Meditação, mindfulness, impermanência e não-eu: revisão integrativa sobre interfaces entre Psicologia, Neurociência e Budismo

Cleyson Rocha da Silva

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Como Citar:
DA SILVA, Cleyson Rocha. Meditação, mindfulness, impermanência e não-eu: revisão integrativa sobre interfaces entre Psicologia, Neurociência e Budismo. Revista Sociedade Científica, vol. 9, n. 1, p. 1863-1873, 2026.
https://doi.org/10.61411/rsc202641519
DOI: 10.61411/rsc202641519
Área do conhecimento: Ciências Humanas; Ciências da Saúde
Sub-área: Psicologia; Medicina
Palavras-chave: mindfulness; Meditação; Psicologia; Neurociência; Budismo.
Publicado: 1º de julho de 2026.

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Resumo

Este estudo teve como objetivo analisar criticamente, por meio de revisão integrativa, como a literatura científica tem articulado práticas meditativas de matriz budista, constructos psicológicos e achados neurocientíficos, com ênfase em mindfulness, compaixão, impermanência e não-eu. Adotou-se um protocolo reconstruído e explicitado para esta versão do manuscrito, com buscas nas bases PubMed, SciELO, PEPSIC e Google Acadêmico, utilizando descritores em português e inglês relacionados a budismo, mindfulness, meditação, psicologia, neurociência, self e impermanência. Foram priorizados artigos, capítulos e livros acadêmicos com aderência direta ao problema de pesquisa, em português e inglês, excluindo-se textos opinativos, enciclopédias colaborativas, blogs e materiais jornalísticos. Após triagem temática e metodológica, o corpus analítico concentrou-se em estudos que discutiam evidências empíricas, formulações teóricas e limites interpretativos dessa interface interdisciplinar. Os estudos convergem ao indicar que práticas meditativas estão associadas à regulação atencional, à redução de ruminação, a mudanças em circuitos ligados à autorreferência e a ganhos de compaixão e autorregulação emocional. Entretanto, a literatura também aponta heterogeneidade metodológica, amostras reduzidas, dificuldade de comparação entre técnicas meditativas e risco de reducionismo biológico ao transpor conceitos budistas para a linguagem neurocientífica. Conclui-se que a aproximação entre Psicologia, Neurociência e Budismo é promissora, mas requer maior rigor conceitual e metodológico, especialmente na distinção entre evidência empírica, interpretação filosófica e aplicação clínica.

Artigo
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Sumário
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