{"id":91224,"date":"2025-09-29T09:32:08","date_gmt":"2025-09-29T09:32:08","guid":{"rendered":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/91224\/"},"modified":"2025-09-29T09:32:08","modified_gmt":"2025-09-29T09:32:08","slug":"americanos-e-suecos-fazem-fila-para-vender-avioes-de-combate-a-portugal","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/91224\/","title":{"rendered":"Americanos e suecos fazem fila para vender avi\u00f5es de combate a Portugal"},"content":{"rendered":"<p>        Aquece a corrida para vender a Portugal os substitutos do F-35. Depois da Saab mostrar o seu Gripen, agora foi a vez dos americanos da Lockheed Martin apresentarem o F-35.    <\/p>\n<p>Os americanos e os suecos j\u00e1 fazem fila para vender avi\u00f5es de combate a Portugal. Em dois dias, a Saab veio a Lisboa mostrar o Gripen E, e a Lockeed Martin apresentou o seu F-35 na capital.<\/p>\n<p>A presen\u00e7a de representantes das duas empresas n\u00e3o ser\u00e1 alheia ao facto de estar a decorrer por estes dias o exerc\u00edcio NATO Tiger Meet 2025 (NTM25) na Base A\u00e9rea N.\u00ba 11, em Beja. que envolve 1.700 militares de 12 nacionalidades, com ca\u00e7as e helic\u00f3pteros.<\/p>\n<p>Mas tamb\u00e9m revela a crescente diplomacia econ\u00f3mica em torno do novo avi\u00e3o da For\u00e7a A\u00e9rea Portuguesa que vai substituir os F-16 (resta saber quando).<\/p>\n<p>Os encontros que tiveram lugar em Lisboa no final da semana passada contaram com membros das respetivas embaixadas, o que revela a import\u00e2ncia da ind\u00fastria de defesa para os governos de Estocolmo e Washigton.<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/jornaleconomico.sapo.pt\/noticias\/o-aviao-de-combate-sueco-que-junta-ikea-com-lego\/\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">No encontro da Saab esteve presente a embaixadora sueca Elisabeth Eklund<\/a>; no da Lockheed estiveram membros da embaixada dos EUA, o que tamb\u00e9m \u00e9 explicado por as vendas do F-35 serem feitas diretamente pelo Governo norte-americano a outros governos. Os contactos ao mais alto n\u00edvel s\u00e3o feitos diretamente entre membros dos governos.<\/p>\n<p>No encontro de apresenta\u00e7\u00e3o do F-35, a empresa destacou a \u201cinteroperabilidade\u201d do F-35, \u201cquer seja no ar, quer seja em terra\u201d, e tamb\u00e9m destacou a experi\u00eancia da empresa: \u201ca Lockheed Martin tem estado em todo o mundo a entregar C-130, F-16 e F-35 e nunca falhou uma encomenda industrial\u201d.<\/p>\n<p>\u201cQuando olhamos para a evolu\u00e7\u00e3o das amea\u00e7as nos pr\u00f3ximos 10, 20, 30, 40 anos, \u00e9 uma quest\u00e3o de estar num programa que vai evoluir. O F-35 tem a capacidade para desempennhar as miss\u00f5es sem problemas, e regressar a casa em seguran\u00e7a no fim da miss\u00e3o\u201d, disse Greg Day, diretor para neg\u00f3cios internacionais da LM.<\/p>\n<p>Sobre o memorando de entendimento assinado em junho com o AED Cluster para procurar fornecedores em Portugal, se o pa\u00eds vier a comprar os F-35, o respons\u00e1vel sublinhou que o acordo foi assinado para promover a \u201ccoopera\u00e7\u00e3o e integra\u00e7\u00e3o\u201d para a companhia ficar a conhecer as empresas que possam vir a ser parceiros. \u201cA Lockheed Martin est\u00e1 a traballhar em inova\u00e7\u00e3o, desenvolvimento e engenharia. Vamos continuar a evoluir para ficarmos totalmente alinhados com a ind\u00fastria portuguesa\u201d.<\/p>\n<p>Na apresenta\u00e7\u00e3o feita aos jornalistas na sexta-feira em Lisboa, a Lockheed Martin (sediada em Bethesda nos arredores de Washington DC) destacou que j\u00e1 existem mais de 1.200 F-35 a voar neste momento, com as bandeiras dos EUA, Reino Unido, It\u00e1lia, Pa\u00edses Baixos, Canad\u00e1 ou Alemanha.<\/p>\n<p>Por ano, saem 156 destes avi\u00f5es das 3 f\u00e1bricas da Lockheed no Texas, It\u00e1lia e Jap\u00e3o. O objetivo \u00e9 entregar mais de 36 mil F-35 at\u00e9 ao fim do seu ciclo de produ\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>A companhia destaca que conta com 1.900 fornecedores industriais, com mais de 25% dos componentes dos F-35 a serem feitos na Europa.