{"id":90565,"date":"2025-09-28T20:58:10","date_gmt":"2025-09-28T20:58:10","guid":{"rendered":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/90565\/"},"modified":"2025-09-28T20:58:10","modified_gmt":"2025-09-28T20:58:10","slug":"tres-carros-baratos-que-vao-sair-caro-aos-portugueses","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/90565\/","title":{"rendered":"Tr\u00eas carros baratos que v\u00e3o sair caro aos portugueses"},"content":{"rendered":"<p>\n\tEm Portugal, os carros menos poluentes pagam mais ISV. Exceptuando os ve\u00edculos el\u00e9tricos, a ordem \u00e9: tributar, tributar, tributar.\n<\/p>\n<p>N\u00e3o \u00e9 a primeira vez que destacamos os <a href=\"https:\/\/www.razaoautomovel.com\/?s=isv\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener nofollow\">anacronismos da fiscalidade autom\u00f3vel portuguesa<\/a>. Se outrora os motores de maior cilindrada eram sin\u00f3nimo de emiss\u00f5es de CO2 mais elevadas, hoje o cen\u00e1rio inverteu-se, sobretudo com os motores h\u00edbridos \u2014 explicamos todos os <a href=\"https:\/\/www.razaoautomovel.com\/noticias\/tecnologia-industria-motor-renault-clio-2026-hibrido-e-tech\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener nofollow\">detalhes neste artigo<\/a>. <\/p>\n<p>Por\u00e9m, o ISV (Imposto sobre ve\u00edculos) continua preso ao passado. \u00c9 verdade que a f\u00f3rmula de c\u00e1lculo do ISV, alterada pela \u00faltima vez em 2007, inclui uma componente de emiss\u00f5es, mas a cilindrada continua a ser respons\u00e1vel pela maior fatia do imposto. <\/p>\n<p>Entretanto, passaram quase 20 anos e nenhum governo teve coragem para, das duas uma: ou extinguir o imposto \u2014 era o que estava previsto \u2014 ou atualizar a f\u00f3rmula de c\u00e1lculo do ISV. O resultado pr\u00e1tico \u00e9 um imposto que faz o pleno: penaliza a carteira dos portugueses e penaliza o ambiente. Pior era dif\u00edcil.<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/www.razaoautomovel.com\/podcasts\/podcast-auto-radio-78-helder-barata-pedro-acap\/\" class=\"module-related\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\"><br \/>\n\tRelacionado<br \/>\n\tISV deve acabar? Portugueses continuam a pagar dupla tributa\u00e7\u00e3o<br \/>\n<\/a><\/p>\n<p>Por isso, vamos dar o exemplo de tr\u00eas modelos que chegam brevemente ao mercado portugu\u00eas e que ilustram o absurdo: Renault Clio, Hyundai i20 e Toyota Aygo X. Em comum, t\u00eam o facto de ser as vers\u00f5es mais limpas e tamb\u00e9m as que pagam mais ISV. Mas a lista podia continuar.<\/p>\n<p>Renault Clio E-Tech Full Hybrid 2026<\/p>\n<p>Durante mais de 20 anos, o Renault Clio foi o modelo mais vendido em Portugal. Uma posi\u00e7\u00e3o que a nova gera\u00e7\u00e3o do utilit\u00e1rio franc\u00eas, que chega ao mercado no in\u00edcio do pr\u00f3ximo ano, tem ambi\u00e7\u00e3o de recuperar. Argumentos n\u00e3o lhe faltam: design revisto, mais tecnologia e novos motores.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"2048\" height=\"1152\" src=\"data:image\/svg+xml,%3Csvg%20xmlns=\" http:=\"\" alt=\"Renault Clio E-Tech paga mais ISV\" class=\"wp-image-1076209\" data-lazy- data-lazy- data-lazy-src=\"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/Renault_Clio_2026_9.webp.webp\"\/>\u00a9 Renault Na vers\u00e3o mais amiga do ambiente, o Clio vai ter um problema. O aumento de cilindrada da vers\u00e3o E-Tech Full Hybrid vai tornar dif\u00edcil qualquer ambi\u00e7\u00e3o da vers\u00e3o h\u00edbrida no nosso pa\u00eds.<\/p>\n<p>O motor t\u00e9rmico do sistema h\u00edbrido cresceu para 1,8 litros de capacidade e, apesar de emitir menos 25 g\/km de CO\u2082 que a vers\u00e3o a gasolina, pagar\u00e1 14 vezes mais ISV. <strong>Fizemos uma estimativa, com base em valores provis\u00f3rios:<\/strong><\/p>\n<tr>Vers\u00e3oComponente cilindradaComponente CO\u2082ISV estimado<\/tr>\n<tr>\n<td><strong>Clio E-Tech Full Hybrid (93 g\/km)<\/strong><\/td>\n<td>3 527 \u20ac<\/td>\n<td>0 \u20ac<\/td>\n<td>3 527 \u20ac<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td><strong>Clio TCe 1.0 (118 g\/km)<\/strong><\/td>\n<td>219 \u20ac<\/td>\n<td>13,50 \u20ac<\/td>\n<td>232,50 \u20ac<\/td>\n<\/tr>\n<p><strong>Nota:<\/strong> os valores presentes nesta tabela s\u00e3o apenas uma estimativa.