{"id":92829,"date":"2025-09-30T09:07:08","date_gmt":"2025-09-30T09:07:08","guid":{"rendered":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/92829\/"},"modified":"2025-09-30T09:07:08","modified_gmt":"2025-09-30T09:07:08","slug":"geracao-x-ficou-dependente-dos-ultraprocessados-diz-estudo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/92829\/","title":{"rendered":"Gera\u00e7\u00e3o X ficou dependente dos ultraprocessados, diz estudo"},"content":{"rendered":"<p class=\"texto\">Primeira a crescer com amplo acesso a salgadinhos, barras de chocolate, cereais a\u00e7ucarados, refrigerantes e outros ultraprocessados, a gera\u00e7\u00e3o X tornou-se dependente desse tipo de produto. A conclus\u00e3o \u00e9 de um estudo que avaliou os h\u00e1bitos de 2 mil norte-americanos entre 50 e 60 anos, que passaram a inf\u00e2ncia e a adolesc\u00eancia sob o forte marketing da ind\u00fastria. Segundo os pesquisadores, a taxa de nascidos entre 1960 e 1979 que atendem aos crit\u00e9rios de adi\u00e7\u00e3o \u00e9 muito maior do que a dos baby boomers, hoje com 65 a 80 anos. O fen\u00f4meno coincide com a transi\u00e7\u00e3o de um padr\u00e3o alimentar baseado em ingredientes in natura para uma explos\u00e3o de comida pronta.\u00a0<\/p>\n<p class=\"texto\">Para avaliar sinais de depend\u00eancia entre os entrevistados, os pesquisadores usaram uma escala desenvolvida pela Universidade de Yale, a mYFAS 2.0, a partir dos crit\u00e9rios usados no diagn\u00f3stico de adi\u00e7\u00e3o em drogas e \u00e1lcool. A ferramenta inclui 13 indicadores comportamentais e emocionais, entre eles, o desejo intenso por determinados alimentos, tentativas frustradas de reduzir o consumo, persist\u00eancia mesmo diante de consequ\u00eancias negativas, sintomas de abstin\u00eancia ao tentar cortar, neglig\u00eancia de atividades sociais e uso de comida como forma de lidar com estresse e emo\u00e7\u00f5es dif\u00edceis.<\/p>\n<p class=\"texto\">Os resultados, publicados\u00a0nesta segunda-feira (29\/9)\u00a0na revista Adiction, revelaram que 21% das mulheres e 10% dos homens da gera\u00e7\u00e3o X encaixam-se no padr\u00e3o de depend\u00eancia. Entre pessoas de 65 a 80 anos, as taxas foram menores: 12% e 4%, respectivamente. A diferen\u00e7a de g\u00eanero tamb\u00e9m chamou a aten\u00e7\u00e3o dos pesquisadores. Diferentemente do que se observa em adi\u00e7\u00f5es qu\u00edmicas tradicionais, o comportamento de v\u00edcio relacionado aos ultraprocessados \u00e9 mais prevalente no sexo feminino. Segundo o estudo, o dado pode estar ligado a fatores sociais e psicol\u00f3gicos, como press\u00f5es est\u00e9ticas, dietas restritivas, estigmas em torno do corpo e vulnerabilidades emocionais.<\/p>\n<p class=\"texto\"><strong>Transforma\u00e7\u00f5es<\/strong><\/p>\n<p class=\"texto\">&#8220;A gera\u00e7\u00e3o X passou por grandes transforma\u00e7\u00f5es ao longo da vida, a fase p\u00f3s-guerra, o impacto da exposi\u00e7\u00e3o \u00e0 TV e \u00e0 tecnologia\u00a0nas escolhas e h\u00e1bitos de consumo. \u00c9 uma gera\u00e7\u00e3o que viveu muito estresse cr\u00f4nico, ansiedade e sobrecarga de responsabilidades&#8221;, comenta Rejane Sbrissa, psic\u00f3loga cognitivo-comportamental especialista em transtornos alimentares. &#8220;As mulheres s\u00e3o mais cobradas socialmente na apar\u00eancia f\u00edsica, pesquisas mostram que somente 3% delas aceitam o pr\u00f3prio corpo. J\u00e1 os homens n\u00e3o tinham de se preocupar com isso&#8221;, destaca. A especialista lembra que as oscila\u00e7\u00f5es hormonais tamb\u00e9m afetam o emocional e, consequentemente, a alimenta\u00e7\u00e3o.