{"id":98116,"date":"2025-10-04T16:15:10","date_gmt":"2025-10-04T16:15:10","guid":{"rendered":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/98116\/"},"modified":"2025-10-04T16:15:10","modified_gmt":"2025-10-04T16:15:10","slug":"cidades-do-agronegocio","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/98116\/","title":{"rendered":"Cidades do agroneg\u00f3cio &#8211;"},"content":{"rendered":"<p>\t\t\t\t\t<a href=\"https:\/\/aterraeredonda.com.br\/cidades-do-agronegocio\/?print=pdf\" class=\"pdfprnt-button pdfprnt-button-pdf\" target=\"_blank\" rel=\"nofollow noopener\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-content\/uploads\/2025\/10\/pdf.png\" alt=\"image_pdf\" title=\"Ver PDF\"\/><\/a><a href=\"https:\/\/aterraeredonda.com.br\/cidades-do-agronegocio\/?print=print\" class=\"pdfprnt-button pdfprnt-button-print\" target=\"_blank\" rel=\"nofollow noopener\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-content\/uploads\/2025\/10\/print.png\" alt=\"image_print\" title=\"Conte\u00fado de impress\u00e3o\"\/><\/a><\/p>\n<p>Por <strong>CAMILA NUNES DUARTE SILVEIRA<\/strong><\/p>\n<p>Coment\u00e1rio sobre o livro rec\u00e9m-lan\u00e7ado de Rafael Abreu<\/p>\n<p><strong>1<\/strong>.<\/p>\n<p>Cidades do agroneg\u00f3cio: Estado, territ\u00f3rio e identidade no Brasil, de Rafael Abreu, tem origem em sua tese de doutorado, defendida em agosto de 2015, intitulada \u201cA boa sociedade: hist\u00f3ria e interpreta\u00e7\u00e3o sobre o processo de coloniza\u00e7\u00e3o no norte de Mato Grosso durante a Ditadura Militar\u201d. Na obra, o autor analisa a din\u00e2mica da ocupa\u00e7\u00e3o e coloniza\u00e7\u00e3o da regi\u00e3o mato-grossense, especialmente entre as d\u00e9cadas de 1970 e 1980, no contexto do regime militar. No per\u00edodo hist\u00f3rico mencionado, a coloniza\u00e7\u00e3o desse territ\u00f3rio foi con\u00adduzida por uma empresa de origem paranaense, a Sociedade Imobili\u00e1ria Noroeste do Paran\u00e1, que atuou na regi\u00e3o sob a lideran\u00e7a de Enio Pipino.<\/p>\n<p>O contexto do livro \u00e9 conduzido pela hist\u00f3ria da forma\u00e7\u00e3o da cidade de Sinop, nome do munic\u00edpio derivado das letras iniciais da referida empresa. Sinop est\u00e1 situada a 500 km ao norte da capital Cuiab\u00e1, e faz parte da constitui\u00e7\u00e3o da chamada Gleba Celeste, composta ainda pelos munic\u00edpios de Vera, Cl\u00e1udia e Santa Carmem. Enquanto essas tr\u00eas cidades se constitu\u00edram muito dependentes da extra\u00e7\u00e3o de recursos madeireiros, Sinop foi beneficiada pelo tra\u00e7ado estrat\u00e9gico da BR-163 e apresenta, hoje, um parque agroindustrial mais bem estruturado.<\/p>\n<p>A obra est\u00e1 dividida em 04 partes, cada uma composta por 05 cap\u00edtulos bem conectados entre si. Diante da impossibilidade de falar sobre cada um deles, isto \u00e9, dos 20 cap\u00edtulos, foram destacados os pontos considerados cruciais.\u00a0 Contudo, os leitores ter\u00e3o a oportunidade de observar outras quest\u00f5es que n\u00e3o ser\u00e3o aqui explicitadas.<\/p>\n<p><strong>2.<\/strong><\/p>\n<p>A Parte I \u00e9 intitulada \u201cA Conquista: Imagin\u00e1rio e Interven\u00e7\u00f5es\u201d, e seus cap\u00edtulos foram constru\u00eddos em torno da dicotomia \u201csert\u00e3o-litoral\u201d. Abreu realiza uma revis\u00e3o hist\u00f3rico-cr\u00edtica a respeito do processo de urbaniza\u00e7\u00e3o do estado de Mato Grosso \u2013 sobretudo a partir de 1964 \u2013 e da divis\u00e3o do Estado, em 1979. Tal processo, segundo o autor, se deve a uma redefini\u00e7\u00e3o no campo, mediante a moderniza\u00e7\u00e3o da agricultura e a urbaniza\u00e7\u00e3o, compreendidos como processos complementares.