Publicado a
07/09/2026 – 11:09 GMT+2
No Egito, a conhecida apresentadora de televisão Sarah Khalifa foi condenada à morte, juntamente com 11 pessoas, num amplo processo de fabrico e tráfico de droga.
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Segundo notícias publicadas no sábado pela imprensa oficial do país, Khalifa, de 39 anos, era conhecida pelo programa “Missão Impossível”, dedicado a temas de segurança e criminalidade.
De acordo com o jornal El-Ahram, ligado ao Estado, um tribunal no Cairo condenou Khalifa e outros 11 arguidos à pena de morte pelos crimes de “criar uma organização criminosa para obter substâncias usadas na produção de droga com vista à sua comercialização, possuir e transportar armas de fogo e munições sem licença”.
A decisão foi anunciada após consulta ao mufti do Egito para a emissão de um parecer religioso, em conformidade com o procedimento previsto na lei egípcia para crimes puníveis com a pena de morte. A sentença é passível de recurso.
Segundo o órgão estatal Ahbar El-Yevm, Khalifa – proprietária de uma clínica de estética e de uma empresa de organização de eventos – e os restantes arguidos foram acusados de “produzir e comercializar drogas sintéticas, importando do estrangeiro as matérias-primas usadas na sua fabricação”.
O El-Ahram informou que, nas operações, as forças de segurança apreenderam mais de 750 quilos de droga e de matérias-primas, dois apartamentos usados como laboratório e numerosas armas de fogo e munições sem licença.
O tribunal condenou ainda Khalifa e alguns dos arguidos a cinco anos de prisão, no âmbito de outro processo relativo ao rapto e agressão de um jovem.
No Egito, a pena de morte aplica-se em casos de homicídio premeditado, terrorismo, alguns crimes de agressão sexual e tráfico de droga. Segundo dados da Comissão Egípcia para os Direitos e Liberdades, foram proferidas 541 sentenças de morte no país em 2025.