{"id":95453,"date":"2025-10-02T07:41:12","date_gmt":"2025-10-02T07:41:12","guid":{"rendered":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/95453\/"},"modified":"2025-10-02T07:41:12","modified_gmt":"2025-10-02T07:41:12","slug":"casos-de-coqueluche-abaixo-dos-cinco-anos-saltam-1-253-em-2024-e-seguem-em-alta","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/95453\/","title":{"rendered":"casos de coqueluche abaixo dos cinco anos saltam 1.253% em 2024 e seguem em alta"},"content":{"rendered":"\n<p class=\" content-text__container theme-color-primary-first-letter\" data-track-category=\"Link no Texto\" data-track-links=\"\"> Um novo levantamento do projeto Observa Inf\u00e2ncia, parceria do Instituto de Comunica\u00e7\u00e3o e Informa\u00e7\u00e3o Cient\u00edfica e Tecnol\u00f3gica em Sa\u00fade da Fiocruz e da Faculdade de Medicina de Petr\u00f3polis (FMP\/Unifase), alerta para o avan\u00e7o da <a class=\"\" href=\"https:\/\/oglobo.globo.com\/tudo-sobre\/assunto\/coqueluche\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">coqueluche<\/a> entre crian\u00e7as pequenas no Brasil. <\/p>\n<p class=\" content-text__container \" data-track-category=\"Link no Texto\" data-track-links=\"\"> Embora preven\u00edveis com a vacina\u00e7\u00e3o, 4.304 casos da doen\u00e7a foram registrados no ano passado em menores de 5 anos, um aumento de 1.253% em rela\u00e7\u00e3o aos 318 de 2023. Uma d\u00e9cada antes, em 2015, foram notificados 4.630 casos, semelhante ao cen\u00e1rio atual. <\/p>\n<p class=\" content-text__container \" data-track-category=\"Link no Texto\" data-track-links=\"\"> No ano passado, as taxas de incid\u00eancia da doen\u00e7a foram mais altas no Paran\u00e1 (443,9 casos a cada 100 mil crian\u00e7as), Distrito Federal (247,1) e Santa Catarina (175,9), superiores \u00e0 taxa m\u00e9dia nacional de 95. <\/p>\n<p class=\" content-text__container \" data-track-category=\"Link no Texto\" data-track-links=\"\"> Em 2025, a coqueluche segue em alta: at\u00e9 agosto, dados preliminares mostram que j\u00e1 foram notificados 1.148 casos, com concentra\u00e7\u00e3o em Minas Gerais (229), S\u00e3o Paulo (217) e Rio Grande do Sul (146). <\/p>\n<p class=\" content-text__container \" data-track-category=\"Link no Texto\" data-track-links=\"\"> \u2014 Est\u00e1vamos observando esse aumento j\u00e1 em 2023, 2024 e parece que vai continuar em 2025. Os n\u00fameros podem at\u00e9 n\u00e3o ser t\u00e3o altos quanto 2024, mas est\u00e3o em um patamar elevado. As coberturas vacinais melhoraram, mas ainda n\u00e3o est\u00e3o batendo a meta em alguns lugares. Temos muitos bols\u00f5es no Brasil ainda de lugares baixas coberturas vacinais, ou seja, muita heterogeneidade na prote\u00e7\u00e3o, o que abre brechas para surtos como temos observado \u2014 avalia Patricia Boccolini, professora da Unifase, coordenadora Observa Inf\u00e2ncia. <\/p>\n<p class=\" content-text__container \" data-track-category=\"Link no Texto\" data-track-links=\"\"> A coqueluche \u00e9 uma infec\u00e7\u00e3o respirat\u00f3ria causada pela bact\u00e9ria Bordetella pertussis. Ela \u00e9 transmitida, principalmente, por meio de got\u00edculas eliminadas pela tosse, por espirro ou mesmo ao falar. Os sintomas demoram, em m\u00e9dia, 5 a 10 dias para aparecer e se manifestam com febre baixa, mal-estar geral, coriza e tosse seca. <\/p>\n<p class=\" content-text__container \" data-track-category=\"Link no Texto\" data-track-links=\"\"> Segundo o Minist\u00e9rio da Sa\u00fade, o quadro gradualmente evolui para crises de tosse mais intensa, que podem inclusive provocar v\u00f4mitos. Nesses momentos, a crian\u00e7a tamb\u00e9m pode ter dificuldade para respirar. A ctosse ostuma persistir por duas a seis semanas, mas pode chegar a at\u00e9 tr\u00eas meses. <\/p>\n<p class=\" content-text__container \" data-track-category=\"Link no Texto\" data-track-links=\"\"> Casos graves de coqueluche podem levar a quadros de infec\u00e7\u00f5es, pneumonia, parada respirat\u00f3ria, convuls\u00f5es ou mesmo morte. De acordo com o levantamento do Observa Inf\u00e2ncia, foram registradas 1.330 hospitaliza\u00e7\u00f5es em 2024, contra 420 em 2023, um aumento de 217%. <\/p>\n<p class=\" content-text__container \" data-track-category=\"Link no Texto\" data-track-links=\"\"> No ano passado, as maiores taxas de hospitaliza\u00e7\u00e3o ocorreram no Amap\u00e1 (158,3 por 100 mil crian\u00e7as), em Santa Catarina (83,5) e no Esp\u00edrito Santo (46,0), contra a m\u00e9dia de 29,4 registrada em 2024 no Brasil. <\/p>\n<p class=\" content-text__container \" data-track-category=\"Link no Texto\" data-track-links=\"\"> 