{"id":99460,"date":"2025-10-06T09:04:19","date_gmt":"2025-10-06T09:04:19","guid":{"rendered":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/99460\/"},"modified":"2025-10-06T09:04:19","modified_gmt":"2025-10-06T09:04:19","slug":"a-maioria-dos-portugueses-nao-investe-porque","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/99460\/","title":{"rendered":"A maioria dos portugueses n\u00e3o investe. Porqu\u00ea?"},"content":{"rendered":"<p class=\"wp-caption-text top\">ZAP \/\/ Andr\u00e9 Kosters \/ Lusa; IGCP<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"size-kopa-image-size-3 wp-image-539453\" src=\"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-content\/uploads\/2025\/10\/911af7aa209e00b49f3d6fd2afa92564-1-783x450.jpg\" alt=\"\" width=\"700\" height=\"402\"  \/><\/p>\n<p><strong>A maioria (61%) dos portugueses n\u00e3o investe. Sobretudo, por falta de dinheiro para investir (37%). No entanto, tamb\u00e9m h\u00e1 uma percentagem consider\u00e1vel de pessoas (27%) que simplesmente prefere ter o dinheiro parado e poupar sem investir.<br \/><\/strong><\/p>\n<p>O Doutor Finan\u00e7as divulgou esta sexta-feira os <a href=\"https:\/\/wetransfer.com\/downloads\/b2005718dbebd5e5f6ef7a80c78f3db220251002190517\/e3588c?t_exp=1759691117&amp;t_lsid=62bb9a90-e967-4f9b-927a-ec0869fc8908&amp;t_network=link&amp;t_rid=ZW1haWx8Njc0NDQ5ZjhiNjM1NTFjNmY2MjJlODE5&amp;t_s=download_link&amp;t_ts=1759431917\" data-wpel-link=\"external\" target=\"_blank\" rel=\"nofollow external noopener noreferrer\" class=\"ext-link\">resultados do Bar\u00f3metro<\/a> H\u00e1bitos de Investimento dos Portugueses, desenvolvido em parceria com o Centro de Estudos Aplicados da Cat\u00f3lica de Lisboa.<\/p>\n<p>Os resultados revelam que a maioria (61%) n\u00e3o investe, justificando esta op\u00e7\u00e3o sobretudo pela <strong>falta de dinheiro dispon\u00edvel para investir (37%)<\/strong>.<\/p>\n<p>A outra parte dos portugueses que n\u00e3o investe, embora tenha dinheiro, prefere t\u00ea-lo parado e apenas <strong>poupar sem investir (27%)<\/strong>.<\/p>\n<p>Entre os que investem, a <strong>escolha recai em produtos de capital garantido<\/strong>: dep\u00f3sitos a prazo (49%), Planos Poupan\u00e7a Reforma \u2013 PPR (38%) e certificados de aforro ou Tesouro (35%). Isto evidencia a tradicional prefer\u00eancia portuguesa por <strong>aplica\u00e7\u00f5es seguras e de baixo risco.<\/strong><\/p>\n<p>Ainda que o ouro\/prata (39%), as a\u00e7\u00f5es (29%) e os fundos de investimento (22%) surjam como alternativas relevantes e atrativas, os ativos de maior risco como <strong>ETF (14%) e criptomoedas (10%) t\u00eam express\u00e3o reduzida<\/strong>, revelando uma abertura ainda cautelosa a solu\u00e7\u00f5es mais vol\u00e1teis.<\/p>\n<p>Portugueses t\u00eam avers\u00e3o ao risco<\/p>\n<p>O perfil de risco declarado pelos inquiridos est\u00e1 em linha com os comportamentos: <strong>49% assume-se conservador, 41% moderado<\/strong>, e s\u00f3 6% se declara agressivo.<\/p>\n<p>Quase metade (48%) s\u00f3 det\u00e9m produtos de capital garantido, revelando uma baixa toler\u00e2ncia \u00e0 desvaloriza\u00e7\u00e3o. Esta <strong>prud\u00eancia \u00e9 tamb\u00e9m reflexo da experi\u00eancia<\/strong> de investimento: <strong>44% j\u00e1 perdeu dinheiro<\/strong>, refor\u00e7ando a op\u00e7\u00e3o por solu\u00e7\u00f5es seguras.<\/p>\n<p>A preocupa\u00e7\u00e3o com a sustentabilidade ainda n\u00e3o tem um peso relevante: apenas 29% considera fatores ESG, com aplica\u00e7\u00e3o pr\u00e1tica muito residual. Tamb\u00e9m a diversifica\u00e7\u00e3o permanece limitada: 71% afirma conhecer o conceito, mas s\u00f3 40% o aplica de forma efetiva.<\/p>\n<p>A <strong>banca mant\u00e9m-se como a principal fonte de informa\u00e7\u00e3o (52%)<\/strong> e canal de investimento (50%), revelando depend\u00eancia de intermedi\u00e1rios institucionais. Apesar disso, <strong>aumenta o recurso a canais digitais<\/strong>, como aplica\u00e7\u00f5es (20%) e plataformas (17%), ainda que com menor express\u00e3o. Cerca de 21% dos respondentes tamb\u00e9m procuram informa\u00e7\u00e3o junto de amigos e fam\u00edlia.