{"id":95678,"date":"2025-10-02T11:46:32","date_gmt":"2025-10-02T11:46:32","guid":{"rendered":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/95678\/"},"modified":"2025-10-02T11:46:32","modified_gmt":"2025-10-02T11:46:32","slug":"anf-defende-subida-do-preco-para-medicamentos-mais-baratos-para-nao-faltarem-entrevista","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/95678\/","title":{"rendered":"ANF defende subida do pre\u00e7o para medicamentos mais baratos para n\u00e3o faltarem | Entrevista"},"content":{"rendered":"<p>Ema Paulino, presidente da Associa\u00e7\u00e3o Nacional de Farm\u00e1cias (ANF) insiste que os farmac\u00eauticos podem tratar infec\u00e7\u00f5es ligeiras e que, no Reino Unido, isso permitiu baixar o uso de antibi\u00f3ticos. Est\u00e1 expectante com o que a DGS vai revelar em mat\u00e9ria de altera\u00e7\u00f5es ao <a href=\"https:\/\/www.publico.pt\/2025\/03\/17\/sociedade\/noticia\/dgs-altera-estrategia-vacinacao-meningite-investimento-2-milhoes-2126345\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">Programa Nacional de Vacina\u00e7\u00e3o<\/a> e reconhece que o programa de dispensa de medicamentos hospitalares nas farm\u00e1cias est\u00e1 muito aqu\u00e9m do previsto.<\/p>\n<p><strong>A campanha de vacina\u00e7\u00e3o sazonal contra a gripe e a covid-19 come\u00e7ou h\u00e1 cerca de uma semana. Como \u00e9 que est\u00e1 a decorrer? As farm\u00e1cias disp\u00f5em, nesta altura, de todas as vacinas necess\u00e1rias?<\/strong><br \/>Sim, de facto, este ano n\u00e3o existem constrangimentos no acesso \u00e0s vacinas. As vacinas j\u00e1 se encontram praticamente todas em Portugal para a campanha de vacina\u00e7\u00e3o na sua totalidade.<\/p>\n<p><strong>E j\u00e1 foram administradas at\u00e9 agora cerca de 100 mil vacinas contra a gripe e aproximadamente 58 mil contra a covid-19. \u00c9 o mesmo que no ano passado? Tem havido maior ades\u00e3o?<\/strong><br \/>Temos verificado uma menor ades\u00e3o nesta fase inicial, o que, de certa forma, era expect\u00e1vel devido \u00e0s temperaturas muito elevadas que se fazem sentir. Por\u00e9m, dado o hist\u00f3rico de boa cobertura vacinal em Portugal, estamos convictos de que, mais uma vez, os cidad\u00e3os reconhecer\u00e3o o valor destas vacinas, numa perspectiva de preven\u00e7\u00e3o de complica\u00e7\u00f5es e de doen\u00e7a grave, e aderir\u00e3o \u00e0 campanha vacinal como fizeram nas duas \u00faltimas campanhas.<\/p>\n<p><strong>E nota-se ainda grande hesita\u00e7\u00e3o em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 vacina contra a covid-19 ou isso j\u00e1 n\u00e3o acontece este ano?<\/strong><br \/>A ades\u00e3o \u00e0 <a href=\"https:\/\/www.publico.pt\/2025\/08\/14\/sociedade\/noticia\/governo-mantem-verba-76-milhoes-vacinacao-gripe-covid19-farmacias-2143962\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">vacina\u00e7\u00e3o contra a covid-19<\/a> tamb\u00e9m \u00e9 menor. Esta hesita\u00e7\u00e3o est\u00e1 muito associada, por um lado, a uma percep\u00e7\u00e3o de satura\u00e7\u00e3o das pessoas relativamente \u00e0 toma da vacina e, por outro, \u00e0 percep\u00e7\u00e3o de menor gravidade da doen\u00e7a, bem como \u00e0 menor visibilidade da morbilidade e da mortalidade que ainda persistem. Mas \u00e9 importante fazer a vacina para refor\u00e7ar os anticorpos que, entretanto, foram sendo perdidos ao longo do tempo e que nos protegem contra as formas mais graves da doen\u00e7a.