{"id":92051,"date":"2025-09-29T19:34:29","date_gmt":"2025-09-29T19:34:29","guid":{"rendered":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/92051\/"},"modified":"2025-09-29T19:34:29","modified_gmt":"2025-09-29T19:34:29","slug":"70-dos-europeus-recusariam-cortes-salariais-em-troca-de-teletrabalho","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/92051\/","title":{"rendered":"70% dos europeus recusariam cortes salariais em troca de teletrabalho"},"content":{"rendered":"<p>Um estudo recente do Banco Central Europeu (BCE) procurou quantificar o verdadeiro valor do teletrabalho, questionando os trabalhadores sobre que percentagem do seu ordenado estariam dispostos a sacrificar para manter esta flexibilidade.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><a target=\"_blank\" href=\"https:\/\/pplware.sapo.pt\/wp-content\/uploads\/2023\/03\/trabalho_remoto00.jpg\" onclick=\"refreshIframe()\" class=\"foobox\" rel=\"nofollow noopener\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/trabalho_remoto00-1024x576.jpg\" alt=\"Trabalho remoto\" width=\"720\" height=\"405\" class=\"alignnone size-large wp-image-910119\"  \/><\/a><\/p>\n<p>O teletrabalho \u00e9 inegoci\u00e1vel para a esmagadora maioria<\/p>\n<p>A resposta dos trabalhadores europeus foi clara e inequ\u00edvoca. De acordo com os dados da <a target=\"_blank\" href=\"https:\/\/www.ecb.europa.eu\/press\/economic-bulletin\/focus\/2025\/html\/ecb.ebbox202506_04~2cd6fd1c14.en.html\" rel=\"nofollow noopener\">Sondagem sobre as Expectativas do Consumidor (CES)<\/a> do BCE, uma maioria esmagadora de 70% dos inquiridos <strong>n\u00e3o est\u00e1 disposta a abdicar de qualquer parte do seu sal\u00e1rio para poder trabalhar a partir de casa<\/strong>.<\/p>\n<p>No entanto, uma minoria considera a troca. Cerca de 13% dos trabalhadores aceitariam uma redu\u00e7\u00e3o salarial entre 1% e 5%, <strong>enquanto apenas 8% consentiriam um corte mais substancial, na ordem dos 6% a 10%<\/strong>.<\/p>\n<p>Estes n\u00fameros s\u00e3o de extrema import\u00e2ncia para as empresas, pois ajudam a medir o valor que os colaboradores atribuem ao teletrabalho, muitas vezes enquadrado no conceito de &#8220;sal\u00e1rio emocional&#8221;.<\/p>\n<p>Tanto os dados do <a target=\"_blank\" href=\"https:\/\/ec.europa.eu\/eurostat\/databrowser\/view\/lfsa_ehomp\/default\/map?lang=en\" rel=\"nofollow noopener\">Eurostat<\/a> como os de outros inqu\u00e9ritos recentes ao mercado de trabalho indicam que o n\u00famero de pessoas a trabalhar remotamente, tanto a n\u00edvel europeu como nacional, <strong>se mant\u00e9m significativamente acima dos n\u00edveis pr\u00e9-pand\u00e9micos de 2019<\/strong>.<\/p>\n<p>A principal altera\u00e7\u00e3o reside na modalidade: se antes de 2020 o trabalho 100% remoto era a op\u00e7\u00e3o mais discutida, hoje o modelo h\u00edbrido, que combina dias no escrit\u00f3rio com dias em casa, \u00e9 o que prevalece. Esta natureza mista <strong>influencia diretamente a percentagem do sal\u00e1rio que os trabalhadores est\u00e3o dispostos a sacrificar<\/strong>.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><a target=\"_blank\" href=\"https:\/\/pplware.sapo.pt\/wp-content\/uploads\/2025\/03\/Trabalho-remoto-e-a-nova-realidade-das-empresas.jpg\" onclick=\"refreshIframe()\" class=\"foobox\" rel=\"nofollow noopener\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/Trabalho-remoto-e-a-nova-realidade-das-empresas-1024x576.jpg\" alt=\"\" width=\"720\" height=\"405\" class=\"alignnone size-large wp-image-1047694\"  \/><\/a><\/p>\n<p>A flexibilidade tem um pre\u00e7o (para alguns)<\/p>\n<p>O estudo do BCE revela que a f\u00f3rmula mais comum atualmente consiste em trabalhar dois a tr\u00eas dias por semana a partir de casa. Para manter este regime, os trabalhadores europeus estariam, em m\u00e9dia, <strong>dispostos a aceitar uma redu\u00e7\u00e3o salarial de 2,6%<\/strong>.<\/p>\n<p>A disposi\u00e7\u00e3o para o sacrif\u00edcio financeiro aumenta proporcionalmente com o n\u00famero de dias de teletrabalho. Por exemplo, um colaborador em regime totalmente remoto aceitaria, em m\u00e9dia, um corte de 4,6% no seu vencimento, ao passo que quem trabalha remotamente apenas um dia por semana <strong>mal consideraria uma redu\u00e7\u00e3o superior a 1,6%<\/strong>.<\/p>\n<p><strong>Europa vs. EUA: uma diferen\u00e7a de mentalidades<\/strong><\/p>\n<p>Na Europa, a press\u00e3o das empresas para o regresso total ao escrit\u00f3rio tem sido menos intensa do que nos Estados Unidos, e essa diferen\u00e7a reflete-se na atitude dos trabalhadores. Um <a target=\"_blank\" href=\"https:\/\/www.nber.org\/system\/files\/working_papers\/w28731\/w28731.pdf\" rel=\"nofollow noopener\">estudo<\/a> cont\u00ednuo de investigadores das Universidades de Stanford e de Chicago aponta que, nos EUA, <strong>a redu\u00e7\u00e3o salarial m\u00e9dia aceite para manter o teletrabalho ronda os 7%<\/strong>.<\/p>\n<p>Este contraste sugere que, no continente europeu, o trabalho remoto est\u00e1 a deixar de ser visto como um privil\u00e9gio <strong>para se tornar uma condi\u00e7\u00e3o laboral standard em muitos setores<\/strong>.<\/p>\n<p>Perante estes dados, algumas empresas podem ser tentadas a eliminar o teletrabalho ou a us\u00e1-lo como moeda de troca para negociar sal\u00e1rios mais baixos. Contudo, o que parece uma estrat\u00e9gia vantajosa a curto prazo <strong>pode revelar-se um erro a m\u00e9dio e longo prazo<\/strong>.<\/p>\n<p>O teletrabalho consolidou-se como uma ferramenta fundamental dos departamentos de Recursos Humanos para atrair e reter profissionais qualificados, <strong>um recurso cada vez mais escasso<\/strong>.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p><strong>Leia tamb\u00e9m:<\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Um estudo recente do Banco Central Europeu (BCE) procurou quantificar o verdadeiro valor do teletrabalho, questionando os trabalhadores&hellip;\n","protected":false},"author":2,"featured_media":92052,"comment_status":"","ping_status":"","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[83],"tags":[88,89,90,32,33,1938],"class_list":{"0":"post-92051","1":"post","2":"type-post","3":"status-publish","4":"format-standard","5":"has-post-thumbnail","7":"category-empresas","8":"tag-business","9":"tag-economy","10":"tag-empresas","11":"tag-portugal","12":"tag-pt","13":"tag-teletrabalho"},"share_on_mastodon":{"url":"","error":""},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/92051","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=92051"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/92051\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media\/92052"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=92051"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=92051"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=92051"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}