{"id":98920,"date":"2025-10-05T17:06:24","date_gmt":"2025-10-05T17:06:24","guid":{"rendered":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/98920\/"},"modified":"2025-10-05T17:06:24","modified_gmt":"2025-10-05T17:06:24","slug":"todos-os-dias-caem-1-a-2-satelites-starlink-de-volta-a-terra","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/98920\/","title":{"rendered":"Todos os dias caem 1 a 2 sat\u00e9lites Starlink de volta \u00e0 Terra"},"content":{"rendered":"<p>Pode n\u00e3o demorar muito at\u00e9 olhar para o c\u00e9u noturno e ver um objeto incandescente e lento a cruzar o horizonte, claramente a desintegrar-se em peda\u00e7os. Sim, feche os olhos e pe\u00e7a um desejo, mas n\u00e3o ser\u00e1 muito provavelmente uma estrela-cadente, ser\u00e1 mais um sat\u00e9lite Starlink destru\u00eddo.<\/p>\n<p><a target=\"_blank\" href=\"https:\/\/pplware.sapo.pt\/wp-content\/uploads\/2025\/10\/starlink_caem_do_espaco00.webp\" rel=\"nofollow noopener\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-content\/uploads\/2025\/10\/starlink_caem_do_espaco00-720x405.webp.webp\" alt=\"\" width=\"720\" height=\"405\" class=\"aligncenter size-medium wp-image-1081788\"  \/><\/a><\/p>\n<p>Starlink perde diariamente 1 a 2 sat\u00e9lites<\/p>\n<p>Atualmente, h\u00e1 entre um e dois sat\u00e9lites Starlink a regressar \u00e0 Terra todos os dias, segundo o astrof\u00edsico reformado de Harvard Jonathan McDowell. O seu conceituado site <a target=\"_blank\" href=\"https:\/\/planet4589.org\/space\/jsr\/jsr.html\" rel=\"nofollow noopener\">Jonathan\u2019s Space Report<\/a> \u00e9 amplamente considerado a fonte definitiva sobre naves espaciais que sobem\u2026 e descem.<\/p>\n<p>Quando <a target=\"_blank\" href=\"https:\/\/bit.ly\/46WFKHf\" rel=\"nofollow noopener\">questionado<\/a> sobre o recente aumento de v\u00eddeos nas redes sociais mostrando a desintegra\u00e7\u00e3o de sat\u00e9lites Starlink, ele apresentou um gr\u00e1fico que mostra as reentradas ao longo do tempo.<\/p>\n<p>Neste momento, h\u00e1 mais de 8.000 sat\u00e9lites Starlink em \u00f3rbita. S\u00e3o produtos da empresa de transporte espacial SpaceX. E este n\u00famero continua a crescer. Al\u00e9m disso, outras empresas e pa\u00edses est\u00e3o a lan\u00e7ar cada vez mais sat\u00e9lites, aumentando o n\u00famero total em \u00f3rbita terrestre. Muitos destes encontram-se em \u00f3rbitas terrestres baixas, que se estendem at\u00e9 cerca de 2.000 km acima do nosso planeta.<\/p>\n<p>A <strong>vida \u00fatil<\/strong> de sat\u00e9lites em \u00f3rbita baixa, como os Starlink, <strong>\u00e9 de apenas 5 a 7 anos<\/strong>. Em breve, referiu McDowell, poder\u00e3o ocorrer at\u00e9 5 reentradas de sat\u00e9lites por dia.<\/p>\n<blockquote>\n<p>Com todas as constela\u00e7\u00f5es em funcionamento, esperamos cerca de 30.000 sat\u00e9lites em \u00f3rbita baixa (Starlink, Amazon Kuiper, entre outros) e talvez mais 20.000 sat\u00e9lites a 1.000 km de altitude provenientes dos sistemas chineses. Para os sat\u00e9lites de \u00f3rbita baixa, prevemos um ciclo de substitui\u00e7\u00e3o de 5 anos, o que equivale a 5 reentradas por dia.<\/p>\n<p>N\u00e3o est\u00e1 claro se os chineses v\u00e3o reduzir a altitude dos seus ou se nos v\u00e3o acelerar para uma rea\u00e7\u00e3o em cadeia ao estilo da S\u00edndrome de Kessler.<\/p>\n<\/blockquote>\n<p>Explicou Jonathan McDowell.<\/p>\n<p>Como distinguir lixo espacial de meteoros<\/p>\n<p>Em muitas das imagens online que mostram a desintegra\u00e7\u00e3o incandescente de algo na nossa atmosfera, os fot\u00f3grafos perguntam:<\/p>\n<blockquote>\n<p>O que \u00e9 que acabei de ver?