Aumentar o número de passos diários pode ser tão eficaz para controlar a asma moderada a grave quanto praticar treinos aeróbicos estruturados. A conclusão é de um estudo da Universidade de São Paulo (USP) publicado na revista “Pulmonology”.

A pesquisa mostrou que ambas as abordagens melhoram a qualidade de vida, aliviam sintomas de ansiedade e depressão e mantêm a doença sob controle a médio prazo. Isso oferece alternativas mais flexíveis de tratamento não farmacológico.

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O trabalho é resultado do doutorado do fisioterapeuta David Halen Araújo Pinheiro, desenvolvido na Faculdade de Medicina da USP (FM-USP). Segundo o pesquisador, um estudo anterior já indicava que caminhar 7.500 passos por dia resulta em um melhor controle clínico da asma.

Como a pesquisa foi feita

O novo estudo contou com 52 voluntários com diagnóstico de asma moderada a grave não controlada. Os participantes, com idades entre 18 e 65 anos, estavam inativos e em tratamento médico há pelo menos seis meses.

Eles foram divididos em dois grupos por oito semanas. O primeiro realizou treinos aeróbicos supervisionados em esteira duas vezes por semana. O segundo recebeu orientações e um relógio inteligente para aumentar a contagem de passos diários com caminhadas.

Os resultados mostraram que os voluntários de ambos os grupos tiveram menos sintomas respiratórios. O benefício se manteve quatro meses após o término das intervenções. Nenhuma das estratégias se mostrou superior à outra.

“O treinamento aeróbio requer um aparato maior e precisa ser supervisionado. Já com uma simples caminhada, o paciente tende também a controlar a doença”, ressalta Pinheiro.

No grupo do treino aeróbico, o aumento médio foi de 1.537 passos diários após a intervenção. No grupo da caminhada, o acréscimo foi de 1.126 passos. Quatro meses depois, o grupo da caminhada registrou um número de passos ligeiramente maior que o do treino aeróbio.

O pesquisador destaca, contudo, que as atividades físicas são um complemento ao tratamento. “Não podemos jamais parar de fazer uso do tratamento que o médico prescreve”, afirma.

*Com informações da Agência Fapesp

Uma ferramenta de IA foi usada para auxiliar na produção desta reportagem, sob supervisão editorial humana.

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