protocolo com o ICNF e os munic\u00edpios de Palmela, Sesimbra e Set\u00fabal. Agora, quase uma d\u00e9cada depois, a proposta recebeu sinal verde da UNESCO, juntamente com outras 25 enviadas por 20 pa\u00edses. Entre elas est\u00e3o, por exemplo, as novas Reservas da Biosfera da Ilha de Bioko (Guin\u00e9 Equatorial), da Ilha de S\u00e3o Tom\u00e9 (S\u00e3o Tom\u00e9 e Pr\u00edncipe) e da Qui\u00e7ama (Angola).<\/p>\n<p>A cimenteira de Out\u00e3o<\/p>\n<p>A pretens\u00e3o inicial, recorda <a href=\"https:\/\/www.publico.pt\/2023\/08\/24\/azul\/entrevista\/francisco-ferreira-achei-so-sentiria-bem-trabalho-voluntario-2059981\" target=\"_blank\" rel=\"nofollow noopener\">Francisco Ferreira<\/a>, era ter a Arr\u00e1bida como Patrim\u00f3nio da Humanidade, mas a proposta acabou por ser retirada em 2014, ap\u00f3s relat\u00f3rios t\u00e9cnicos desfavor\u00e1veis. \u201cA UNESCO apontou ent\u00e3o uma s\u00e9rie de factores que fragilizavam a candidatura, a come\u00e7ar pela presen\u00e7a da cimenteira Secil e das pedreiras na envolvente da serra da Arr\u00e1bida\u201d, refere o presidente da associa\u00e7\u00e3o Zero.<\/p>\n<p>Al\u00e9m da presen\u00e7a da f\u00e1brica da Secil em Out\u00e3o, foram ent\u00e3o referidas nos relat\u00f3rios defici\u00eancias na gest\u00e3o e ordenamento do territ\u00f3rio, bem como caracter\u00edsticas naturais e culturais que, apesar de valiosas, n\u00e3o eram \u201csuficientemente \u00fanicas\u201d. J\u00e1 esta candidatura \u00e0 Reserva da Biosfera, avalia Francisco Ferreira, \u201ctinha todas as possibilidades de sucesso\u201d.<\/p>\n<p>Para o bi\u00f3logo Jorge Palmeirim, que integra a direc\u00e7\u00e3o da Liga da Protec\u00e7\u00e3o da Natureza, a classifica\u00e7\u00e3o como Reserva da Biosfera \u201cd\u00e1 mais responsabilidade ao Governo\u201d na forma como gere a Arr\u00e1bida daqui para a frente. O respons\u00e1vel recorda que \u201co Governo teve uma oportunidade excelente de tirar a cimenteira da serra\u201d, h\u00e1 um ano, aquando da renova\u00e7\u00e3o da licen\u00e7a ambiental, \u201cmas com o <a href=\"https:\/\/apambiente.pt\/apa\/simplex-ambiental\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">Simplex ambiental<\/a> nada foi feito\u201d.<\/p>\n<p>Jorge Palmeirim considera \u201cofensas paisag\u00edsticas\u201d tanto a f\u00e1brica do Out\u00e3o como as pedreiras Vale de M\u00f3s A e B, de onde a Secil extrai marga e calc\u00e1rio na propriedade Quinta de Vale de Rasca. \u201cIsto \u00e9 a mesma coisa que ter uma cimenteira \u00e0 porta do Mosteiro dos Jer\u00f3nimos em Lisboa\u201d, compara o bi\u00f3logo.<\/p>\n<p>Numa <a href=\"https:\/\/www.publico.pt\/2023\/07\/21\/azul\/noticia\/carta-aberta-solicita-grupo-secil-desactivacao-pedreira-arrabida-2057727\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">carta aberta<\/a> divulgada em 2023, a LPN pedia \u00e0 cimenteira Secil para encerrar definitivamente a actividade na regi\u00e3o, em vez de tentar aumentar a \u00e1rea de explora\u00e7\u00e3o de calc\u00e1rio no Parque Natural da Arr\u00e1bida \u2013 estatuto de protec\u00e7\u00e3o que j\u00e1 conta com quase 50 anos.