{"id":94204,"date":"2025-10-01T09:43:11","date_gmt":"2025-10-01T09:43:11","guid":{"rendered":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/94204\/"},"modified":"2025-10-01T09:43:11","modified_gmt":"2025-10-01T09:43:11","slug":"exercicios-combatem-sintomas-da-covid-longa-mostra-estudo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/94204\/","title":{"rendered":"Exerc\u00edcios combatem sintomas da covid longa, mostra estudo"},"content":{"rendered":"<p class=\"texto\">Cinco anos ap\u00f3s o in\u00edcio da pandemia de Sars-CoV-2, seis em cada 100 sobreviventes da doen\u00e7a ainda convivem com sintomas causados pela s\u00edndrome p\u00f3s-covid, segundo a Organiza\u00e7\u00e3o Mundial da Sa\u00fade (OMS). Entre os mais relatados, est\u00e3o fadiga e dores articulares cr\u00f4nicas, problemas associados ao desequil\u00edbrio do sistema imunol\u00f3gico. Agora, um estudo da Universidade de Loughborough, no Reino Unido, constatou que atividades f\u00edsicas podem ajudar a reverter o quadro.\u00a0<\/p>\n<p class=\"texto\">De acordo com a pesquisa divulgada, nesta ter\u00e7a-eira (30\/9), no Congresso da Sociedade Respirat\u00f3ria da Europa, em Amsterd\u00e3, na Holanda, a inflama\u00e7\u00e3o causada pela s\u00edndrome prejudica severamente o sistema imunol\u00f3gico dos pacientes com a condi\u00e7\u00e3o, estimados em 7,5 milh\u00f5es ao redor do globo e 2,32 milh\u00f5es no Brasil. O novo estudo foi apresentado por Enya Daynes, membro de uma equipe de pesquisadores liderada pela professora Nicolette Bishop, da Universidade de Loughborough.\u00a0<\/p>\n<p class=\"texto\">Conforme Daynes,\u00a0estudos sugerem que pessoas com s\u00edndrome p\u00f3s-covid correm um risco maior de desregula\u00e7\u00e3o, quando, em vez de proteger o corpo, o sistema imunol\u00f3gico pode se tornar hiperativo ou mal direcionado. &#8220;Assim, acaba atacando as c\u00e9lulas saud\u00e1veis do pr\u00f3prio corpo ou reagindo a coisas que n\u00e3o s\u00e3o prejudiciais&#8221;, destacou a cientista. &#8220;Isso pode levar \u00e0 inflama\u00e7\u00e3o cont\u00ednua e a sintomas como fadiga, dor nas articula\u00e7\u00f5es e mal-estar geral.&#8221;<\/p>\n<p class=\"texto\"><strong>Reabilita\u00e7\u00e3o\u00a0<\/strong><\/p>\n<p class=\"texto\">O estudo incluiu 31 pacientes diagnosticados com s\u00edndrome p\u00f3s-covid. Alguns volunt\u00e1rios foram selecionados aleatoriamente para um programa de reabilita\u00e7\u00e3o de oito semanas voltado \u00e0 pr\u00e1tica de exerc\u00edcios. O projeto inclu\u00eda caminhada em esteira, ciclismo e treinamento de for\u00e7a, enquanto outros pacientes receberam cuidados padr\u00e3o.<\/p>\n<p class=\"texto\">A equipe descobriu que os participantes que conclu\u00edram o programa de exerc\u00edcios tiveram melhorias significativas nas c\u00e9lulas imunol\u00f3gicas ing\u00eanuas \u2014 aquelas que nunca encontraram seu ant\u00edgeno espec\u00edfico e que s\u00e3o importantes para reconhecer e agir contra novas infec\u00e7\u00f5es \u2014, em compara\u00e7\u00e3o ao grupo tratado somente com cuidados tradicionais. &#8220;Observamos melhorias nas c\u00e9lulas T CD4 de mem\u00f3ria central. Elas s\u00e3o respons\u00e1veis por fornecer uma resposta r\u00e1pida a quaisquer infec\u00e7\u00f5es que o corpo j\u00e1 tenha enfrentado, incluindo a covid&#8221;, frisou Daynes.