{"id":96124,"date":"2025-10-02T18:46:08","date_gmt":"2025-10-02T18:46:08","guid":{"rendered":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/96124\/"},"modified":"2025-10-02T18:46:08","modified_gmt":"2025-10-02T18:46:08","slug":"portugal-o-pais-europeu-que-mais-discrimina-pessoas-de-etnia-cigana","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/96124\/","title":{"rendered":"Portugal, o pa\u00eds europeu que mais discrimina pessoas de etnia cigana"},"content":{"rendered":"<p>                    Este valor representa um <b>salto de 16 pontos percentuais em compara\u00e7\u00e3o com o inqu\u00e9rito de 2016<\/b> e um aumento de um ponto percentual em rela\u00e7\u00e3o ao inqu\u00e9rito de 2021.\u00a0&#8220;As taxas de discrimina\u00e7\u00e3o atingiram os seus n\u00edveis mais elevados na Irlanda (para ciganos e n\u00f3madas), It\u00e1lia e Portugal&#8221;, l\u00ea-se no relat\u00f3rio.<br \/>\nEntre os 422 portugueses ciganos, <b>quase metade foi v\u00edtima<\/b> de, pelo menos, uma forma de ass\u00e9dio motivado pelo <b>\u00f3dio<\/b> ao facto de serem ciganos. <\/p>\n<p>&#13;<br \/>\nO relat\u00f3rio da Ag\u00eancia dos Direitos Fundamentais da Uni\u00e3o Europeia (FRA) regista <b>48 por cento que disse ter sido v\u00edtima de ass\u00e9dio em Portugal<\/b>. A seguir surge It\u00e1lia (44 por cento) e Irlanda (41 por cento).&#13;\n<\/p>\n<p>A ag\u00eancia europeia constatou que em Portugal, como na Alb\u00e2nia, Bulg\u00e1ria, Ch\u00e9quia e S\u00e9rvia, h\u00e1 menos discrimina\u00e7\u00e3o de pessoas de etnia cigana em comunidades multiculturais, do que em bairros onde toda ou a maioria da popula\u00e7\u00e3o \u00e9 cigana.<\/p>\n<p>O relat\u00f3rio sublinha que Portugal \u00e9 tamb\u00e9m um dos pa\u00edses com uma<b> taxa de discrimina\u00e7\u00e3o \u201cnotavelmente alta\u201d na procura de emprego (70 por cento). <\/b><\/p>\n<p>Portugal \u00e9 apenas ultrapassado pela Irlanda (84 por cento) e fica \u00e0 frente de It\u00e1lia (66 por cento) e Gr\u00e9cia (61 por cento).<br \/>&#13;<br \/>\nA realidade europeia em 2024\u00a0<br \/>&#13;<br \/>\nA Ag\u00eancia dos Direitos Fundamentais da Uni\u00e3o Europeia (FRA) sublinha que em 2024 registou <b>progressos<\/b> comparando com os resultados dos inqu\u00e9ritos anteriores.\u00a0&#13;\n<\/p>\n<p>&#13;<br \/>\n<br \/>&#13;<br \/>\nNo entanto, apesar da melhoria em \u00e1reas como o acesso ao emprego, \u00e0 habita\u00e7\u00e3o e \u00e0 educa\u00e7\u00e3o, <b>&#8220;as disparidades em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 popula\u00e7\u00e3o em geral permanecem profundas&#8221;.<\/b>&#13;\n<\/p>\n<p>&#13;<br \/>\n<br \/>&#13;<br \/>\nO inqu\u00e9rito conclui que as <b>pessoas de etnia cigana s\u00e3o quatro vezes mais afetadas pela pobreza do que a restante popula\u00e7\u00e3o da Uni\u00e3o Europeia<\/b>. Ou seja, sete em cada dez vivem na pobreza, sendo as crian\u00e7as as mais atingidas. As comunidades cigana e n\u00f3mada tamb\u00e9m continuam a enfrentar discrimina\u00e7\u00e3o e segrega\u00e7\u00e3o.<br \/>&#13;<br \/>\nNa <b>habita\u00e7\u00e3o<\/b>, diminuiu a percentagem de pessoas de etnia cigana a viver em casas sem saneamento, h\u00famidas e sem luz natural\u2013 s\u00e3o <b>47 por cento e em 2016 eram 61 por cento.<\/b>&#13;\n<\/p>\n<p>&#13;<br \/>\nAinda assim, <b>muito acima de m\u00e9dia europeia que \u00e9 de 18 por cento. E mais de 80 por cento da etnia cigana vive em casas sobrelotadas.