<\/p>\n<p>Na <a href=\"https:\/\/www.lpn.pt\/pt\/noticias\/lpn-pede-plano-de-desativacao-das-pedreiras-da-secil-no-parque-natural-da-arrabida\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">missiva<\/a>, apoiada por v\u00e1rias associa\u00e7\u00f5es ambientalistas, a LPN recomendava n\u00e3o s\u00f3 uma solu\u00e7\u00e3o justa para os trabalhadores daquelas unidades da Secil, mas tamb\u00e9m a defini\u00e7\u00e3o de um plano de reabilita\u00e7\u00e3o das \u00e1reas esventradas para a extrac\u00e7\u00e3o de minerais.<\/p>\n<p>\u201cA f\u00e1brica est\u00e1 a comer a serra, ela alimenta-se dela. E isto tem um impacto na Arr\u00e1bida que \u00e9, de algum modo, irrevers\u00edvel\u201d, lamenta Jorge Palmeirim, numa chamada telef\u00f3nica com o Azul.<\/p>\n<p>Contactada pelo Azul, a Secil refere, numa resposta enviada por Nuno Silva, director de comunica\u00e7\u00e3o institucional, que a empresa \u201cest\u00e1 h\u00e1 cem anos na Arr\u00e1bida, vai continuar a estar nas pr\u00f3ximas d\u00e9cadas e esta inclus\u00e3o na Reserva da Biosfera e o crescente aumento do turismo regional comprovam \u00e0 saciedade que essa presen\u00e7a em nada diminui ou prejudica o nosso fant\u00e1stico ecossistema, que sempre coexistiu com a actividade humana desse territ\u00f3rio\u201d.<\/p>\n<p>A Secil recorda ainda que \u201ccontribui activamente para o estudo e conserva\u00e7\u00e3o da serra da Arr\u00e1bida atrav\u00e9s do seu Plano Ambiental de Recupera\u00e7\u00e3o Paisag\u00edstica, do vultuoso e prolongado apoio ao Programa Biomares do Parque Marinho Luiz Saldanha e da intensa rela\u00e7\u00e3o que mant\u00e9m com universidades, o pr\u00f3prio Parque Natural da Arr\u00e1bida e com muitos outros stakeholders locais, designadamente associa\u00e7\u00f5es ambientalistas&#8221;.<\/p>\n<p>Presen\u00e7a portuguesa na China<\/p>\n<p>O <a href=\"https:\/\/www.biosphere2025.org.cn\/ANNOTATEDAGENDER.pdf\" target=\"_blank\" rel=\"nofollow noopener\">congresso na China<\/a> reuniu cerca de quatro mil participantes, contando n\u00e3o s\u00f3 com a interven\u00e7\u00e3o de investigadoras portuguesas nos pain\u00e9is \u2013 as professoras Fernanda Rollo, da Universidade Nova de Lisboa, e Helena Freitas, da Universidade de Coimbra \u2013, mas tamb\u00e9m com a presen\u00e7a de uma delega\u00e7\u00e3o portuguesa.<\/p>\n<p>\u201cIntegradas numa rede global que atravessa fronteiras e culturas, as Reservas da Biosfera mostram que \u00e9 poss\u00edvel restaurar ecossistemas degradados, promover economias sustent\u00e1veis e fortalecer comunidades que assumem a salvaguarda da biodiversidade\u201d, afirma a investigadora Helena Freitas, coordenadora do Centro de Ecologia Funcional e da C\u00e1tedra UNESCO em Biodiversidade e Conserva\u00e7\u00e3o para o Desenvolvimento Sustent\u00e1vel, citada num comunicado da Universidade de Coimbra.<\/p>\n<p>A comitiva nacional era composta pelo autarca de Palmela \u00c1lvaro Amaro, em representa\u00e7\u00e3o da Comiss\u00e3o Executiva da Arr\u00e1bida, pela secret\u00e1ria-geral da AMRS, Sofia Martins, e membros da Comiss\u00e3o T\u00e9cnica da Arr\u00e1bida, em representa\u00e7\u00e3o dos munic\u00edpios de Sesimbra e Set\u00fabal e da AMRS, segundo uma nota de imprensa da associa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Portugal tem agora mais uma Reserva da Biosfera da UNESCO: a Arr\u00e1bida, uma cordilheira que se estende 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