{"id":94838,"date":"2025-10-01T18:43:40","date_gmt":"2025-10-01T18:43:40","guid":{"rendered":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/94838\/"},"modified":"2025-10-01T18:43:40","modified_gmt":"2025-10-01T18:43:40","slug":"o-miguel-carvalho-mostra-que-o-chega-faz-tudo-melhor","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/94838\/","title":{"rendered":"O Miguel Carvalho mostra que o Chega faz tudo melhor"},"content":{"rendered":"<p class=\"p2\">H\u00e1 algum tempo, numa conversa em que participei no Festival dos Bons Sons, organizada pelo Gerador, em que discut\u00edamos o crescimento da intoler\u00e2ncia, do discurso de \u00f3dio e do populismo radical, a psic\u00f3loga Catarina Quadros lan\u00e7ava o desafio sempre dif\u00edcil da empatia. E se tent\u00e1ssemos ouvir as raz\u00f5es dos que se sentem seduzidos pelas conversas da extrema-direita? E se tent\u00e1ssemos p\u00f4r-nos por dois minutos no lugar do xen\u00f3fobo? Argumentava que, sem esse exerc\u00edcio, ningu\u00e9m convence ningu\u00e9m. \u00c9 um exerc\u00edcio duro, custoso e que me parece, muitas vezes, imposs\u00edvel, sobretudo quando resvala para o dom\u00ednio da cren\u00e7a. Cortei com o amigo de d\u00e9cadas, homof\u00f3bico, quando percebi que n\u00e3o havia por onde explorar mais argumentos, j\u00e1 que, para ele, nada colhia sobre humanismo, porque o ponto de partida era a alegada salva\u00e7\u00e3o ou perdi\u00e7\u00e3o para l\u00e1 deste mundo. Mas a verdade \u00e9 que as raz\u00f5es s\u00e3o, raras vezes, do dom\u00ednio da cren\u00e7a. \u00c9 tamb\u00e9m verdade que, em muitos debates, convocar a ci\u00eancia devia ser suficiente para esgrimir argumentos, mas o conhecimento cient\u00edfico parece ficar de fora da argumenta\u00e7\u00e3o, o que nos deve entristecer a todos.<\/p>\n<p class=\"p2\">Com o Bernardo Mendon\u00e7a, jornalista e amigo, tenho conversado mil vezes sobre as bolhas em que estamos metidos. Os outros chamam-nos wokes\/marxistas culturais\/devassos ou o que lhes apetecer nesse dia e n\u00f3s dizemos que eles s\u00e3o fachos\/reacion\u00e1rios\/conservadores ou o que nos apetecer nesse dia. O problema \u00e9 que n\u00e3o furamos as bolhas e continuamos a falar para n\u00f3s mesmos, exclusivamente para dentro (talvez esteja a faz\u00ea-lo neste texto), como se isso fosse argumentar. Estamos cheios de raz\u00f5es e de arrog\u00e2ncias de superioridade intelectual e moral, de um lado e do outro, e simplesmente desistimos dos outros (contra mim falo em cada uma destas palavras).<\/p>\n<p class=\"p2\">O livro \u201cPor dentro do Chega\u201d, de Miguel Carvalho, vem agitar as bolhas aparentemente impenetr\u00e1veis, largar um pedregulho no charco de todos os imobilismos, porque nos leva l\u00e1 dentro, ao conhecimento das pessoas reais, de algumas que nos causam repulsa, mas tamb\u00e9m de outras que quase conseguimos entender, que entendemos mesmo ou em quem ficamos a pensar.<\/p>\n<p class=\"p2\">O Miguel Carvalho merece todos os agradecimentos do mundo pelo trabalho que desenvolveu. \u00c9 jornalismo. \u00c9 investiga\u00e7\u00e3o. \u00c9 rigor e seriedade. \u00c9 desassombro e coragem. O livro \u00e9 uma vertigem, um susto, mas desengane-se quem for \u00e0 procura de um rol simplista de inanidades aned\u00f3ticas (que h\u00e1), de ilegalidades (que h\u00e1), de cenas obscuras (que h\u00e1) ou de um retrato sinistro de um l\u00edder pol\u00edtico e dos seus sequazes (que h\u00e1). O livro tem muito mais e, por isso, oferece-se como uma plataforma de pensamento para pensarmos em conjunto sobre o caso portugu\u00eas.