{"id":90688,"date":"2025-09-28T22:39:13","date_gmt":"2025-09-28T22:39:13","guid":{"rendered":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/90688\/"},"modified":"2025-09-28T22:39:13","modified_gmt":"2025-09-28T22:39:13","slug":"uma-nova-ferramenta-no-combate-contra-a-dor-cronica","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/90688\/","title":{"rendered":"Uma nova ferramenta no combate contra a dor cr\u00f3nica?"},"content":{"rendered":"<p class=\"description\">Assine a revista National Geographic agora por apenas <b>1\u20ac por m\u00eas<\/b>.<\/p>\n<p>Chamam-lhe o Santo Graal da investiga\u00e7\u00e3o sobre o al\u00edvio da dor: um f\u00e1rmaco <strong>compar\u00e1vel aos opi\u00f3ides mais fortes, mas sem os seus efeitos secund\u00e1rios<\/strong> potencialmente devastadores. Quando a biof\u00edsica <a href=\"https:\/\/scholar.google.com\/citations?user=YK4-VW8AAAAJ&amp;hl=en\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">Kaavya Krishna Kumar<\/a> partiu em busca de uma nova forma de desenvolver um desses f\u00e1rmacos, sabia que teria de come\u00e7ar com uma subst\u00e2ncia cujo efeito fosse bastante forte. Por isso, dirigiu-se aos cantos rec\u00f4nditos do f\u00f3rum online Reddit, onde tomou conhecimento de <strong>uma droga de rua il\u00edcita com a reputa\u00e7\u00e3o de proporcionar viagens psicotr\u00f3picas poderosas e causar muitas n\u00e1useas<\/strong>.<\/p>\n<p>\u201cTem uma pot\u00eancia do outro mundo\u201d, dizia a publica\u00e7\u00e3o de um consumidor. \u201cUma quantidade quase invis\u00edvel de p\u00f3 d\u00e1 imediatamente uma sensa\u00e7\u00e3o de euforia.\u201d A droga chama-se <strong>FUBINACA<\/strong> e \u00e9 um canabin\u00f3ide sint\u00e9tico, <strong>uma mol\u00e9cula concebida em laborat\u00f3rio de modo a atingir as mesmas \u00e1reas do sistema nervoso afectadas pelo tetrahidrocanabinol, ou THC<\/strong>, o principal composto psicoactivo da can\u00e1bis. Os qu\u00edmicos clandestinos produzem drogas como esta desde o in\u00edcio da d\u00e9cada de 2000, quando a marijuana para fins recreativos ainda era criminalizada nos Estados Unidos e os <strong>canabin\u00f3ides sint\u00e9ticos <\/strong>eram alternativas baratas e quase legais. Na sua forma em p\u00f3, costumam ser dissolvidos com solventes e posteriormente borrifados sobre fragmentos de plantas para serem vendidos, com um piscar de olhos, como incenso. <strong>\u201cN\u00e3o \u00e9 indicado para consumo humano\u201d<\/strong>, costuma referir a etiqueta, contornando assim a legisla\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/extraccao-usam-a-essencia-oleosa-da-canabis_62b328a4_1086_250910191359_800x800.webp.webp\" alt=\"Extrac\u00e7\u00e3o usam a ess\u00eancia oleosa da can\u00e1bis\" class=\"image lazyload\"\/><\/p>\n<p>Comercializados sob alcunhas como spice [especiaria] ou <strong>K2<\/strong>, estes sint\u00e9ticos fizeram disparar o alarme devido \u00e0 toxicidade e riscos de contamina\u00e7\u00e3o. A composi\u00e7\u00e3o qu\u00edmica exacta e concentra\u00e7\u00e3o podem variar de produto para produto e <strong>os efeitos secund\u00e1rios incluem epis\u00f3dios man\u00edacos e ataques card\u00edacos<\/strong>.