<\/p>\n<p>Duas quest\u00f5es nos chamam a aten\u00e7\u00e3o nos cap\u00edtulos que comp\u00f5em a primeira parte: 1) a dicotomia \u201csert\u00e3o-litoral\u201d, com destaque sobre a impor\u00adt\u00e2ncia da generaliza\u00e7\u00e3o presente no imagin\u00e1rio brasileiro, que institui a dualidade litoral e sert\u00e3o, e a consequente preced\u00eancia e domina\u00e7\u00e3o do primeiro sobre o segundo, sendo o litoral relacionado \u00e0 \u201cciviliza\u00e7\u00e3o\u201d e o segundo, o sert\u00e3o, a lugar distante, desabitado. Quest\u00e3o que nasce no contexto Colonial e que perdura entre as elites pol\u00edticas do Estado no per\u00edodo imperial, em que o \u201csert\u00e3o\u201d est\u00e1 relacionado a um sentido negativo; contudo, essa regi\u00e3o \u00e9 pass\u00edvel de desenvolver-se economicamente. Para o autor, a capacidade de articu\u00adla\u00e7\u00e3o entre uma imagem do \u201csert\u00e3o\u201d, desprovido de valores \u201ccivilizados\u201d, e o necess\u00e1rio exerc\u00edcio do controle da \u201cmentalidade litor\u00e2nea\u201d sobre a outra parte do territ\u00f3rio guiou os pressupostos pol\u00edtico-insti\u00adtucionais no per\u00edodo imperial e tal marca parece se fortalecer no simbolismo sobre a \u201cconquista do Oeste\u201d que, gradualmente, se torna uma realidade na ocupa\u00e7\u00e3o desses espa\u00e7os. A rela\u00e7\u00e3o de domina\u00e7\u00e3o que busca demonstrar, ao levantar essa dicotomia brasileira, na qual o \u201csert\u00e3o\u201d \u00e9 visto, muitas vezes, como um \u201cgrande vazio\u201d, permeia os processos posteriores de ocupa\u00e7\u00e3o nesses contextos territoriais, dos quais o Mato Grosso \u00e9 um exemplo importante.<\/p>\n<p>O segundo ponto de destaque trata da abordagem a respeito do movimento reorganizador do estado de Mato Grosso, com o \u201cprotagonismo\u201d dos migrantes \u201csulistas\u201d, os quais ocuparam posi\u00e7\u00f5es de destaque que, na maior parte das vezes, popula\u00e7\u00f5es oriundas do Nordeste, por exemplo, n\u00e3o conseguiram alcan\u00e7ar.<\/p>\n<p><strong>3.<\/strong><\/p>\n<p>Na parte II, \u201cColoniza\u00e7\u00e3o: Controle e Imposi\u00e7\u00e3o\u201d, \u00e9 realizada uma importante revis\u00e3o te\u00f3rica a respeito dos processos de coloniza\u00e7\u00e3o no territ\u00f3rio: colonizadoras, colonizadores e colonos s\u00e3o os sujeitos que comp\u00f5em o plano de fundo de um processo hist\u00f3rico, pol\u00edtico e social que constituem a territorializa\u00e7\u00e3o no norte de Mato Grosso. Para tanto, o autor afirma que seu objetivo na segunda parte do livro \u00e9 demonstrar de que modo a tradi\u00e7\u00e3o de se compreender a expans\u00e3o pelo interior do Brasil por meio da linguagem do Estado territorialistainfluenciou as pes\u00adquisas e interpreta\u00e7\u00f5es sobre o deslocamento, pelo interior do pa\u00eds, do \u201ccapitalismo autorit\u00e1rio\u201d. Esse olhar, por sua vez, teria, consequentemente, condicionado as produ\u00e7\u00f5es acad\u00eamicas mais localizadas, ou seja, sobre casos espec\u00edficos de coloniza\u00e7\u00e3o e povoamento no norte mato-grossense, principalmente a partir da d\u00e9cada de 1970.