{"id":95945,"date":"2025-10-02T15:59:38","date_gmt":"2025-10-02T15:59:38","guid":{"rendered":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/95945\/"},"modified":"2025-10-02T15:59:38","modified_gmt":"2025-10-02T15:59:38","slug":"o-que-se-sabe-da-proposta-de-100-mil-euros-do-aeiou-para-comprar-a-visao-eco","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/95945\/","title":{"rendered":"O que se sabe da proposta de 100 mil euros do Aeiou para comprar a Vis\u00e3o \u2013 ECO"},"content":{"rendered":"<p><strong>O Aeiou apresentou uma proposta de 100 mil euros para a compra da revista Vis\u00e3o<\/strong>. A proposta foi dada a conhecer no final da assembleia de credores que se realizou esta quarta-feira, mas n\u00e3o chegou a ser apreciada, tendo em conta que a Seguran\u00e7a Social e as Finan\u00e7as, principais credores da Trust in News (TiN), dona da Vis\u00e3o mas tamb\u00e9m de outras publica\u00e7\u00f5es como Exame ou Jornal de Letras, exigiram que seja feita uma avalia\u00e7\u00e3o pr\u00e9via antes da venda dos t\u00edtulos.<\/p>\n<p>A proposta foi feita perante a \u201cinforma\u00e7\u00e3o de que existe o risco de a Vis\u00e3o encerrar e o t\u00edtulo se perder\u201d, come\u00e7a por enquadrar <strong>Armando Batista, acionista maiorit\u00e1rio da empresa Aeiou Ad Networks, que acredita no entanto que \u201cv\u00e3o aparecer propostas melhores\u201d.<\/strong><\/p>\n<p>\u201c<strong>O objetivo foi sinalizar. N\u00e3o em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 revista em papel, mas pelo menos o ativo digital, que estar\u00edamos em condi\u00e7\u00f5es de o manter a funcionar. Era s\u00f3 para assegurar que o t\u00edtulo se n\u00e3o perde. A nossa proposta \u00e9 quase simb\u00f3lica e vai aparecer uma proposta melhor que a nossa, acredito que h\u00e1 players no mercado para isso<\/strong>\u201c, diz ao +M.<\/p>\n<p>\u201cEste t\u00edtulo desaparecer seria tr\u00e1gico e n\u00e3o nos agradaria que isso viesse a acontecer, sem darmos um sinal que estar\u00edamos em condi\u00e7\u00f5es de assegurar a continuidade como marca digital. Mas<strong> espero que apare\u00e7a algu\u00e9m que mantenha n\u00e3o s\u00f3 o digital mas tamb\u00e9m o papel<\/strong>\u201c, acrescenta.<\/p>\n<p>A proposta de compra, que envolve o investimento de 100 mil euros, seria assim apenas sobre a marca e o dom\u00ednio digital, ou seja, acabando a edi\u00e7\u00e3o em papel. Para a concretizar o Aeiou conta com \u201c<strong>um conjunto de investidores [a t\u00edtulo individual] que, na necessidade de avan\u00e7ar para o neg\u00f3cio, estariam em condi\u00e7\u00f5es de nos ajudar nessa opera\u00e7\u00e3o<\/strong>\u201c, diz Armando Batista.<\/p>\n<p>Em caso de concretiza\u00e7\u00e3o da compra, teria de ser feito um refor\u00e7o de pessoal para dar continua\u00e7\u00e3o \u00e0 publica\u00e7\u00e3o online, uma vez que a atual equipa do Aeiou \u00e9 \u201cmuito pequena\u201d. \u201c<strong>Mas n\u00e3o com a atual equipa da Vis\u00e3o, que \u00e9 muito numerosa e que est\u00e1 tamb\u00e9m a assegurar a revista. Ter\u00edamos de identificar o n\u00famero de pessoas vi\u00e1vel a dar continuidade<\/strong>\u201c, adianta o respons\u00e1vel.