{"id":95552,"date":"2025-10-02T09:21:11","date_gmt":"2025-10-02T09:21:11","guid":{"rendered":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/95552\/"},"modified":"2025-10-02T09:21:11","modified_gmt":"2025-10-02T09:21:11","slug":"renovar-a-presenca-de-vasco-graca-moura-semanario-da-diocese-do-porto","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/95552\/","title":{"rendered":"Renovar a presen\u00e7a de Vasco Gra\u00e7a Moura \u2013 Seman\u00e1rio da Diocese do Porto"},"content":{"rendered":"<p><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-content\/uploads\/2025\/10\/Opinia\u0303o_MCF-678x381.png\" alt=\"\" title=\"Opinia\u0303o_MCF\"\/><\/p>\n<p><strong>Por M. Correia Fernandes<\/strong><\/p>\n<p>Um edi\u00e7\u00e3o da Casa dos Livros (da Faculdade de Letras da Universidade do Porto), em colabora\u00e7\u00e3o coma a editora Modo de Ler, acaba de publicar um pequeno livro que recupera escritos de Vasco Gra\u00e7a Moura (1942-2014), que foi poeta, tradutor, cr\u00edtico e ensa\u00edsta, Doutor Honoris Causa pela Universidade do Porto (2014) e que legou o seu vasto esp\u00f3lio liter\u00e1rio \u00e0 Faculdade de Letras da Universidade do Porto. Entre os m\u00faltiplos cargos que desempenhou salientam-se a Administra\u00e7\u00e3o da Imprensa Nacional Casa da Moeda, a Funda\u00e7\u00e3o Calouste Gulbenkian e a Comiss\u00e3o Nacional da Unesco.<\/p>\n<p>Certamente a partir dos textos ainda n\u00e3o publicados existentes no seu esp\u00f3lio, foi poss\u00edvel reunir este pequeno livro (90 p\u00e1ginas), publicado com o t\u00edtulo <strong>a espessura do dia: novos poemas in\u00e9ditos e novas tradu\u00e7\u00f5es de Vasco Gra\u00e7a Moura.<\/strong><\/p>\n<p>O volume \u00e9 apresentado com uma \u201cRecorda\u00e7\u00e3o de Vasco Gra\u00e7a Moura\u201d, assinada por Lu\u00eds Valente de Oliveira (dezembro de 2024), de uma recorda\u00e7\u00e3o de seu amigo Jos\u00e9 da Cruz Santos (editor da Modo de Ler), que recorda a sua partida, em que afirma o di\u00e1logo \u201cno sil\u00eancio de uma saudade\u201d e um \u201cintroito\u201d de M\u00e1rio Jorge Barroca (janeiro de 2025), que recorda a origem dos textos agora publicados e a inten\u00e7\u00e3o de \u201cpromover a reflex\u00e3o em torno do legado de Vasco Gra\u00e7a Moura e de dar a conhecer a sua obra\u201d, inten\u00e7\u00e3o da sua doa\u00e7\u00e3o \u00e0 Casa dos Livros, da Faculdade de Letras da Universidade do Porto.<\/p>\n<p>O conte\u00fado do livro inclui \u201cPoemas in\u00e9ditos\u201d (Pensar que maio passa, Nove sonetos \u2013 dois deles transcritos a partir da pr\u00f3pria escrita da pena do autor-, um poema em franc\u00eas) e Novas tradu\u00e7\u00f5es de Vasco Gra\u00e7a Moura, que inclui Poemas de Elizabeth Jennings (nove poemas publicados em v\u00e1rios jornais, em tradu\u00e7\u00e3o de 1974), e duas tradu\u00e7\u00f5es de poemas de T.S. Elliot: \u201cCan\u00e7\u00e3o de amor de J. Alfred Prufrock\u201d e O \u201cPervigilium de Prufrock\u201d, com notas sobre a sua constru\u00e7\u00e3o po\u00e9tica.<\/p>\n<p>Este pequeno livro apresenta m\u00faltiplos motivos de leitura produtiva, como pode lembrar o t\u00edtulo do primeiro soneto apresentado: \u201cvou fazer um exerc\u00edcio de escrita semi-autom\u00e1tica\u201d (prefigurando certamente as pr\u00e1ticas quotidianas dos dias de hoje), ou \u201cs\u00f3, a pensar em si, ouvindo a flauta m\u00e1gica\/sem nada pra dizer, falando por falar\u201d.<\/p>\n<p>Lembra-se que Elisabeth Jennings (1926\u20132001), poeta e cronista inglesa, que manifestava avesso ao formalismo e de debru\u00e7ava sobre o universo interior do poeta, autora de uma poesia propondo a simplicidade de vida, onde se afirmam temas como ao amor, a natureza a f\u00e9, a morte, a amizade, como se pode sentir no poema \u201cFui ao lugar do nosso encontro, o jardim bem cuidado, o lembrar-me do teu nome\u201d. De T. S. Eliot (1888-1965), expoente do modernismo liter\u00e1rio, traduz e comenta um poema em que recorda Miguel \u00c2ngelo e o epis\u00f3dio b\u00edblico de Jo\u00e3o Batista e Salom\u00e9, ou a quest\u00e3o \u201cainda haver\u00e1 tempo de perturbar o universo?\u201d.<\/p>\n<p>No dizer de L. Valente de Oliveira, \u201cO Vasco\u00a0 produzia continuamente. N\u00e3o admira, por isso, que se v\u00e3o encontrando \u201cnovos poemas in\u00e9ditos e novas tradu\u00e7\u00f5es\u201d, e recorda uma das suas obras, prop\u00edcia para os dias comemorativos que vivemos: \u201cCam\u00f5es e a Divina Propor\u00e7\u00e3o\u201d em que recorda as dimens\u00f5es hist\u00f3ricas e de pensamento da obra de Cam\u00f5es.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignleft wp-image-30930\" src=\"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-content\/uploads\/2025\/10\/p8-Renovar-a-presenca-de-Vasco-Graca-Moura-214x300.jpg\" alt=\"\" width=\"801\" height=\"1123\"\/><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Por M. 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