<\/p>\n<p>Rafael Abreu afirma que para pen\u00adsarmos a respeito de um modelo interpretativo da coloniza\u00e7\u00e3o, quando nos concentra\u00admos, especificamente, nos estudos sobre a coloniza\u00e7\u00e3o em Mato Grosso, esses trabalhos, geralmente, possuem em comum uma ideia fixa, a de que os agentes da coloniza\u00e7\u00e3o \u2014 os motivadores: Estados e empresas \u2014 atuaram no sentido de colonizar n\u00e3o apenas a terra, o territ\u00f3rio, mas, tamb\u00e9m, as mentes daqueles que migraram para a regi\u00e3o.<\/p>\n<p>Assim, o autor tenta compreender quais foram os aspectos principais que orientaram esses estudos e abordagens os quais entendem que a coloniza\u00e7\u00e3o teria sido realizada por meio da utiliza\u00e7\u00e3o de determinados mecanismos, como o \u201ccontrole do espa\u00e7o\u201d e \u201cdos homens\u201d e a imposi\u00e7\u00e3o de uma forma e de uma mentalidade espec\u00edfica para levar adiante o processo de configura\u00e7\u00e3o social na chamada fronteira brasileira.<\/p>\n<p>Nessa parte, o autor apresenta um denso di\u00e1logo com autores que escreveram sobre o processo de coloniza\u00e7\u00e3o no Centro-Oeste a respeito da rela\u00e7\u00e3o estabelecida entre territorialismo e capitalismo no percurso da expans\u00e3o territorial, realizado com a anu\u00eancia do Estado brasileiro, e sobre as rela\u00e7\u00f5es entre a coloniza\u00e7\u00e3o \u2014 e o colonizador \u2014 e os valores circunscritos na concep\u00e7\u00e3o de trabalho e de empreendedorismo, que envolveram os colonos dessas regi\u00f5es. Rafael Abreu nos convida a vislumbrar outros fatores, al\u00e9m dos apresentados pelos estudos tradicionais que caracterizaram a coloniza\u00e7\u00e3o do territ\u00f3rio. Discuss\u00f5es que ser\u00e3o mais bem detalhadas nas outras duas partes da obra.<\/p>\n<p><strong>4.<\/strong><\/p>\n<p>\u201cColoniza\u00e7\u00e3o: territorializa\u00e7\u00e3o e identidade regional\u201d \u00e9 o t\u00edtulo que conduz a parte terceira parte do livro, na qual as discuss\u00f5es se d\u00e3o em torno dos conceitos de ideal \u201cciviliza\u00addor\u201d e \u201cmiss\u00e3o civilizat\u00f3ria\u201d. O autor apresenta o caso do Henry Ford, no final dos anos 1930, como um exemplo que pode dialogar com as discuss\u00f5es apresentadas na parte II. As estrat\u00e9gias colonizadoras de Ford para explorar a Amaz\u00f4nia, consistiam em diretrizes para uma conduta exemplar, aliadas \u00e0 necessidade de \u201cmoldar\u201d os trabalhadores brasileiros. A tentativa frustrada do empres\u00e1rio de organizar a cidade de \u201cFordl\u00e2ndia\u201d, na Amaz\u00f4nia, aos moldes norte-americanos, \u00e9 um bom exemplo para discutir a relativiza\u00e7\u00e3o dos conceitos \u201cimposi\u00e7\u00e3o e controle\u201d.<\/p>\n<p>Rafael Abreu refor\u00e7a os argumentos apresentados de que a coloniza\u00e7\u00e3o, especialmente no Mato Grosso, diferentemente das an\u00e1lises tradicionais, que focam nas a\u00e7\u00f5es do Estado ou do capital, \u00e9 articulada por outros elementos, principalmente a participa\u00e7\u00e3o ativa de grupos que tinhamsuas pr\u00f3prias vis\u00f5es de mundo, l\u00ednguas e formas de organizar a sociedade, as quais influenciaram na forma como o territ\u00f3rio foi ocupado e como a sociedade do norte mato-grossense foi se formando. A territorializa\u00e7\u00e3o, portanto, n\u00e3o pode