<\/p>\n<p class=\"p2\">A cada leitor, como em qualquer livro, haver\u00e1 aspetos que interpelam mais ou menos. Eu detive-me a menos de meio, nas p\u00e1ginas em que Miguel Carvalho lista os grupos a que o Chega foi buscar militantes no seu s\u00fabito crescimento. Est\u00e3o l\u00e1 todos (ou devia dizer \u201cestamos\u201d?). Os pol\u00edcias, os militares, os juristas, os professores, os oper\u00e1rios, os sindicalistas, os que vieram do Bloco, do PCP, do PS, do PSD e do CDS, os comerciantes, os mon\u00e1rquicos, mas tamb\u00e9m os republicanos, os abstencionistas e os que j\u00e1 votaram, os empres\u00e1rios e os explorados, os milion\u00e1rios e os pobres, os lobistas e os ing\u00e9nuos. Salvam-se os artistas! Viva os artistas que veem mais longe! Detive-me, porque talvez, pela primeira vez, tenha tomado consci\u00eancia da for\u00e7a da penetra\u00e7\u00e3o da extrema-direita e da dificuldade de a combater. \u00c9 um v\u00edrus nocivo, destruidor das democracias, que se instalou, nos corr\u00f3i, nos mata e que s\u00f3 encontrou imunidade na arte e na cultura.<\/p>\n<p class=\"p2\">E foi esta constata\u00e7\u00e3o que me fez voltar \u00e0 Catarina Quadros para, a prop\u00f3sito deste livro, tentar a empatia. E se eu votasse no Chega? Como leria este livro? Saindo da resposta f\u00e1cil ou diminuidora da capacidade do eleitorado, sou levado a crer, infelizmente, que n\u00e3o ser\u00e3o muitos os que, lendo-o, mudar\u00e3o o seu sentido de voto. Porque, pondo-me no lugar do outro, esse lugar que considero estranho, acho que a rea\u00e7\u00e3o poderia ser algo como \u201csim, o Chega \u00e9 assim, mas os outros partidos tamb\u00e9m s\u00e3o. Ao menos neste encontro quem fala por mim, me representa ou pensa como eu\u201d. O paradoxo gigante do populismo que invadiu o mundo \u00e9 que se alimenta da simplifica\u00e7\u00e3o, mas instalou-se de tal forma que a sua erradica\u00e7\u00e3o \u00e9 t\u00e3o complexa que ningu\u00e9m conhece o ant\u00eddoto.<\/p>\n<p class=\"p2\">Chegado aqui, na leitura do livro, fiquei a pensar que, para tentar furar a bolha, talvez valha a pena agarrar os dados que o Miguel Carvalho apresenta, assumir o lugar que olha para isto dizendo que \u201cos outros partidos tamb\u00e9m s\u00e3o assim\u201d, e chegar \u00e0 minha conclus\u00e3o enquanto leitor. O Miguel Carvalho mostra, na verdade, que o Chega faz tudo muito melhor do que os outros partidos.<\/p>\n<p class=\"p2\">Vejamos (e resuma-se tudo o que vem a seguir a dois lemas: o Chega tem mais; o Chega faz melhor):<\/p>\n<p class=\"p2\">Todos os partidos t\u00eam l\u00e1 dentro pessoas que n\u00e3o sabem muito bem quais os valores do partido? Sim. H\u00e1 comunistas cat\u00f3licos, socialistas homof\u00f3bicos, CDS\u2019s \u201cgay-friendly\u201d. O Chega tem mais. Porque agarra todas as agendas e permite uma milit\u00e2ncia \u00e0 la carte. No Chega cabe tudo, porque n\u00e3o tem ideologia e \u00e9 o albergue espanhol de todas as ideologias. N\u00e3o sou homof\u00f3bico, mas sou racista? Check! N\u00e3o sou anti-imigra\u00e7\u00e3o, mas n\u00e3o gosto da igualdade de g\u00e9nero? Check! O Chega \u00e9 um apeadeiro oportunista, porque desprovido de princ\u00edpios, navegando ao sabor do que atrai votos. O Chega \u00e9 o campe\u00e3o do desnorte ideol\u00f3gico.<\/p>\n<p class=\"p2\">Todos os partidos t\u00eam l\u00e1 dentro pessoas que os envergonharam por posi\u00e7\u00f5es ideol\u00f3gicas dissonantes ou atitudes menos pr\u00f3prias? Sim. H\u00e1 uma Zita Seabra para cada PCP, h\u00e1 uns cornos de Manuel Pinho para cada PS, h\u00e1 um Duarte Lima para cada PSD. Mas o Chega tem mais. Ao longo das 750 p\u00e1ginas de \u201cPor dentro do Chega\u201d lemos dezenas e dezenas de casos de fraude, de evas\u00e3o fiscal, de agress\u00e3o, de corrup\u00e7\u00e3o, de falsifica\u00e7\u00e3o, de uso indevido de dados, de lenoc\u00ednio, de uso indevido de dinheiro, de cria\u00e7\u00e3o de perfis falsos na internet, de contas mal explicadas, de difama\u00e7\u00f5es, de cal\u00fanias. Um rol de crimes com uma dimens\u00e3o que nunca vimos, de forma t\u00e3o expressiva, noutros partidos. O que faz do Chega mesmo especial \u00e9 que n\u00e3o estamos apenas perante criminalidade infeliz de militantes do partido, mas sim perante um modus operandi que est\u00e1 dentro do pr\u00f3prio partido. O Chega quer limpar Portugal, mas n\u00e3o se limpa a si pr\u00f3prio.