Um recluso do Estabelecimento Prisional de Faro foi encontrado morto na sua cela esta sexta-feira, por causas ainda por determinar, quando se procedeu à abertura matinal das portas, informou a Direção-Geral de Reinserção e Serviços Prisionais (DGRSP).
A DGRSP avançou à agência Lusa que, quando as portas se abriram após o período noturno, “o recluso foi encontrado, pelos elementos da vigilância, deitado na sua cama, na cela que partilhava com outro companheiro”.
O Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM) ainda foi acionado, mas a confirmação da morte levou o estabelecimento prisional “a ativar a Polícia Judiciária”, que vai agora averiguar as circunstâncias da morte do recluso, referiu o organismo.
“O corpo será encaminhado para autópsia, que determinará a causa da morte”, acrescentou a DGRSP, assinalando que foi também instaurado internamente, “conforme o regulamentado”, um inquérito para “apurar as circunstâncias da ocorrência”.
Segundo notícias divulgadas esta sexta-feira na imprensa, o recluso encontrado morto estava a cumprir prisão preventiva por suspeitas de ter participado no homicídio de Ricardo Claro, gestor de um restaurante situado no empreendimento turístico em Vale do Lobo.
A vítima, de 50 anos, foi dada como desaparecida em março passado e encontrada morta semanas depois, no concelho de Loulé, tendo sido detido na altura um suspeito de 39 anos por “fortes indícios” de que estaria “diretamente envolvido” no seu desaparecimento.