10 anos antes, em 2015, eram 4.762 interna\u00e7\u00f5es anuais por causa da coqueluche, 72% a mais que no ano passado, o que indica uma queda acentuada nos casos graves. Em 2025, os dados preliminares de at\u00e9 agosto mostram que foram notificadas 577 interna\u00e7\u00f5es. <\/p>\n<p class=\" content-text__container \" data-track-category=\"Link no Texto\" data-track-links=\"\"> Em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s mortes, foram 14 v\u00edtimas fatais menores de 4 anos em 2024, contra um ac\u00famulo de apenas 10 casos entre 2019 e 2023. <\/p>\n<p class=\" content-text__container \" data-track-category=\"Link no Texto\" data-track-links=\"\"> A vacina\u00e7\u00e3o \u00e9 a principal maneira de se proteger da coqueluche. Ao nascer, a pentavalente previne a doen\u00e7a, assim como difteria, t\u00e9tano, hepatite B e Haemophilus influenzae B. No Programa Nacional de Imuniza\u00e7\u00f5es (PNI), est\u00e1 dispon\u00edvel o esquema composto de tr\u00eas doses, indicadas aos dois, quatro e seis meses de idade. <\/p>\n<p class=\" content-text__container \" data-track-category=\"Link no Texto\" data-track-links=\"\"> J\u00e1 a partir de um ano, s\u00e3o indicados dois refor\u00e7os com a vacina tr\u00edplice bacteriana infantil (DTP). O primeiro deve ser administrado aos 15 meses de vida, e o segundo aos 4 anos de idade. <\/p>\n<p class=\" content-text__container \" data-track-category=\"Link no Texto\" data-track-links=\"\"> Segundo o Observa Inf\u00e2ncia, a cobertura com a DTP aumentou em 2024, de 87,6%, no ano anterior, para 90,2%. Ainda assim, n\u00e3o alcan\u00e7ou a meta nacional de 95%. A \u00faltima vez que a dose atingiu esse percentual foi em 2015, h\u00e1 mais de 10 anos. <\/p>\n<p class=\" content-text__container \" data-track-category=\"Link no Texto\" data-track-links=\"\"> Para os pesquisadores, o cen\u00e1rio mostra que, embora haja uma recupera\u00e7\u00e3o, permanece uma margem de vulnerabilidade alta capaz de favorecer a circula\u00e7\u00e3o da doen\u00e7a, especialmente entre os mais novos. <\/p>\n<p class=\" content-text__container \" data-track-category=\"Link no Texto\" data-track-links=\"\"> \u2014 Olhando para o mundo, tamb\u00e9m temos observado aumentos e acreditamos que isso pode estar relacionado a lacunas geradas pela pandemia. Tivemos um impacto forte nas coberturas. Tivemos dois, tr\u00eas anos com coberturas muito baixas, ent\u00e3o houve um ac\u00famulo de suscet\u00edveis, ou seja, de crian\u00e7as que deveriam ter sido vacinadas e n\u00e3o foram, ou foram tardiamente \u2014 diz Patr\u00edcia. <\/p>\n<p class=\" content-text__container \" data-track-category=\"Link no Texto\" data-track-links=\"\"> Para a coordenadora do Observa Inf\u00e2ncia, \u00e9 importante fortalecer as campanhas de vacina\u00e7\u00e3o e fazer busca ativa e repescagem dos n\u00e3o vacinados, especialmente no segundo ano de vida e pr\u00e9-escolar, que \u00e9 a \u00e9poca dos refor\u00e7os. Ela explica que essas medidas s\u00e3o ainda mais necess\u00e1rias nos territ\u00f3rios de maior risco, em que h\u00e1 maior n\u00famero de suscet\u00edveis. <\/p>\n<p class=\" content-text__container \" data-track-category=\"Link no Texto\" data-track-links=\"\"> \u2014 Muitas vezes quando olhamos para os n\u00fameros nacionais, estaduais, n\u00e3o vemos o que est\u00e1 acontecendo no micro, nos mais de 5 mil munic\u00edpios que temos no Brasil \u2014 diz. <\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Um novo levantamento do projeto Observa Inf\u00e2ncia, parceria do Instituto de Comunica\u00e7\u00e3o e Informa\u00e7\u00e3o Cient\u00edfica e Tecnol\u00f3gica em&hellip;\n","protected":false},"author":2,"featured_media":95454,"comment_status":"","ping_status":"","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[86],"tags":[23632,319,116,32,33,117],"class_list":{"0":"post-95453","1":"post","2":"type-post","3":"status-publish","4":"format-standard","5":"has-post-thumbnail","7":"category-saude","8":"tag-coqueluche","9":"tag-hard-news","10":"tag-health","11":"tag-portugal","12":"tag-pt","13":"tag-saude"},"share_on_mastodon":{"url":"","error":""},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/95453","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=95453"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/95453\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media\/95454"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=95453"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=95453"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=95453"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}