<\/p>\n<p class=\"p2\">Todos os partidos t\u00eam caciques, disputas e quez\u00edlias internas, pessoas que vivem do funcionarismo ou das oportunidades que v\u00e3o aparecendo e desaparecendo na vida pol\u00edtica. Todos sem exce\u00e7\u00e3o, diria eu. Por muito que muitos tenhamos carreiras antes e depois da atividade pol\u00edtica, h\u00e1, em todos os partidos, quem viva apenas das oportunidades que v\u00e3o aparecendo. E h\u00e1 um lado disso que descredibiliza a pol\u00edtica, porque se torna menos sobre ideias e mais sobre carreiras. \u00c9 o tal sistema que o Chega diz que vem abanar. Acontece que o Chega tem mais. Ao longo do livro vamos conhecendo a lista imensa de (quase) indigentes que viram no Chega a oportunidade de ter um sal\u00e1rio, os que n\u00e3o pagavam contas e se vergaram ao l\u00edder por um lugar de assessoria ou de deputado para resolver a vidinha. N\u00e3o fiz a contabilidade, mas, da leitura do livro, ouso dizer que s\u00e3o proporcionalmente mais do que nos outros partidos e que, sobretudo, s\u00e3o mais violentos os atos de caciquismo, com seguran\u00e7as, tasers, difama\u00e7\u00f5es, amea\u00e7as de agress\u00f5es. O Chega ocupa, na verdade, o lugar cimeiro do mais degradante das vidas partid\u00e1rias.<\/p>\n<p class=\"p2\">Todos os partidos t\u00eam oportunistas. Os que l\u00e1 est\u00e3o porque sim. Lembro-me, ao ir para o Governo em 2015, do amigo de inf\u00e2ncia que me mandava o seu curr\u00edculo dia sim, dia sim, porque se dizia o mais socialista de todos e com o perfil mais adequado para ser meu assessor. N\u00e3o lhe liguei nenhuma depois de ler o tal perfil e, em poucos meses, passou de devoto seguidor de todas as op\u00e7\u00f5es do PS ao atualmente mais cr\u00edtico (porque agora j\u00e1 s\u00e3o outros os que governam). O Chega tem mais. Para al\u00e9m dos desiludidos com os seus partidos de origem ou dos que, legitimamente, alteraram a sua posi\u00e7\u00e3o, o que se compreende, encontramos no Chega, como em mais nenhum partido, os que l\u00e1 est\u00e3o porque ficaram fora das listas aut\u00e1rquicas ou nacionais dos seus partidos, os revanchistas, os ex-tudo ou quase-tudo que viram num partido em crescimento uma oportunidade para se reinstalarem. O Chega diz que \u00e9 o partido que quer combater os \u201ctachos\u201d, mas constituiu-se e cresceu \u00e0 custa dos que n\u00e3o suportaram perd\u00ea-lo.<\/p>\n<p class=\"p2\">Quase todos ou pelo menos alguns dos partidos ter\u00e3o umas sociedades pouco transparentes nas suas funda\u00e7\u00f5es. Ma\u00e7ons e Opus Dei, redes de influ\u00eancias, h\u00e1 por todo o lado, a meu ver infelizmente (sobretudo porque a opacidade \u00e9 inimiga da democracia). Mas o Chega tem mais. Tem ma\u00e7onaria, tem Opus Dei, mas tem tudo o que de mais vil h\u00e1 de movimentos neonazis, alian\u00e7as com organiza\u00e7\u00f5es internacionais de legalidade duvidosa, promotoras da desinforma\u00e7\u00e3o, da manipula\u00e7\u00e3o, com esquemas financeiros opacos e com redes que misturam o mundo empresarial, a pol\u00edtica, a religi\u00e3o e interesses escondidos. O Chega bate todos aos pontos.