<\/p>\n<p><strong>O Programa Nacional de Vacina\u00e7\u00e3o est\u00e1 prestes a comemorar 60 anos. A DGS fez saber que tenciona proceder a uma grande reformula\u00e7\u00e3o do Programa de Vacina\u00e7\u00e3o para Adultos. As farm\u00e1cias foram ouvidas? Em que consistir\u00e1 essa reformula\u00e7\u00e3o?<\/strong><br \/>Estamos expectantes quanto ao que ser\u00e1 anunciado, certamente esta sexta-feira, mas parece-nos que iremos avan\u00e7ar para um refor\u00e7o do tipo de vacinas que poder\u00e3o ser integradas no Programa Nacional de Vacina\u00e7\u00e3o. J\u00e1 existe um plano de vacina\u00e7\u00e3o para adultos contra o t\u00e9tano e a difteria. Para pessoas com doen\u00e7as cr\u00f3nicas faria todo o sentido proteg\u00ea-las contra doen\u00e7as como, por exemplo, a pneumonia ou a <a href=\"https:\/\/www.publico.pt\/2025\/02\/09\/sociedade\/noticia\/venda-vacina-zona-duplica-dgs-estuda-eventual-comparticipacao-2121654\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">zona<\/a>.<\/p>\n<p><strong>As farm\u00e1cias deveriam depois poder administrar essas vacinas?<\/strong><br \/>Neste momento, as farm\u00e1cias podem administrar todas as vacinas que n\u00e3o integram o Plano Nacional de Vacina\u00e7\u00e3o. Se se entender que essas vacinas passem a integrar o Plano Nacional, n\u00e3o faz sentido retirar \u00e0 popula\u00e7\u00e3o a possibilidade de continuar a ter acesso a elas nas farm\u00e1cias.<\/p>\n<p><strong>As farm\u00e1cias n\u00e3o podem, contudo, administrar a vacina da gripe a maiores de 85 anos. Acha que isso deveria mudar?<\/strong><br \/>Sim, sem d\u00favida.<\/p>\n<p><strong>Em que ponto est\u00e3o as negocia\u00e7\u00f5es entre a Associa\u00e7\u00e3o Nacional de Farm\u00e1cias e o Governo para que as farm\u00e1cias possam prestar outros servi\u00e7os, nomeadamente no acompanhamento de doentes cr\u00f3nicos?<\/strong><br \/>Temos reiterado a disponibilidade das farm\u00e1cias para refor\u00e7ar a sua proposta de valor em v\u00e1rias fases da vida das pessoas. Todos os dias entram nas farm\u00e1cias portuguesas cerca de 580 mil pessoas. Cada vez que uma pessoa com doen\u00e7a cr\u00f3nica vai \u00e0 farm\u00e1cia, \u00e9 uma oportunidade para avaliarmos se est\u00e1 controlada em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 doen\u00e7a e, por essa via, ajudarmos a promover esse controlo, identificando casos em que a terap\u00eautica n\u00e3o est\u00e1 a ser efectiva e encaminhando mais atempadamente para outro n\u00edvel de cuidados, seja o centro de sa\u00fade, seja o hospital.<\/p>\n<p><strong>Mas existem formas de comunicar essa informa\u00e7\u00e3o aos m\u00e9dicos?<\/strong><br \/>Neste momento, n\u00e3o. Dispomos de um canal de comunica\u00e7\u00e3o aberto atrav\u00e9s da<a href=\"https:\/\/www.publico.pt\/2022\/10\/27\/sociedade\/noticia\/farmacias-vao-renovacao-automatica-medicacao-cronica-prescrita-sns-2025663\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\"> renova\u00e7\u00e3o da terap\u00eautica<\/a>, no qual conseguimos enviar algumas notas aos m\u00e9dicos, mas \u00e9 um canal ainda em desenvolvimento. Fazemos, contudo, parte do grupo de trabalho que est\u00e1 a preparar o <a href=\"https:\/\/www.publico.pt\/2024\/06\/03\/sociedade\/noticia\/registo-electronico-longe-visao-desejada-conselho-nacional-saude-2092762\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">registo de sa\u00fade electr\u00f3nico \u00fanico do cidad\u00e3o<\/a>.<\/p>\n<p><strong>Os m\u00e9dicos n\u00e3o receberam bem a proposta de que as farm\u00e1cias possam prescrever alguns medicamentos para patologias ligeiras. O caso das infec\u00e7\u00f5es urin\u00e1rias foi o mais discutido e gerou pol\u00e9mica, com cr\u00edticas da Ordem dos M\u00e9dicos.