{"id":93403,"date":"2025-09-30T17:36:07","date_gmt":"2025-09-30T17:36:07","guid":{"rendered":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/93403\/"},"modified":"2025-09-30T17:36:07","modified_gmt":"2025-09-30T17:36:07","slug":"quais-os-principais-tipos-de-surdez-e-como-trata-los","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/93403\/","title":{"rendered":"Quais os principais tipos de surdez e como trat\u00e1-los?"},"content":{"rendered":"<p class=\"texto\">At\u00e9 2050, segundo a Organiza\u00e7\u00e3o Mundial da Sa\u00fade (OMS), o n\u00famero de pessoas no mundo com algum grau de surdez poder\u00e1 chegar a 2,5 bilh\u00f5es. No Brasil, a <strong><a href=\"https:\/\/www.em.com.br\/saude\/2024\/03\/6811141-perda-auditiva-um-problema-que-deve-alcancar-900-milhoes-de-pessoas-ate-2050.html\" target=\"_blank\" rel=\"nofollow noopener\">defici\u00eancia auditiva<\/a><\/strong> j\u00e1 afeta cerca de 10 milh\u00f5es, de acordo com dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estat\u00edstica (IBGE).<\/p>\n<p class=\"texto\">A Associa\u00e7\u00e3o Brasileira de Otorrinolaringologia e Cirurgia C\u00e9rvico-Facial (ABORL-CCF) destaca que a surdez pode manifestar-se em diferentes n\u00edveis e formas, sendo classificada em tr\u00eas tipos principais: condutiva, neurossensorial e mista.<\/p>\n<p><strong>1. Surdez condutiva<\/strong><\/p>\n<p class=\"texto\">Esse tipo acontece quando h\u00e1 um bloqueio ou problema na condu\u00e7\u00e3o do som atrav\u00e9s do ouvido externo, ou m\u00e9dio at\u00e9 o ouvido interno. As causas podem incluiR:<\/p>\n<ul>&#13;<\/p>\n<li>Infec\u00e7\u00f5es no ouvido<\/li>\n<p>&#13;<\/p>\n<li>Presen\u00e7a de cera<\/li>\n<p>&#13;<\/p>\n<li>Secre\u00e7\u00e3o persistente atr\u00e1s do t\u00edmpano<\/li>\n<p>&#13;<\/p>\n<li>Perfura\u00e7\u00e3o do t\u00edmpano<\/li>\n<p>&#13;<\/p>\n<li><strong><a href=\"https:\/\/www.em.com.br\/saude\/2024\/09\/6941945-entenda-a-doenca-que-fez-adriane-galisteu-perder-60-da-audicao.html\" target=\"_blank\" rel=\"nofollow noopener\">Otosclerose <\/a><\/strong>(crescimento anormal de tecido \u00f3sseo endurecido)<\/li>\n<p>&#13;<\/p>\n<li>Tumores<\/li>\n<p>&#13;<\/p>\n<li>Malforma\u00e7\u00f5es da orelha e\/ou dos oss\u00edculos do ouvido (martelo, bigorna e estribo)<\/li>\n<p>&#13;\n<\/ul>\n<p class=\"texto\">Na maioria dos casos a surdez condutiva tem terapias e pode ser revers\u00edvel, segundo o otorrinolaringologista,\u00a0da ABORL-CCF, Robinson Koji Tsuji. \u201cO tratamento varia conforme a causa e pode incluir a<strong><a href=\"https:\/\/www.em.com.br\/saude\/2024\/05\/6863271-cera-de-ouvido-quando-e-como-ela-deva-ser-removida.html\" target=\"_blank\" rel=\"nofollow noopener\"> remo\u00e7\u00e3o da cera<\/a><\/strong>, uso de antibi\u00f3ticos para infec\u00e7\u00f5es ou at\u00e9 procedimentos cir\u00fargicos atuando diretamente nas causas, como por exemplo: reparando uma perfura\u00e7\u00e3o do t\u00edmpano ou reconstruindo os oss\u00edculos do ouvido. Podendo tamb\u00e9m ser utilizado aparelhos auditivos em algumas situa\u00e7\u00f5es com \u00f3timos resultados\u201d, declara.\u00a0<\/p>\n<p><strong>2. Surdez neurossensorial\u00a0<\/strong><\/p>\n<p class=\"texto\">A surdez neurossensorial ocorre devido a danos nas c\u00e9lulas sensoriais do ouvido interno (c\u00f3clea) ou no nervo auditivo, causado pelo: envelhecimento, exposi\u00e7\u00e3o prolongada a ru\u00eddos altos, doen\u00e7as gen\u00e9ticas e ao uso de medicamentos otot\u00f3xicos, ou seja, que cont\u00e9m subst\u00e2ncias que podem causar danos ao sistema coclear. Esse tipo de perda auditiva, geralmente, \u00e9 irrevers\u00edvel, mas pode ser tratada com o uso de aparelhos auditivos ou, em casos mais graves, com implantes cocleares.<\/p>\n<p class=\"texto\">Robinson explica que o <a href=\"https:\/\/www.em.com.br\/saude\/2024\/03\/6812103-dia-mundial-da-audicao-cresce-numero-de-implantes-cocleares-no-sus.html\" target=\"_blank\" rel=\"nofollow noopener\"><strong>implante coclear<\/strong><\/a> \u00e9 um aparelho eletr\u00f4nico digital que cumpre o papel de converter os est\u00edmulos sonoros em est\u00edmulos el\u00e9tricos e estimular diretamente o nervo auditivo dentro da c\u00f3clea.