<\/p>\n<p>Quem \u00e9 que investe as suas poupan\u00e7as?<\/p>\n<p>A<strong> esmagadora maioria aplica uma percentagem moderada ou baixa<\/strong> do seu rendimento. Um ter\u00e7o (33%) investe entre 5% e 10%, e uma fatia significativa (21%) diz aplicar mais de 20% \u2014 sobretudo homens e pessoas com mais de 65 anos.<\/p>\n<p>O estudo confirma a <strong>rela\u00e7\u00e3o direta entre rendimento familiar e capacidade<\/strong> de investir.<\/p>\n<p>Nos escal\u00f5es de rendimento at\u00e9 \u20ac1500, a esmagadora maioria aplica menos de 5% do seu rendimento. Acima dos 3.000\u20ac, 11% investe mais de 20%, revelando maior margem de poupan\u00e7a.<\/p>\n<p>Entre os investidores, <strong>a maioria (45%) investe h\u00e1 10 anos ou mais<\/strong> \u2013 mais homens e mais seniores; 32% f\u00e1-lo nos \u00faltimos 5 anos, e apenas uma minoria (16%) tem um hist\u00f3rico de investimento, entre 5 e 10 anos.<\/p>\n<p>Quanto \u00e0 frequ\u00eancia, <strong>36% refor\u00e7a mensalmente as suas aplica\u00e7\u00f5es<\/strong>, 24% f\u00e1-lo de forma ocasional, enquanto 15% e 12% investe anualmente ou trimestralmente, respetivamente.<\/p>\n<p>Apesar de 41% afirmar conhecer bem os produtos em que investe, <strong>37% admite ter apenas no\u00e7\u00f5es b\u00e1sicas<\/strong>. Uma minoria significativa toma decis\u00f5es sobretudo com base em recomenda\u00e7\u00f5es de profissionais (7%) ou de familiares e amigos (7%), refor\u00e7ando a import\u00e2ncia da educa\u00e7\u00e3o financeira e do aconselhamento especializado.<\/p>\n<p>\u201cA par da literacia financeira, tamb\u00e9m <strong>precisamos de uma inje\u00e7\u00e3o de confian\u00e7a<\/strong>\u201d, afirma <strong>S\u00e9rgio Cardoso<\/strong>, Chief Education Officer do Doutor Finan\u00e7as, num comunicado enviado ao ZAP.<\/p>\n<p>Este estudo foi realizado entre 31 de julho e 28 de agosto de 2025, atrav\u00e9s de inqu\u00e9rito telef\u00f3nico (CATI) a 701 indiv\u00edduos, com idades entre os 18 e os mais de 65 anos, residentes em Portugal, assegurando representatividade nacional em termos de g\u00e9nero, idade, regi\u00e3o e escal\u00e3o socioecon\u00f3mico.<\/p>\n<p>    <a href=\"https:\/\/zap.aeiou.pt\/subscrever-newsletter\" data-wpel-link=\"internal\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">&#13;<br \/>\n        <img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-575475\" src=\"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-content\/uploads\/2025\/10\/1759488252_901_2d51fe4a0ba54894421ead1809309ed9-1-450x140.jpg\" alt=\"Subscreva a Newsletter ZAP\" width=\"450\" height=\"140\"\/>&#13;<br \/>\n    <\/a><\/p>\n<p>                <a href=\"https:\/\/whatsapp.com\/channel\/0029VaIC4EE2f3EJZPPSbR34\" data-wpel-link=\"external\" target=\"_blank\" rel=\"nofollow external noopener noreferrer\" class=\"ext-link\">&#13;<br \/>\n                    <img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-575475\" src=\"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-content\/uploads\/2025\/10\/1759488253_967_c68c559d956d4ca20f435ed74a6e71e6.png\" alt=\"Siga-nos no WhatsApp\" width=\"175\" height=\"64\"\/>&#13;<br \/>\n                <\/a><\/p>\n<p>                <a href=\"https:\/\/news.google.com\/publications\/CAAiEHRwZondIV71PDjWNoqMduEqFAgKIhB0cGaJ3SFe9Tw41jaKjHbh?hl=en-US&amp;gl=US&amp;ceid=US%3Aen\" data-wpel-link=\"external\" target=\"_blank\" rel=\"nofollow external noopener noreferrer\" class=\"ext-link\">&#13;<br \/>\n                    <img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-575475\" src=\"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-content\/uploads\/2025\/10\/1759488253_371_5123dd8b087b644fdb8f8603acd1bad4.png\" alt=\"Siga-nos no Google News\" width=\"176\" height=\"64\"\/>&#13;<br \/>\n                <\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"ZAP \/\/ Andr\u00e9 Kosters \/ Lusa; IGCP A maioria (61%) dos portugueses n\u00e3o investe. 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