{"id":92234,"date":"2025-09-29T22:04:22","date_gmt":"2025-09-29T22:04:22","guid":{"rendered":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/92234\/"},"modified":"2025-09-29T22:04:22","modified_gmt":"2025-09-29T22:04:22","slug":"pesquisadora-da-usp-analisa-caminho-de-pedras-livro-de-leitura-obrigatoria-da-fuvest-2026-jornal-da-usp","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/92234\/","title":{"rendered":"Pesquisadora da USP analisa \u201cCaminho de Pedras\u201d, livro de leitura obrigat\u00f3ria da Fuvest 2026 \u2013 Jornal da USP"},"content":{"rendered":"<p>A professora e pesquisadora Roberta Hernandes Alves fala sobre a obra mais engajada de Rachel de Queiroz, que se passa durante a era Vargas e \u00e9 carregada de dilemas do per\u00edodo, especialmente em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 atua\u00e7\u00e3o das mulheres<\/p>\n<p>.<br \/>Considerada uma das maiores escritoras do s\u00e9culo 20, Rachel de Queiroz foi uma pioneira no cen\u00e1rio liter\u00e1rio nacional. Em 1935, em meio \u00e0 repress\u00e3o do governo de Get\u00falio Vargas, ficou detida por tr\u00eas meses, e foi quando escreveu Caminho de Pedras, sua obra mais engajada e express\u00e3o de um socialismo libert\u00e1rio que poucas vezes voltaria a aparecer em suas obras. O livro \u00e9 carregado de dilemas do per\u00edodo: a persegui\u00e7\u00e3o da era Vargas a organiza\u00e7\u00f5es trabalhistas, a viol\u00eancia estatal e o moralismo, especialmente em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 expectativa da atua\u00e7\u00e3o de mulheres, dentro e fora do lar.\u00a0\u00a0<\/p>\n<p>\u201cCaminho de Pedras marca a emancipa\u00e7\u00e3o de Rachel, na medida em que ousa criticar certos procedimentos do Partido Comunista, ao mesmo tempo em que retrata de modo sens\u00edvel as lutas de Noemi (personagem principal) que, apesar de todas as dificuldades e obst\u00e1culos, segue acreditando em transforma\u00e7\u00f5es sociais\u201d, destaca a pesquisadora. Segundo ela, h\u00e1 na obra uma presen\u00e7a nordestina no cen\u00e1rio, na linguagem, no vi\u00e9s narrativo, somada a uma perspectiva sobre as mulheres e seus dramas: a atua\u00e7\u00e3o social, a maternidade, o amor, a quebra de barreiras.<\/p>\n<p>Escrito em 1937, Caminho de Pedras \u00e9 o terceiro romance da autora. \u201cOs romances de Rachel sempre terminam em tr\u00e2nsito, como aponta a pr\u00f3pria autora. H\u00e1 sempre um percurso a ser trilhado, um desafio a ser vencido, um espa\u00e7o a ser conquistado pelas mulheres\u201d, afirma Roberta. E continua: \u201cEmbora haja muita desilus\u00e3o no universo liter\u00e1rio de Rachel, \u00e9 poss\u00edvel vislumbrar tamb\u00e9m resist\u00eancia e uma perspectiva inovadora da atua\u00e7\u00e3o feminina\u201d, completa.\u00a0<\/p>\n<p>Clique no player abaixo para conferir a an\u00e1lise da pesquisadora Roberta Hernandes Alves, doutora em Literatura Brasileira pela Faculdade de Filosofia, Letras e Ci\u00eancias Humanas (FFLCH) da USP:<\/p>\n<p>.<\/p>\n<p>Leia tamb\u00e9m a mat\u00e9ria Caminho de Pedras, que retrata a resist\u00eancia das mulheres na pol\u00edtica e no amor, publicada no <strong>Jornal da USP<\/strong> <a style=\"color: #0000ff;\" href=\"https:\/\/jornal.usp.br\/universidade\/livros-da-fuvest-2026-caminho-de-pedras-retrata-a-resistencia-das-mulheres-na-politica-e-no-amor\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener nofollow\">neste link<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"A professora e pesquisadora Roberta Hernandes Alves fala sobre a obra mais engajada de Rachel de Queiroz, que&hellip;\n","protected":false},"author":2,"featured_media":92235,"comment_status":"","ping_status":"","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[143],"tags":[169,114,115,170,32,33],"class_list":{"0":"post-92234","1":"post","2":"type-post","3":"status-publish","4":"format-standard","5":"has-post-thumbnail","7":"category-livros","8":"tag-books","9":"tag-entertainment","10":"tag-entretenimento","11":"tag-livros","12":"tag-portugal","13":"tag-pt"},"share_on_mastodon":{"url":"","error":""},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/92234","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=92234"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/92234\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media\/92235"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=92234"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=92234"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=92234"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}