<\/p>\n<p class=\"texto\">\u201cAo fazer o implante, o paciente sentir\u00e1 um ganho significativo na qualidade de vida, pois ter\u00e1 a sua audi\u00e7\u00e3o restaurada, garantindo melhora da capacidade de comunica\u00e7\u00e3o e de relacionamento social, entre outras quest\u00f5es da rotina di\u00e1ria. Ap\u00f3s a cirurgia, o paciente ter\u00e1 que fazer uma terapia fonoaudiol\u00f3gica por alguns meses e acompanhamento com o otorrino para conquistar esses resultados positivos\u201d, esclarece.<\/p>\n<p><strong>3. Surdez mista<\/strong><\/p>\n<p class=\"texto\">A surdez mista \u00e9 uma combina\u00e7\u00e3o de surdez condutiva e neurossensorial. Nesse caso, o paciente apresenta tanto problemas na condu\u00e7\u00e3o do som quanto danos nas c\u00e9lulas ou no nervo auditivo. Entre os fatores que desencadeiam a situa\u00e7\u00e3o, est\u00e3o infec\u00e7\u00f5es cr\u00f4nicas no ouvido, otosclerose, traumas ou les\u00f5es no ouvido.<\/p>\n<p class=\"texto\">Esse tipo de surdez pode ser mais complexo de tratar. \u201cO tratamento depende do grau da perda auditiva em cada componente. Cirurgias podem ser indicadas para tratar a parte condutiva, enquanto aparelhos auditivos ou implantes cocleares podem auxiliar na surdez neurossensorial\u201d, afirma o especialista.\u00a0<\/p>\n<p><strong>Diagn\u00f3stico precoce<\/strong><\/p>\n<p class=\"texto\">Detectar o problema de forma precoce \u00e9 essencial para definir o melhor tratamento e prevenir que a perda auditiva se agrave. O otorrinolaringologista realiza exames detalhados, como a audiometria, para identificar o <strong><a href=\"https:\/\/www.em.com.br\/app\/noticia\/saude-e-bem-viver\/2023\/06\/20\/interna_bem_viver,1509769\/perda-de-audicao-compromete-a-qualidade-de-vida-de-idosos.shtml\" target=\"_blank\" rel=\"nofollow noopener\">tipo e o grau de surdez<\/a><\/strong>. Com base nos resultados, \u00e9 poss\u00edvel definir a melhor abordagem, seja ela m\u00e9dica, cir\u00fargica ou por meio de dispositivos auditivos e terapias complementares com outras especialidades.\u00a0<\/p>\n<p class=\"texto\">Reconhecer os sinais de que a audi\u00e7\u00e3o n\u00e3o vai bem \u00e9 o primeiro passo para entender que a pessoa precisa de uma consulta com o especialista. Entre os sintomas recorrentes na popula\u00e7\u00e3o adulta, especialistas destacam:<\/p>\n<ul>&#13;<\/p>\n<li>Dificuldade para entender conversas<\/li>\n<p>&#13;<\/p>\n<li>Costume de aumentar o volume de aparelhos eletr\u00f4nicos<\/li>\n<p>&#13;<\/p>\n<li>Falar alto<\/li>\n<p>&#13;<\/p>\n<li>Pedir para as pessoas ficarem repetindo falas<\/li>\n<p>&#13;<\/p>\n<li>Ter zumbido no ouvido<\/li>\n<p>&#13;<\/p>\n<li>Ficar em isolamento social<\/li>\n<p>&#13;\n<\/ul>\n<p class=\"texto\">\u201cA melhor forma de cuidar da sa\u00fade auditiva \u00e9 consultar um otorrinolaringologista e realizar exames regulares. Ouvir \u00e9 primordial para uma boa capacidade de comunica\u00e7\u00e3o e de relacionamento social. Quanto mais cedo um problema \u00e9 identificado, maiores s\u00e3o as chances de tratamento e melhora da qualidade de vida\u201d, recomenda o otorrino.\u00a0<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"At\u00e9 2050, segundo a Organiza\u00e7\u00e3o Mundial da Sa\u00fade (OMS), o n\u00famero de pessoas no mundo com algum grau&hellip;\n","protected":false},"author":2,"featured_media":93404,"comment_status":"","ping_status":"","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[86],"tags":[116,13029,14024,32,33,23247,117,23246],"class_list":{"0":"post-93403","1":"post","2":"type-post","3":"status-publish","4":"format-standard","5":"has-post-thumbnail","7":"category-saude","8":"tag-health","9":"tag-ouvido","10":"tag-perda-auditiva","11":"tag-portugal","12":"tag-pt","13":"tag-ruidos","14":"tag-saude","15":"tag-surdez"},"share_on_mastodon":{"url":"","error":""},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/93403","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=93403"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/93403\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media\/93404"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=93403"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=93403"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=93403"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}