{"id":91561,"date":"2025-09-29T13:44:15","date_gmt":"2025-09-29T13:44:15","guid":{"rendered":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/91561\/"},"modified":"2025-09-29T13:44:15","modified_gmt":"2025-09-29T13:44:15","slug":"os-musicos-nao-sentem-a-dor-como-o-resto-das-pessoas-revela-novo-estudo-surpreendente","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/91561\/","title":{"rendered":"Os m\u00fasicos n\u00e3o sentem a dor como o resto das pessoas, revela novo estudo surpreendente"},"content":{"rendered":"<p class=\"wp-caption-text top\"><a href=\"https:\/\/depositphotos.com\/photo\/young-latin-caucasian-woman-glasses-serious-very-concentrated-practicing-violin-583942398.html\" rel=\"nofollow noopener noreferrer\" data-wpel-link=\"exclude\" target=\"_blank\">setocontreras  \/ Depositphotos <\/a><\/p>\n<p><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"size-kopa-image-size-3 wp-image-702668\" src=\"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/39237837b118604a957c46b402279441-783x450.jpg\" alt=\"\" width=\"700\" height=\"402\"  \/><\/p>\n<p><strong>O c\u00e9rebro dos m\u00fasicos responde de forma diferente \u00e0 dor. O treino parece ter criado uma esp\u00e9cie de prote\u00e7\u00e3o contra os efeitos negativos habituais, tanto na intensidade da dor sentida como na rea\u00e7\u00e3o das \u00e1reas motoras do c\u00e9rebro.<\/strong><\/p>\n<p>\u00c9 bem sabido que aprender a tocar um instrumento <strong>oferece benef\u00edcios<\/strong> que v\u00e3o muito al\u00e9m da simples capacidade musical.<\/p>\n<p>De facto, estudos cient\u00edficos j\u00e1 demonstraram que \u00e9 uma excelente <strong>atividade para o c\u00e9rebro<\/strong>: pode melhorar a nossa destreza motora fina, a aquisi\u00e7\u00e3o de linguagem, a fala e a mem\u00f3ria, e at\u00e9 ajudar a manter o c\u00e9rebro mais jovem.<\/p>\n<p>Ap\u00f3s anos a trabalhar com m\u00fasicos e a observar como persistem no treino musical, apesar da dor causada por milhares de movimentos repetitivos, a neurocientista <strong>Anna M. Zamorano<\/strong>, come\u00e7ou a questionar-se: se o treino musical pode remodelar o c\u00e9rebro de tantas formas, ser\u00e1 que tamb\u00e9m pode alterar a forma como os m\u00fasicos sentem dor?<\/p>\n<p>Esta foi a pergunta que Zamorano, professora na Universidade de Aarhus, na Dinamarca, e os colegas, se propuseram a responder num novo <a href=\"https:\/\/journals.lww.com\/pain\/abstract\/9900\/prior_use_dependent_plasticity_triggers_different.981.aspx\" data-wpel-link=\"external\" target=\"_blank\" rel=\"nofollow external noopener noreferrer\" class=\"ext-link\">estudo<\/a>, cujos resultados foram recentemente publicados na revista Pain.<\/p>\n<p>Os cientistas j\u00e1 sabem que <strong>a dor ativa v\u00e1rias rea\u00e7\u00f5es no corpo e no c\u00e9rebro<\/strong>, alterando a nossa aten\u00e7\u00e3o e pensamentos, bem como a forma como nos movemos e comportamos. Se tocar numa frigideira quente, por exemplo, a dor faz com que retire a m\u00e3o antes de sofrer queimaduras graves.