<\/p>\n<p>No entanto, Armando Batista n\u00e3o esconde que gostaria de ficar com o t\u00edtulo at\u00e9 pela liga\u00e7\u00e3o afetiva que o Aeio tem com o grupo Impresa, do qual chegou a fazer parte. \u00c9 que o Aeiou, lan\u00e7ado em 1996 pela empresa Caleida Comunica\u00e7\u00e3o Global Lda, de Armando Batista, foi adquirido (50,1%) em 2006 pelo grupo Impresa.<\/p>\n<p>A ideia era que o Aeiou funcionasse como agregador dos conte\u00fados e assumisse o papel de portal dos diferentes meios de comunica\u00e7\u00e3o do grupo dono de t\u00edtulos como SIC e Expresso. A aquisi\u00e7\u00e3o por parte da Impresa implicou, na altura, um investimento de 1,25 milh\u00f5es de euros, tendo o grupo chegado a refor\u00e7ar a sua participa\u00e7\u00e3o na empresa, passando a controlar cerca de 65%. No entanto, em 2012 e atrav\u00e9s de um MBO (management buy out), uma equipa liderada pelo fundador Armando Batista, voltou a readquirir o portal.<\/p>\n<p>O portal ainda existe, contando com um site ativo com not\u00edcias e v\u00eddeos. Posiciona-se como \u201cum meio de informa\u00e7\u00e3o independente distribu\u00eddo em tempo real em formato eletr\u00f3nico\u201d, de \u201c\u00e2mbito generalista, com foco especial em temas de atualidade, economia, mundo, ci\u00eancia e sociedade, dando aten\u00e7\u00e3o especial a t\u00f3picos variados \u2014 que v\u00e3o do ambiente ao consumo, da paleontologia \u00e0 intelig\u00eancia artificial, dos direitos humanos \u00e0s novas tend\u00eancias sociais\u201d.<\/p>\n<p>&#13;<br \/>\n\t\t\t\t&#13;<br \/>\n\t\t\t\t\t<a href=\"https:\/\/eco.sapo.pt\/2025\/09\/21\/trabalhadores-da-visao-propoem-a-venda-separada-do-titulo\/\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">&#13;<\/p>\n<p class=\"info-card__intro\">Trabalhadores da Vis\u00e3o prop\u00f5em a venda separada do t\u00edtulo<\/p>\n<p>\t\t\t\t\t\t&#13;<br \/>\n\t\t\t\t\t<\/a>&#13;<br \/>\n\t\t\t\t&#13;<br \/>\n\t\t\t&#13;<br \/>\n&#13;<\/p>\n<p>Al\u00e9m da proposta da Aeiou, <strong>tamb\u00e9m o grupo de jornalistas que continua a assegurar a produ\u00e7\u00e3o da revista avan\u00e7ou com uma proposta para a compra da revista<\/strong>. Esta aquisi\u00e7\u00e3o \u201cvisa assegurar a continuidade da atividade editorial daquela publica\u00e7\u00e3o semanal, que consegue manter uma tiragem m\u00e9dia de cerca de 15 mil exemplares, salvaguardando ainda postos de trabalho e garantindo a valoriza\u00e7\u00e3o deste ativo (e pagamento do respetivo pre\u00e7o) em benef\u00edcio da massa insolvente\u201d, l\u00ea-se no requerimento enviado ao tribunal.<\/p>\n<p>Segundo um estudo de viabilidade \u201csolicitado pelos proponentes, a revista Vis\u00e3o, separada do restante patrim\u00f3nio que comp\u00f5e a massa insolvente, poder\u00e1 ter viabilidade econ\u00f3mica\u201d, aponta-se ainda. De acordo com as condi\u00e7\u00f5es propostas, o <strong>valor base \u00e9 de 40.000 euros ou valor a definir ap\u00f3s avalia\u00e7\u00e3o por avaliador independente<\/strong>, sendo que a modalidade de venda \u00e9 negocia\u00e7\u00e3o particular, de prefer\u00eancia, ou licita\u00e7\u00e3o entre interessados. O pagamento ser\u00e1 feito com \u201cliquida\u00e7\u00e3o de um sinal de 20% no ato da assinatura e do remanescente no prazo m\u00e1ximo de 30 dias\u201d.