{"id":90942,"date":"2025-09-29T02:53:04","date_gmt":"2025-09-29T02:53:04","guid":{"rendered":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/90942\/"},"modified":"2025-09-29T02:53:04","modified_gmt":"2025-09-29T02:53:04","slug":"patrick-watson-a-voz-da-maro-representa-tudo-o-que-adoro-em-portugal","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/90942\/","title":{"rendered":"Patrick Watson: &#8220;A voz da Maro representa tudo o que adoro em Portugal&#8221;"},"content":{"rendered":"<p>De uma adversidade, fez-se encanto; de um choque da vida, nasceram pontes e magia. &#8220;Uh oh&#8221;, oitavo disco de Patrick Watson, editado na passada sexta-feira, \u00e9 uma cole\u00e7\u00e3o de m\u00fasicas e de colabora\u00e7\u00f5es de pessoas e l\u00ednguas de todo o Mundo; um caleidosc\u00f3pio inigual\u00e1vel, que ser\u00e1 apresentado ao vivo, no Porto (Casa da M\u00fasica) e em Lisboa (LAV), a 14 e 15 de janeiro de 2026.<\/p>\n<p data-remotead-prev-elm=\"true\" data-remotead-elm-id=\"inread\">O disco nasceu de um susto: quando, em 2023, o cantor perdeu a voz em pleno concerto, devido a danos nas cordas vocais. N\u00e3o sabendo se havia recupera\u00e7\u00e3o ou se era definitivo, algo foi claro; parar n\u00e3o era op\u00e7\u00e3o. &#8220;Para mim, a voz \u00e9 um instrumento, como um piano; \u00e9 muito importante, obviamente, para a minha conex\u00e3o com o mundo, e para a conex\u00e3o das pessoas comigo. Mas eu tinha tanto medo de perder a liga\u00e7\u00e3o \u00e0s pessoas, que nem tive tempo de pensar no quanto gosto de cantar&#8221;, conta ao JN.<\/p>\n<p>O canadiano apostou em sintetizadores modulares e na composi\u00e7\u00e3o instrumental, recorrendo \u00e0 sua experi\u00eancia em bandas sonoras; e pensou que seria &#8220;divertido escrever para outras pessoas, que cantam melhor do que eu&#8221;. Agarrou na oportunidade para contactar um luxuoso grupo de artistas, desde refer\u00eancias que idolatrava h\u00e1 anos, como Martha Wainwright, at\u00e9 descobertas feitas no Instagram (a portuguesa Maro, ou Solann); uma refer\u00eancia local do Quebeque (Kl\u00f4 Pelgag), fen\u00f3menos como Hohnen Ford, November Ultra; uma vencedora de um pr\u00e9mio JUNO (Charlotte Cardin) e at\u00e9 uma amiga que conheceu quando ela trabalhava no caf\u00e9 do bairro, Charlotte Oleena.<\/p>\n<p data-remotead-prev-elm=\"true\" data-remotead-elm-id=\"centro1\">Embora a sua voz acabasse por recuperar, Watson optou por manter o plano original, e as can\u00e7\u00f5es para outros tornaram-se partilhas. &#8220;N\u00e3o s\u00e3o duetos, s\u00e3o hist\u00f3rias que se cruzam&#8221;, destaca. O resultado \u00e9 um mosaico singular de sons, vozes, idiomas &#8211; ouve-se portugu\u00eas, espanhol, franc\u00eas &#8211; e de emo\u00e7\u00f5es, j\u00e1 que cada artista traz o seu mundo. &#8220;\u00c9 o que eu gostei na Maro&#8221;, conta ao JN. &#8220;Eu amo Portugal, e a<\/p>\n<p>Maro encontrou uma forma de ter uma mistura moderna, com um pouco de fado, da nostalgia; a voz dela representa de alguma maneira tudo o que eu adoro em Portugal&#8221;.<\/p>\n<p><strong>Cada tema, uma hist\u00f3ria<\/strong><\/p>\n<p data-remotead-prev-elm=\"true\" data-remotead-elm-id=\"centro2\">O \u00e1lbum foi gravado em Montreal, Nova Orle\u00e3es, Los Angeles, M\u00e9xico, e Paris com uma abordagem minimalista, dois microfones e um ou dois takes. &#8220;Nunca fomos muito de produ\u00e7\u00f5es elaboradas, sempre tentamos encarar cada can\u00e7\u00e3o como uma captura de um momento. De uma conversa, quase&#8221;, destaca.