<\/p>\n<p><strong>A dor tamb\u00e9m altera a atividade cerebral<\/strong>. De facto, geralmente reduz a atividade no c\u00f3rtex motor, a \u00e1rea do c\u00e9rebro respons\u00e1vel pelo controlo dos m\u00fasculos, ajudando a evitar a sobrecarga de uma parte do corpo lesionada, explica Zamorano num artigo no jornal dinamarqu\u00eas <a href=\"https:\/\/videnskab.dk\/krop-sundhed\/hjerneforskning-viser-at-musikere-oplever-smerte-anderledes-end-os-andre\/\" data-wpel-link=\"external\" target=\"_blank\" rel=\"nofollow external noopener noreferrer\" class=\"ext-link\">Videnskab<\/a>.<\/p>\n<p>Estas rea\u00e7\u00f5es ajudam a <strong>prevenir danos adicionais<\/strong> quando estamos feridos. Neste sentido, a dor funciona como um sinal protetor que nos beneficia a curto prazo. Mas, se a dor persistir por mais tempo e o c\u00e9rebro continuar a enviar estes sinais de \u201cn\u00e3o mexer\u201d durante demasiado tempo,<strong> as coisas podem correr mal<\/strong>.<\/p>\n<p>Por exemplo, se torcermos o tornozelo e deixarmos de o usar durante semanas, isso pode <strong>reduzir a mobilidade e perturbar a atividade cerebral<\/strong> nas regi\u00f5es relacionadas com o controlo da dor. E, a longo prazo, isto pode aumentar o sofrimento e a intensidade da dor.<\/p>\n<p>Investiga\u00e7\u00f5es anteriores tamb\u00e9m revelaram que a <strong>dor persistente<\/strong> pode encolher o que \u00e9 conhecido como o <strong>\u201cmapa corporal\u201d do c\u00e9rebro<\/strong> \u2013 a \u00e1rea onde o c\u00e9rebro envia comandos sobre quais m\u00fasculos mover e quando \u2013 e esta redu\u00e7\u00e3o est\u00e1 <strong>associada a n\u00edveis de dor mais elevados<\/strong>.<\/p>\n<p>No entanto, embora seja claro que algumas pessoas sintam mais dor quando os seus mapas cerebrais se reduzem, <strong>nem todos s\u00e3o afetados da mesma forma<\/strong>. Algumas pessoas conseguem lidar melhor com a dor, e os seus c\u00e9rebros s\u00e3o menos sens\u00edveis a ela. Os cientistas ainda n\u00e3o compreendem totalmente porqu\u00ea.<\/p>\n<p>M\u00fasicos e dor<\/p>\n<p>No seu estudo, Zamorano e os colegas quis investigar se o treino musical e todas as altera\u00e7\u00f5es cerebrais que provoca poderiam influenciar a forma como os <strong>m\u00fasicos sentem e lidam com a dor<\/strong>.<\/p>\n<p>Para tal,<strong> induziram deliberadamente dor na m\u00e3o<\/strong> durante v\u00e1rios dias em m\u00fasicos e n\u00e3o m\u00fasicos, para ver se existia alguma diferen\u00e7a na forma como respondiam.<\/p>\n<p>Para simular de forma segura a dor muscular, a equipa usaou um composto chamado <strong>fator de crescimento nervoso<\/strong>, uma prote\u00edna que normalmente mant\u00e9m os nervos saud\u00e1veis, mas <strong>quando injetada nos m\u00fasculos da m\u00e3o provoca dor<\/strong> durante v\u00e1rios dias, especialmente ao movimentar a m\u00e3o. No entanto, \u00e9 seguro, tempor\u00e1rio e n\u00e3o causa danos.<\/p>\n<p>De seguida, usaram uma t\u00e9cnica chamada <strong>estimula\u00e7\u00e3o magn\u00e9tica transcraniana<\/strong> (EMT) para medir a atividade cerebral. A EMT envia pequenos impulsos magn\u00e9ticos para o c\u00e9rebro, e usamos estes sinais para criar um mapa de como o c\u00e9rebro controla a m\u00e3o, feito para cada participante do estudo.<\/p>\n<p>Os investigadores constru\u00edram estes mapas antes da inje\u00e7\u00e3o de dor e voltaram a medi-los dois dias depois e oito dias depois, para ver se a dor alterava o funcionamento cerebral.