Um benefício adicional: assim como outras dietas à base de plantas, a dieta nórdica pode ser também especialmente saudável para o planeta. “Um ponto positivo da dieta nórdica é que ela prioriza a saúde ambiental com alimentos de origem local e da estação“, afirma Laura Chiavaroli, professora assistente do departamento de ciências nutricionais da Universidade de Toronto, no Canadá. Alimentos de origem local exigem menos transporte e, portanto, produzem menos emissões de gases de efeito estufa. E “leguminosas e vegetais têm uma pegada ambiental menor”, acrescenta ela.
O que torna a dieta nórdica benéfica para tantas condições de saúde diferentes são os alimentos anti-inflamatórios e ricos em antioxidantes que ela contém. Isso é significativo porque a inflamação é a principal via de acesso a todas as principais doenças crônicas, observa Katz.
“Os componentes da dieta nórdica, especialmente as frutas e os vegetais, são fontes ricas em antioxidantes”, afirma Chiavaroli. Além disso, os grãos integrais, frutas, vegetais e leguminosas presentes na dieta são boas fontes de fibras, que podem ajudar a aumentar a sensação de saciedade e promover o crescimento de bactérias saudáveis no intestino, acrescenta Chiavaroli.
Além disso, grãos integrais como centeio e cevada têm um índice glicêmico mais baixo, o que ajuda na regulação do açúcar no sangue, observa Andrea Glenn, nutricionista e professora assistente de nutrição da Universidade de Nova York, nos Estados Unidos. E os ácidos graxos ômega-3 presentes em peixes oleosos são benéficos para a saúde do coração e do cérebro, afirma Blatner.
Além disso, a dieta nórdica “ajuda a equilibrar os níveis hormonais, principalmente de insulina, hormônios do estresse como epinefrina, norepinefrina e cortisol, e [hormônios reguladores do apetite como] grelina e leptina”, explica Katz.
De fato, essa dieta é um exemplo de como a soma de seus ingredientes é maior do que a soma das partes individuais. “O que torna a dieta nórdica tão saudável é que há muitos fatores trabalhando juntos — provavelmente uma combinação de alimentos que reduzem a inflamação e o risco de todas essas principais causas de morte”, diz Joan Salge Blake, nutricionista e professora clínica de nutrição da Universidade de Boston (Estados Unidos) e apresentadora do podcast de nutrição e saúde Spot On!
Outra vantagem potencial: muitos elementos da dieta são bastante acessíveis. O óleo de canola, por exemplo, é mais barato que o azeite (que é um elemento básico da dieta mediterrânea), e os tubérculos costumam ser baratos, observa Glenn.
Quando se trata de ingredientes que tendem a ser mais caros, como peixe, você pode optar por enlatados ou congelados. “Quando frutos do mar ou vegetais são congelados, eles já estão limpos, picados e prontos para consumo, o que minimiza o desperdício de alimentos”, afirma Salge Blake.
Independentemente de onde você more, mesmo que não seja em um clima frio ou nórdico, você pode adaptar a dieta para que funcione para você. Se não encontrar lingonberries, por exemplo, pode optar por outras frutas vermelhas. Não encontra um pão de centeio nórdico tradicional no supermercado? Procure outro tipo de pão de centeio integral com sementes.
Ou escolha pães crocantes de centeio em vez de biscoitos comuns. A chave é priorizar alimentos integrais ou minimamente processados, comenta Glenn. “Há bastante espaço para variedade nessas escolhas alimentares”, diz Katz. Seja como for, acrescenta ele, “o benefício de se alimentar bem é ter mais anos de vida e mais qualidade de vida nesses anos”.