{"id":97375,"date":"2025-10-03T21:14:33","date_gmt":"2025-10-03T21:14:33","guid":{"rendered":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/97375\/"},"modified":"2025-10-03T21:14:33","modified_gmt":"2025-10-03T21:14:33","slug":"tres-perguntas-do-pn-para-julia-jalbut","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/97375\/","title":{"rendered":"Tr\u00eas Perguntas do PN para J\u00falia Jalbut"},"content":{"rendered":"<p>Filha \u00fanica, tinha 22 anos quando pais adoeceram. Foram 12 anos de aprendizados, que resultaram na obra &#8216;Uma casa que n\u00e3o pode cair&#8217;. J\u00falia j\u00e1 devorou livro da mulher de Bruce Willis, sobre dem\u00eancia<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-content\/uploads\/2025\/10\/0XB3NK4AopaPVNUHV9GFByU4Flb1TvVwjK0weU2ABf4KKAyhjTE5M3fIwWLdtQkfMOOM6zHJ39Srqxaf.jpg\" \/>A gera\u00e7\u00e3o sandu\u00edche \u2013 que acumula a responsabilidade de cuidar dos filhos, do trabalho, da casa e, ao mesmo tempo, dos pais envelhecendo \u2013 revela n\u00fameros preocupantes. De acordo com a pesquisa Cuidadores do Brasil, quase um ter\u00e7o dos cuidadores sofre de ins\u00f4nia e dores no corpo, 73% reclamam de viver sob estresse e 82% lamentam ter engavetado os seus projetos pessoais para dar conta do recado e 29,40% n\u00e3o possuem projetos de vida para o momento ap\u00f3s a passagem do idoso que vivia sob a sua responsabilidade. A sobrecarga \u00e9 tamanha que muitos acabam adoecendo tamb\u00e9m, f\u00edsica e mentalmente. Voc\u00ea pode acessar a pesquisa <a href=\"https:\/\/repositorio.ipea.gov.br\/server\/api\/core\/bitstreams\/db74bb8b-5f95-46c9-8569-cc9925aa8bd5\/content?utm_source=chatgpt.com\" target=\"_blank\" rel=\"nofollow noopener\">no site do Instituto de Pesquisa Econ\u00f4mica Aplicada<\/a> (Ipea). <\/p>\n<p>A companheira do ator Bruce Willis, Emma Heming Willis, publicou um livro de mem\u00f3rias e reflex\u00f5es a partir de sua experi\u00eancia como cuidadora do marido, que sofre de dem\u00eancia frontotemporal. L\u00e1 fora, o livro saiu pelo The Open Field, selo da <a href=\"https:\/\/www.publishnews.com.br\/etiquetas\/penguin-random-house\" target=\"_blank\" rel=\"nofollow noopener\">Penguin Random House<\/a>. Interessou? Boas novas: o livro ser\u00e1 lan\u00e7ado este m\u00eas no Brasil. O rumo inesperado: Como recuperar a for\u00e7a, a esperan\u00e7a e se reencontrar na jornada do cuidado poder\u00e1 ser lido em portugu\u00eas atrav\u00e9s do selo <a href=\"https:\/\/www.publishnews.com.br\/etiquetas\/bestseller\" target=\"_blank\" rel=\"nofollow noopener\">BestSeller<\/a>, da <a href=\"https:\/\/www.publishnews.com.br\/etiquetas\/record\" target=\"_blank\" rel=\"nofollow noopener\">Editora Record<\/a>, com tradu\u00e7\u00e3o de Rita Paschoalin e Cl\u00e1udia Mello Belhassof. A obra est\u00e1 <a href=\"https:\/\/www.amazon.com.br\/rumo-inesperado-recuperar-esperan%C3%A7a-reencontrar\/dp\/B0FNYFQ8LK\/ref=mp_s_a_1_1?crid=3DJ377L3DJ95B&amp;dib=eyJ2IjoiMSJ9.Zo_JkTaxlkfPyNWlcTmYXWHJ98zjlQEtDGphGkn-DtlgTktHOjY7YBgIzNirMZsReWQYtr3ZOnFRflaczTvaNROTk6KC0zzoNvc4yQfWpOk9xAgRgcIWF2IdQshrPAVzPdBGQ9w5rWkvOXEbAFZXWmbFqTSZ3tQR7mnTnsnPBSpKTHBPM9YuHkaTRdO7X7oUlxseDV_PZM64pUuaARrugg.7kxVh\" target=\"_blank\" rel=\"nofollow noopener\">em pr\u00e9-venda na Amazon<\/a> e chegar\u00e1 \u00e0s prateleiras no pr\u00f3ximo dia 6.