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\"   src=\"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/mao_4ba15821_250912165738_800x1067.webp.webp\" alt=\"M\u00e3o\" class=\"lazyload\" width=\"800\" height=\"1067\" data-aspectratio=\"800\/1067\"\/>&#13;SERGIY BARCHUK<\/p>\n<p>No entanto, Krishna Kumar, da Faculdade de Medicina de Weill Cornell, reconheceu na FUBINACA <strong>uma ferramenta para compreender o funcionamento do sistema de gest\u00e3o da dor<\/strong>. Depois de alguma modela\u00e7\u00e3o molecular, ela e uma equipa de investigadores de Stanford e da Faculdade de Medicina da Universidade de Washington descobriram <strong>uma forma inovadora de modific\u00e1-la<\/strong>. No in\u00edcio deste ano, a equipa publicou um estudo demonstrando que um f\u00e1rmaco derivado da FUBINACA proporcionara um <strong>al\u00edvio prolongado da dor em ratos, aparentemente sem efeitos secund\u00e1rios psicoactivos ou conducentes \u00e0 toler\u00e2ncia<\/strong>. Tais efeitos secund\u00e1rios j\u00e1 abrandaram o progresso de outro eventual medicamento para o al\u00edvio da dor, diminuindo o entusiasmo sobre aquilo que parecia ser <strong>uma alternativa promissora aos opi\u00f3ides<\/strong>. Agora, alguns cientistas esperam que a investiga\u00e7\u00e3o d\u00ea novo f\u00f4lego a esse trabalho e possa abrir fronteiras terap\u00eauticas ainda maiores.<\/p>\n<p>A FUBINACA nem sempre foi uma droga de rua. Foi <strong>desenvolvida pela Pfizer e patenteada em 2009<\/strong>, no \u00e2mbito de um esfor\u00e7o para criar \u201cuma superaspirina sem efeitos secund\u00e1rios\u201d, afirma Darin Jones, antigo qu\u00edmico da Pfizer. \u00c0 semelhan\u00e7a do THC, <strong>os canabin\u00f3ides sint\u00e9ticos activam um receptor qu\u00edmico poderoso conhecido como CB1<\/strong>. Nos seres humanos e outros mam\u00edferos, o CB1 est\u00e1 presente nas c\u00e9lulas nervosas do c\u00e9rebro e noutras c\u00e9lulas do corpo. Sabe-se que <strong>influencia a percep\u00e7\u00e3o da dor, o sono, o metabolismo e a mem\u00f3ria<\/strong>, sendo por isso um alvo promissor para a investiga\u00e7\u00e3o farmac\u00eautica. (Um segundo receptor canabin\u00f3ide, o CB2, parece regular sobretudo o funcionamento das c\u00e9lulas imunit\u00e1rias).<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/consumidores-podem-sentir-dependencia_3a6a0066_250912170855_800x800.webp.webp\" alt=\"Consumidores podem sentir depend\u00eancia\" class=\"image lazyload\"\/><\/p>\n<p>Como \u00e9 evidente, o caminho que qualquer f\u00e1rmaco tem de percorrer at\u00e9 \u00e0 comercializa\u00e7\u00e3o deve ter em conta a sua rentabilidade futura. Embora n\u00e3o se saiba ao certo o que p\u00f4s fim \u00e0 investiga\u00e7\u00e3o da Pfizer, Darin especula que tenha tido algo que ver com a <strong>legalidade da marijuana medicinal<\/strong>, que, subitamente, passou a custar <strong>\u201cc\u00eantimos por quilograma\u201d<\/strong> num n\u00famero crescente de dispens\u00e1rios.<\/p>\n<p>Quando a empresa publicou a patente, esta tornou-se um modelo para os chamados qu\u00edmicos de garagem reproduzirem a f\u00f3rmula e criarem an\u00e1logos. Desde ent\u00e3o, as autoridades encontraram centenas de canabin\u00f3ides sint\u00e9ticos diferentes, <strong>a maioria dos quais fabricados na \u00c1sia<\/strong>. As variantes da FUBINACA da Pfizer, a primeira das quais detectada no Jap\u00e3o em 2012, est\u00e3o entre as mais t\u00f3xicas. Em 2014, <strong>dezenas de mortes ocorridas na R\u00fassia foram associadas a um an\u00e1logo chamado MDMB-FUBINACA<\/strong>. Dois anos mais tarde, outra variante foi a causa de overdoses em massa em Brooklyn, caracterizadas pela comunica\u00e7\u00e3o social como um \u201csurto de zombies\u201d.