\u00a0<\/p>\n<p class=\"texto\">Outra descoberta da equipe de Michigan \u00e9 sobre a percep\u00e7\u00e3o do pr\u00f3prio peso corporal. Mulheres que se\u00a0achavam acima do considerado ideal tinham 11 vezes mais chance de se enquadrar nos crit\u00e9rios de v\u00edcio alimentar em compara\u00e7\u00e3o com aquelas que acreditavam estar dentro do adequado. Nos homens, a diferen\u00e7a foi mais acentuada: entre os que se consideravam com sobrepeso\/obesidade, a probabilidade de exibir sinais de depend\u00eancia era 19 vezes maior. Para os autores, o dado indica que a rela\u00e7\u00e3o entre alimenta\u00e7\u00e3o compulsiva e insatisfa\u00e7\u00e3o com a autoimagem \u00e9 estreita, e que tentativas repetidas e malsucedidas de emagrecer podem perpetuar um ciclo de consumo descontrolado.<\/p>\n<p class=\"texto\">&#8220;Essas descobertas levantam quest\u00f5es urgentes sobre se existem janelas cr\u00edticas de desenvolvimento, quando a exposi\u00e7\u00e3o a alimentos ultraprocessados \u00e9 especialmente arriscada para a vulnerabilidade \u00e0 depend\u00eancia&#8221;, comentou, em nota, Ashley Gearhardt, professora da Universidade de Michigan que liderou o estudo. &#8220;Hoje, crian\u00e7as e adolescentes consomem propor\u00e7\u00f5es ainda maiores de calorias de alimentos ultraprocessados do que os adultos de meia-idade consumiam na juventude. Se as tend\u00eancias continuarem, as gera\u00e7\u00f5es futuras poder\u00e3o apresentar taxas ainda maiores de depend\u00eancia de alimentos ultraprocessados mais tarde na vida.&#8221;<\/p>\n<p class=\"texto\"><strong>Palat\u00e1veis\u00a0<\/strong><\/p>\n<p class=\"texto\">Segundo Jamily Drago, endocrinologista da cl\u00ednica Metasense, em Bras\u00edlia, alimentos altamente palat\u00e1veis como os ultraprocessados, que recebem aditivos, gordura e a\u00e7\u00facar para ficarem mais saborosos, desencadeiam mecanismos cerebrais semelhantes aos de outros v\u00edcios. &#8220;Eles induzem uma necessidade cada vez maior de libera\u00e7\u00e3o de dopamina, enzimas e horm\u00f4nios para dar a sensa\u00e7\u00e3o de prazer ao comer&#8221;, diz.\u00a0<\/p>\n<p class=\"texto\">A especialista destaca a necessidade de se evitar esses produtos na inf\u00e2ncia. &#8220;Principalmente na inf\u00e2ncia, deve-se conscientizar sobre os riscos \u00e0 sa\u00fade da superexposi\u00e7\u00e3o a esses alimentos, principalmente ao que se diz a altera\u00e7\u00f5es cognitivas na idade adulta e idade avan\u00e7ada&#8221;, diz. Ela lembra que alguns estudos sugerem uma associa\u00e7\u00e3o entre tempo de exposi\u00e7\u00e3o aos ultraprocessados e menor capacidade cognitiva na velhice.<\/p>\n<p>Aten\u00e7\u00e3o para os &#8220;light&#8221; e &#8220;low carb&#8221;<\/p>\n<p class=\"texto\">O estudo da Universidade de Michigan que encontrou um \u00edndice elevado de depend\u00eancia em alimentos ultraprocessados por pessoas da gera\u00e7\u00e3o X (nascidas entre 1960 e 1979)\u00a0tamb\u00e9m traz um alerta: mesmo produtos rotulados como &#8220;light&#8221;, &#8220;low carb&#8221; ou &#8220;ricos em prote\u00edna&#8221; podem ser t\u00e3o problem\u00e1ticos quanto os industrializados tradicionais. &#8220;Muitas vezes, esses produtos carregam um apelo de marketing que d\u00e1 a impress\u00e3o de serem mais saud\u00e1veis, mas ainda s\u00e3o ultraprocessados&#8221;, explica a nutricionista Rayanne Marques, de Bras\u00edlia. &#8220;Eles podem conter ado\u00e7antes artificiais, excesso de s\u00f3dio, conservantes e gorduras de baixa qualidade, que impactam negativamente a sa\u00fade quando consumidos em excesso&#8221;, diz.\u00a0<\/p>\n<p class=\"texto\">Segundo a nutricionista, h\u00e1 estrat\u00e9gias que ajudam a reduzir a compuls\u00e3o pelos ultraprocessados. &#8220;Um passo importante \u00e9 reorganizar a rotina alimentar com refei\u00e7\u00f5es equilibradas e nutritivas, que aumentam a saciedade e reduzem a vontade de buscar alimentos de baixo valor nutricional&#8221;, diz Rayanne Marques. Ela lembra que a reeduca\u00e7\u00e3o \u00e9 gradual. &#8220;O paladar humano \u00e9 adapt\u00e1vel e, com pequenas mudan\u00e7as consistentes, \u00e9 poss\u00edvel readquirir a percep\u00e7\u00e3o natural dos sabores. Reduzir o sal e o a\u00e7\u00facar aos poucos, utilizar temperos naturais (ervas, especiarias, lim\u00e3o) e priorizar alimentos in natura s\u00e3o estrat\u00e9gias eficazes. Com o tempo, o organismo se acostuma a sentir prazer no sabor real dos alimentos, tornando os ultraprocessados menos atrativos.