Um bebé de quatro meses, que estava internado no serviço de pediatria do Hospital de Gaia, foi levado pela mãe esta quarta-feira, sem autorização, avançou o Correio da Manhã e confirmou o Observador. A criança iria ser entregue esta quinta-feira a uma família de acolhimento, conforme decisão judicial.

“Confirmamos que, durante a tarde de ontem [quarta-feira], uma mãe retirou a filha do internamento de Pediatria, contornando as medidas de segurança, e após ter sido informada pelo tribunal, durante a manhã, de que a criança seria entregue a uma família de acolhimento ainda hoje [quinta-feira]”, refere a Unidade Local de Saúde de Gaia e Espinho, em resposta ao Observador.

A ULS garante que nem a mãe nem a família estavam impedidos de visitar o bebé. “A família não estava impedida de visitar a criança. Foi durante uma visita regular e autorizada, em que estavam presentes a mãe e a avó, que a bebé desapareceu”, esclarece o Hospital de Gaia. A PSP foi chamada ao hospital durante a tarde de quarta-feira para tomar conta da ocorrência.

Entretanto, a ULS de Gaia e Espinho já abriu um inquérito interno para averiguar as circunstâncias em que a criança foi levada do hospital, nomeadamente, no que diz respeito à remoção da pulseira eletrónica. “A pulseira da criança foi retirada sem corte ou dano e encontrada no caixote do lixo do quarto, pelo que o alarme não foi acionado”, refere a ULS, recordando que “todas as crianças internadas utilizam uma pulseira eletrónica que emite alarme caso ultrapassem as portas do serviço ou caso sejam danificadas ou cortadas”.

O Observador sabe que a criança foi retirada por falta de condições de habitabilidade.

Em declarações ao jornalistas esta quinta-feira de manhã, o presidente do Conselho de Administração da ULS de Gaia e Espinho garantiu que o sistema de segurança das pulseiras eletrónicas vai ser alvo de uma avaliação. “Vamos avaliar o sistema das pulseiras, para retirarmos uma aprendizagem para que não se repita. Não pode voltar a acontecer“, referiu Luís Cruz Matos, garantindo, no entanto, que a pulseira que havia sido colocado na criança em causa estava a funcionar.

A ULS vai agora averiguar de que forma a mulher conseguiu retirar a pulseira do bebé sem ativar os alarmes “Ao retirar a pulseira, inibiu o sistema de segurança e conseguiu violar o sistema de segurança”, confirmou o responsável.

Nota: texto atualizado às 11 horas com as declarações do presidente da ULS de Gaia e Espinho