<\/p>\n<p>No seu pitch de venda, a Lockheed sublinha que o F-35 junta as capacidades do sat\u00e9lite LM100, do avi\u00e3o-espi\u00e3o U2, dos ca\u00e7as F-16 e F22, e dos sistemas de misseis AEGIS e HIMARS. A empresa criou o F-35 com a l\u00f3gica de juntar todas estas capacidades numa \u00fanica aeronave.<\/p>\n<p>Em termos de tempos de entrega, Greg Day destaca que o primeiro lote pode ser entregue no espa\u00e7o de 4 anos, um modelo base e que corresponde \u00e0 maioria das escolhas dos pa\u00edses, apontou. A partir da primeira entrega, as restantes podem ser acertadas ao ritmo que o Governo quiser, sinalizou.<\/p>\n<p>Questionado sobre se Portugal deveria esperar por um ca\u00e7a de 6\u00aa gera\u00e7\u00e3o, o gestor questiona: \u201cQuando \u00e9 que vai aparecer? N\u00e3o vejo ningu\u00e9m com um ca\u00e7a de 6\u00aa gera\u00e7\u00e3o. O programa do F-35 \u00e9 para durar mais 40 ou 60 anos. O programa vai continuar a evoluir\u201d.<\/p>\n<p>Em julho, <a href=\"https:\/\/leitor.jornaleconomico.pt\/noticia\/novo-embaixador-dos-eua-quer-portugal-a-comprar-f-35\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">o novo embaixador dos EUA em Portugal defendeu que o pa\u00eds devia apostar nos F-35.<\/a> \u201cDurante d\u00e9cadas estiveram [Portugal] no fundo da tabela em termos de gastos com defesa. A minha tarefa \u00e9 discutir a moderniza\u00e7\u00e3o militar. A frota de F-16 est\u00e1 envelhecida. O programa F-35 seria uma das minhas prioridades de topo. Colocaria [o pa\u00eds] no topo a caminho dos 5%\u201d de gastos militares com o PIB, defendeu John Arrigo na sua audi\u00e7\u00e3o de nomea\u00e7\u00e3o no Senado em Washington.<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/leitor.jornaleconomico.pt\/noticia\/f-35-ja-tem-portugal-debaixo-de-mira\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">No in\u00edcio de junho, J.R. McDonald, vice-presidente para o F-35<\/a> tamb\u00e9m fez o seu pitch sobre a aeronave em Portugal. \u00a0\u201cSomos o \u00fanico avi\u00e3o de combate de quinta gera\u00e7\u00e3o no mundo. \u00c9 constru\u00eddo no Ocidente para pa\u00edses do Ocidente. N\u00e3o acreditamos que haja concorrentes \u00e0 altura. J\u00e1 temos 20 pa\u00edses clientes. Acreditamos que o F-35 providencia o melhor valor para a soberania nacional. Penso que seria muito bom para Portugal, como membro da NATO, ter a mesma aeronave que a maioria dos membros da alian\u00e7a para garantir a seguran\u00e7a de Portugal e da Europa\u201d, defendeu na altura.<\/p>\n<p>Sobre valores, o respons\u00e1vel aponta que o custo b\u00e1sico da aeronave nos \u00faltimos tr\u00eas anos tem rondado os 82,5 milh\u00f5es de d\u00f3lares (72 milh\u00f5es de euros), mas este pre\u00e7o \u00e9 o de sa\u00edda de f\u00e1brica, n\u00e3o incluindo custos obrigat\u00f3rios com infraestruturas, treino ou manuten\u00e7\u00e3o. \u201cO Governo norte-americano n\u00e3o vende um avi\u00e3o. Vende um programa, o que significa infraestruturas e acordos para treinos conjuntos. Existe muito mais do que o custo de produ\u00e7\u00e3o de um avi\u00e3o\u201d. Sobre timings, disse n\u00e3o saber quais os prazos que o Governo portugu\u00eas tem em mente para uma decis\u00e3o sobre o pr\u00f3ximo avi\u00e3o de combate.<\/p>\n<p>Em rela\u00e7\u00e3o ao acordo com a AED, disse estar a trabalhar com a \u201cind\u00fastria portuguesa h\u00e1 mais de quatro anos, para identificar ind\u00fastrias espec\u00edficas. \u00c9 uma situa\u00e7\u00e3o onde ambos ganham: podemos trazer conhecimento e tecnologia, eles podem trazer outras capacidades. Tudo junto, podemos ter algo melhor para usar, n\u00e3o s\u00f3 para o F-35, mas para a ind\u00fastria aeroespacial\u201d, afirmou em junho \u00e0 margem do evento AED Days, organizado pela AED Cluster Portugal \u2013 Aeronautics, Space and Defence.<\/p>\n<p>\u201cEste memorando serve apenas para falarmos com Portugal sobre capacidade e a ind\u00fastria. Acreditamos que, se Portugal tomar a decis\u00e3o de avan\u00e7ar com o F-35, o trabalho que fizemos vai definir os projetos certos alinhados com a compra dos F-35. Este \u00e9 momento para nos conhecermos e identificar capacidades para identificar projetos que possam estar interessados em fazer parte do programa do F-35. \u00c9 um passo inicial para uma rela\u00e7\u00e3o de longo prazo\u201d, rematou o executivo.