<\/p>\n<p>Hyundai i20 da nova gera\u00e7\u00e3o<\/p>\n<p>H\u00e1 uma corrida na Europa aos sistemas h\u00edbridos \u2014 at\u00e9 a <a href=\"https:\/\/www.razaoautomovel.com\/noticias\/motores-volkswagen-hibridos-toyota\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener nofollow\">Volkswagen j\u00e1 se rendeu \u00e0s evid\u00eancias<\/a>. Uma corrida que come\u00e7ou nos segmentos mais elevados e que agora est\u00e1 a chegar aos segmentos mais acess\u00edveis.<\/p>\n<p>A Hyundai, que tem uma das gamas mais completas do mercado em termos de variedade tecnol\u00f3gica, vai estender essa variedade ao novo Hyundai i20. Um modelo que j\u00e1 apanh\u00e1mos em testes.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"2048\" height=\"1152\" src=\"data:image\/svg+xml,%3Csvg%20xmlns=\" http:=\"\" alt=\"\" class=\"wp-image-1088169\" data-lazy- data-lazy- data-lazy-src=\"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/Fotos-espia_Hyundai_i20_06.webp.webp\"\/>A Raz\u00e3o Autom\u00f3vel sabe que a nova gera\u00e7\u00e3o do utilit\u00e1rio sul-coreano vai ter uma vers\u00e3o h\u00edbrida, al\u00e9m das tradicionais vers\u00f5es a gasolina com motor turbo.<\/p>\n<p>Por\u00e9m, tal como acontece com o Clio, a capacidade do motor da vers\u00e3o h\u00edbrida do Hyundai i20 ser\u00e1 elevada. Prev\u00ea-se um motor de 1,6 litros associado a um motor el\u00e9trico, enquanto as vers\u00f5es convencionais v\u00e3o recorrer ao j\u00e1 conhecido motor 1.0 com turbo. <\/p>\n<p>Tal como o Clio, tamb\u00e9m o i20 vai ser v\u00edtima da fiscalidade portuguesa e pagar mais ISV, quando chegar ao mercado, em 2026.<\/p>\n<p>Toyota Aygo X Hybrid \u00e9 o novo rei dos consumos<\/p>\n<p>A Toyota foi ainda mais longe do que a Hyundai. O novo Toyota Aygo X \u00e9 o primeiro citadino do mercado com tecnologia h\u00edbrida. Faz sentido que assim seja. Recordamos que a Toyota foi a percursora da eletrifica\u00e7\u00e3o do autom\u00f3vel, quando lan\u00e7ou em 1997 a primeira gera\u00e7\u00e3o do Prius.<\/p>\n<p>Uma decis\u00e3o que vai ter uma consequ\u00eancia direta no pre\u00e7o deste pequeno citadino japon\u00eas. Estima-se que o recurso a esta tecnologia represente um aumento de 1500 euros no pre\u00e7o base do Aygo X. Mas a \u00abfatia de le\u00e3o\u00bb vai para o Estado: o Aygo X Hybrid dever\u00e1 pagar mais de 2000 euros de ISV.<\/p>\n<p>As contas s\u00e3o relativamente simples. Quando chegar ao mercado, no in\u00edcio do pr\u00f3ximo ano, o Aygo X Hybrid dever\u00e1 custar cerca de 22 mil euros em Portugal. Ou seja, ficar\u00e1 no mesmo patamar de pre\u00e7o do seu irm\u00e3o maior: o Toyota Yaris Hybrid.<\/p>\n<p>Um falhan\u00e7o que urge ser corrigido<\/p>\n<p>\u00c9 um falhan\u00e7o do sistema fiscal portugu\u00eas em toda a linha. Se o ISV fosse verdadeiramente um imposto pigouviano \u2014 criado para corrigir uma externalidade negativa, a polui\u00e7\u00e3o \u2014 desincentivaria a compra de carros mais poluentes. Mas faz precisamente o contr\u00e1rio.<\/p>\n<p>Perante a necessidade de medidas de combate \u00e0s emiss\u00f5es de CO\u2082 e ao aquecimento global, a resposta do Estado portugu\u00eas \u00e9 um imposto que afasta os consumidores de solu\u00e7\u00f5es mais amigas do ambiente. Faz sentido? Naturalmente que n\u00e3o.<\/p>\n<p>Em Portugal, parece que a \u00fanica tecnologia merecedora de incentivos fiscais s\u00e3o os ve\u00edculos el\u00e9tricos. Em todas as outras o princ\u00edpio \u00e9 o mesmo: tributar, tributar, tributar. A discuss\u00e3o sobre o Or\u00e7amento do Estado 2026 come\u00e7a brevemente, mas ficaria surpreendido se existissem novidades a este respeito.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Em Portugal, os carros menos poluentes pagam mais ISV. 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