{"id":99383,"date":"2025-10-06T07:23:17","date_gmt":"2025-10-06T07:23:17","guid":{"rendered":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/99383\/"},"modified":"2025-10-06T07:23:17","modified_gmt":"2025-10-06T07:23:17","slug":"materia-escura-energia-escura-ilusao-cosmica-provavelmente","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/99383\/","title":{"rendered":"Mat\u00e9ria escura? Energia escura? Ilus\u00e3o c\u00f3smica, provavelmente"},"content":{"rendered":"<p class=\"wp-caption-text top\"><a href=\"https:\/\/www.pexels.com\/photo\/scenic-view-of-galaxy-in-space-6498990\/\" rel=\"nofollow external noopener noreferrer\" data-wpel-link=\"external\" target=\"_blank\" class=\"ext-link\">Adam Krypel \/ Pexels<\/a><\/p>\n<p><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"size-kopa-image-size-3 wp-image-703890\" src=\"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-content\/uploads\/2025\/10\/bb0bc4106a9c7ed2899eb812d40408c2-783x450.jpg\" alt=\"\" width=\"700\" height=\"402\"  \/><\/p>\n<p><strong>Esta teoria pode mudar completamente a forma como pensamos sobre o Universo<\/strong>. <strong>\u201cA linha temporal do Universo simplesmente estica-se<\/strong>\u201c.<\/p>\n<p>Os astr\u00f3nomos pensam, h\u00e1 d\u00e9cadas, que a<strong> mat\u00e9ria escura e a energia escura constituem a maior parte do Universo<\/strong>.<\/p>\n<p>No entanto, um novo\u00a0<a href=\"https:\/\/www.uottawa.ca\/about-us\/news-all\/dark-matter-dark-energy-may-only-be-cosmic-illusion\" data-wpel-link=\"external\" target=\"_blank\" rel=\"nofollow external noopener noreferrer\" class=\"ext-link\">estudo<\/a> sugere que <strong>poder\u00e3o n\u00e3o existir<\/strong> de todo.<\/p>\n<p>Em vez disso, o que nos parece ser mat\u00e9ria e energia escuras pode ser simplesmente o efeito das for\u00e7as naturais do Universo enfraquecendo lentamente \u00e0 medida que este envelhece.<\/p>\n<p>Liderado por Rajendra Gupta, professor no Departamento de F\u00edsica da Universidade de Otava, o estudo afirma que se as for\u00e7as b\u00e1sicas da natureza (como a gravidade) mudarem lentamente ao longo do tempo e no espa\u00e7o, podem explicar os estranhos fen\u00f3menos que observamos, tais como a forma como as gal\u00e1xias evoluem e giram e como o Universo se expande.<\/p>\n<p>Desafiando conceitos estabelecidos<\/p>\n<p>\u201cAs for\u00e7as do Universo <strong>enfraquecem,<\/strong> em m\u00e9dia, \u00e0 medida que este se expande\u201d, <a href=\"https:\/\/www.uottawa.ca\/about-us\/news-all\/dark-matter-dark-energy-may-only-be-cosmic-illusion\" data-wpel-link=\"external\" target=\"_blank\" rel=\"nofollow external noopener noreferrer\" class=\"ext-link\">explica<\/a> o professor Gupta. \u201cEste enfraquecimento faz com que pare\u00e7a que existe um <strong>impulso misterioso<\/strong> que faz com que o Universo se expanda mais rapidamente (que \u00e9 identificado como a energia escura). No entanto, \u00e0 escala das gal\u00e1xias e dos enxames de gal\u00e1xias, a varia\u00e7\u00e3o destas for\u00e7as no espa\u00e7o gravitacionalmente limitado resulta numa gravidade extra (que se considera ser devida \u00e0 mat\u00e9ria escura). Mas estas coisas podem ser apenas ilus\u00f5es, resultantes da evolu\u00e7\u00e3o das constantes que definem a for\u00e7a das for\u00e7as\u201d.