<\/strong><br \/>H\u00e1 que ter cuidado com a terminologia. Os farmac\u00eauticos n\u00e3o pretendem diagnosticar nem prescrever \u2013 s\u00e3o actos m\u00e9dicos, que respeitamos, e cada profissional de sa\u00fade tem as suas compet\u00eancias. Mas a verdade \u00e9 que j\u00e1 existem<a href=\"https:\/\/www.publico.pt\/2025\/02\/25\/sociedade\/noticia\/governo-vai-avaliar-possibilidade-farmacias-tratarem-infeccoes-saude-ligeiras-2123844\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\"> situa\u00e7\u00f5es cl\u00ednicas ligeiras<\/a> nas quais o farmac\u00eautico avalia e dispensa determinados medicamentos. Noutros pa\u00edses \u2013 e n\u00e3o estamos a inventar a roda \u2013 existe a possibilidade de o farmac\u00eautico alargar essa avalia\u00e7\u00e3o a mais situa\u00e7\u00f5es cl\u00ednicas, aplicando testes r\u00e1pidos que podem ser realizados nas farm\u00e1cias e, mediante os resultados, dispensar a medica\u00e7\u00e3o, evitando uma ida desnecess\u00e1ria ao m\u00e9dico. Temos, em m\u00e9dia, 4,1 farmac\u00eauticos por farm\u00e1cia, equipas altamente qualificadas e dispon\u00edveis para realizar essa avalia\u00e7\u00e3o e comunicar, naturalmente, com o m\u00e9dico, referenciando sempre que seja necess\u00e1ria uma avalia\u00e7\u00e3o cl\u00ednica.<\/p>\n<p>        &#13;<\/p>\n<blockquote><p>&#13;<\/p>\n<p> Quando n\u00e3o temos esses medicamentos mais baratos, a substitui\u00e7\u00e3o vai ser automaticamente por medicamentos mais caros<\/p>\n<p>&#13;<br \/>\n                &#13;<br \/>\n                &#13;\n            <\/p><\/blockquote>\n<p>&#13;<br \/>\n&#13;<br \/>\n            &#13;<\/p>\n<p><strong>E concretamente, de que testes se trata?<\/strong><br \/>Por exemplo, nas infec\u00e7\u00f5es urin\u00e1rias ligeiras existem testes que podem ser feitos \u00e0 urina e que indicam se se trata de uma infec\u00e7\u00e3o bacteriana. No caso das infec\u00e7\u00f5es respirat\u00f3rias, tamb\u00e9m h\u00e1 testes r\u00e1pidos que podem ser realizados na garganta, indicando se se trata de uma situa\u00e7\u00e3o viral ou bacteriana. No Reino Unido, onde os farmac\u00eauticos realizam esta avalia\u00e7\u00e3o, observa-se uma redu\u00e7\u00e3o da dispensa de antibi\u00f3ticos, porque s\u00f3 s\u00e3o prescritos quando o teste \u00e9 positivo.<\/p>\n<p><strong>O programa do Governo prev\u00ea o desenvolvimento de programas de promo\u00e7\u00e3o da sa\u00fade, preven\u00e7\u00e3o da doen\u00e7a e literacia terap\u00eautica. H\u00e1 desenvolvimentos nesse sentido?<\/strong><br \/>Sempre particip\u00e1mos em campanhas quando desafiados pelo Minist\u00e9rio da Sa\u00fade. Estamos agora em estreita colabora\u00e7\u00e3o com a Direc\u00e7\u00e3o-Geral da Sa\u00fade para participar na campanha de sensibiliza\u00e7\u00e3o da popula\u00e7\u00e3o eleg\u00edvel para se vacinar. Relativamente a outros servi\u00e7os, como a possibilidade de as farm\u00e1cias realizarem <a href=\"https:\/\/www.publico.pt\/2019\/04\/13\/sociedade\/noticia\/farmacias-cascais-realizaram-650-testes-rapidos-vihsida-hepatites-seis-meses-1869176\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">testes de despistagem<\/a> do VIH e das hepatites, \u00e9 algo que temos vindo a discutir com o Governo e esperamos integrar na rede de servi\u00e7os. H\u00e1 j\u00e1 um projecto-piloto em Cascais, que mostrou que a popula\u00e7\u00e3o que recorre \u00e0s farm\u00e1cias \u00e9 diferente da que procura outras institui\u00e7\u00f5es: h\u00e1 uma percentagem mais elevada de migrantes e de pessoas que se testam pela primeira vez, porque n\u00e3o s\u00e3o utilizadores ass\u00edduos dos servi\u00e7os de sa\u00fade.