ser entendida apenas como resultado de pol\u00edticas oficiais ou interesses econ\u00f4micos. Ela envolveu, tamb\u00e9m, processos sociais e culturais criados no cotidiano das popula\u00e7\u00f5es locais e migrantes. Isso fica expl\u00edcito a partir dos relatos etnogr\u00e1ficos do autor, que morou em Sinop no tempo em que construiu a sua pesquisa e p\u00f4de conversar com os moradores da cidade, ouvir as suas hist\u00f3rias e visitar os arquivos das empresas colonizadoras. Dizeres, relatos e documentos que s\u00e3o apresentados ao longo dos cap\u00edtulos e na parte IV do livro.<\/p>\n<p><strong>5.<\/strong><\/p>\n<p>\u201cA forma\u00e7\u00e3o da boa sociedade: o processo de coloniza\u00e7\u00e3o em Sinop\u201d, \u00e9 a quarta e \u00faltima parte do livro. Nela, a cidade de Sinop entra em cena. Percebe-se, mais claramente, que a discuss\u00e3o te\u00f3rica \u00e9 envolvida pelas experi\u00eancias cotidianas do pesquisador com a comunidade local. Aqui, o autor prop\u00f5e apresentar uma terceira possibilidade de interpreta\u00e7\u00e3o dos processos colonizadores. Ao analisar a hist\u00f3ria da coloniza\u00e7\u00e3o sinopense, Abreu prioriza um olhar que trata rela\u00e7\u00f5es essenciais para se compreender de que modo essa sociedade foi configurada. Reitera que isso n\u00e3o significa ignorar por completo o tema das rela\u00e7\u00f5es de poder, mas ressaltar a import\u00e2ncia dos di\u00e1logos, as congru\u00eancias, as aproxima\u00e7\u00f5es, os conflitos e distanciamentos entre aquilo que ele chama de os tr\u00eas eixos da coloniza\u00e7\u00e3o: a Colonizadora (e o colonizador), o Estado (com suas ag\u00eancias e agentes) e parte dos migrantes (principalmente aqueles que constroem e\/ou se vinculam, posteriormente, ao ideal do pioneirismo).<\/p>\n<p>Nesse sentido, Rafael Abreu discute como o projeto de urbaniza\u00e7\u00e3o da colonizadora Sinop foi complementado pela a\u00e7\u00e3o de outros grupos envolvidos no processo, no sentido de realizar esse planejamento. Ainda destaca a import\u00e2ncia de se compreender quais aspectos ajudaram a configurar a cidade de Sinop: os sucessos e fracassos do colonizador; a rela\u00e7\u00e3o entre o rural e o urbano; o di\u00e1logo estabelecido com os agentes do Estado; e os eventos que foram protagonizados por uma parcela dos migrantes. Com essa reconstru\u00e7\u00e3o, o principal objetivo da colonizadora, ao tratar de um desejo compartilhado pela moderniza\u00e7\u00e3o, foi o de oferecer um conceito capaz de resumir os resultados do processo, portanto, aquele que trata da forma\u00e7\u00e3o da \u201cboa sociedade\u201d.<\/p>\n<p>A \u201cboa sociedade\u201d baseia-se no desejo coletivo por moderniza\u00e7\u00e3o, isto \u00e9, desenvolvimento, progresso, cidade planejada. Tal desejo \u00e9 resultado do di\u00e1logo entre os tr\u00eas eixos mencionados, isto \u00e9, a Colonizadora (e o colonizador), o Estado (com suas ag\u00eancias e agentes) e parte dos migrantes. Esses eixos mant\u00eam entre si acordos impl\u00edcitos que, de algum modo, acolhem os valores e objetivos definidos pela colonizadora, e que legitimam certos pressupostos: a exemplo de que o progresso \u00e9 bom, que a propriedade privada deve ser protegida, que a cidade precisa ser planejada. O autor tamb\u00e9m evidencia que, por tr\u00e1s desse desejo de moderniza\u00e7\u00e3o, houve exclus\u00e3o, imposi\u00e7\u00e3o de valores e viol\u00eancia social.