<\/p>\n<p>\u00c9 de um lugar bem semelhante que a escritora J\u00falia Jalbut fala. Filha \u00fanica, ela tinha apenas 22 anos quando a m\u00e3e recebeu um diagn\u00f3stico de c\u00e2ncer e o pai sofreu um infarto. Foram 12 anos de consultas, interna\u00e7\u00f5es e aprendizados, que resultaram no livro Uma casa que n\u00e3o pode cair (<a href=\"https:\/\/www.publishnews.com.br\/etiquetas\/planeta\" target=\"_blank\" rel=\"nofollow noopener\">Editora Planeta<\/a>). Elogiada por refer\u00eancias no assunto, como o psic\u00f3logo e escritor Alexandre Coimbra Amaral e a m\u00e9dica geriatra, especialista em cuidado paliativo, e escritora Ana Claudia Quintana Arantes \u2013 autora do fundamental A morte \u00e9 um dia que vale a pena viver, que est\u00e1 beirando as 900 mil c\u00f3pias vendidas, segundo dados atualizados da assessoria de imprensa da <a href=\"https:\/\/www.publishnews.com.br\/etiquetas\/sextante\" target=\"_blank\" rel=\"nofollow noopener\">Editora Sextante<\/a> \u2013,a obra amplia o debate sobre o cuidado, o adoecimento e o luto \u2014 temas \u00e1ridos que, nos \u00faltimos anos, v\u00eam ganhando espa\u00e7o na literatura e nas rodas de conversa mundo afora.<\/p>\n<p>J\u00falia j\u00e1 leu o livro de Willis. \u201cEla fala sobre a experi\u00eancia dela de cuidadora e enfatiza a import\u00e2ncia do cuidador cuidar de si mesmo, que \u00e9 algo que eu tamb\u00e9m falo no meu livro. A experi\u00eancia dela come\u00e7ou em 2023, ent\u00e3o \u00e9 um tempo mais curto, o que n\u00e3o quer dizer que n\u00e3o seja intenso. E ela foca numa dem\u00eancia espec\u00edfica, a dem\u00eancia frontotemporal, que n\u00e3o \u00e9 muito abordada na imprensa nem nas conversas. Em geral a gente fala mais de Alzheimer e Parkinson, e ela traz muita informa\u00e7\u00e3o sobre esse tipo de dem\u00eancia&#8221;, adianta a autora paulistana. Leia a entrevista na \u00edntegra: <\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-content\/uploads\/2025\/10\/uIa0l3sO5cDNGoAHNkQDBuvVFN7DJ5WUufh2biKX3D8vjQKtCNyT3rBwAZagiG2SuKsSftYGIqyobdYZ.jpg\" width=\"194\" height=\"283\" \/> <\/p>\n<p><strong>PUBLISHNEWS \u2013 O cuidado familiar \u00e9 visto como express\u00e3o de afeto. Na pr\u00e1tica, quais s\u00e3o as armadilhas dessa vis\u00e3o idealizada? Como \u00e9 poss\u00edvel lidar com o peso dessa responsabilidade sem cair na culpa? A carga sobre as mulheres costuma ser maior, n\u00e3o \u00e9?