<\/p>\n<p><strong>Um dos programas muito desejados pelos doentes \u00e9 a dispensa de medicamentos hospitalares em proximidade, que tem vindo a ser alargado. Quantas farm\u00e1cias est\u00e3o abrangidas neste momento?<\/strong><br \/>Na realidade, existem mais de 2600 farm\u00e1cias com capacidade para realizar estas dispensas. E, no sistema entretanto legislado, <a href=\"https:\/\/www.publico.pt\/2024\/12\/30\/sociedade\/noticia\/cerca-1800-farmacias-aderiram-dispensa-medicamentos-hospitalares-proximidade-2117216\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">h\u00e1 aproximadamente 150 farm\u00e1cias envolvidas<\/a>, estando ainda a ser finalizados os desenvolvimentos inform\u00e1ticos que permitir\u00e3o uma total integra\u00e7\u00e3o e acompanhamento da pessoa que recebe a sua medica\u00e7\u00e3o em proximidade. Este processo est\u00e1 mais avan\u00e7ado na ULS de S\u00e3o Jo\u00e3o.<\/p>\n<p><strong>Por que raz\u00e3o n\u00e3o est\u00e1 a avan\u00e7ar como previsto nos restantes locais?<\/strong><br \/>Por causa de desenvolvimentos tecnol\u00f3gicos ainda em fase de conclus\u00e3o. Espera-se que, at\u00e9 ao final deste ano, estes sistemas inform\u00e1ticos estejam finalizados e que se possa caminhar para o n\u00famero de utentes que poder\u00e3o beneficiar desta medida, estimado em cerca de 150 mil.<\/p>\n<p><strong>E neste momento, quantos s\u00e3o?<\/strong><br \/>Actualmente, cerca de 250 pessoas est\u00e3o abrangidas, portanto, ainda muito aqu\u00e9m do n\u00famero previsto de benefici\u00e1rios.<\/p>\n<p><strong>Recorrentemente, fala-se da falta de medicamentos nas farm\u00e1cias. No ano passado, mais de metade notificou a aus\u00eancia de algum f\u00e1rmaco. Este problema mant\u00e9m-se? Agravou-se?<\/strong><br \/>Existe uma escassez de medicamentos a n\u00edvel internacional, que afecta sobretudo pa\u00edses com caracter\u00edsticas como as de Portugal \u2013 de menor dimens\u00e3o e com pre\u00e7os mais baixos. Contudo, tem havido alguma estabiliza\u00e7\u00e3o quanto aos medicamentos em falta. Foram implementadas medidas positivas, como a possibilidade de as farm\u00e1cias substitu\u00edrem uma determinada dosagem em falta por outra dispon\u00edvel, mantendo a comparticipa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>\u00c9 muito importante mantermos uma traject\u00f3ria de adequa\u00e7\u00e3o de pre\u00e7os, principalmente os mais baixos, para podermos garantir a sua viabilidade no mercado nacional. Nos \u00faltimos tr\u00eas anos, foi poss\u00edvel fazer aumentos modestos no pre\u00e7o dos medicamentos mais baratos e parece-nos ajuizado voltar a faz\u00ea-lo em 2026. Quando n\u00e3o temos esses medicamentos mais baratos, a substitui\u00e7\u00e3o vai ser automaticamente por medicamentos mais caros. N\u00e3o representa um encargo significativo nem para as pessoas nem para o SNS, mas pode resolver problemas e pode at\u00e9 representar poupan\u00e7as a esse n\u00edvel.<\/p>\n<p><strong>A falta de medicamentos para a diabetes, tamb\u00e9m usados na obesidade, continua a verificar-se?