&#8221;<\/p>\n<p class=\"texto\">A psic\u00f3loga Rejane Sbrissa, especialista em transtornos alimentares, tamb\u00e9m destaca a import\u00e2ncia do acompanhamento comportamental. &#8220;Os principais mecanismos psicol\u00f3gicos ligados \u00e0s compuls\u00f5es alimentares s\u00e3o n\u00e3o saber lidar com os sentimentos e descont\u00e1-los na comida como meio de compensa\u00e7\u00e3o. O comer \u00e9 muito ligado psicologicamente a &#8216;devorar&#8217;, &#8216;rasgar&#8217; a comida, como express\u00e3o da raiva que a pessoa n\u00e3o consegue externalizar na situa\u00e7\u00e3o e momento certos&#8221;, explica. &#8220;A comida ultraprocessada \u00e9 de f\u00e1cil assimila\u00e7\u00e3o no organismo, pois \u00e9 feita com farinhas, a\u00e7\u00facares, temperos e outros qu\u00edmicos refinados. Al\u00e9m disso, esses produtos n\u00e3o precisam de prepara\u00e7\u00e3o: \u00e9 s\u00f3 abrir uma embalagem e praticamente engolir a comida, com o m\u00ednimo esfor\u00e7o.&#8221; (<strong>PO<\/strong>)<\/p>\n<p>Tr\u00eas perguntas para<\/p>\n<p class=\"texto\"><strong>Esthela Oliveira<\/strong>, nutr\u00f3loga, integra o corpo cl\u00ednico do Hospital Israelita Albert Einstein e da Side Clinic, em S\u00e3o Paulo<\/p>\n<p class=\"texto\"><strong>H\u00e1 nutrientes ou padr\u00f5es alimentares que ajudam a moldar os circuitos cerebrais envolvidos no desejo por produtos ultraprocessados?<\/strong><\/p>\n<p class=\"texto\">Sim. O pr\u00f3prio estudo mostra que o v\u00edcio no ultraprocessado ativa circuitos de recompensa cerebral que s\u00e3o semelhantes \u00e0s subst\u00e2ncias qu\u00edmicas. E a gente sabe, pela literatura, que padr\u00f5es alimentares ricos em alimentos naturais e integrais, como frutas, verduras, prote\u00ednas de boa qualidade e fibra, ajudam a modular esses circuitos. Ent\u00e3o, nutrientes como, por exemplo, triptofano, magn\u00e9sio, \u00f4mega 3, vitaminas do complexo B, favorecem a produ\u00e7\u00e3o de neurotransmissores como a serotonina e a dopamina, que v\u00e3o equilibrar o humor e reduzir a compuls\u00e3o. Al\u00e9m disso, manter refei\u00e7\u00f5es mais estruturadas, evitar, por exemplo, muito jejum, pode reduzir a hiper-reatividade do c\u00e9rebro a esses alimentos altamente palat\u00e1veis. Ou seja, n\u00e3o \u00e9 s\u00f3 for\u00e7a de vontade. \u00c9, sim, poss\u00edvel usar a nutri\u00e7\u00e3o como uma ferramenta de equil\u00edbrio neuroqu\u00edmico.<\/p>\n<p class=\"texto\"><strong>O estudo mostra que mulheres com sobrepeso t\u00eam at\u00e9 11 vezes mais chance de desenvolver sinais de depend\u00eancia. Por que esse ciclo \u00e9 t\u00e3o dif\u00edcil de romper do ponto de vista fisiol\u00f3gico?\u00a0<\/strong><\/p>\n<p class=\"texto\">Os ultraprocessados t\u00eam essas combina\u00e7\u00f5es de a\u00e7\u00facar, gordura, sal, que v\u00e3o ativar fortemente a dopamina. E a\u00ed levam a esse prazer imediato, mas depois tem uma queda brusca do neurotransmissor. Essa oscila\u00e7\u00e3o \u00e9 que vai gerar mais desejo e vai fazer com que a gente queira comer mais e buscar mais. No corpo da mulher, por exemplo, especificamente ali depois da menopausa, tem ainda a influ\u00eancia dos fatores hormonais, porque tem a queda de estrog\u00eanio e de progesterona, e isso vai modular o apetite. Vai fazer com que a mulher tenha mais apetite, mexer no humor e resultar num ac\u00famulo maior de gordura. Al\u00e9m disso, o pr\u00f3prio excesso de gordura corporal mant\u00e9m um estado inflamat\u00f3rio cr\u00f4nico e isso pode desregular a parte de saciedade, aumentando a compuls\u00e3o. \u00c9 como se o corpo ficasse programado para repetir o ciclo, e isso vai tornando a coisa muito mais desafiadora, se n\u00e3o tiver uma interven\u00e7\u00e3o.