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\"   src=\"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/canabis_412f8267_250912165822_800x1067.webp.webp\" alt=\"Can\u00e1bis\" class=\"lazyload\" width=\"800\" height=\"1067\" data-aspectratio=\"800\/1067\"\/>&#13;SERGIY BARCHUK<\/p>\n<p>Comparada com a erva apreendida pelas autoridades na d\u00e9cada de 1990, a can\u00e1bis actualmente cultivada nos EUA cont\u00e9m, em m\u00e9dia, um teor muito mais elevado de THC, o principal composto psicoactivo da planta.<\/p>\n<p>No entanto, Krishna Kumar espera retomar a investiga\u00e7\u00e3o onde a Pfizer a deixou, aproveitando essa pot\u00eancia. Para come\u00e7ar, examinou como a MDMB-FUBINACA se ligava aos receptores humanos CB1 numa placa. Concluiu que se fixava melhor e que os seus efeitos activados eram mais potentes do que os de outros canabin\u00f3ides sint\u00e9ticos.<\/p>\n<p>Em seguida, usando uma tecnologia premiada com um Nobel chamada <strong>criomicroscopia electr\u00f3nica<\/strong> (crio-EM), fez um congelamento r\u00e1pido dessa mol\u00e9cula de FUBINACA enquanto se encontrava fixada num CB1 e digitalizou o par com um feixe de electr\u00f5es. O resultado foi uma<strong> imagem 3D, com pormenores ao n\u00edvel at\u00f3mico, de como o f\u00e1rmaco se encaixava numa prega da superf\u00edcie do receptor<\/strong>, como uma chave numa fechadura.<\/p>\n<p>A imagem deu-lhe um ponto de partida para projectar novas vers\u00f5es da FUBINACA que, estimulando o receptor, possam manter a pot\u00eancia do original, limitando simultaneamente os efeitos secund\u00e1rios. Para tal, Krishna Kumar pediu ajuda a <a href=\"http:\/\/majumdarchemneuro.com\/people.html\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">Susruta Majumdar<\/a>, qu\u00edmico e farmacologista da Universidade de Washington, cujo laborat\u00f3rio j\u00e1 demonstrara que <strong>a activa\u00e7\u00e3o de um ponto espec\u00edfico de um receptor de opi\u00f3ides poderia inibir reac\u00e7\u00f5es qu\u00edmicas conducentes \u00e0 toler\u00e2ncia<\/strong>. Seria poss\u00edvel fazer isto ao CB1?<\/p>\n<p>Os investigadores sabiam que o CB1, primo daquele receptor de opi\u00f3ides, tinha um potencial ponto de liga\u00e7\u00e3o com qualidades semelhantes, mas permanecia nas profundezas do receptor e, na imagem de crio-EM captada por Krishna Kumar, era bloqueado por aglomerados de \u00e1tomos. Tamb\u00e9m tinha o formato errado para ser compat\u00edvel com a FUBINACA. A equipa de Susruta Majumdar come\u00e7ou assim a desenhar liga\u00e7\u00f5es feitas \u00e0 medida para o\u00a0canabin\u00f3ide: <strong>cadeias de \u00e1tomos capazes de ajudarem a mol\u00e9cula a penetrar<\/strong>.<\/p>\n<p>Entretanto, os cientistas de Stanford optaram por outra abordagem: animando a imagem est\u00e1tica atrav\u00e9s de simula\u00e7\u00f5es inform\u00e1ticas, mostraram como os \u00e1tomos do f\u00e1rmaco e do receptor se deslocavam entre si.<\/p>\n<p>As simula\u00e7\u00f5es revelaram que os aglomerados de \u00e1tomos que bloqueavam aquele ponto crucial afastavam-se esporadicamente para o lado, abrindo aquilo a que os bioqu\u00edmicos chamam em ingl\u00eas<strong> \u201ccryptic pocket\u201d <\/strong>[termo cient\u00edfico sem tradu\u00e7\u00e3o em portugu\u00eas, que caracteriza um ponto de liga\u00e7\u00e3o oculto] e permitindo aos investigadores espreitar para o interior.