\u00a0<\/p>\n<p class=\"texto\">Segundo a coautora do artigo, a equipe tamb\u00e9m constatou que as c\u00e9lulas T CD8 de mem\u00f3ria central e efetoras \u2014 que formam mem\u00f3ria imunol\u00f3gica \u2014 apresentaram melhora em todo o corpo. &#8220;Elas podem identificar e combater infec\u00e7\u00f5es futuras mais rapidamente, proporcionando uma resposta imunol\u00f3gica sist\u00eamica crucial e imunidade a longo prazo.&#8221;<\/p>\n<p class=\"texto\"><strong>Mecanismos<\/strong>\u00a0<\/p>\n<p class=\"texto\">Daynes acredita que o exerc\u00edcio f\u00edsico ajuda a melhorar o fluxo sangu\u00edneo, mobilizando as c\u00e9lulas imunol\u00f3gicas e aperfei\u00e7oando a comunica\u00e7\u00e3o entre essas estruturas. Isso auxilia a coordena\u00e7\u00e3o da resposta a agentes prejudiciais e aumenta a produ\u00e7\u00e3o e a renova\u00e7\u00e3o celular, reduzindo a inflama\u00e7\u00e3o cr\u00f4nica e criando um ambiente equilibrado, explica.\u00a0<\/p>\n<p class=\"texto\">No entanto, Martim Elviro, m\u00e9dico da fam\u00edlia e professor de Medicina na Faculdade Santa Marcelina, em Itaquera, S\u00e3o Paulo, alerta que, para alguns pacientes, especialmente os com fadiga intensa, disfun\u00e7\u00e3o auton\u00f4mica ou inflama\u00e7\u00e3o persistente, o exerc\u00edcio de alta intensidade pode agravar o quadro inflamat\u00f3rio. Por isso, \u00e9 essencial o acompanhamento profissional.\u00a0<\/p>\n<p class=\"texto\">&#8220;O monitoramento recomendado \u00e9 a observa\u00e7\u00e3o cl\u00ednica de sintomas p\u00f3s-esfor\u00e7o, como cansa\u00e7o desproporcional, dor muscular, piora da falta de ar&#8221;, ensina. &#8220;\u00c9 recomendado o uso de escalas de esfor\u00e7o percebido, al\u00e9m da de sinais vitais. Em alguns casos, exames laboratoriais como PCR ou contagem de linf\u00f3citos podem auxiliar.&#8221;<\/p>\n<p class=\"texto\"><strong>Regularidade<\/strong><\/p>\n<p class=\"texto\">De acordo com o professor, a regularidade e a dura\u00e7\u00e3o moderada parecem ter maior impacto positivo do que a escolha do tipo de atividade, isoladamente. &#8220;Exerc\u00edcios aer\u00f3bicos leves a moderados t\u00eam melhor evid\u00eancia na modula\u00e7\u00e3o imunol\u00f3gica, mas os de resist\u00eancia tamb\u00e9m s\u00e3o importantes para manter a massa muscular e evitar o descondicionamento.&#8221;<\/p>\n<p class=\"texto\">Agora, os cientistas planejam estudar se esses benef\u00edcios s\u00e3o os mesmos em pacientes que n\u00e3o foram hospitalizados com infec\u00e7\u00e3o inicial por covid-19. Guido Vagheggini, membro do grupo de especialistas em cuidados cl\u00ednicos e fisiologia respirat\u00f3ria da Sociedade Respirat\u00f3ria Europeia, afirmou que a s\u00edndrome afeta pessoas de todas as idades e que os sintomas podem durar muitos meses e impedir o retorno \u00e0s atividades cotidianas.\u00a0&#8220;Pesquisas sugerem que a covid pode fazer com que o sistema imunol\u00f3gico ataque o corpo, e precisamos entender como tratar isso. As descobertas s\u00e3o importantes para pacientes que temem infec\u00e7\u00f5es repetidas por coronav\u00edrus e fornecem uma solu\u00e7\u00e3o potencial para essa preocupa\u00e7\u00e3o.