<\/p>\n<\/blockquote>\n<p>Mas&#8230; h\u00e1 uma forma r\u00e1pida de distinguir entre um meteoro e lixo espacial a arder na atmosfera?<\/p>\n<blockquote>\n<p>O modo mais simples de diferenciar \u00e9 pela velocidade. Um meteoro, mesmo uma bola de fogo grande, dura apenas alguns segundos e desaparece num instante.<\/p>\n<p>J\u00e1 o lixo espacial move-se a uma velocidade angular semelhante \u00e0 de um avi\u00e3o (na verdade mais r\u00e1pido, mas por estar mais alto, o movimento aparenta ser semelhante) e pode ser vis\u00edvel durante alguns minutos.<\/p>\n<\/blockquote>\n<p>Explicou McDowell.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\">\n<p>Como a atividade solar afeta os sat\u00e9lites Starlink e outros<\/p>\n<p>\u00c0 medida que a SpaceX lan\u00e7a cada vez mais sat\u00e9lites Starlink, tamb\u00e9m mais deles acabam por regressar \u00e0 Terra. Mas nem todos caem pelo mesmo motivo. Al\u00e9m de chegarem ao fim da vida \u00fatil, existem outras raz\u00f5es para a reentrada.<\/p>\n<p>Por exemplo, uma elevada atividade solar pode encurtar a vida \u00fatil dos sat\u00e9lites, e estamos a sair de um m\u00e1ximo solar, ainda num per\u00edodo de forte atividade. As tempestades solares aquecem a alta atmosfera da Terra, fazendo com que esta \u201cinche\u201d.<\/p>\n<p>O resultado \u00e9 um aumento do arrasto atmosf\u00e9rico: sat\u00e9lites em \u00f3rbita baixa, como os Starlink (bem como a ISS e sat\u00e9lites de observa\u00e7\u00e3o da Terra), passam a atravessar ar mais denso do que o normal.<\/p>\n<p>Esta densidade extra cria resist\u00eancia aerodin\u00e2mica, abrandando os sat\u00e9lites e fazendo-os perder altitude.<\/p>\n<p>Os operadores podem conseguir impulsionar alguns sat\u00e9lites de volta para uma \u00f3rbita mais alta. Mas, se n\u00e3o conseguirem, os sat\u00e9lites acabam por reentrar prematuramente na atmosfera. Foi o que aconteceu no in\u00edcio de 2022, quando uma tempestade solar condenou 40 sat\u00e9lites Starlink rec\u00e9m-lan\u00e7ados.<\/p>\n<p><a target=\"_blank\" href=\"https:\/\/pplware.sapo.pt\/wp-content\/uploads\/2025\/10\/starlink_caem_do_espaco01.webp\" rel=\"nofollow noopener\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-1081789\" src=\"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-content\/uploads\/2025\/10\/starlink_caem_do_espaco01-720x405.webp.webp\" alt=\"\" width=\"720\" height=\"405\" class=\"wp-image-1081789 size-medium\"  \/><\/a><\/p>\n<p id=\"caption-attachment-1081789\" class=\"wp-caption-text\">John Chumack, em Yellow Springs, Ohio, captou o cometa Lemmon (C\/2025 A6) em 27 de setembro de 2025. John escreveu: \u201cTr\u00e1fego intenso de sat\u00e9lites enquanto fotografava este cometa&#8230; as estrelas est\u00e3o desfocadas porque estou a acompanhar o n\u00facleo e o movimento do cometa atrav\u00e9s das estrelas de fundo&#8230; das 44 imagens separadas de 60 segundos tiradas naquela manh\u00e3, apenas 6 n\u00e3o tinham rastros de sat\u00e9lites.\u201d<\/p>\n<p>Tamb\u00e9m podem ocorrer avarias<\/p>\n<p>A atividade solar n\u00e3o \u00e9 a \u00fanica causa para a queda de sat\u00e9lites. Tamb\u00e9m podem ocorrer falhas t\u00e9cnicas. Por exemplo, a 12 de julho de 2024, um foguet\u00e3o Falcon 9 falhou na segunda fase, <strong>deixando 20 sat\u00e9lites Starlink numa \u00f3rbita \u201cerrada\u201d<\/strong>.<\/p>\n<blockquote>\n<p>Todos, exceto dois sat\u00e9lites, reentraram no mesmo dia do lan\u00e7amento, e o \u00faltimo reentrou a 20 de julho, oito dias depois.