<\/p>\n<p><strong>Ambas as propostas, no entanto, acabaram por n\u00e3o ser apreciadas tendo em conta que os principais credores exigiram que seja feita uma avalia\u00e7\u00e3o pr\u00e9via antes da venda dos t\u00edtulos do grupo insolvente<\/strong>. Os credores aceitam que a avalia\u00e7\u00e3o seja feita ao conjunto dos t\u00edtulos mas tamb\u00e9m separadamente.<\/p>\n<p>&#13;<br \/>\n\t\t\t\t&#13;<br \/>\n\t\t\t\t\t<a href=\"https:\/\/eco.sapo.pt\/2025\/10\/01\/dona-da-visao-fecha-e-revista-continua-a-ser-editada-financas-e-ss-exigem-avaliacao-previa-para-venda-da-tin\/\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">&#13;<\/p>\n<p class=\"info-card__intro\">Finan\u00e7as e SS exigem avalia\u00e7\u00e3o pr\u00e9via para venda da TiN<\/p>\n<p>\t\t\t\t\t\t&#13;<br \/>\n\t\t\t\t\t<\/a>&#13;<br \/>\n\t\t\t\t&#13;<br \/>\n\t\t\t&#13;<br \/>\n&#13;<\/p>\n<p>No entanto, o administrador de insolv\u00eancia, Andr\u00e9 Correia Pais, defendeu que n\u00e3o h\u00e1 verbas que permitam fazer essa avalia\u00e7\u00e3o pr\u00e9via, \u201cpelo que isto \u00e9 sobretudo um retardar do processo\u201d, entende Manuel Halpern, representante dos trabalhadores do grupo.<\/p>\n<p>\u201c<strong>A avalia\u00e7\u00e3o \u00e9 um processo sempre moroso, que levanta retic\u00eancias e pedia-se que isto fosse algo r\u00e1pido. Assim nunca poder\u00e1 haver uma compra a curto prazo\u201c, disse Manuel Halpern ao +M, adiantando que esta posi\u00e7\u00e3o dos dois credores do Estado foi contestada pela \u201cgeneralidade dos restantes credores<\/strong>\u201d, apologistas de uma venda imediata.<\/p>\n<p>Como j\u00e1 era antecipado, foi aprovado na assembleia de credores o encerramento da atividade do grupo mas foi tamb\u00e9m aprovada a continuidade da publica\u00e7\u00e3o da revista Vis\u00e3o, pedida pelo grupo de jornalistas que tem mantido o t\u00edtulo em funcionamento. A 28 de julho, Andr\u00e9 Pais tinha requerido a suspens\u00e3o tempor\u00e1ria do encerramento da atividade da dona da Vis\u00e3o, entre outros t\u00edtulos, depois de, <a target=\"_blank\" href=\"https:\/\/eco.sapo.pt\/2025\/07\/18\/tribunal-chumba-plano-de-insolvencia-da-dona-da-visao-e-determina-fecho\/\" rel=\"noopener nofollow\">em 18 de julho, o tribunal ter decidido n\u00e3o homologar o plano de recupera\u00e7\u00e3o e ter determinado a apreens\u00e3o e liquida\u00e7\u00e3o do ativo, bem como o encerramento da atividade<\/a>.<\/p>\n<p>Agora, foi aprovado que os jornalistas possam continuar a assegurar a produ\u00e7\u00e3o da revista Vis\u00e3o at\u00e9 \u00e0 venda do t\u00edtulo, sob fiscaliza\u00e7\u00e3o do Administrador da Insolv\u00eancia, o qual ficou tamb\u00e9m autorizado, caso considere \u00fatil, a recontratar dentro do grupo dos 15 jornalistas que mant\u00eam a Vis\u00e3o em funcionamento, nas condi\u00e7\u00f5es que achar conveniente.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"O Aeiou apresentou uma proposta de 100 mil euros para a compra da revista Vis\u00e3o. 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