<\/p>\n<p class=\"p2\">Todos os partidos alimentam, em algum momento, o culto da personalidade e do l\u00edder. Em qualquer congresso todos se levantam para aplaudir a chegada do presidente, do secret\u00e1rio-geral, do coordenador ou do porta-voz, muitos replicam as suas mensagens. Faz parte. Mas o Chega faz melhor. O culto do l\u00edder \u00e9 promovido pelo pr\u00f3prio, alimentado com recursos e torna-se claro que assim \u00e9 porque todo aquele partido \u00e9 apenas um projeto pessoal do seu l\u00edder. Quem n\u00e3o o segue \u00e9 ostracizado, amea\u00e7ado e, preferencialmente, convidado a desaparecer. Porque isto n\u00e3o \u00e9 sobre o pa\u00eds, n\u00e3o \u00e9 sobre as pessoas, \u00e9 sobre si pr\u00f3prio.<\/p>\n<p class=\"p2\">Percebo, pois, quem ler este livro e pensar \u201cos outros tamb\u00e9m.\u201d A chave est\u00e1 em mostrar que, sendo parcialmente verdade, o Chega \u00e9 mais em tudo o que \u00e9 pior. E \u00e9 mesmo. Porque o Miguel Carvalho nos trouxe dados e n\u00e3o opini\u00f5es, ainda que n\u00e3o as esconda e consiga fazer o exerc\u00edcio de os separar.<\/p>\n<p class=\"p2\">Com tudo o que o Chega faz mais e melhor, ficamos conscientes de que o que far\u00e1 mesmo mal \u00e9 decidir e pensar em Portugal. Porque veio para limpar a corrup\u00e7\u00e3o, romper com os v\u00edcios do \u201csistema\u201d, dar voz a toda aos que n\u00e3o se sentiam representados, mas o livro \u201cPor dentro do Chega\u201d mostra que tudo o que o sistema tem de sujo \u00e9 ainda mais podre dentro daquele partido. Chegado ao fim do livro, concluo que o Chega \u00e9 o melhor exemplo de tudo o que o Chega critica. S\u00f3 n\u00e3o consegue olhar para si pr\u00f3prio. Nunca ser\u00e1 bom para os outros, porque simplesmente \u00e9 um reprodutor e amplificador do que funciona mal.<\/p>\n<p class=\"p2\">\u00c9, pois, tempo de denunciar estas contradi\u00e7\u00f5es. Mas, sobretudo, de repensarmos profundamente as op\u00e7\u00f5es de governa\u00e7\u00e3o, todos n\u00f3s que esquecemos, com o triunfo de um neoliberalismo mais ou menos assumido mas sempre selvagem, com uma decis\u00e3o distante do contexto de quem trabalha, que h\u00e1, sobretudo a partir de 2008, uma popula\u00e7\u00e3o esmagada por dificuldades, que deixou de acreditar no valor da democracia porque o peso do dia de hoje apaga a mem\u00f3ria do que j\u00e1 constru\u00edmos em conjunto. \u00c9 preciso estar na rua, ouvir, explicar e resolver problemas, com o tempo e a serenidade que a democracia requer.<\/p>\n<p class=\"p2\">Vai demorar tempo a expor a contradi\u00e7\u00e3o e a falsidade do Chega e a mostrar a todos que podemos ser melhores pessoas coletivamente. O Miguel Carvalho ajuda-nos, com esta sua obra, a trilhar caminho. Em meu nome e dos meus filhos, obrigado, Miguel.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"H\u00e1 algum tempo, numa conversa em que participei no Festival dos Bons Sons, organizada pelo Gerador, em que&hellip;\n","protected":false},"author":2,"featured_media":46095,"comment_status":"","ping_status":"","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[143],"tags":[169,114,115,170,32,33],"class_list":{"0":"post-94838","1":"post","2":"type-post","3":"status-publish","4":"format-standard","5":"has-post-thumbnail","7":"category-livros","8":"tag-books","9":"tag-entertainment","10":"tag-entretenimento","11":"tag-livros","12":"tag-portugal","13":"tag-pt"},"share_on_mastodon":{"url":"","error":""},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/94838","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=94838"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/94838\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media\/46095"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=94838"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=94838"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=94838"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}