A ministra da Saúde alertou esta segunda-feira para a “atividade gripal crescente” que se tem verificado “nas últimas semanas” e com “potencial para um impacto maior do que em épocas anteriores”.
“Os dados mais recentes mostram uma atividade gripal crescente nas últimas semanas, já com impacto visível nas nossas unidades de saúde. Este impacto será mais intenso nas proximas semanas”, começou por dizer Ana Paula Martins, em conferência de imprensa, apontando que esta tendência está a verificar-se também “em toda a Europa”.
Confirmando que “este ano a época gripal começou cerca de um mês mais cedo do que é habitual”, a ministra destaca a predominância do vírus Influenza, tendo sido detetado “um novo subtipo”, o que poderá traduzir-se numa “maior repercussão na população em geral e um impacto acrescido nos grupos de maiores risco, como os idosos e as pessoas com doenças crónicas”.
“Embora seja um fenómeno habitual todos os anos, este ano a gripe está a surgir mais cedo e com potencial para um impacto maior do que em épocas anteriores”, avisa a ministra.
Neste contexto, acrescenta a ministra, “as próximas oito semanas serão particularmente exigentes”, sendo “previsível um aumento da procura dos serviços de urgência, hospitais, centros de saúde e da linha SNS24”.
Daí que o ministério esteja a implementar o plano de resposta sazonal para o inverno, que “define medidas para reforçar a capacidade de resposta do SNS durante os meses de maior pressão”, o que implica, por exemplo, “parar a atividade cirúrgica” sempre que se atingir “uma pressão significativa dos serviços de urgência – “mantendo sempre as cirurgias urgentes e oncológicas, como é natural”, ressalva Ana Paula Martins.
Além disso, o Ministério da Saúde decidiu ativar “duas semanas mais cedo” uma ‘task-force’ semelhante à que foi criada no inverno do ano passado, e que integra a direção-executiva do SNS, a Direção-Geral da Saúde, o Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge, o INEM e a linha Saúde24, para, em conjunto, tomarem as “medidas necessárias para minimizar impactos negativos”.
Caberá à direção-executiva do SNS monitorizar a resposta das unidades de saúde de acordo com os planos de contingência em vigor, acrescenta Ana Paula Martins.
A ministra reforça que “a vacinação contra a gripe continua a ser a medida mais eficaz” e, por isso, deixa um apelo a quem ainda não se vacinou e faz parte dos grupos prioritários: “Façam-no o quanto antes, a vacina é gratuita para os grupos prioritários e está disponivel nos centros de saúde e farmácias aderentes.”
Além disso, Ana Paula Martins aconselha o uso de máscara facial “em espaços fechados ou quando se apresentem sintomas” de gripe.