<\/strong>\n<\/p>\n<p><strong>JULIA JALBUT \u2013<\/strong> O ato de cuidar (de pais, filhos, alunos, pacientes) \u00e9 facilmente idealizado. Costumamos associ\u00e1-lo ao amor, ao afeto, \u00e0 compaix\u00e3o. Mas \u00e9 importante lembrar que cuidar tamb\u00e9m \u00e9 cansativo, pode trazer emo\u00e7\u00f5es intensas, pode exigir muito mais do que temos: emocional, financeira, fisicamente. N\u00e3o \u00e9 simples cuidar dos pais que envelhecem e isso se d\u00e1 por muitos motivos: porque h\u00e1 uma hist\u00f3ria pr\u00e9via (e nem sempre \u00e9 uma hist\u00f3ria simples ou feliz), porque \u00e9 menos gratificante cuidar de um adulto em compara\u00e7\u00e3o a cuidar de uma crian\u00e7a, e porque em \u00faltima inst\u00e2ncia envolve deparar-se com nossa pr\u00f3pria finitude (para citar apenas tr\u00eas). Para que o cuidar seja mais leve, \u00e9 importante poder acolher as luzes e sombras dessa experi\u00eancia. Saber que n\u00e3o h\u00e1 nada de errado em desejar estar perto e tamb\u00e9m querer fugir.<br \/>\nE, sim, 80 ou 90% das pessoas que cuidam dos pais s\u00e3o mulheres. E as mulheres est\u00e3o exaustas, ficam doentes, e muitas n\u00e3o topam mais que esse trabalho invis\u00edvel, n\u00e3o-remunerado, pouco valorizado recaia sobre elas, apenas. H\u00e1 quem diga que n\u00f3s, mulheres, temos mais facilidade para o cuidado, mas seja isso biol\u00f3gico, cultural ou uma mistura de ambos, pouco importa. Mulheres cuidam e homens tamb\u00e9m podem cuidar. Precisamos falar sobre isso, tanto para aliviar a carga das mulheres, como tamb\u00e9m para acolher os 15 por cento de homens cuidadores, que se sentem isolados e estigmatizados, como se, ao exercessem esse papel, tivessem sua masculinidade abalada.<\/p>\n<p><strong>PN \u2013 A experi\u00eancia de cuidar costuma trazer uma mistura de afetos contradit\u00f3rios. Como reconhecer e atravessar essa conviv\u00eancia entre amor, gratid\u00e3o e, ao mesmo tempo, raiva, tristeza ou culpa? O nov\u00edssimo livro da Emma Willis, mulher do ator Bruce Willis, que enfrenta uma dem\u00eancia frontotemporal, fala sobre isso?<\/strong><\/p>\n<p><strong>JJ \u2013 <\/strong>O cuidado pode fazer aflorar amor, compaix\u00e3o, gratid\u00e3o, e ao mesmo tempo despertar raiva, tristeza, culpa. N\u00e3o \u00e9 f\u00e1cil lidar com essa avalanche de sentimentos, sobretudo em uma cultura que tende a dividir o mundo em binarismos: bom e ruim, luz e sombra, certo e errado. Quando sentimos algo que foge daquilo que \u00e9 considerado ideal, facilmente surgem culpa e ang\u00fastia e, com eles, mais sofrimento. Por isso \u00e9 t\u00e3o importante falarmos sobre essa experi\u00eancia. Cuidar de algu\u00e9m \u00e9 um grande convite a aprender a conviver com emo\u00e7\u00f5es ambivalentes. Acho valioso se permitir sentir e expressar o que surge, com menos vergonha e mais autocompaix\u00e3o. Saber que n\u00e3o \u00e9 falta de amor sentir raiva; n\u00e3o \u00e9 falta de esperan\u00e7a ficar triste. Somos humanos e nossos afetos s\u00e3o complexos. Outro caminho interessante &#8211; que inclusive foi o tema do meu TCC na p\u00f3s em Luto que fiz no Instituto 4 Esta\u00e7\u00f5es &#8211; \u00e9 a arte: o contato com livros, filmes, artes pl\u00e1sticas ajudam muito. Quando algu\u00e9m compartilha sobre o que sente, muitas pessoas saem de um lugar de inadequa\u00e7\u00e3o e descobrem que n\u00e3o est\u00e3o sozinhas. A arte \u00e9 uma forma poderosa de conhecer hist\u00f3rias diferentes, mas ao mesmo tempo muito parecidas com a nossa.