&#8221;<\/p>\n<p class=\"texto\">\u00a0<\/p>\n<p>Palavra de especialista<\/p>\n<p class=\"texto\"><strong>Imunomodulador natural<\/strong><\/p>\n<p dir=\"ltr\">De forma geral, o exerc\u00edcio atua como um imunomodulador natural, potencializando a resist\u00eancia a infec\u00e7\u00f5es futuras e acelerando a recupera\u00e7\u00e3o funcional. Na s\u00edndrome p\u00f3s-covid, a reabilita\u00e7\u00e3o f\u00edsica vai al\u00e9m da melhora da capacidade f\u00edsica, configurando-se como uma estrat\u00e9gia terap\u00eautica que tamb\u00e9m modula a imunidade, com potencial impacto positivo a m\u00e9dio e longo prazo na sa\u00fade geral do paciente. Pessoas com covid longa que n\u00e3o foram hospitalizadas tamb\u00e9m se beneficiam da reabilita\u00e7\u00e3o f\u00edsica. A pr\u00e1tica regular de atividade promove sa\u00fade de m\u00faltiplos sistemas corporais e bem-estar geral, sendo necess\u00e1ria para a recupera\u00e7\u00e3o, tanto de sintomas como fadiga, dispneia e capacidade funcional, quanto da poss\u00edvel disfun\u00e7\u00e3o imunol\u00f3gica parcial.<\/p>\n<p dir=\"ltr\"><strong>Juliana Carvalho<\/strong>, infectologista do Hospital Anchieta, em Bras\u00edlia<\/p>\n<p dir=\"ltr\">\u00a0<\/p>\n<p dir=\"ltr\">\u00a0<\/p>\n<p class=\"texto\">\u00a0<\/p>\n<p class=\"texto\">\u00a0<\/p>\n<p>                            <a href=\"https:\/\/www.correiobraziliense.com.br\/autor\/isabella-almeida\/page\/1\/\" style=\"height: 100%;\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\"><img decoding=\"async\" class=\"hidden-print author-circle d-block h6 mt-0 mb-0 mr-6 text-center\" src=\"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/img_3872__1_-30220876.jpg\" alt=\"\" width=\"40\" height=\"40\" loading=\"lazy\" style=\"object-fit:cover; width: 40px; height: 40px; margin-right:10px;\"\/><\/a><a href=\"https:\/\/www.correiobraziliense.com.br\/autor\/isabella-almeida\/page\/1\/\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\"><img decoding=\"async\" class=\"hidden-print author-circle d-block h6 mt-0 mb-0 mr-6 text-center\" src=\"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/img_3872__1_-30220876.jpg\" alt=\"\" width=\"40\" height=\"40\" loading=\"lazy\" style=\"object-fit:cover; width: 40px; height: 40px; margin-right:10px;\"\/><\/a>Isabella Almeida  <strong class=\"entryStrongAuthor\">Rep\u00f3rter<\/strong><\/p>\n<p class=\"entryDescricaoAuthor\">Goiana, mora em Bras\u00edlia desde 2018. Formada em jornalismo pela Universidade de Bras\u00edlia (UnB). Especialista em publica\u00e7\u00f5es de sa\u00fade e ci\u00eancia.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Cinco anos ap\u00f3s o in\u00edcio da pandemia de Sars-CoV-2, seis em cada 100 sobreviventes da doen\u00e7a ainda convivem&hellip;\n","protected":false},"author":2,"featured_media":94205,"comment_status":"","ping_status":"","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[86],"tags":[23364,11569,2641,3166,13032,116,32,33,117],"class_list":{"0":"post-94204","1":"post","2":"type-post","3":"status-publish","4":"format-standard","5":"has-post-thumbnail","7":"category-saude","8":"tag-atividades-fsicas","9":"tag-covid","10":"tag-covid-19","11":"tag-cuidados","12":"tag-exercicios","13":"tag-health","14":"tag-portugal","15":"tag-pt","16":"tag-saude"},"share_on_mastodon":{"url":"","error":""},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/94204","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=94204"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/94204\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media\/94205"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=94204"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=94204"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=94204"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}