<\/strong><br \/>Sim. Houve legisla\u00e7\u00e3o que restringiu a prescri\u00e7\u00e3o a determinadas especialidades m\u00e9dicas, para garantir que as embalagens que chegam ao pa\u00eds s\u00e3o dirigidas sobretudo \u00e0s <a href=\"https:\/\/www.publico.pt\/2024\/07\/04\/sociedade\/noticia\/infarmed-faz-recomendacoes-gerir-escassez-medicamentos-diabetes-2096339\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">pessoas com diabetes<\/a>, que mais beneficiam destas terap\u00eauticas. No entanto, consideramos que ser\u00e3o necess\u00e1rias medidas adicionais, nomeadamente para assegurar uma distribui\u00e7\u00e3o equitativa por todas as farm\u00e1cias do territ\u00f3rio. Estamos a trabalhar de perto com o Infarmed e com outros intervenientes do circuito do medicamento para garantir que isso acontece.<\/p>\n<p><strong>De que forma?<\/strong><br \/>Propusemos uma ferramenta inform\u00e1tica que valide que a prescri\u00e7\u00e3o m\u00e9dica corresponde a um doente eleg\u00edvel para comparticipa\u00e7\u00e3o e que necessita efectivamente do medicamento nesse momento \u2013 ou seja, que n\u00e3o se trata de algu\u00e9m que j\u00e1 o tenha adquirido noutra farm\u00e1cia. Assim, o medicamento seria automaticamente dirigido para a pessoa no momento certo da dispensa.<\/p>\n<p><strong>Os gastos com medicamentos representam uma fatia muito importante da despesa do SNS. Tendo em conta a evolu\u00e7\u00e3o dos pre\u00e7os, o que podemos perspectivar quanto \u00e0 sustentabilidade do sistema?<\/strong><br \/>Sabemos hoje que os medicamentos dispensados em farm\u00e1cia representam, no total da despesa p\u00fablica, menos 2,2 pontos percentuais do que representavam em 2014. H\u00e1, de facto, um aumento da despesa em medicamentos e dispositivos m\u00e9dicos dispensados em farm\u00e1cia, mas sobretudo motivado pelo aumento do n\u00famero de embalagens dispensadas. Na verdade, o SNS nunca realizou tantas consultas nem tantas cirurgias como actualmente.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Ema Paulino, presidente da Associa\u00e7\u00e3o Nacional de Farm\u00e1cias (ANF) insiste que os farmac\u00eauticos podem tratar infec\u00e7\u00f5es ligeiras e&hellip;\n","protected":false},"author":2,"featured_media":95679,"comment_status":"","ping_status":"","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[10],"tags":[27,28,2641,23652,15,16,14,18312,25,26,21,22,3083,12,13,19,20,32,23,24,33,117,850,58,951,17,18,29,30,31],"class_list":{"0":"post-95678","1":"post","2":"type-post","3":"status-publish","4":"format-standard","5":"has-post-thumbnail","7":"category-portugal","8":"tag-breaking-news","9":"tag-breakingnews","10":"tag-covid-19","11":"tag-farmacias","12":"tag-featured-news","13":"tag-featurednews","14":"tag-headlines","15":"tag-hora-da-verdade","16":"tag-latest-news","17":"tag-latestnews","18":"tag-main-news","19":"tag-mainnews","20":"tag-medicamentos","21":"tag-news","22":"tag-noticias","23":"tag-noticias-principais","24":"tag-noticiasprincipais","25":"tag-portugal","26":"tag-principais-noticias","27":"tag-principaisnoticias","28":"tag-pt","29":"tag-saude","30":"tag-servico-nacional-de-saude","31":"tag-sociedade","32":"tag-testes","33":"tag-top-stories","34":"tag-topstories","35":"tag-ultimas","36":"tag-ultimas-noticias","37":"tag-ultimasnoticias"},"share_on_mastodon":{"url":"","error":""},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/95678","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=95678"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/95678\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media\/95679"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=95678"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=95678"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=95678"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}