<\/p>\n<p>Ajustando o design de modo a encaixar, a equipa de Susruta fez outro ajuste essencial na esperan\u00e7a de cancelar os efeitos secund\u00e1rios psicoactivos da FUBINACA. Afinal, o ponto rec\u00e9m-acess\u00edvel conseguia aceitar um <strong>composto com uma carga el\u00e9ctrica positiva, que impede a mol\u00e9cula de atravessar a membrana que separa o sangue do c\u00e9rebro<\/strong>. Introduzindo um conjunto de \u00e1tomos com marcadores el\u00e9ctricos na FUBINACA, os investigadores confinaram a sua actividade aos<strong> receptores CB1 fora do c\u00e9rebro <\/strong>\u2013 onde n\u00e3o conseguem provocar euforia, nem interagir com o circuito de recompensa do c\u00e9rebro, limitando assim os riscos de utiliza\u00e7\u00e3o indevida e abuso.<\/p>\n<p>Novas vers\u00f5es da FUBINACA foram injectadas em roedores que sofriam v\u00e1rios tipos de dor. Uma das variantes, \u00e0 qual os investigadores chamaram <strong>VIP36<\/strong>, revelou indicadores de <strong>al\u00edvio da dor cr\u00f3nica com tr\u00eas origens diferentes mesmo ap\u00f3s dias de injec\u00e7\u00f5es repetidas<\/strong>.\u00a0<\/p>\n<p>\u00c9 verdade, diz <a href=\"https:\/\/scholar.google.com\/citations?user=lzyNSd4AAAAJ&amp;hl=en\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">Robert Gereau<\/a>, neurobi\u00f3logo da Universidade de Washington, que todos aqueles ajustes moleculares diminu\u00edram a pot\u00eancia do f\u00e1rmaco e os seus efeitos de al\u00edvio da dor. Isso poderia ter retirado a pot\u00eancia a outros canabin\u00f3ides, mas o VIP36 manteve-se<strong> \u201ceficaz num alcance com utilidade cl\u00ednica\u201d<\/strong> precisamente porque a FUBINACA era muito forte inicialmente, explica o investigador.<\/p>\n<p>A VIP36 ainda est\u00e1\u00a0a dar os primeiros passos. Tem de ser testada em humanos, que t\u00eam menos receptores CB1 fora dos seus c\u00e9rebros do que os roedores. E, por enquanto,<strong> o novo composto n\u00e3o pode ser ingerido oralmente<\/strong> \u2013 s\u00f3 injectado. Contudo, mesmo que este f\u00e1rmaco nunca chegue ao nosso arm\u00e1rio de medicamentos, a investiga\u00e7\u00e3o poder\u00e1 abrir novas vias. Poder\u00e1 at\u00e9 modificar a opini\u00e3o dos c\u00e9pticos em rela\u00e7\u00e3o ao potencial da can\u00e1bis como medicamento, como a Organiza\u00e7\u00e3o Internacional para o Estudo da Dor, cuja posi\u00e7\u00e3o oficial, at\u00e9 \u00e0 data, refere que <strong>a ci\u00eancia ainda n\u00e3o provou a seguran\u00e7a ou efic\u00e1cia dos canabin\u00f3ides<\/strong>. Al\u00e9m disso, diz Susruta Majumdar, poder\u00e1 haver cryptic pockets noutros receptores relacionados com o CB1, muitos dos quais nada t\u00eam que ver com a dor. Alguns foram associados \u00e0 doen\u00e7a card\u00edaca ou a perturba\u00e7\u00f5es de abuso de subst\u00e2ncias. Isto\u00a0abre<strong> uma possibilidade excitante<\/strong>: aquilo que os investigadores aprenderam sobre a forma de modificar o comportamento de um receptor poder\u00e1 ajud\u00e1-los a fazer ajustes numa s\u00e9rie de f\u00e1rmacos. Susruta j\u00e1 planeia revisitar um estudo anterior que visou, sem sucesso, um receptor de opi\u00f3ides de dif\u00edcil acesso. Imagina o <strong>redesenho de antidepressivos<\/strong> e, possivelmente, de medicamentos para o cancro. \u201cEsperamos visar doen\u00e7as para l\u00e1 da dor no futuro pr\u00f3ximo\u201d, diz. \u201cEstamos s\u00f3 a come\u00e7ar.