<\/p>\n<p>Ao \u201cmargear as conclus\u00f5es\u201d, \u00e9 poss\u00edvel compreendermos que o autor pretendeu explorar a sua pesquisa sob um vi\u00e9s diferente do j\u00e1 abordado nos cl\u00e1ssicos estudos sobre os processos de coloniza\u00e7\u00e3o. Ao tentar desvendar a forma\u00e7\u00e3o da sociedade Sinopense, ele n\u00e3o priorizou uma abordagem que denunciasse diretamente as viol\u00eancias sofridas pelos grupos exclu\u00eddos, ou as formas como eles tiveram que se adaptar aos novos contextos da coloniza\u00e7\u00e3o. N\u00e3o que ele tenha ignorado essas viol\u00eancias, mas escolheu olhar mais profundamente para o que sustenta o sistema e n\u00e3o apenas para seus efeitos imediatos. Em vez de apresentar an\u00e1lises que se limitavam apenas ao papel do Estado ou das institui\u00e7\u00f5es capitalistas, Abreu nos convida a observar tamb\u00e9m as ideias, mentalidades, valores culturais e sociais que moldaram a forma como a ocupa\u00e7\u00e3o do Mato Grosso aconteceu. Al\u00e9m de mostrar os conflitos, ele tamb\u00e9m se prop\u00f4s a mostrar como esses valores se enra\u00edzam nas pr\u00e1ticas sociais, no discurso e nas decis\u00f5es cotidianas das pessoas. An\u00e1lises essas que nos conduzem a uma cr\u00edtica mais estrutural e de longo alcance.<\/p>\n<p><strong>6.<\/strong><\/p>\n<p>Nessa breve resenha, esperamos ter despertado o interesse pela leitura completa da obra e deixado transparecer a import\u00e2ncia desse trabalho como fonte de estudos e reflex\u00f5es a respeito de um tema t\u00e3o caro, n\u00e3o apenas para a Sociologia Pol\u00edtica, \u00e1rea de estudos do autor, mas que se encontra com a geografia, com a hist\u00f3ria, com a antropologia e com outros campos do conhecimento que abordam a rela\u00e7\u00e3o entre o espa\u00e7o, o poder estatal, as din\u00e2micas sociais e as identidades culturais em distintos territ\u00f3rios.<\/p>\n<p><strong>*Camila Nunes Duarte Silveira<\/strong> \u00e9 professora da \u00e1rea de Educa\u00e7\u00e3o no IF Baiano.<\/p>\n<p><strong>Refer\u00eancia<\/strong><\/p>\n<p><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" width=\"269\" height=\"385\" src=\"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-content\/uploads\/2025\/10\/91IDshLflKL._SY385_.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-55639\" style=\"width:223px;height:auto\"  \/><\/p>\n<p>Rafael Assump\u00e7\u00e3o de Abreu. Cidades do agroneg\u00f3cio: Estado, territ\u00f3rio e identidade no Brasil. Curitiba, Appris, 2025. [<a href=\"https:\/\/amzn.to\/48K2cph\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener nofollow\">https:\/\/amzn.to\/48K2cph<\/a>]<\/p>\n<p class=\"has-text-align-center has-background\" style=\"background-color:#e7965b\"><strong>A Terra \u00e9 Redonda\u00a0existe gra\u00e7as<\/strong>\u00a0<strong>aos nossos leitores e apoiadores.<br \/>Ajude-nos a manter esta ideia.<br \/><a href=\"https:\/\/aterraeredonda.com.br\/CONTRIBUA\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener nofollow\"><strong\/><\/a><a href=\"https:\/\/aterraeredonda.com.br\/CONTRIBUA\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener nofollow\">C O N T R I B U A<\/a><\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Por CAMILA NUNES DUARTE SILVEIRA Coment\u00e1rio sobre o livro rec\u00e9m-lan\u00e7ado de Rafael Abreu 1. 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