<br \/>\nO livro da Emma Willis fala sobre a experi\u00eancia dela de cuidadora e enfatiza a import\u00e2ncia do cuidador cuidar de si mesmo, que \u00e9 algo que eu falo tamb\u00e9m no meu livro. A experi\u00eancia dela come\u00e7ou em 2023, ent\u00e3o \u00e9 um tempo mais curto, o que n\u00e3o quer dizer que n\u00e3o seja intenso. E ela foca numa dem\u00eancia espec\u00edfica, a dem\u00eancia frontotemporal, que n\u00e3o \u00e9 muito abordada na imprensa nem nas conversas. Em geral a gente fala mais de Alzheimer e Parkinson, e ela traz muita informa\u00e7\u00e3o sobre esse tipo de dem\u00eancia. \u00c9 um livro bem informativo, que dialoga com o meu. Vale a pena conhecer tamb\u00e9m!<\/p>\n<p><strong>PN \u2013 Quais pr\u00e1ticas e apoios foram decisivos para que voc\u00ea conseguisse atravessar esse per\u00edodo de cuidado intenso dos teus pais sem perder a conex\u00e3o consigo mesma?<\/strong><\/p>\n<p><strong>JJ \u2013 <\/strong>Contei com muitas ajudas ao longo do caminho para conseguir cuidar de mim. Fiz terapia e isso me ajudou muito a expressar minhas emo\u00e7\u00f5es, acolher e nomear o que sentia num espa\u00e7o seguro e livre de julgamentos. Rapidamente percebi que s\u00f3 a terapia n\u00e3o daria conta e comecei a me abrir com alguns amigos e fam\u00edlia. Construir uma rede de apoio \u00e9 crucial neste processo. \u00c9 importante lembrar que isso n\u00e3o se d\u00e1 de uma hora para outra: \u00e9 aos poucos que vamos encontrando as parcerias que podem nos apoiar nesse processo. Tamb\u00e9m pratico yoga e medita\u00e7\u00e3o h\u00e1 muito tempo e, atrav\u00e9s delas, desenvolvi uma intimidade comigo mesma, o que me ajudou muito a reconhecer minhas necessidades e a me conectar com meus recursos internos. Aprendi a reconhecer o que me dava for\u00e7a; o que me afastava de mim; quais eram meus limites. E, por fim, escrevi o livro Uma casa que n\u00e3o pode cair, a partir da experi\u00eancia que tive com os meus pais. O c\u00e2ncer da minha m\u00e3e, o infarto de meu pai e as sucessivas interna\u00e7\u00f5es e complica\u00e7\u00f5es que cada um viveu chacoalharam nossa casa como um terremoto intermin\u00e1vel. Da\u00ed o nome do livro. Ora grau 1 \u2013 quase impercept\u00edvel, por\u00e9m inegavelmente presente \u2013, ora grau 9, derrubando tudo o que estava de p\u00e9. Rachaduras come\u00e7aram a se abrir pelas paredes, o ch\u00e3o por vezes parecia faltar. Em meio a esse caos, eu fui para o centro. Filha \u00fanica, 22 anos e saud\u00e1vel, parecia caber a mim ser forte e dar conta do recado. Ao longo do tempo, aprendi muitas coisas: que precisava cuidar de mim e tamb\u00e9m receber cuidados; que vulnerabilidade n\u00e3o \u00e9 fraqueza; que estar ao lado de algu\u00e9m que amamos e adoece \u00e9 duro, mas tamb\u00e9m pode trazer muitas oportunidades. Minha experi\u00eancia pessoal \u00e9 o ponto de partida para abordar os temas universais que emergem quando nos deparamos com a finitude e imperman\u00eancia.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Filha \u00fanica, tinha 22 anos quando pais adoeceram. 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