<\/p>\n<p>Para apresentar o disco, o cantor de Montreal decidiu usar a mesma ferramenta que o ligou a v\u00e1rios m\u00fasicos; o Instagram. Na contagem do lan\u00e7amento, foi apresentando os temas, um a um: a hist\u00f3ria da can\u00e7\u00e3o, o processo de composi\u00e7\u00e3o, o convidado. Para Watson, \u00e9 uma maneira de utilizar os meios sociais, &#8220;com tudo o que t\u00eam de mau, que sabemos que \u00e9 muito&#8221;, para o bom, para fazer pontes. &#8220;J\u00e1 na Covid n\u00e3o sabia bem o que fazer, est\u00e1vamos em plena digress\u00e3o &#8211; fomos o \u00faltimo concerto, em seis diferentes cidades. Fui para casa, e pensei: &#8220;n\u00e3o h\u00e1 como partilhar m\u00fasica neste momento, sem ser esta, as redes&#8221;. E comecei a criar v\u00eddeos com tutoriais&#8221;, conta.<\/p>\n<p data-remotead-prev-elm=\"true\" data-remotead-elm-id=\"centro3\">De repente, &#8220;tinha v\u00eddeos de centenas de pessoas a tocar as minhas can\u00e7\u00f5es. E pensei, &#8220;bem, eu fiz tours de imprensa e todas essas coisas diferentes, e \u00e9 super interessante, ter estas conversas; mas a satisfa\u00e7\u00e3o de ver isto, \u00e9 outro n\u00edvel&#8221;&#8221;, refere. Agora, o processo foi semelhante: &#8220;usar esta ferramenta, para fazer isto o mais interessante poss\u00edvel, o mais m\u00e1gico poss\u00edvel&#8221;. Das hist\u00f3rias do disco, a preferida do cantor, \u00e9 a de &#8220;Choir in the Wires&#8221;, porque foi &#8220;um acidente&#8221;. &#8220;Est\u00e1vamos no M\u00e9xico e um amigo disse que ia chamar v\u00e1rias vozes para audi\u00e7\u00f5es, algu\u00e9m que cantasse em espanhol, para fazer a tour. Mas apareceram todas ao mesmo tempo. Foi muito embara\u00e7oso, ent\u00e3o fingimos que, em vez de audi\u00e7\u00f5es, est\u00e1vamos a criar uma musica. E come\u00e7\u00e1mos a escrever ali, a m\u00fasica, as letras, e o coro ficou&#8221;.<\/p>\n<p>O disco chama-se &#8220;Uh oh&#8221; pelo grande &#8220;Uh oh&#8221; que o motivou, o susto, o &#8220;e agora?&#8221;. Mas n\u00e3o s\u00f3 &#8211; a interjei\u00e7\u00e3o aplica-se a tudo, \u00e0 atualidade, destaca Watson. Num Mundo cada vez mais politizado e polarizado, o cantor continua \u00e0 procura da beleza: &#8220;para mim, pessoalmente, o meu trabalho \u00e9 encontrar momentos; e criar coisas o mais bonitas poss\u00edveis para que as pessoas enfrentem o dia&#8221;, conclui.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"De uma adversidade, fez-se encanto; de um choque da vida, nasceram pontes e magia. &#8220;Uh oh&#8221;, oitavo disco&hellip;\n","protected":false},"author":2,"featured_media":90943,"comment_status":"","ping_status":"","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[141],"tags":[1753,7875,114,115,19573,22749,149,150,22748,32,33],"class_list":{"0":"post-90942","1":"post","2":"type-post","3":"status-publish","4":"format-standard","5":"has-post-thumbnail","7":"category-musica","8":"tag-artes","9":"tag-disco","10":"tag-entertainment","11":"tag-entretenimento","12":"tag-indie","13":"tag-maro","14":"tag-music","15":"tag-musica","16":"tag-patrick-watson","17":"tag-portugal","18":"tag-pt"},"share_on_mastodon":{"url":"","error":""},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/90942","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=90942"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/90942\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media\/90943"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=90942"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=90942"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=90942"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}