\u201d<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\"   src=\"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/mao_51393f2a_250912165723_800x1067.webp.webp\" alt=\"M\u00e3o\" class=\"lazyload\" width=\"800\" height=\"1067\" data-aspectratio=\"800\/1067\"\/>&#13;SERGIY BARCHUK<br \/>\nQuais s\u00e3o as diferen\u00e7as entre a can\u00e1bis verdadeira e produtos sint\u00e9ticos como o K2, a spice e o delta-8?\u00a0<\/p>\n<p>Alguns destes substitutos de can\u00e1bis fabricados em laborat\u00f3rio podem ser vendidos legalmente nos EUA, mas legal n\u00e3o \u00e9 sin\u00f3nimo de seguro e os canabin\u00f3ides sint\u00e9ticos comportam riscos. O factor perigoso \u00e9 que algo promovido como<strong> \u201cerva falsa\u201d ou sint\u00e9tica<\/strong> pode n\u00e3o ser uma \u00fanica droga, mas classes inteiras de qu\u00edmicos.<\/p>\n<p>Para criar canabin\u00f3ides sint\u00e9ticos para consumo recreativo, os <strong>qu\u00edmicos clandestinos formulam compostos quimicamente diferentes do THC, mas que actuam nos receptores nervosos de formas parecidas<\/strong>. Uma vez que algumas dessas subst\u00e2ncias \u2013 comercializadas com nomes como K2 e spice \u2013 n\u00e3o s\u00e3o tecnicamente ilegais, podem ser vendidas em\u00a0<strong>esta\u00e7\u00f5es de servi\u00e7o, lojas de produtos de can\u00e1bis e lojas na Internet <\/strong>sob a designa\u00e7\u00e3o de incenso. Contudo, muitos s\u00e3o comercializados de uma forma sugestiva, que alerta os consumidores para uma potencial utiliza\u00e7\u00e3o secund\u00e1ria das misturas qu\u00edmicas.<\/p>\n<p>Como resultado,<strong> os centros de intoxica\u00e7\u00e3o dos EUA recebem centenas de chamadas por ano devido a casos de consumo de canabin\u00f3ides sint\u00e9ticos<\/strong>. Uma an\u00e1lise de estudos concluiu que as drogas respons\u00e1veis pela\u00a0\u201cmaior toxicidade do que o THC e efeitos mais duradouros\u201d incluem maior risco de perturba\u00e7\u00f5es psiqui\u00e1tricas. <strong>J\u00e1 foram associadas mortes a canabin\u00f3ides sint\u00e9ticos contendo qu\u00edmicos presentes em raticidas. <\/strong>As tentativas de\u00a0proibi\u00e7\u00e3o levaram os estados e o governo federal a criminalizarem qu\u00edmicos espec\u00edficos, mas essas proibi\u00e7\u00f5es apenas levaram os produtores de drogas a criar outras variantes, ainda n\u00e3o proibidas pela lei.<\/p>\n<p><strong>Um dos canabin\u00f3ides mais recentes que explora esta zona cinzenta \u00e9 o delta-8-THC. <\/strong>\u00a0O composto psicoactivo pode ser sintetizado a partir de CBD, presente no c\u00e2nhamo federalmente legal. A Ag\u00eancia Norte-Americana para os Medicamentos e F\u00e1rmacos adverte que<strong> o delta-8 \u00e9 pouco estudado e deu origem a milhares de chamadas para os centros de intoxica\u00e7\u00e3o<\/strong>. Em resumo, a compra em locais que n\u00e3o sejam dispens\u00e1rios licenciados pelo Estado requer cuidados extremos.\u00a0<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Assine a revista National Geographic agora por apenas 1\u20ac por m\u00eas. 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