{"id":99232,"date":"2025-10-06T00:59:09","date_gmt":"2025-10-06T00:59:09","guid":{"rendered":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/99232\/"},"modified":"2025-10-06T00:59:09","modified_gmt":"2025-10-06T00:59:09","slug":"inaugurado-o-1-o-centro-de-dados-subterraneo-da-europa","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/99232\/","title":{"rendered":"Inaugurado o 1.\u00ba centro de dados subterr\u00e2neo da Europa"},"content":{"rendered":"<p>Enterrado a 100 metros de profundidade, numa mina em funcionamento nas Dolomitas, no norte de It\u00e1lia, est\u00e1 a nascer o primeiro centro de dados subterr\u00e2neo da Europa instalado num espa\u00e7o mineiro ativo. O Trentino DataMine, como foi batizado o projeto, resulta de uma parceria entre a Universidade de Trento e um grupo de empresas privadas ligadas \u00e0s \u00e1reas da tecnologia da informa\u00e7\u00e3o e da constru\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>O investimento totaliza 50,2 milh\u00f5es de euros, dos quais 18,4 milh\u00f5es s\u00e3o financiados por fundos p\u00fablicos atrav\u00e9s do programa europeu Next Generation EU, ficando o restante a cargo de capitais privados.<\/p>\n<p>Segundo Giuliano Claudio Peritore, especialista em dados digitais e presidente da Associa\u00e7\u00e3o de Provedores de Internet de It\u00e1lia, citado pela Euronews, este projeto quebra preconceitos sobre o ambiente mineiro.<\/p>\n<p>\u201cEstou absolutamente fascinado, porque uma mina \u00e9 geralmente considerada um local h\u00famido, nada adequado para acolher um centro de dados. J\u00e1 t\u00ednhamos ouvido falar de centros instalados em locais invulgares, mas nunca numa mina\u201d, afirmou.<\/p>\n<p>A exce\u00e7\u00e3o, sublinha, est\u00e1 no caso das Dolomitas: \u201cAqui temos algo especial porque a rocha dolom\u00edtica \u00e9 absolutamente seca, numa montanha est\u00e1vel, e assistimos \u00e0 utiliza\u00e7\u00e3o de um espa\u00e7o resultante da pr\u00f3pria explora\u00e7\u00e3o mineira.\u201d<\/p>\n<p>De acordo com Roberto Loro, diretor de tecnologia da empresa Dedagroup e membro do conselho da Trentino DataMine, a iniciativa combina vantagens \u00fanicas:<br \/>\u201cJ\u00e1 havia a inten\u00e7\u00e3o de aproveitar estes espa\u00e7os pelas suas caracter\u00edsticas singulares. Decidimos avan\u00e7ar porque aqui conseguimos juntar seguran\u00e7a f\u00edsica com baixo impacto ambiental e energ\u00e9tico.\u201d<\/p>\n<p>O centro, localizado a 100 metros abaixo do solo, beneficia de grande estabilidade hidrogeol\u00f3gica e est\u00e1 protegido contra sismos e ataques. A profundidade e a pr\u00f3pria composi\u00e7\u00e3o da rocha oferecem ainda uma barreira natural contra ondas eletromagn\u00e9ticas, refor\u00e7ando a ciberseguran\u00e7a.<\/p>\n<p><strong>Entre tecnologia e tradi\u00e7\u00e3o local<\/strong><br \/>A mina \u00e9 propriedade da empresa Tassullo, tradicionalmente dedicada \u00e0 extra\u00e7\u00e3o de dolomite para constru\u00e7\u00e3o, cer\u00e2mica, vidro e agricultura. Com o passar do tempo, o espa\u00e7o subterr\u00e2neo revelou-se ideal para armazenamento de produtos regionais como ma\u00e7\u00e3s do Trentino, vinhos locais e queijo Trentingrana, aproveitando a temperatura constante de 12\u00b0C.<\/p>\n<p>Agora, o novo centro de dados ser\u00e1 integrado nesse ecossistema. O calor produzido pelos servidores poder\u00e1 ser canalizado para outros processos industriais, enquanto os sistemas de refrigera\u00e7\u00e3o beneficiar\u00e3o da temperatura natural da mina.<br \/>\u201cEstamos muito satisfeitos que este centro de dados coexista com outras iniciativas, como o armazenamento de ma\u00e7\u00e3s, vinho e queijo, e esperamos novas colabora\u00e7\u00f5es. Quem precisa de calor pode usar o que produzimos, e quem precisa de frio pode beneficiar da nossa refrigera\u00e7\u00e3o\u201d, explicou Loro.<\/p>\n<p>Cerca de 60 trabalhadores est\u00e3o envolvidos na instala\u00e7\u00e3o de 50 quil\u00f3metros de cabos el\u00e9tricos e de fibra \u00f3tica, al\u00e9m de tr\u00eas quil\u00f3metros de tubagens. Sistemas de ventila\u00e7\u00e3o e geradores de energia j\u00e1 foram implementados, sendo que grande parte da refrigera\u00e7\u00e3o resulta naturalmente da temperatura est\u00e1vel da mina.<\/p>\n<p>Aproximadamente 80% das instala\u00e7\u00f5es ficar\u00e3o no subsolo, enquanto a parte restante ser\u00e1 dedicada a escrit\u00f3rios, rece\u00e7\u00e3o e \u00e1reas de seguran\u00e7a. Os arm\u00e1rios que v\u00e3o alojar os servidores j\u00e1 se encontram montados e a infraestrutura dever\u00e1 estar operacional at\u00e9 dezembro de 2025.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Enterrado a 100 metros de profundidade, numa mina em funcionamento nas Dolomitas, no norte de It\u00e1lia, est\u00e1 a&hellip;\n","protected":false},"author":2,"featured_media":99233,"comment_status":"","ping_status":"","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[50],"tags":[27,28,15,16,14,25,26,21,22,62,12,13,19,20,23,24,17,18,29,30,31,63,64,65],"class_list":{"0":"post-99232","1":"post","2":"type-post","3":"status-publish","4":"format-standard","5":"has-post-thumbnail","7":"category-mundo","8":"tag-breaking-news","9":"tag-breakingnews","10":"tag-featured-news","11":"tag-featurednews","12":"tag-headlines","13":"tag-latest-news","14":"tag-latestnews","15":"tag-main-news","16":"tag-mainnews","17":"tag-mundo","18":"tag-news","19":"tag-noticias","20":"tag-noticias-principais","21":"tag-noticiasprincipais","22":"tag-principais-noticias","23":"tag-principaisnoticias","24":"tag-top-stories","25":"tag-topstories","26":"tag-ultimas","27":"tag-ultimas-noticias","28":"tag-ultimasnoticias","29":"tag-world","30":"tag-world-news","31":"tag-worldnews"},"share_on_mastodon":{"url":"","error":""},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/99232","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=99232"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/99232\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media\/99233"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=99232"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=99232"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=99232"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}