<\/p>\n<p>Uma diferen\u00e7a impressionante<\/p>\n<p>Ao comparar os c\u00e9rebros de m\u00fasicos e n\u00e3o m\u00fasicos, as diferen\u00e7as foram impressionantes. Mesmo antes de induzir a dor, os m\u00fasicos apresentavam um <strong>mapa da m\u00e3o mais refinado no c\u00e9rebro<\/strong>, e quanto mais horas tinham passado a praticar, <strong>mais apurado esse mapa se mostrava<\/strong>.<\/p>\n<p>Ap\u00f3s a indu\u00e7\u00e3o da dor, os m\u00fasicos relataram <strong>sentir menos desconforto<\/strong> em geral. E enquanto o mapa da m\u00e3o no c\u00e9rebro dos n\u00e3o m\u00fasicos encolhia ap\u00f3s apenas dois dias de dor, <strong>os mapas nos c\u00e9rebros dos m\u00fasicos mantiveram-se inalterados<\/strong>. Surpreendentemente, quanto mais horas tinham treinado, <strong>menos dor sentiam<\/strong>.<\/p>\n<p>Este foi um estudo pequeno, com apenas 40 participantes, mas os resultados mostraram claramente que <strong>o c\u00e9rebro dos m\u00fasicos responde de forma diferente<\/strong> \u00e0 dor.<\/p>\n<p><strong>O treino parece ter criado uma esp\u00e9cie de prote\u00e7\u00e3o<\/strong> contra os efeitos negativos habituais, tanto na intensidade da dor sentida como na rea\u00e7\u00e3o das \u00e1reas motoras do c\u00e9rebro.<\/p>\n<p>Claro que isto n\u00e3o significa que a m\u00fasica seja uma cura para a dor cr\u00f3nica. Mas demonstra que <strong>o treino e a experi\u00eancia a longo prazo<\/strong> podem moldar a forma como percebemos a dor.<\/p>\n<p>    <a href=\"https:\/\/zap.aeiou.pt\/subscrever-newsletter\" data-wpel-link=\"internal\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">&#13;<br \/>\n        <img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-575475\" src=\"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/1759090329_652_2d51fe4a0ba54894421ead1809309ed9-1-450x140.jpg\" alt=\"Subscreva a Newsletter ZAP\" width=\"450\" height=\"140\"\/>&#13;<br \/>\n    <\/a><\/p>\n<p>                <a href=\"https:\/\/whatsapp.com\/channel\/0029VaIC4EE2f3EJZPPSbR34\" data-wpel-link=\"external\" target=\"_blank\" rel=\"nofollow external noopener noreferrer\" class=\"ext-link\">&#13;<br \/>\n                    <img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-575475\" src=\"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/1759090329_836_c68c559d956d4ca20f435ed74a6e71e6.png\" alt=\"Siga-nos no WhatsApp\" width=\"175\" height=\"64\"\/>&#13;<br \/>\n                <\/a><\/p>\n<p>                <a href=\"https:\/\/news.google.com\/publications\/CAAiEHRwZondIV71PDjWNoqMduEqFAgKIhB0cGaJ3SFe9Tw41jaKjHbh?hl=en-US&amp;gl=US&amp;ceid=US%3Aen\" data-wpel-link=\"external\" target=\"_blank\" rel=\"nofollow external noopener noreferrer\" class=\"ext-link\">&#13;<br \/>\n                    <img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-575475\" src=\"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/1759090330_921_5123dd8b087b644fdb8f8603acd1bad4.png\" alt=\"Siga-nos no Google News\" width=\"176\" height=\"64\"\/>&#13;<br \/>\n                <\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"setocontreras \/ Depositphotos O c\u00e9rebro dos m\u00fasicos responde de forma diferente \u00e0 dor. 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