<\/p>\n<\/blockquote>\n<p>Explicou McDowell.<\/p>\n<p>Que efeito t\u00eam os sat\u00e9lites em desintegra\u00e7\u00e3o na atmosfera terrestre?<\/p>\n<p>Em 2023, a NOAA (Administra\u00e7\u00e3o Nacional Oce\u00e2nica e Atmosf\u00e9rica dos EUA) publicou uma investiga\u00e7\u00e3o cient\u00edfica sobre a estratosfera terrestre. A estratosfera \u00e9 a camada da atmosfera situada a mais de 11 km de altitude, onde voam os avi\u00f5es a jato e onde se encontra a camada de ozono.<\/p>\n<p><strong>Segundo a NOAA, a estratosfera:<\/strong><\/p>\n<blockquote>\n<p>\u2026 cont\u00e9m uma quantidade inesperada de part\u00edculas com diversos metais ex\u00f3ticos. Os cientistas acreditam que essas part\u00edculas prov\u00eam de sat\u00e9lites e de propulsores de foguet\u00f5es que se vaporizam devido ao calor intenso da reentrada.<\/p>\n<\/blockquote>\n<p>Os investigadores encontraram part\u00edculas com elementos raros como <a target=\"_blank\" href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Niobium\" rel=\"nofollow noopener\">ni\u00f3bio<\/a> e <a target=\"_blank\" href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Hafnium\" rel=\"nofollow noopener\">h\u00e1fnio<\/a>. Tamb\u00e9m detetaram uma grande quantidade de cobre, l\u00edtio e alum\u00ednio em concentra\u00e7\u00f5es muito superiores \u00e0s observadas no p\u00f3 c\u00f3smico natural.<\/p>\n<p>O uso destes elementos em ligas met\u00e1licas resistentes ao calor e de alto desempenho aponta para a ind\u00fastria aeroespacial como a principal respons\u00e1vel.<\/p>\n<p>Estas part\u00edculas min\u00fasculas podem absorver e refletir a radia\u00e7\u00e3o solar. Tamb\u00e9m podem servir de superf\u00edcie para rea\u00e7\u00f5es qu\u00edmicas destruidoras do ozono. E podem alterar a atmosfera do planeta de formas que ainda n\u00e3o compreendemos totalmente. A investiga\u00e7\u00e3o nesta \u00e1rea continua em curso.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Pode n\u00e3o demorar muito at\u00e9 olhar para o c\u00e9u noturno e ver um objeto incandescente e lento a&hellip;\n","protected":false},"author":2,"featured_media":98921,"comment_status":"","ping_status":"","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[50],"tags":[27,28,15,16,14,25,26,21,22,62,12,13,19,20,23,24,587,4109,17,18,29,30,31,63,64,65],"class_list":{"0":"post-98920","1":"post","2":"type-post","3":"status-publish","4":"format-standard","5":"has-post-thumbnail","7":"category-mundo","8":"tag-breaking-news","9":"tag-breakingnews","10":"tag-featured-news","11":"tag-featurednews","12":"tag-headlines","13":"tag-latest-news","14":"tag-latestnews","15":"tag-main-news","16":"tag-mainnews","17":"tag-mundo","18":"tag-news","19":"tag-noticias","20":"tag-noticias-principais","21":"tag-noticiasprincipais","22":"tag-principais-noticias","23":"tag-principaisnoticias","24":"tag-satelites","25":"tag-starlink","26":"tag-top-stories","27":"tag-topstories","28":"tag-ultimas","29":"tag-ultimas-noticias","30":"tag-ultimasnoticias","31":"tag-world","32":"tag-world-news","33":"tag-worldnews"},"share_on_mastodon":{"url":"","error":""},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/98920","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=98920"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/98920\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media\/98921"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=98920"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=98920"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=98920"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}