<\/p>\n<p class=\"uk-h1 post-title uk-margin uk-text-left\"><strong>O avi\u00e3o de combate sueco que junta Ikea com Lego<\/strong><\/p>\n<p>Uma boa vizinhan\u00e7a \u00e9 importante, mas a Su\u00e9cia teve azar, com a R\u00fassia ali ao lado. O ca\u00e7a Gripen E foi criado a pensar, precisamente, num ataque russo \u00e0 Su\u00e9cia. Os aeroportos s\u00e3o das primeiras infraestruturas a serem atacadas numa guerra, e \u00e9 por isso que o ca\u00e7a Gripen consegue aterrar numa estrada no meio do campo. Por ter estado fora da NATO durante d\u00e9cadas, o pa\u00eds escandinavo n\u00e3o esteve com meias medidas e criou o seu pr\u00f3prio avi\u00e3o.<\/p>\n<p>E \u00e9 aqui que \u00e9 poss\u00edvel fazer uma compara\u00e7\u00e3o com a tamb\u00e9m sueca Ikea ou a dinamarquesa Lego. Uma das suas vantagens \u00e9 que \u00e9 mais barato do que os seus concorrentes diretos, destaca a empresa, logo menos dinheiro a ser pago pelos contribuintes. Outras das mais-valias \u00e9 que pode-se juntar mais software para ganhar novas capacidade, e os clientes podem modelar o avi\u00e3o \u00e0 sua maneira, perante as suas necessidades. Em suma, mais barato e eficaz, segundo a companhia de Estocolmo.<\/p>\n<p>Agora, a Saab tenta vender o seu ca\u00e7a a outros pa\u00edses, como Portugal, sendo uma das duas produtoras mundiais de avi\u00f5es de combate que t\u00eam estado ativas no pa\u00eds nos \u00faltimos tempos numa ofensiva diplom\u00e1tica para tentar ganhar pontos na corrida \u00e0 venda de aeronaves.<\/p>\n<p>\u201c\u00c9 um avi\u00e3o muito eficiente em termos de custos. Foi desenhado assim desde o primeiro dia, isto n\u00e3o \u00e9 algo que possa ser mudado posteriormente\u201d, disse Daniel Boestad da SAAB, apontando que, tendo em conta o ciclo de vida total da aeronave, os custos ficam em cerca de um ter\u00e7o de alguns dos seus concorrentes mais diretos, n\u00e3o revelando valores. Um F-35, por exemplo, em um pre\u00e7o-base de produ\u00e7\u00e3o de 70 milh\u00f5es de euros.<\/p>\n<p>\u201cO Gripen foi desenhado para operar fora da base principal, se as bases principais s\u00e3o atacadas \u00e9 preciso mover os alvos. Conseguimos operar a partir de uma estrada normal, com uma pequena equipa para operar o avi\u00e3o\u201d, segundo o vice-presidente da Saab para a unidade do Gripen num encontro com jornalistas em Lisboa na quinta-feira.<\/p>\n<p>Outra das mais-valias da aeronave, segundo a companhia, \u00e9 a capacidade de adapta\u00e7\u00e3o da tecnologia com que o avi\u00e3o opera: basta atualizar o software para consegue acrescentar fun\u00e7\u00f5es. \u201cPodemos facilmente melhorar a fun\u00e7\u00e3o t\u00e1tica. Se houver uma nova amea\u00e7a, podemos introduzir no sistema. Antes demorava meses ou anos, agora \u00e9 muito mais r\u00e1pido\u201d.<\/p>\n<p>O tema da substitui\u00e7\u00e3o dos F-16 ainda n\u00e3o foi lan\u00e7ado, pelo menos publicamente, mas no setor da defesa h\u00e1 quem defenda que o pa\u00eds deveria acelerar, pois o processo de escolha e as entregas demoram uns bons anos.<\/p>\n<p>Os suecos da Saab, que fabricam o Gripen E, e os norte-americanos da Lockheed Martin, que produzem o F-35, t\u00eam estado a forjar parcerias com entidades nacionais. A mais recente foi a assinada pela Saab com a Critical Software e a OGMA-Ind\u00fastria Aeron\u00e1utica de Portugal. Para j\u00e1, h\u00e1 um memorando de entendimento que visa a explora\u00e7\u00e3o de oportunidades.<\/p>\n<p>Entre o modelo sueco e norte-americano h\u00e1 algumas diferen\u00e7as, pois o Gripen \u00e9 mais r\u00e1pido do que o F-35 (Mach 2.0 vs Mach 1.6) e com uma maior autonomia em modo de combate (1.300 km vs 1.100 km). A grande vantagem do F-35 \u00e9 a capacidade de camuflagem, para desaparecer no radar do inimigo.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Aquece a corrida para vender a Portugal os substitutos do F-35. 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