<\/p>\n<p>E acrescenta: \u201cH\u00e1 dois fen\u00f3menos muito diferentes que devem ser explicados pela mat\u00e9ria escura e pela energia escura: o primeiro \u00e9 \u00e0 <strong>escala cosmol\u00f3gica,<\/strong> ou seja, a uma escala superior a 600 milh\u00f5es de anos-luz, assumindo que o Universo \u00e9 homog\u00e9neo e igual em todas as dire\u00e7\u00f5es. O segundo \u00e9 \u00e0 <strong>escala astrof\u00edsica,<\/strong> ou seja, a uma escala mais pequena o Universo \u00e9 muito irregular e depende da dire\u00e7\u00e3o. No modelo padr\u00e3o, os dois cen\u00e1rios requerem equa\u00e7\u00f5es diferentes para explicar as observa\u00e7\u00f5es usando mat\u00e9ria escura e energia escura. O nosso \u00e9 o \u00fanico que as explica com a mesma equa\u00e7\u00e3o e sem necessidade de mat\u00e9ria ou energia escuras\u201d.<\/p>\n<p>\u201cO que \u00e9 realmente excitante \u00e9 que esta nova abordagem permite-nos explicar o que vemos no c\u00e9u: a rota\u00e7\u00e3o das gal\u00e1xias, o agrupamento de gal\u00e1xias e at\u00e9 a forma como a luz se curva em torno de objetos massivos, sem termos de imaginar que h\u00e1 algo escondido l\u00e1 fora. Tudo isto \u00e9 apenas o<strong> resultado da varia\u00e7\u00e3o das constantes da natureza \u00e0 medida que o Universo envelhece e se torna irregular<\/strong>\u201c.<\/p>\n<p>Novo modelo aplicado \u00e0 escala astrof\u00edsica<\/p>\n<p>No ano passado, o professor Gupta <strong>p\u00f4s em causa a exist\u00eancia da mat\u00e9ria escura<\/strong> no Universo no seu estudo \u00e0 escala cosmol\u00f3gica. Neste trabalho \u00e0 escala astrof\u00edsica, questionou os modelos te\u00f3ricos atuais para as curvas de rota\u00e7\u00e3o das gal\u00e1xias.<\/p>\n<p>No novo modelo, o par\u00e2metro frequentemente designado por \u03b1 emerge do facto de se permitir a evolu\u00e7\u00e3o das constantes de acoplamento.<\/p>\n<p>Com efeito, \u03b1 comporta-se como uma \u201ccomponente\u201d extra nas equa\u00e7\u00f5es gravitacionais que produz efeitos semelhantes aos que os astr\u00f3nomos atribuem \u00e0 mat\u00e9ria escura e \u00e0 energia escura.<\/p>\n<p>Em escalas cosmol\u00f3gicas, \u03b1 \u00e9 tratado como uma constante (por exemplo, determinado pelo ajuste de dados de supernovas).<\/p>\n<p>Mas localmente (\u00e0 escala astrof\u00edsica), numa gal\u00e1xia, dado que a distribui\u00e7\u00e3o da mat\u00e9ria comum (buracos negros, estrelas, planetas, g\u00e1s, etc.) varia drasticamente, \u03b1 varia, fazendo com que o efeito gravitacional extra dependa da localiza\u00e7\u00e3o dessa mat\u00e9ria.<\/p>\n<p>Assim, a nova teoria prev\u00ea que, <strong>em regi\u00f5es onde existe muita mat\u00e9ria comum, o efeito gravitacional extra \u00e9 menor<\/strong>, e onde a densidade de mat\u00e9ria detet\u00e1vel \u00e9 baixa, \u00e9 maior.<\/p>\n<p>De facto, em vez de adicionar halos de mat\u00e9ria escura \u00e0 volta das gal\u00e1xias, a atra\u00e7\u00e3o gravitacional extra vem de \u03b1 no novo modelo. Reproduz as \u201ccurvas de rota\u00e7\u00e3o planas\u201d observadas (estrelas que se movem mais depressa do que o esperado nas partes exteriores das gal\u00e1xias).<\/p>\n<p>Implica\u00e7\u00f5es para a astronomia<\/p>\n<p>O professor Gupta pensa que esta ideia pode <strong>resolver<\/strong> alguns dos maiores <strong>quebra-cabe\u00e7as<\/strong> da astronomia. \u201cDurante anos, lut\u00e1mos para explicar como \u00e9 que as gal\u00e1xias do Universo primitivo se formaram t\u00e3o rapidamente e se tornaram t\u00e3o massivas\u201d, afirma. \u201cCom o nosso modelo, <strong>n\u00e3o \u00e9 necess\u00e1rio assumir quaisquer part\u00edculas ex\u00f3ticas ou quebrar as regras da f\u00edsica. A linha temporal do Universo simplesmente estica-se<\/strong>, quase duplicando a idade do Universo e abrindo caminho para tudo o que observamos\u201d.<\/p>\n<p>Efetivamente, a linha temporal alargada para a forma\u00e7\u00e3o de estrelas e gal\u00e1xias torna muito mais f\u00e1cil explicar como \u00e9 que estruturas grandes e complexas como gal\u00e1xias e buracos negros podem ter aparecido t\u00e3o cedo no Universo.