<\/b>&#13;\n<\/p>\n<p>&#13;<br \/>\n<br \/>&#13;<br \/>\nQuanto ao <b>trabalho remunerado<\/b>, a percentagem (<b>54 por cento<\/b>) aumentou sensivelmente mais 10 por cento em 2024 do que em 2016. Mas est\u00e1 <b>abaixo da m\u00e9dia europeia \u2013 75 por cento<\/b>.\u00a0 Na educa\u00e7\u00e3o, a segrega\u00e7\u00e3o escolar permanece elevada. Quase metade (46 por cento) das crian\u00e7as frequenta escolas onde a maioria dos alunos \u00e9 da mesma etnia. <br \/>&#13;<br \/>\n<b>Aumentou o n\u00famero de crian\u00e7as a frequentar o pr\u00e9-escolar<\/b>, ainda assim a percentagem \u2013 53 por cento \u2013 permanece longe da m\u00e9dica europeia \u2013 95 por cento.&#13;\n<\/p>\n<p>&#13;<br \/>\n<br \/>&#13;<br \/>\nApenas <b>32 por cento concluem o ensino secund\u00e1rio superior, em compara\u00e7\u00e3o com 84% da popula\u00e7\u00e3o em geral<\/b>.\u00a0&#13;\n<\/p>\n<p>&#13;<br \/>\n<br \/>&#13;<br \/>\nA <b>sa\u00fade \u00e9 outra \u00e1rea cr\u00edtica<\/b>: os homens vivem em m\u00e9dia menos oito anos e as mulheres menos 7,4 anos do que o resto da popula\u00e7\u00e3o dos pa\u00edses analisados. Para a FRA, os maiores desafios mant\u00eam-se: combater o anticiganismo, a pobreza, a discrimina\u00e7\u00e3o e a segrega\u00e7\u00e3o escolar. Ao mesmo tempo criar mais oportunidades justas para mulheres e jovens.<br \/>&#13;<br \/>\n<b>O inqu\u00e9rito, relativo a 2024, envolveu 10 Estados-membros.<\/b>\u00a0&#13;\n<\/p>\n<p><b>Para al\u00e9m de Portugal<\/b>, encontramos Bulg\u00e1ria, Ch\u00e9quia, Fran\u00e7a, Gr\u00e9cia, Hungria, Irlanda, It\u00e1lia, Rom\u00e9nia e Espanha e outros tr\u00eas pa\u00edses em vias de ades\u00e3o: Alb\u00e2nia, Maced\u00f3nia do Norte e S\u00e9rvia.<\/p>\n<p>&#13;<br \/>\nc\/ Lusa&#13;<br \/>\n&#13;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Este valor representa um salto de 16 pontos percentuais em compara\u00e7\u00e3o com o inqu\u00e9rito de 2016 e um&hellip;\n","protected":false},"author":2,"featured_media":96125,"comment_status":"","ping_status":"","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[50],"tags":[23729,27,28,23730,3365,23731,15,16,14,3516,25,26,21,22,62,12,13,19,20,23,24,17,18,29,30,31,636,63,64,65],"class_list":{"0":"post-96124","1":"post","2":"type-post","3":"status-publish","4":"format-standard","5":"has-post-thumbnail","7":"category-mundo","8":"tag-agencia-dos-direitos-fundamentais","9":"tag-breaking-news","10":"tag-breakingnews","11":"tag-ciganos","12":"tag-discriminacao","13":"tag-etnia","14":"tag-featured-news","15":"tag-featurednews","16":"tag-headlines","17":"tag-inquerito","18":"tag-latest-news","19":"tag-latestnews","20":"tag-main-news","21":"tag-mainnews","22":"tag-mundo","23":"tag-news","24":"tag-noticias","25":"tag-noticias-principais","26":"tag-noticiasprincipais","27":"tag-principais-noticias","28":"tag-principaisnoticias","29":"tag-top-stories","30":"tag-topstories","31":"tag-ultimas","32":"tag-ultimas-noticias","33":"tag-ultimasnoticias","34":"tag-uniao-europeia","35":"tag-world","36":"tag-world-news","37":"tag-worldnews"},"share_on_mastodon":{"url":"","error":""},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/96124","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=96124"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/96124\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media\/96125"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=96124"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=96124"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=96124"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}