\u00a0<\/p>\n<p class=\"texto\"><strong>Medicamentos que modulam apetite podem ter um papel no tratamento de paciente com esse tipo?\u00a0<\/strong><\/p>\n<p class=\"texto\">Com certeza, mas como parte de uma estrat\u00e9gia muito maior, e n\u00e3o isoladamente. O estudo refor\u00e7a que a gente est\u00e1 diante de um padr\u00e3o de depend\u00eancia alimentar, n\u00e3o \u00e9 fome. Em alguns casos, o uso de medicamentos que atuam no mecanismo de saciedade, como os agonistas de GLP-1, por exemplo, podem ajudar muito a reduzir essa vontade e dar ao paciente uma chance de ter uma nova rela\u00e7\u00e3o com a comida. No entanto, o rem\u00e9dio sozinho n\u00e3o resolve. \u00c9 importante integrar a interven\u00e7\u00e3o com reeduca\u00e7\u00e3o alimentar, suporte psicol\u00f3gico, mudan\u00e7a no estilo de vida. Assim, a pessoa poder\u00e1 reprogramar seus circuitos de recompensa, principalmente de forma duradoura. (<strong>PO<\/strong>)<\/p>\n<p class=\"texto\">\u00a0<\/p>\n<p class=\"texto\">\u00a0<\/p>\n<p class=\"texto\">\u00a0<\/p>\n<p class=\"texto\">\u00a0<\/p>\n<p>                            <a href=\"https:\/\/www.correiobraziliense.com.br\/autor\/paloma-oliveto\/page\/1\/\" style=\"height: 100%;\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\"><img decoding=\"async\" class=\"hidden-print author-circle d-block h6 mt-0 mb-0 mr-6 text-center\" src=\"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/paloma-29858324.png\" alt=\"\" width=\"40\" height=\"40\" loading=\"lazy\" style=\"object-fit:cover; width: 40px; height: 40px; margin-right:10px;\"\/><\/a><a href=\"https:\/\/www.correiobraziliense.com.br\/autor\/paloma-oliveto\/page\/1\/\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\"><img decoding=\"async\" class=\"hidden-print author-circle d-block h6 mt-0 mb-0 mr-6 text-center\" src=\"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/paloma-29858324.png\" alt=\"\" width=\"40\" height=\"40\" loading=\"lazy\" style=\"object-fit:cover; width: 40px; height: 40px; margin-right:10px;\"\/><\/a>Paloma Oliveto  <strong class=\"entryStrongAuthor\">Rep\u00f3rter s\u00eanior<\/strong><\/p>\n<p class=\"entryDescricaoAuthor\">Formada na Universidade de Bras\u00edlia, \u00e9 especializada na cobertura de ci\u00eancia e sa\u00fade h\u00e1 mais de uma d\u00e9cada. Entre as premia\u00e7\u00f5es recebidas, est\u00e3o primeiro lugar no Grande Pr\u00eamio Ayrton Senna e men\u00e7\u00e3o honrosa no Pr\u00eamio Esso.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Primeira a crescer com amplo acesso a salgadinhos, barras de chocolate, cereais a\u00e7ucarados, refrigerantes e outros ultraprocessados, a&hellip;\n","protected":false},"author":2,"featured_media":92830,"comment_status":"","ping_status":"","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[86],"tags":[1468,23156,1347,23157,116,11528,11529,32,33,117,2371],"class_list":{"0":"post-92829","1":"post","2":"type-post","3":"status-publish","4":"format-standard","5":"has-post-thumbnail","7":"category-saude","8":"tag-alimentos","9":"tag-dependencia","10":"tag-estudo","11":"tag-geracao-x","12":"tag-health","13":"tag-noticias-do-dia","14":"tag-noticias-perto-de-mim","15":"tag-portugal","16":"tag-pt","17":"tag-saude","18":"tag-ultraprocessados"},"share_on_mastodon":{"url":"","error":""},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/92829","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=92829"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/92829\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media\/92830"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=92829"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=92829"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=92829"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}