<\/p>\n<p><strong>Esta teoria pode mudar completamente a forma como pensamos sobre o Universo<\/strong>. D\u00e1 mesmo a entender que a procura de part\u00edculas de mat\u00e9ria escura, algo em que os cientistas gastaram anos e milhares de milh\u00f5es de d\u00f3lares, poder\u00e1 afinal n\u00e3o ser necess\u00e1ria. Mesmo que as part\u00edculas ex\u00f3ticas sejam encontradas experimentalmente, teriam de constituir cerca de seis vezes a massa da mat\u00e9ria comum.<\/p>\n<p>\u201cPor vezes, a explica\u00e7\u00e3o mais simples \u00e9 a melhor. <strong>Talvez os maiores segredos do Universo sejam apenas partidas pregadas pelas constantes evolutivas da natureza<\/strong>\u201c, conclui o Professor Gupta.<\/p>\n<p>    <a href=\"https:\/\/zap.aeiou.pt\/subscrever-newsletter\" data-wpel-link=\"internal\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">&#13;<br \/>\n        <img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-575475\" src=\"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-content\/uploads\/2025\/10\/1759488252_901_2d51fe4a0ba54894421ead1809309ed9-1-450x140.jpg\" alt=\"Subscreva a Newsletter ZAP\" width=\"450\" height=\"140\"\/>&#13;<br \/>\n    <\/a><\/p>\n<p>                <a href=\"https:\/\/whatsapp.com\/channel\/0029VaIC4EE2f3EJZPPSbR34\" data-wpel-link=\"external\" target=\"_blank\" rel=\"nofollow external noopener noreferrer\" class=\"ext-link\">&#13;<br \/>\n                    <img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-575475\" src=\"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-content\/uploads\/2025\/10\/1759488253_967_c68c559d956d4ca20f435ed74a6e71e6.png\" alt=\"Siga-nos no WhatsApp\" width=\"175\" height=\"64\"\/>&#13;<br \/>\n                <\/a><\/p>\n<p>                <a href=\"https:\/\/news.google.com\/publications\/CAAiEHRwZondIV71PDjWNoqMduEqFAgKIhB0cGaJ3SFe9Tw41jaKjHbh?hl=en-US&amp;gl=US&amp;ceid=US%3Aen\" data-wpel-link=\"external\" target=\"_blank\" rel=\"nofollow external noopener noreferrer\" class=\"ext-link\">&#13;<br \/>\n                    <img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-575475\" src=\"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-content\/uploads\/2025\/10\/1759488253_371_5123dd8b087b644fdb8f8603acd1bad4.png\" alt=\"Siga-nos no Google News\" width=\"176\" height=\"64\"\/>&#13;<br \/>\n                <\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Adam Krypel \/ Pexels Esta teoria pode mudar completamente a forma como pensamos sobre o Universo. \u201cA linha&hellip;\n","protected":false},"author":2,"featured_media":99384,"comment_status":"","ping_status":"","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[84],"tags":[122,443,109,107,108,1347,32,33,105,103,104,106,110,2077],"class_list":{"0":"post-99383","1":"post","2":"type-post","3":"status-publish","4":"format-standard","5":"has-post-thumbnail","7":"category-ciencia-e-tecnologia","8":"tag-astrofisica","9":"tag-astronomia","10":"tag-ciencia","11":"tag-ciencia-e-tecnologia","12":"tag-cienciaetecnologia","13":"tag-estudo","14":"tag-portugal","15":"tag-pt","16":"tag-science","17":"tag-science-and-technology","18":"tag-scienceandtechnology","19":"tag-technology","20":"tag-tecnologia","21":"tag-universo"},"share_on_mastodon":{"url":"","error":""},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/99383","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=99383"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/99383\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media\/99384"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=99383"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=99383"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=99383"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}